Soluções de Deus

Meditação do dia: 28/01/2023

“E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.” (Ex 15.25)

Soluções de Deus – A oração é um recurso inesgotável que é capaz de produzir os resultados mais promissores que qualquer pessoa pode esperar. Oramos como culto, pois só Deus merece e pode receber nosso culto. Oramos para satisfazer nossos anseios interiores e também para obter orientação divina. Quando oramos, precisamos agir em fé porque esse é o princípio básico que faz a oração funcionar. “Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis” (Mc 11.24). Tiago apresenta o princípio contrário, que nos mostra que orar e pedir a Deus sem fé, ou com dúvidas, não seremos atendidos.  “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa (Tg 1.6,7). Quando não se sabe o que fazer, ou os recursos esgotaram, a oração é uma ferramenta muito eficiente e que sempre está disponível ao alcance de todos. Na situação em que estamos acompanhando os israelitas, eles chegaram cansados sedentos após uma jornada de três dias pelo deserto e já com o suprimento de água esgotado. Em Mara, as águas eram impróprias para consumo e esse fator de frustração produziu um levante de murmuração por parte de muitas pessoas contra a liderança de Moisés. Ao orar ao Senhor, veio a resposta. Deus responde as orações e aponta as soluções. Como vimos nas meditações anteriores, todas as pessoas que anteriormente chegaram ou passaram por Mara, ficaram decepcionados, frustrados e saíram de lá sem as respostas e com maiores necessidades do antes. O povo de Deus que ali chegou, também encontrou a mesma condição e os mesmos fatores de frustração e decepção. O diferencial entre os israelitas e todos os demais, era a identidade, as suas origens e a sua fonte de confiança que era Deus, que é Deus e que sempre será para nós também. Quando nós como humanos e limitados em nossos recursos e soluções chegamos ao nosso limite e nos vemos esgotados em possibilidades, podemos recorrer à nossa fé em Deus. O problema pode ser natural, físico e material, como o era ali em Mara; mas ainda assim podemos orar e buscar em Deus a solução para aquilo que precisamos. Deus apresentou a Moisés a mais simples solução para um problema complexo. Era apenas uma árvore, ou um madeiro, conforme as versões bíblicas descrevem. Aquelas águas eram e sempre foram amargas e impróprias e muito provavelmente, aquele arbusto sempre estava ali, bem perto. Mas o arbusto em si não significava nada, porque ele não tinha nenhum poder e nem propriedades que poderiam sanear aquelas águas. O poder estava em Deus! Ele manifestou o seu poder fazendo uso de um elemento comum e simples, apenas para fomentar a participação humana de Moisés, de tomar aquele arbusto e carrega-lo e atirá-la na fonte de água e imediatamente as águas estavam saudáveis e próprias para consumo. Se é Deus que faz a obra, então qualquer arbusto serve!

Senhor, agradecemos a tua capacidade de fazer aquilo que não podemos e produzir as soluções mesmo onde não vemos possibilidades. Só o Senhor pode produzir milagres e transformar o impossível a nós e assim manifestar o teu poder e o teu amor a nós, suprindo aquilo que mais necessitamos. Jesus é para nós a água da vida e sem ele a nossa vida não faz sentido e muito menos tem qualquer utilidade que possa glorificar ao Deus Criador. Te louvamos e agradecemos, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Murmuração

Meditação do dia: 27/01/2023

“E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” (Ex 15.24)

Murmuração – Todo privilégio vem acompanhado de uma responsabilidade; e o contrário também é verdade, pois toda responsabilidade tem consigo algum privilégio. A liderança é uma grande responsabilidade e há pessoas que nasce talhado para liderar e o faz com naturalidade. Outros, são chamados à liderar e o fazem como uma missão e um compromisso que lhe consome a vida toda. Moisés é um líder por excelência, nascido para isso, foi treinado e capacitado no melhor que o mundo e a vida daquela época poderia oferecer em termos acadêmicos e depois ele fez um período de estágio em Midiã sob a supervisão de Jetro. Quando retornou ao Egito, estava amadurecido, experiente e capacitado, como também estava apto a ouvir a voz e a direção de Deus e recebeu credenciais poderosas para representar ao Senhor Deus de seus antepassados Abraão, Isaque e Israel. As provas e evidencias de que era o líder ideal para conduzir aquela missão ficou muito evidente para os israelitas, tanto quanto para Faraó e o Egito. Ninguém contestava a posição de Moisés. Estamos falando aqui, de pessoas vocacionadas por Deus e com chamado e ministérios aprovados pela sua comunidade e que eles mesmos estão certos de que estão fazendo o que Deus lhes deu para fazer. Tudo isso, até chegar em Mara, pois quando as coisas não vão bem, a liderança é a primeira a ser contestada e nem sempre as pessoas são piedosas e gentis em momentos difíceis para com a liderança. A murmuração começou a acontecer e ela começa baseado num fato real e que representa uma necessidade legítima. Ao escrever aqui, sobre isso, sei que será lido por pessoas que são líderes como eu, outros que são liderados e alguns que estão nas duas posições, lideram e são liderados. Vamos nos infiltrar naquela acampamento israelita naquele deserto e Mara e juntamente com eles, estamos com sede, nossos familiares que nos acompanham também estão cansados, famintos e sedentos; cada um de nós conhece como são as reações de nossas esposas/maridos e filhos quando estão numa situação similar àquela. Não é verdade, que a sede, a falta de água e o cansaço eram igualmente para todos, incluindo Moisés? Todos não estavam no mesmo barco? A solução não seria ideal e benéfica para todos igualmente? Na igreja onde congregamos, quando surge uma crise ou dificuldade, ela não afeta a todos que se importam com a unidade do Corpo de Cristo? Talvez a grande pergunta seja: Qual deve ser a melhor reação colaborativa e criativa que podemos ter? Murmurar, isto é, ficar reclamando, perguntado a mesma coisa, querendo uma decisão ou solução quando todos estão procurando e trabalhando para resolver, isso ajuda? Qual é a minha reação quando estou no comando e quando estou sendo comandado? São reações diferentes? Somos pacientes e tolerantes? Oferecemos para ajudar ou nos retraímos e ficamos aborrecidos com quem está na frente? Acreditamos que a igreja sou eu, somos nós! Então se ela enfrenta um problema, de quem é a responsabilidade de buscar soluções? O que as águas de Mara revelam de nossos corações em relação a liderança?

Senhor, obrigado por lançar mão de situações similares a esta em Mara, para trabalhar o coração dos líderes e dos liderados. Obrigado por nos chamar para fazer parte daqueles que conduzem o teu povo numa jornada de vida cristã. Obrigado pela liderança do Espírito Santo sobre nós e como ele trabalha nos nossos corações para nos preparar para coisas maiores que ainda virão. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Águas de Mara

Meditação do dia: 26/01/2023

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.” (Ex 15.23)

Águas de Mara – Não foi por acaso que pessoas deram àquele lugar o nome de Mara, que significa “amarga.” Outras pessoas já tinham passado por ali, certamente com as mesmas necessidades e com as mesmas expectativas que os israelitas chegaram. O que podemos aprender com isso e muito importante. Aprendemos com as experiencias dos outros, das pessoas que nos antecederam e até mesmo dos pioneiros. Vemos ou lemos sobre as suas experiencias e como eles enfrentaram realidades difíceis, foram desbravadores e ainda assim, não conseguiram prevalecer em tudo. A mensagem daqueles que passaram antes por Mara, deixadas ali, para os próximos que parassem cheios de desejos e expectativas, era que aquelas águas não eram boas e saudáveis. Não tinha utilidade, consequentemente, aquele não era um lugar para se permanecer, ou habitar. Quando chegamos a um novo lugar, tanto faz se é um lugar de moradia, de trabalho, lazer ou ministério, e também até etapas da vida; alguém já passou ali antes da gente. Alguém já vivenciou experiencias ali e muitas delas deixaram mensagens. Alguns que ali estão, se prontificam a nos dizer aquilo que ainda não sabemos e que eles querem nos avisar, para nosso próprio bem. Ouvi uma verdade sobre aqueles pioneiros colonizadores americanos que foram para o interior em terras bravias; alguém que estava chegando a um povoado perguntou a um morador local: Como são as pessoas desse local? A resposta do morador foi com uma outra pergunta e um comentário: Como eram as pessoas de onde o senhor vem? As pessoas daqui são como elas. A moral da história, é que o nosso proceder determina as nossas relações. Pessoas boas, onde quer que elas vão, encontrarão pessoas boas e elas farão boas amizades. Pessoas de difícil relacionamento social, onde quer que chegar, encontrará dificuldades no relacionamento. Faço aqui uma pergunta: o que haveria de diferente entre todos que já haviam passado por Mara e esses israelitas que acabavam de chegar, sedentos e necessitados de águas e encontram as mesmas águas que todos os demais? Qual a diferença entre todos que nos antecederam e nós que estamos acabando de chegar? Temos um trunfo ou somos como todos os outros?

Senhor, a nossa identidade faz toda a diferença em relação aquilo que as pessoas pensam e sobre a experiencia delas. O Senhor é a diferença em nossas vidas. Isso muda tudo, isso faz e é a diferença. Obrigado por Jesus ser a água da vida e ele sarar e mudar a nossa história. Amém.

Pr Jason

Chegaram a Mara

Meditação do dia: 25/01/2023

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.” (Ex 15.23)

Chegaram a Mara – Quase todos nós manifestamos curiosidades em aspectos diferentes em relação ao todo que está ao nosso redor. Por algumas delas queremos logo saber tudo e por outras não temos atração até que algo desperte algum interesse. Quando fui morar e trabalhar em Juiz de Fora, em Minas Gerais, tão logo cheguei eu quis saber a origem do nome peculiar da cidade e como disse anteriormente, muitos dos moradores, não tinham a menor idéia da origem do nome, e outros até retornavam a pergunta: É mesmo, qual é a origem? Há várias teorias que nem a história define a razão verdadeira, mas as duas principais são próximas e razoáveis. A primeira diz que um Juiz da capital (Rio de Janeiro) comprara terras naquela região e ali ser formou um povoado sem nome que as pessoas diziam que era nas terras do Juiz de Fora. A outra teoria dizia que no povoado existente naquela região recebia periodicamente um Juiz que vinha de outra cidade para realizar audiências e questões forenses; assim as pessoas diziam que iam lá onde vinha o Juiz de Fora. Quando cheguei em Guararapes, SP onde vivo até hoje, quis saber o significado. O povoado que aqui se formou quando da expansão ferroviária, inicialmente se chamava Frutal, pela quantidade de frutas, principalmente goiabas, e o ribeiro levava também esse nome, posteriormente, em homenagem a Batalha dos Guararapes, lá em Pernambuco (em 17,18 de Abril de 1649 e 19 de Fevereiro de 1649 entre as tropas holandesas e o exército do império português), o município recebeu esse nome Tupi Guarani que significa “Som de queda d’água, ou de cachoeira). Aqui perto, a 10 km tem uma cidadezinha chamada Rubiácea, essa vou deixar para vocês exercitarem a curiosidade, ou não. Quem descobrir, pode me responder dizendo que encontrou o significado, será gratificante. Voltando ao que interessa, os israelitas, depois de três dias de caminhada, sem acharem água, chegaram a um lugar que já tinha nome de “Mara.” E logo eles descobriram o por que; ali tinha água mas não era água potável. Imaginem a decepção que foi, chegar a um lugar, cansado, exausto, sedento, com crianças e animais desesperado por água e encontrar água que não pode ser utilizado? Você já ficou desapontado depois de uma longa expectativa e esperança e deu tudo errado? Já orou e buscou direção divina e agiu pela fé, com muita esperança e depois nada se confirmou? Também já passei por isso, mais de uma vez! Não é fácil, é frustrante, decepcionante e as vezes desestimulador, mas com quase todos nós, não era de fato, o fim, no máximo foi um intervalo, um tempo de reavaliação e tomada de novas decisões. Estamos vivos, não estamos? Vencemos aquela etapa, não foi? E mesmo que não vencemos, mas aprendemos e isso nos fortaleceu e nos preparou para a continuidade. Existem muitos locais que iremos chegar e se parecem com Mara, mas não desista, não desanime. Vem milagres por aí, pode acreditar!

Senhor, oramos com o coração agradecido por encontrarmos desafios e dificuldades em nossa caminhada de fé, mesmo estando na direção indicada por ti e sob os teus cuidados. Queremos aprender com cada nova situação e com as possibilidades que se nos oferecem. Jesus também passou por isso e ele venceu e disse que também venceríamos, se continuássemos andando pela fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Acharam Água

Meditação do dia: 24/01/2023

“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.” (Ex 15.22)

Não Acharam Água – Já estamos vivendo a algum tempo no que se convencionou chamar de “Pós-Modernidade.” Uma das características desse teórico sistema é a negação de realidades absolutas, preferindo a relatividade de situações. Nada que é absoluto é bem visto e a desconstrução é a palavra da moda. Deus para os cristãos é absoluto, a fé é absoluta, só há um caminho para a eternidade. Nem a verdade é considerada absoluta, porque a sua verdade pode ser tão verdadeira quando a minha e de outros. Outra característica conflitante que nós os mais velhos enfrentamos é a questão da lógica. Todos fomos formatados em nossa educação, cultura, valores no tempo que o modernismo apostou todas as fichas no racional, então a lógica e a exatidão foram fundamentais para todos nós. “Os números não mentem jamais!” Agora temos que realocar nossas funções mentais e as estruturas de pensamento para aceitar as “variáveis” e as pluralidades, já que agora, a única coisa constante, são as mudanças. Mas deixando as filosofias de porta de botecos de lado, vamos refletir sobre a constatação de Moisés e os hebreus, que depois de três dias de caminhada deserto a dentro, não acharam água. A lógica é dizer: Como achar água no deserto? Quem entra numa jornada dessas, tem que saber que deserto, água é muito escassa, ela precisa saber onde fica os possíveis oásis ou alguma fonte, porque não dá para contar com a sorte. Deserto e água não andam juntos. Trazendo isso para o nosso dia a dia e também para a vida cristã, onde o óbvio nem sempre é lógico. Também pelo fato de algo destoar da normalidade não significa que não haja solução ou que estamos errados. Muitos cristãos procuram viver experiencias de terem a bênção de Deus sobre suas vidas em todas as áreas, nada de anormal nisso, mas surge a questão da imaturidade espiritual e uma certa dependência viciosa em receber instruções e direções espirituais que podem fazê-las caírem em armadilhas de espertalhões e trapaceiros do mundo religioso. Outros confundem a perfeita vontade de Deus para suas vidas, quando nada dá errado ou contraria a normalidade. Vem também a questão de que fazendo aquilo que se tem por vontade de Deus, não há dificuldades, perdas e muito menos problemas. Jesus disse que no mundo teríamos provações; ele mesmo sofreu todo tipo de oposição e resistência, até mesmo atentado contra sua vida, desde o nascimento até chegar ao calvário e nem por isso ele estava fora da vontade de Deus. As lutas e adversidades, fazem parte do processo de crescimento e fortalecimento do nosso caráter e do preparo das pessoas de Deus para realizar grandes coisas. É fato, que todos os grandes homens e mulheres de Deus foram treinados num tipo de deserto. Ali, o jogo é bruto! Só os fortes ou os que dependem da fé, sobrevivem. Para os israelitas, eles descobriram isso no terceiro dia de jornada, e eles estavam só começando. Onde começam as provações também iniciam as provisões e os milagres de Deus, mas tem que entrar no deserto.

Senhor obrigado pelas dificuldades e provações que acontecem em nossas vidas, mas elas não vieram para nos derrotar ou destruir, mas para nos fortalecer na fé e na graça do Senhor. Quando aprovados,  os resultados serão abençoadores para todos nós e para a igreja de Cristo aqui na terra. Obrigado por andar conosco nos desertos da vida. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Três Dias no Deserto

Meditação do dia: 23/01/2023

“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.” (Ex 15.22)

Três Dias no Deserto – A vitória sobre Faraó e seus exércitos já ficou para trás, é passado! A celebração também já terminou e agora chegou a hora de marchar, afinal eles saíram do Egito para chegarem a um destino, que levaria muitos dias de caminhada. Entre a partida e a chegada há um espaço que deve ser levado em consideração, porque ali acontecem coisas. Entre o nosso nascimento e o fim dos nossos dias acontecem coisas, ou seja, a vida acontece. O que fazemos dentro desse espaço temporal pode definir o que somos e o propósito que estabelecemos para fazer uso da vida. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). Olha a importância que tem a expressão paulina “… o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” Recebemos um corpo quando nascemos e perdemos esse corpo quando morremos; tudo o que acontece conosco durante esse período de tempo, se conta como tempo útil do qual prestaremos conta. A conclusão lógica é que esse trajeto de existência é crucial e Deus irá pedir contas. Quando alguém embarca em uma viagem ou jornada, o percurso pode ser longo ou não, mas ele existe e nele há coisas para serem vistas, apreciadas, lições a aprender, serviços a prestar e não deixar que tudo seja um vazio imenso. Os israelitas se puseram em marcha e após três dias de caminhada, surgiu algo importante; os recursos que tinham até então se esgotaram. Nada de anormal até aí, recursos humanos e materiais se esgotam e também naquelas condições eles não tinham como ter e manter suprimentos que suportassem todo o trajeto, ainda que andassem continuamente, até chegar ao destino. A vida de fé proporciona esses eventos, não por incapacidade administrativa de Deus que está no comando de nossas vidas e ministérios. Acontecem porque precisamos aprender novas lições a cada dia e o fim de alguma coisa é oportunidade para o começo ou o surgimento de outras. Até a vida nasce da morte. “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). Aos Romanos 6.8 Paulo afirma esse princípio vital da fé cristã: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.” Três dias são suficientes para uma mudança completa no cenário de uma jornada. Na vida de fé, não é diferente! Quando seus recursos terminarem, isso não é o fim, pode ser o começo de algo ainda mais maravilhoso!

Senhor, agradecemos por partimos para uma jornada, ainda que seja no deserto, mas estamos sob as tuas ordens e seguindo um roteiro traçado por ti. Acreditamos sem tua sabedoria e capacidade de nos guiar por caminhos de vida e jamais nos colocarás em situação onde a tua graça e o teu poder não poderão nos ajudar. Expressamos nossa confiança na tua Palavra e sempre esperaremos em ti. Obrigado pelo teu previdente cuidado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Miriã a Profetisa

Meditação do dia: 22/01/2023

“Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.” (Ex 15.20)

Miriã a Profetisa – O significado mais próximo do consenso sobre o nome dessa pessoa, seria “Senhora, ou Soberana,” de onde também vem a transliteração de “Maria.” Foi a irmã mais velha de Moisés e Arão, filha de Anrão e Joquebebe, que eram da tribo de Levi. Ficou mais conhecida por ser a fiel escudeira do menino colocado no cesto nas águas do Rio Nilo, e inteligentemente ela aproveitou bem a oportunidade quando viu a simpatia da princesa egípcia pelo bebê se se ofereceu para conseguir uma ama que criasse ou cuidasse dele e acabou dando certo e assim a família foi novamente reunida até quando chegou o tempo de Moisés ir morar em definitivo no palácio real. Voltou a se destacar nesse episódio após a travessia do Mar Vermelho e ela liderou o cortejo de cânticos e danças com salmos de louvor e adoração ao Senhor Deus. Aqui ela já é descrita como profetisa, então com certeza ela já exercia alguma função de liderança espiritual reconhecida pela comunidade israelita e certamente apoiava grandemente o trabalho dos irmãos, Moisés e Arão. Ela volta ao cenário quando numa crise de ciúmes pelo ministério e destaque de Moisés, ela se aliou com Arão e juntos conspiraram contra Moisés e ela arcou com as consequências de uma disciplina severa de Deus, para deixar o exemplo para toda a congregação de peregrinos. “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita” (Nm 12.1). Para quem é mais novo no ramo, essa passagem bíblica descreve não apenas a questão do pecado deles contra Moisés, mas também é uma descrição do que hoje é um tema relevante, que é o racismo preconceituoso. Eles revelaram insatisfação com o fato de Moisés ter se casado com uma mulher “negra.” Claro que a vida e o ministério dela não pode ser resumido em um grande feito heroico na infância, uma grande celebração ministrando louvor após uma vitória e muito menos apagar tudo por uma ação impensada, errada e pecaminosa, que Deus levou muito à sério. Podemos e queremos aprender com a vida de todas as pessoas e ela nos serve muito bem de referencia e devemos trata-la com profundo respeito e reverencia. Aprender com os acertos e a dedicação de uma vida de fé e serviço ao seu povo e ajuda-los a confiar no Senhor seu Deus e caminhar em direção as suas promessas. Também precisamos aprender com suas fraquezas e fragilidades, pois ela não é nem melhor e nem pior que eu, você e os irmãos em Cristo, que estão à caminho do crescimento e aprendizado. Nossos erros também nos ensinam muito e graças a misericórdia do Senhor, temos oportunidade de sermos confrontados, nos arrepender e voltar a caminhar em fé. Ela certamente será uma das pessoas maravilhosas que encontraremos na eternidade e que ocupará posição de influencia e merecerá nossa consideração devido a sua folha de serviço e devoção ao reino de Deus, num tempo de extrema dificuldade e mesmo assim, ela estava de pé e liderando com o coração e influenciado positivamente. A ela, meus respeitoso e gratidão.

Senhor, obrigado pela vida, serviço, exemplos e modelo, que Miriã foi para o povo do Senhor naquelas circunstancias tão difíceis, mas que ela amou, serviu e influenciou. Somos gratos porque o Senhor levanta as pessoas certas para os tempos certos. Ela teve o seu tempo e a sua oportunidade e foi fiel. Agora é a minha e a nossa vez! Pedimos graça e forças para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados, salvos, chamados e preparados para sermos e fazermos. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Senhor Reina

Meditação do dia: 21/01/2023

“O Senhor reinará eterna e perpetuamente;” (Ex 15.18)

O Senhor Reina – Vivemos num país de regime de governo democrático (tenho minhas dúvidas, mas…), como a nossa mudança radical de sistema de governo aconteceu em 1882, a cerca de duzentos anos atrás, as gerações atuais já não tem efeitos de quando eram governados por um rei ou imperador, como aconteceu. Mesmo nos povos que ainda tem a monarquia como regime, não são mais como foi na antiguidade, onde os reis eram soberanos absolutos, com todos os poderes e incluindo vida e morte de qualquer pessoa. Mas a idéia que a palavra impõe é realmente forte. Rei é rei! O que difere de um rei para outro e em termos de bondade ou maldade é o caráter da pessoa investida dessa autoridade. Aqui está a diferença entre o reino de Deus e o reino dos homens. O caráter de Deus é absolutamente santo, justo, reto e todos os predicados que pudermos citar.  Nesse cântico de vitória nas praias do Mar Vermelho, eles cantaram essa verdade: “O Senhor reinará eterna e perpetuamente…” Certamente eles estavam cantando uma verdade que acreditavam e queriam estar sob esse governo. Quando Deus fez as promessas e alianças com Abraão, ele citou que seus descendentes teriam reis… “E não se chamará mais o teu nome Abrão, mas Abraão será o teu nome; porque por pai de muitas nações te tenho posto; E te farei frutificar grandissimamente, e de ti farei nações, e reis sairão de ti; E estabelecerei a minha aliança entre mim e ti e a tua descendência depois de ti em suas gerações, por aliança perpétua, para te ser a ti por Deus, e à tua descendência depois de ti.” (Gn 17.5-7). O ser humano é um tanto quanto complicado, pois o pecado fez um trabalho de corromper e deturpar as principais características humanas que guardavam a imagem e semelhança do seu criador. Por sua limitação, prefere ser guiado pelo físico e material, aquilo que lhe é palpável, em detrimento da solidez da confiança em Deus. “Porque nele (Evangelho) se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). O justo vive pela fé, justo aqui se trata de quem exerce fé em Deus e escolhe viver nos seus termos. Em vez de serem governados por Deus, as pessoas preferem serem governadas por uma pessoa, porque elas podem ver, podem manipular, destituir, endeusar e etc. Acompanhando a história dos hebreus, vemos o quando Deus fez por eles, agiu, lutou, venceu, protegeu, prosperou e estabeleceu um sistema de governo muito eficiente, como vemos organizado depois que chegaram ao Monte Sinai. Mesmo com todas as evidencias, eles queriam ser iguais aos demais povos. “E disseram-lhe: Eis que já estás velho, e teus filhos não andam pelos teus caminhos; constitui-nos, pois, agora um rei sobre nós, para que ele nos julgue, como o têm todas as nações” (1 Sm 8.5). Olhemos a opinião de Deus sobre isso: “E disse o Senhor a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles” (1 Sm 8.7). Poderíamos ir longe, sobre o governo de Deus e a rejeição humana dele e a busca por alternativas frustrantes. Espiritualmente um desfecho disso tudo foi no tempo de Jesus aqui na terra. “Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, chamado Cristo? Mas os príncipes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram à multidão que pedisse Barrabás e matasse Jesus” (Mt 27.17,20). Bom, sabemos que não será assim para sempre, afinal “para sempre” é muito tempo. “Este será grande, e será chamado filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; E reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1.32,33).

Senhor, agradecemos pelo privilégio de sermos chamados teus filhos e vivermos sob o teu governo. Te reconhecemos como aquele que vive e reina para sempre e eternamente. É uma honra nos prostrarmos diante de ti e do Senhor Jesus, como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Te amamos e reverenciamos a tua santidade e o teu governo justo. Oramos com gratidão em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Palavras Proféticas

Meditação do dia: 20/01/2023

“Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.” (Ex 15.17)

Palavras Proféticas – Somos cristãos, evangélicos, primamos por ortodoxia doutrinária e cremos na plena inspiração das Escrituras Sagradas. Para nós, a Bíblia é a Palavra de Deus, diferentemente de outros grupos que asseveram que a Bíblia contém a Palavra do Senhor. Há textos de tamanha simplicidade, mas de verdades tão profundas e eternas, imutáveis e que para nós fazem todo sentido e nelas firmamos nossas bases. Entre esses, destaco aqui: “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra (2 Tm 3.16,17). Também: “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (2 Pe 1.20,21). E ainda: “Adora a Deus; porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia” (Ap 19.10c). Para cristãos de nosso calibre, construir precisa ser sobre alicerces sólidos, como sob a rocha, citada por Jesus. Estou fazendo essa base inicial para chamar a atenção de você leitor, da ação profética contida em todo esse cântico entoado por Moisés e os israelitas. Posso entender e aceitar pacificamente que naquele culto de louvor e adoração a Deus por gratidão à grande vitória sobre o inimigo que pretendia destroça-los, eles, tomados pelo poder de Deus, cheios do Espírito de Deus, cantaram as verdades de sua fé e profetizaram verdades que só foram plenamente conhecidas muitas gerações à frente e maiormente, na Nova Aliança, com o advento do Espírito Santo sobre a Igreja e o novo entendimento que veio para o povo de Deus. Jesus mesmo tratou de imprimir novos conceitos a serem conhecidos, sobre o eterno propósito de Deus, desde a eternidade. “E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos profetas e nos Salmos. Então abriu-lhes o entendimento para compreenderem as Escrituras” (Lc 24.44,45). Vou reproduzir aqui novamente o texto da meditação de hoje, para observarmos algumas verdades, que aludem a questões bem maiores sobre o entendimento de Deus, do culto, da fé e outros aspectos que agora fazem sentido para nós, mas ali no êxodo, só poderia ser a manifestação profética do Espírito Santo. “Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.” Todas essas verdades, frase por frase, podem ser aceitas como citação da Terra Prometida (Canaã); pode ser aceitas como referencia ao tabernáculo erigido por Moisés e os artesãos ainda no deserto do Sinai; podem ser aceitas como citação de Jerusalém como capital de Israel e do templo que veio a ser construído pelo rei Salomão. Nada impede que também vejamos isso como apenas licença poética, expressão de alegria e euforia por um momento de alegria muito intensa. Mas, prefiro acreditar em ação mais espiritual e profunda sob a unção do Espírito de Deus, lançando bases doutrinárias que se confirmaram no futuro deles, e que se tornaram verdades eternas da revelação divina. Para sempre e eternamente. Fique à vontade para meditar, pensar e concordar comigo ou discordar; mas o faça de modo proveitoso e edificante para sua fé e comunhão com Deus.

Senhor nosso Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, estamos vivendo na dispensação da graça de Cristo e sob a inspiração do Espírito Santo, que nos foi enviado por Cristo para nos guiar a toda a verdade, nos consolar e ensinar todas as coisas. Aceitamos que verdades espirituais só podem ser assimiladas pelo espírito humano sob a influencia do Espírito Santo. Só podemos conhecer a Deus se assim te aprouver se revelar a nós, caso contrário nossos esforços serão em vão. Humildemente pedimos ajuda e discernimento para não nos afastarmos da verdade revelada nas Escrituras, como Palavra de Deus. Te louvamos, adoramos e engrandecemos o teu santo e poderoso nome, nome que nos pertence em Cristo Jesus e é no nome dele que oramos a ti; Amém!

Pr Jason

A Obra Que Deus Faz

Meditação do dia: 19/01/2023

“Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.” (Ex 15.13)

A Obra Que Deus Faz – Sempre que olhamos para um texto bíblico, temos a primeira impressão, aquela mensagem clara, óbvia e transparente ali na superfície. À medida que cavamos mais como numa caça ao tesouro, vamos encontrando mais preciosidades e as vezes descobrimos verdades eternas, subjacentes e prontas a abençoar a iniciativa investigativa da pessoa ao procurar com mais atenção e intenção como resultado da meditação piedosa e eficiente. Nada na Bíblia é dito de uma vez e nem tão pouco de uma vez para sempre. As revelações divinas são sempre gradativas respeitando o estágio em que cada um de seus filhos se encontram e o nível de maturidade. Assim como uma mãe não dá feijoada para um bebê de poucos dias, mas leite e mantém uma dieta adequada à medida que ele cresce e desenvolve, até o dia em que ele irá saborear aquela feijoada caprichada com toda a família. Ninguém melhor do que o Espírito Santo para saber em que nível e estágio cada um de nós estamos posicionados; anos de casa não significa necessariamente crescimento espiritual e maturidade. Mas sabemos que a completa obra de Deus na vida de qualquer um de seus filhos seguem esses três estágios: Primeiro, a obra que Deus por nós, isto é, a salvação; em segundo lugar, a obra que Deus faz em nós, isto é, a santificação; e em terceiro lugar, a obra que ele faz através de nós, isto é, o serviço. Chegar no segundo e terceiro estágios são consequências naturais de um bom projeto de crescimento da igreja onde esta pessoa está congregando e também da dedicação e consagração dela própria. Uma igreja local pode ter bons ministérios e trabalhos bem consistentes e acessíveis, mas ela não pode fazer ninguém crescer; isso depende de como cada um participa, se alimenta e se exercita nas disciplinas espirituais e se conecta ao Corpo, doa e recebe nutrientes e vida. No texto, que é a letra do cântico que os israelitas estavam cantando e celebrando ao Senhor pela vitória maravilhosa sobre o Faraó e seu exército. Eles reconhecem a bondade e direção de Deus para com o povo que ele mesmo salvara; declaram que foi a força divina que agiu e o levou à uma condição de desfrutar da presença santa e gloriosa de Deus. “A habitação da tua santidade” citada na canção indica que uma condição alcançada por eles com a graça e a força divina foi um nível de comunhão com Deus, de grande aproximação, o que eles estão chamando de “habitação da santidade divina.” Não era apenas salvação no sentido de livramento físico, emocional e geográfico, de tirá-los do governo egípcio, afastá-los do território governado por Faraó e também salvá-los da morte em combate militar. Eles entendiam coisas mais profundas naquela obra de Deus.

Senhor, queremos reconhecer as tuas mãos poderosas operando em nossas vidas, mas não apenas em bênçãos materiais, como nossas vidas de trabalho, finanças e prosperidade, mas a salvação em Cristo, a santificação, a comunhão no Espírito e a graça nos acompanhando dia a dia em tudo fazemos e as tuas mãos prosperam. Seja louvado o teu santo nome, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason