Benjamim Não Foi

Meditação do dia: 19/12/2020

A Benjamim, porém, irmão de José, não enviou Jacó com os seus irmãos, porque dizia: Para que lhe não suceda, porventura, algum desastre.(Gn 42.4)

Benjamim Não Foi – Benjamim a esta altura já era adulto e não temos registros de como fora a sua criação, órfão de mãe desde o nascimento e ainda muito cedo perdeu a companhia de José. Mas em todas as entrelinhas percebemos que Jacó o protegeu ainda mais do que fazia antes e parece que os próprios irmãos compreenderam a situação que causaram ao pai e ao pequeno Benjamim e colaboraram na proteção ou ao menos não pegaram pesado com ele. Aquela mistura de culpa fratricida, que provavelmente eles assumiram, pois passaram a acreditar na própria mentira de que José estaria morto e a necessidade de esconder a verdade dos fatos ao pai e à todos da família, era um segredo que os destruía por dentro. Podemos acreditar que as melhores soluções humanas podem ser péssimas e destrutivas. Quando a Palavra de Deus ensina que “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e o conhecimento do santo é a prudência” (Pv 9.10). Pessoas que não temem a Deus não tomam boas decisões; seus planos são unilaterais, contemplando um lado só da verdade, sendo assim, por melhor que sejam as intenções, o resultado final não é louvável. Quando Jacó pediu para que os filhos agissem rápido na busca por alimentos, indo ao Egito comprar, ele  já descartou a presença de Benjamim, para que algo de ruim não viesse a acontecer ao caçula. Poderemos discutir aqui, temas como proteção e superproteção dos pais aos filhos. Uma coisa é boa e necessária, a outra é doentia e pode denotar falhas na estrutura de criação dos próprios filhos. Se um filho, já adulto cronologicamente, mas muito imatura emocional ou socialmente, demonstra que alguma etapa da criação e formação não foi tão bem exercida. Não necessariamente por irresponsabilidade ou negligencias paternas, precisa-se levar em consideração as causas legítimas do ocorrido, como questões de saúde, e outras situações familiares. Mas seriam exceções. A regra é que os filhos sejam criados para ganharem a vida e serem independentes, com erros e acertos que conduzem à maturidade como aconteceu com todos nós. Tentar poupar os filhos do sofrimento, pode surtir exatamente o efeito contrário do pretendido. O que me fascina nas Escrituras Sagradas é que elas não escondem as rachaduras das armaduras de ninguém e não camuflam os defeitos, erros e pecados dos personagens. Mesmo assim eles nos são tão preciosos e exemplares, justamente por que eram pessoas de carne e osso como nós e viviam e experimentavam dilemas e dramas como todos nós. Eles venceram e entraram para a história, por agirem pela fé e decidiram confiar em Deus. Nada diferente da minha situação e da sua também. Fazendo uso das metáforas, também criamos situações como Abraão “criou um Ismael;” ou como Isaque, que tendo dois filhos, o Esaú, não trilhou os caminhos da fé e das promessas. A própria família de Jacó, passou por momentos que como dizem os caipiras do interior, eles viram “a viola aos cacos.” Mas também como eles, encontramos a preciosa graça de Deus, nos dando força e restaurando corações e vidas, possibilitando a continuidade dos seus planos e propósitos. No nosso caso hoje, Benjamim, vai ou fica?

Deus Pai, Todo-Poderoso, te adoramos como o Criador dos Céus e da Terra. Nada está fora do teu alcance de amor e cuidado. Nossas famílias são bênçãos do Senhor e alvo das tuas promessas de crescimento, vitórias e futuro de conquistas. Somos gratos por cada um e pelos potenciais dados a eles. Pedimos sabedoria para ajudar no treinamento e desenvolvimento de cada um para que sejam tudo aquilo que planejastes. Nos acolhemos em tua bondade porque os nossos recursos são poucos e falhos, mas estamos olhando para o teu imenso poder e capacidade de fazer infinitamente mais do que podemos pensar ou pedir, segundo o teu poder que opera em nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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