Isaque, o Moço

Meditação do dia 03/12/2018

 “E disse Abraão a seus moços: Ficai-vos aqui com o jumento, e eu e o moço iremos até ali; e havendo adorado, tornaremos a vós.”  (Gn 22.5)

 Isaque, o Moço – Momentos entre pais e filhos são sempre preciosos e alguns deles se tornam inesquecíveis. Um bom relacionamento e afinidades levam a estas experiências de convivência em caminhadas, esportes, lazeres ou até mesmo em situações de viagens e trabalho. Entre tantas coisas comuns, aparecem as joias preciosos e ali se revelam as mais maravilhosas situações do relacionamento. Estou descrevendo do ponto de vista positivo, pois também há o reverso da moeda. Fatores conflitantes e destrutivos que numa situação de ficarem à sós, aparecem também as decepções e as amargas lembranças, que por mais indesejadas que sejam, e tornam inesquecíveis, até que aparece a redenção em Cristo e uma reconciliação, onde a graça divina pode operar cura e libertação. Mas aqui estamos pensando num paizão, que era Abraão e Isaque, que estava sendo preparado para uma tipo de sucessão que só aconteceria entre eles e para nós, ficara a história e as lições, o que de fato aconteceu, pois hoje, em 2018, quase seis mil anos depois ainda estamos nos alimentando e daqueles ensinamentos e bebendo na mesma fonte. Abraão disse aos moços, ou empregados/servos que estavam de companhia, que ele e o moço iriam um pouco mais adiante, que eles esperassem até a volta deles, após um tempo de adoração a Deus. Abraão operava pela fé, pois no seu coração ele estava convicto de alguma coisa iria acontecer, ainda que não soubesse como, mas ele confiava no caráter santo de Deus. Ele podia não entender, mas dava para confiar. Para Isaque  era algo novo e estava tudo bem, pois iria participar de algo maior e mais especial do que as experiências anteriores de adoração e qualquer outro sacrifício de que já participara. Seu coração estava sereno e seguro nas decisões do pai, que “sabia como proceder e era um sacerdote fiel.” Aqui estava acontecendo uma experiência de treinamento e discipulado. Ambos estavam dando passos de fé – Abraão sabia parte do que deveria fazer e mesmo que isso contrariasse o senso comum, ela ouvira a voz de Deus e não estava em dúvida de nada. Isaque estava com poucas ou nenhuma informação, exceto a de que iriam adorar a Deus e oferecer-lhe um sacrifício. A jornada havia sido longa, de três dias de caminhada, então certamente seria algo diferente e mais significativo. Até ali, eles haviam andando em companhia um do outro, mas também estavam acompanhados de outras pessoas que lhes serviam de apoio e segurança. Mas agora, a intimidade seria aumentada, os próximos passos seria apenas entre pai e filho, só os dois! Algumas bagagens ficariam com os moços, algumas coisas eles levariam e isso seria repartido entre eles. Estamos falando de saber onde e quando devem acontecer o fim de uma etapa e o início de outra; saber o que à partir de agora pode ser levado e o que deve ser deixado e também saber o que compete a cada um carregar. Paulo falou sobre uma jornada e a necessidade de desvencilhar-se de pesos que atrapalham o caminhar e até correr em direção ao alvo que está proposto. Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível. Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado” (I Co 9.24-27). O escritor aos hebreus também versou sobre isso: Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hb 12.1,2). Isaque estava na sua jornada rumo a um conhecimento maior e um nível maior de consagração a Deus, que até então era o “Deus de Abraão;” mas ele precisa ser iniciado na sua própria jornada da vida de fé e relacionamento com Deus. Isso também deveria ser uma coisa a ser aprendida e ensinada em família, entre pai e filho. Isso faz parte das heranças e legados que se passa para as próximas gerações. Quantos de nós, de fato, tem sua morte fatia de conhecimento espiritual herdada, aprendida ou deixado como legado pelos pais? Tem problema cultural envolvido aqui, mas tem responsabilidade ministerial também. Para nós servos de Deus, os ensinamentos das Sagradas Escrituras, estão acima dos costumes e tradições da nossa cultura.

Senhor, obrigado por andar com os pais e ensina-los como ser pais melhores para que transmitam a seus filhos o testemunho dos feitos do Senhor e o poder da fé. as jornadas espirituais são cheias de significados quando se caminha com o Senhor e em direção à consagração e adoração verdadeiras. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Grande Jornada

Meditação do dia 02/12/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e albardou o seu jumento, e tomou consigo dois de seus moços e Isaque seu filho; e cortou lenha para o holocausto, e levantou-se, e foi ao lugar que Deus lhe dissera.”  (Gn 22.3)

 A Grande Jornada – Já ouviu a expressão “Ex ante?” Eu a conheci recentemente estudando finanças e investimentos e ao tudo indica a origem dela é desse mundo do mercado financeiro, e a sua utilização é uma espécie de termo técnico, daquilo que comumente falamos: “Se eu soubesse antes…” É claro que existem muitas variações com sentido bem próximo, como a dos sertanejos que dizem que “depois da onça morta, todos dão tiros.” A verdade verdadeira, é que o futuro é sempre opaco e ninguém sabe o que está por vir. Tomamos decisões, umas boas e outras nem tanto e então dizemos, se eu soubesse antes, teria feito diferente. Mas não sabíamos, não sabemos e não saberemos. Agimos baseado no que entendemos certo o certo, o bom ou o melhor a se fazer agora e depois lidamos com os resultados e consequências. É dessa impossibilidade de ver o futuro, que primamos por ter um bom caráter, fazer boas decisões e sermos sensatos e justos em nossas ações, minimizando assim os resultados ruins ou dos quais nos arrependeremos pelo resto da vida. Mas é interessante registrar, que o que somos hoje, é na verdade a soma de tudo aquilo que vivenciamos, escolhemos, fizemos ou deixamos de fazer. A soma de todos os meus erros e acertos, desequilíbrios e pisadas na bola, me trouxeram até a realidade presente. Assim foi com Isaque e seu pai naquela experiência. Qualquer um adolescente diria, se eu soubesse que no final dessa viagem eu fosse ser sacrificado, eu teria… Imagino que se Abraão agisse como alguns cristãos, já estaria murmurando sobre tudo que acontecera na sua vida, e até dizendo que não valera a pena ganhar o filho e agora perder desse jeito; como Deus dá e depois toma? Como um Deus de amor e justiça pede a um pai para sacrificar seu filho? Tudo isso são conjecturações minhas, pessoais; O exemplo e o rastro deixado pelo patriarca, não dá margem para “pensarmos que ele pensou!” Na expressão mais próxima que temos do que seria uma definição de fé, o escritor aos Hebreus afirma: Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem” (Hb 11.1). Abraão era um homem de fé, sua fé era um alicerce firme, muito firme; fé e esperança sempre andam juntas, assim como dúvida e incredulidade. Isaque saiu de casa para fazer uma jornada de fé, uma experiência de adoração a Deus; foi isso que seu pai lhe dissera e seu pai era um adorador que praticava sua fé e recebia revelações de Deus; Adoração tem estreita ligação com amor e sacrifício; quanto maior a fé, maior o desejo de agradar e isso faz crescer o sacrifício, que custa, mas vale. Davi ensinou isso de uma forma que não tem maneira mais clara de dizer: Porém o rei disse a Araúna: Não, mas por preço justo to comprarei, porque não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me custem nada. Assim Davi comprou a eira e os bois por cinqüenta siclos de prata” (2 Sm 24.24). Davi entendia não se deve oferecer qualquer coisa a Deus que não tenha um custo para o adorador. Não existe promoção, pedido de desconto, pechincha quando se trata de oferecer algo a Deus. Culto que não custa nada, também não vale nada! Oferecer para Deus aquilo que não lhe custa, não tem preço significativo expressa um menosprezo pelo sagrado. Para Deus, damos sempre o melhor, a primícias, o que é valioso e precioso para nós. Olha a contrapartida de como são as dádivas divinas destinadas a nós? O que eu e você já recebemos do Senhor, que é de segunda categoria, que estava em promoção, estava sobrando, ia se perder mesmo, ou não tinha mais utilidade, então ele deu? A resposta é clara: NADA! Pode ter sido uma jornada silenciosa, contemplativa por parte do pai e quem sabe, cheia de expectativa, perguntas e curiosidades da parte de Isaque. Uma viagem longa de um ancião de cento e dezessete (?) anos, ao lado de um garoto de dezessete (?) oferece perspectivas bem diferentes para cada um. Acredito que a grande viagem para Abraão, se tornou também uma grande experiência para Isaque e a experiência dos dois se tornou mais significativa quando ambos puderam juntar as peças.

 

Senhor, que bom que tens o perfeito controle das nossas vidas e das situações ao nosso redor. Nada está fora da tua capacidade de resolver e prover o necessário e o suficiente para aqueles que creem em ti. Obrigado por nos criar sem a capacidade de ver o futuro, justamente para podermos confiar em ti e exercitar o dom da fé e da confiança nas tuas fortes mãos que dirigem tudo. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Provação do Meu Pai

Meditação do dia 01/12/2018

 “E aconteceu depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. E disse: Toma agora o teu filho, o teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre uma das montanhas, que eu te direi.”  (Gn 22.1,2)

 A Provação do Meu Pai – Conhecemos de muitos ângulos a história desta parte da vida de Abraão, ao ser provado por Deus no seu amor e lealdade, ao receber a ordem de sacrificar seu filho Isaque em um holocausto. Entre essas muitas perspectivas, pouco se vê da ótica de Isaque, que estava diretamente envolvido, sendo ele a própria vítima a ser oferecida. A essa altura, ele já era um jovem, provavelmente saindo da adolescência, já com porte físico avantajado, pelo menos o suficiente para se defender e ou oferecer resistência num atentado contra sua vida. Em cada fase da vida, a pessoa a vê por aquelas lentes da realidade da sua fase e da sua maturidade; o que torna significativo entender o ponto de vista do outro. Por mais maduro que alguém seja ainda na sua mocidade, ele ainda é um moço, um jovem; que pode por circunstancias diversas, se ver a obrigado a assumir papeis um tanto inadequados para sua etapa, mas na ausência do titular, essa necessidade, produz a antecipação de comportamento de maturidade e responsabilidade, como filhos que precisam assumir a provisão da família, irmãos terem que cuidarem uns dos outros e assim acomodarem uma situação anormal para os padrões convencionais, mas necessários. Isaque certamente cresceu admirando o pai, que era um homem de fé e de estreita comunhão com Deus. Seu pai era admirado e respeitado por todos e em todo lugar por onde peregrinavam. Isaque aprendeu a conhecer e cultuar a Deus, até então, o Deus de Abraão, e era lhe repassado constantemente os ensinamentos da aliança e do compromisso de serem fiéis e passar adiante o conhecimento e zelo com o sagrado, até se tornarem uma nação e depois uma grande nação e virem a ser o povo abençoador de todas as famílias da terra. Costumo dizer que há coisas na vida que não temos como ensinar, apenas se pode aprender e aprender pode vir das mais variadas formas. Abraão naquela tarde, no seu momento à sós com Deus recebera uma revelação nova, urgente e séria, e se pôs a fazer os preparativos para uma jornada inusitada. Isaque só foi informado do que realmente era necessário saber até então, sem antecipação de pormenores. Para Isaque seria uma viagem, uma jornada de adoração, num lugar ainda incerto, mas que dava para confiar nas decisões do pai. Para Abraão, a história era outra: Deus pediu-lhe algo extremamente valioso e precioso para seu coração e que era na verdade sua razão de ser e existir; mas o Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra tinha prioridade absoluta na sua fé e devoção e nada e ninguém ficaria entre eles; sobre isso, não havia dúvida ou insegurança, pois aquele que fizera o impossível surgir, seria naturalmente capaz de fazer ressurgir, como, ele não sabia, mas sabia que Deus sabia; pode ser apavorante, mas é reconfortante saber que alguém está no controle, e não sou eu, mas alguém que realmente pode resolver. O que Isaque poderia ter lido no olhar e nos gestos do pai que mostrava que alguma coisa estava para acontecer? Que Abraão não entrou em pânico ou desespero, ao menos por fora, já sabemos. Isso é fruto da intimidade com Deus, que não se alcança num curso intensivo de final de semana; isso leva uma vida, para se revelar em dia, ou até num único instante. Valorize o seu tempo devocional diário, porque dias de provação hão de vir com certeza!

 

Pai, obrigado por preparar os nossos corações para os momentos decisivos de provação e lutas que dificilmente vemos ou percebemos sua chegada, mas sabendo que estarás conosco, já é suficiente e confortador. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Isaque é o Descendente

Meditação do dia 30/11/2018

 “Porém Deus disse a Abraão: Não te pareça mal aos teus olhos acerca do moço e acerca da tua serva; em tudo o que Sara te diz, ouve a sua voz; porque em Isaque será chamada a tua descendência.”  (Gn 21.12)

 Isaque é o descendente – Em alguns círculos evangélicos no Brasil, ainda circulam correntes de pensamento, uma pseudo interpretação da vontade de Deus, um tanto quanto baseado no “achômetro;” e eles dizem a vontade de Deus se manifesta em três níveis: Básica, perfeita e permissiva. Isso serve para adequar situações e circunstancias em que a pessoa se intromete e faz suas próprias escolhas e como tais escolhas não são necessariamente pecaminosas, então “Deus permite.” Meus respeitos ao direito e á liberdade de pensamento e expressão, constitucionalmente permitidos e defendidos, mas a vida cristã é mais séria do que isso. O Altissimo, o possuidor dos céus e da terra, havia empenhado sua Palavra numa aliança com o nosso querido patriarca. A aliança era abrangente e tinha a eternidade como meta a ser alcançada; eternidade no sentido de que eles continuariam aliançados de geração em geração, pelos séculos dos séculos, sempre renovando os termos. Também visava a redenção da criação de Deus, que fora vendida e escravizada ao pecado e para reavê-la Deus teria que exercer o direito de remissão; através de um parente remidor e nesse caso, um representante humano se tornava útil e necessário. Foi assim que entre Deus, Abraão e Sara, como um casal, uma célula familiar humana, se estabeleceu um pacto, no qual eles seriam pais biológicos de um filho que teria ratificado todos os termos da aliança firmada com Abraão e Sara. O casal, estava consciente da dificuldade de gerar esse filho, porque Sara era estéril e desde cedo, se viu nessa condição e então passaram a crer na promessa e reivindicar uma cura ou um milagre de concepção para que a aliança vingasse. O Senhor Deus já sabia da condição de Sara? Claro! Mas isso não era um impedimento para ele, embora fosse para eles. Como humanos, vemos a vida e as circunstancias sempre pela ótica humana e os recursos cabíveis nessa condição. Mesmo para quem caminha com Deus e já tem experiências do poder de Deus, ainda conta primeiro com o que lhe está à mão e toda ajuda extra é bem vinda. Por experiências distribuídas na história bíblica entendemos que muita coisa Deus faz à partir do impossível humano, exatamente para evitar o orgulho e a vanglória, mesmo dos mais humildes. Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). O homem tem um pé dentro do círculo do heroísmo e procura, apropriar-se de feitos, nos quais foi coadjuvante, para se propor como protagonista. Assim, surge as muitas missões impossíveis, nas quais Deus faz exatamente o que não era humanamente possível e tira, toda e qualquer chance de glória sobre os feitos de Deus. Foi assim que foi reafirmado para Abraão, que Isaque era a pessoa com a qual a promessa se confirmaria e era ele o descendente prometido, aguardado e agora confirmado. Deus nunca teve um plano B para Abraão e Sara.

 

Pai, graças te damos por tua boa, agradável e perfeita vontade. Sempre! Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

A Separação dos Irmãos

Meditação do dia 29/11/2018

 “E viu Sara que o filho de Agar, a egípcia, o qual tinha dado a Abraão, zombava. E disse a Abraão: Ponha fora esta serva e o seu filho; porque o filho desta serva não herdará com Isaque, meu filho.”  (Gn 21.9,10)

 A separação dos irmãos – Os românticos falam que “o coração tem razões que a própria razão desconhece.” O andar pela fé produz situações que só a própria fé ajuda a vencer, uma vez que não há lógica, razão ou paixão que explique os mistérios dos caminhos da vida. Jesus falou para Nicodemos que O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito” (Jo 3.8). Eu creio e o ensino bíblico de identidade e destino revelam que essa mensagem sobre a identidade pessoal é determinante para a vida adulta saudável, quando formada e inculcada da maneira de Deus. Ao contrário, quando ela é distorcida e transmitida de forma errada é altamente destrutiva e arrasa com a vida da pessoa. Tanto Deus, como Criador e sustentador da vida, quando o Diabo, que é um ladrão e destruidor, ambos tem planos para incutir na vida da pessoa e pelos princípios espirituais, nenhum deles, faz isso diretamente, mas lançam mãos de agentes especialmente preparados para essa tarefa, que são os pais. Os pais são os agentes para transmitir a mensagem de identidade e destino para a vida dos filhos. Eles fazem isso ao reafirmar os princípios de Deus ou as mentiras de Satanás. Pais cristãos, que são de fato tementes a Deus, não apenas levam seus filhos nas reuniões da igreja e os leva a participarem das cerimonias e rituais da fé cristã; eles se envolvem comprometida e propositalmente na transmissão de uma mensagem que definirá a identidade e o destino de seus filhos. Antes mesmo de Isaque nascer, Abraão já demonstrara diante de Deus que estava pronto e preparado para isso. Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gn 18.19). Mas a questão aqui hoje, é sobre o impacto que a decisão de Sara e Abraão de banir Ismael provocou e Isaque; ele era apenas um menininho, que acabara de se desmamar e no na sua festinha, seu irmão, um adolescente fez uma brincadeira que os adultos não gostaram e ele foi mandando embora com sua mãe no outro dia de madrugada, sem nem mesmo poder despedir do irmão. Certamente, podemos ver isso do ponto de vista espiritual e dentro do contexto de aliança com Deus e assim assimilamos melhor o golpe emocional. Mas ainda foi uma separação física e afetivamente marcante para ambos os garotos. Vivendo numa geração desnaturada e com a educação infantil totalmente terceirizada, é até complicado pensar em efeitos causados por uma separação como aquela. Tenho convicção que Abraão e Sara foram zelosos na transmissão dos fatos para Isaque, de forma que ele não ficou traumatizado, nem odiando o irmão ou os pais. Deus havia dito à Abraão que tudo ficaria bem e que Ele cuidaria tanto de Ismael quanto de Isaque e assim foi. Em muitas ocasiões, crises e traumas, fazem parte do processo de formação e treinamento para se aprender a lidar com frustrações e perdas, que ocorrerão na vida em muitas etapas. Vencedores e heróis, todos tem cicatrizes e marcas que contam histórias. Poupar no treinamento, pode resultar em fracasso quando chegar o verdadeiro combate.

 

Pai, obrigado, por experiências de perdas e dores pelas quais passamos e nas quais o Senhor anda conosco e nos conforta e consola. Somos chamados para sermos vencedores e mais que vencedores, o que indica combates e severas batalhas, que custam feridas e dores, perdas e revelações de verdadeiros amigos e heróis que estão do nosso lado e são fiéis em toda e qualquer situação, porque foram forjados no calor do batalha; Como Jesus, que aprendeu a obediência pelo sofrimento que experimentou e assim se tornou o autor da nossa salvação. Em nome dele é que oramos agradecidos, amém.

 

Pr Jason

O Primeiro Banquete

Meditação do dia 28/11/2018

 “E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.”  (Gn 21.8)

 O primeiro banquete – Banquetes na Bíblia não é nada estranho ou raro. Os mais engraçadinhos vão logo dizer que o povo de Deus não é chegado em beber, mas quanto o assunto é comida!!!! Aí sim somos bons no assunto. Mas tem boas razões também, pois sentar-se à mesa para comer é um gesto pacífico e de demonstração e confiança. Só levamos à sentar em nossa mesa, alguém que seja digno dessa honra; esse lugar é para os íntimos. Também sentar-se à mesa para comer, alude à negociação e trabalho para se chegar à acordos. Nas experiências de vida em igreja em células, percebe-se que as pessoas com alguma coisa de comer nas mãos, ficam mais desarmadas e disponíveis para a amizade e serem ministradas. Outro assunto que vem a tona ao lado de uma mesa de refeição é a celebração de gratidão e louvor por algo significativo que aconteceu recentemente. Há muitos registros sagrados de como o povo de Deus sempre celebravam suas grandes conquistas, com muita alegria e comida farta, porque essas coisas trás à mente das pessoas as bênçãos da generosidade do Senhor nosso Deus. Sem falar que por si só, a comida e comer junto com outras pessoas com as mesmas afinidades produz alegria. Jesus mesmo era bem chegado numa boa mesa e ele até fará um banquete divino (literalmente) para recepcionar os remidos ao chegarem na sua casa e nossa casa, para onde ele foi preparar lugar. Aqui estamos vendo o desenvolvimento da vida do pequeno Isaque, e no dia em que ele foi desmamado, o pai dele fez uma festa, com banquete farto para celebrar essa etapa da vida do filho. Depois de anos de espera pela promessa, agora ele via com muita satisfação o seu filho crescendo e se desenvolvendo bem, e chegara o dia em que ele vencera um dos primeiros desafios de sua vida, passo importante para se tornar um homem. Veja bem, tornar-se um homem não está ligado a ter determinada estatura e porte físico; isso virá com o tempo e com o desenvolvimento natural do todo da vida. Um homem é bem mais complexo e completo do que um espécime humano do sexo masculino. Tem macho demais nesse mundo que não é homem nem aqui e nem em outro qualquer planeta. Mas o meu centro de gravitação hoje, é a festa que Abraão fez em homenagem a conquista de seu filho, no dia em que ele foi desmamado; o que nos leva a pensar que esse processo é motivo de alegria e celebração, não de tristeza e lamento. Observando a natureza, percebe-se que toda nova fase é precedida por uma aparente perda, que por si só e as vezes até com o sofrimento produzido, gera a nova fase; são as metamorfoses da vida, que sem um descarte de uma, não se adentra na outra; são perdas, mas são necessárias e vitais para a próxima fase. Os humanos são os únicos, me parece que adotam hábitos de se sobrecarregarem e não descartarem nada, guardando tudo como “lembrancinha” daquele tempo querido que não volta mais. Para todos, o tempo não volta mais, mas afetivamente, muitos não saem daquele tempo e passam a viver uma dolorosa experiência de dicotomia existencial, fisicamente no presente, mas emocionalmente no passado, todo ou em uma fase dele. (observe os seriados e filmes de psicopatias, que todos eles recriam uma fase, da qual nunca saíram). Aqui finalizou a primeira infância de Isaque e com uma festa, a primeira em sua homenagem e participação, ele pulou de fase para seguir em frente.

 

Pai amado, graças te rendemos por cuidar de nossa vida e de nossa saúde emocional também. Fomos criados dentro de um projeto muito bem estruturado e de tal modo preparado para sermos felizes e úteis em toda a nossa vida. Fases acontecem e precisamos superá-las e seguir em frente para o nosso próprio crescimento e aprimoramento dos dons e habilidades que proveste a cada um de nós. Nesse dia, queremos pedir a cura e restauração dos elos que não foram bem ordenados no devido tempo e por isso ficamos presos ou ligados a alguma etapa ou fase da vida e não desenvolvemos tão bem, pensando muito sobre nós nos dias de hoje. Que o Espírito Santo, perscrute minunciosamente o nosso interior, para sermos guiados aos caminhos eternos, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Menino Foi Desmamado

Meditação do dia 27/11/2018

 “E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.”  (Gn 21.8)

 O Menino foi desmamado – Estamos meditando na Palavra de Deus, tomando por base a vida e a história de pessoas que deixaram um legado de fé e são modelos em muita coisa para nossa vida na atualidade. Conhecendo a pessoa de Deus e sua administração eficiente, sabemos que ele não desperdiça nada e muito menos ocupa o tempo dele e o nosso com coisas sem propósitos; sempre há uma razão porque aquele registro sagrado foi autorizado e está ali por uma razão muito importante. Na área da ciência, busca-se evidencia para comprovar as teorias e transformá-las em teses e etc. Uma ausência de evidencia, não significa uma evidencia de ausência; precisa-se aprofundar mais e ver o que ainda não foi visto e revisitar tudo o que já foi visto para encontrar o que se deixar passar ou foi ignorado. O profeta Isaias corrobora com essa minha tese, ao clamar ao povo dizendo: Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura” (Is 55.2). Sendo que Deus acha que não deveríamos gastar ou investir esforços em atividades que não produzem resultados consistentes, porque ele o faria? Claro que não faz. Isaque foi desmamado e ponto. Poderíamos nos dar por satisfeito com essa declaração que é muito simples, clara e não tem margem para interpretação. Excetuando-se uns poucos casos, por eventualidade de saúde da criança ou da mãe, toda criança passa por esse estágio da sua vida e isso quer dizer que você e eu e todos que conhecemos passou por isso; verdade! Existe o tempo ideal e adequado para o aleitamento materno e para o processo de desmama da criança, porque isso também tem importância na sua vida psicológica, na sua saúde emocional, que integra o quadro maior da formação da sua vida de adulto. Não tenho experiência de vida no exterior, com vivencia em outras culturas, minha inteira foi vivida aqui na Brasil e tive convivência com gringos ao meu redor, que tiveram filhos enquanto estávamos por perto ou já os conheci com crianças pequenas e me parece que não difere muito da nossa cultura, quando os pais são mais experientes, (para não dizer idosos); dizemos que esses pais estragam seus filhos por mimá-los demais e afrouxar na correção, afinal eles vieram na idade que eles já deveriam ser avós e sabemos que a especialidade principal dos avós, é estragar os netos; tudo que os filhos não podiam fazer, os netos fazem e são lindos demais!!! Já até ouvir dizer que “os filhos são dados para amansar os pais para os netos montarem!” Deixa isso prá lá! Estou mais interessado no fato dos pais serem amadurecidos o suficiente para não estragarem as etapas da vida dos filhos, pelo fator de suas idades; ou por terem um único filho e ou terem perdido um e agora querem à todo custo descarregar todo o seu amor, cuidado, proteção sobre esse, que acaba por sufocar e limitar suas reais chances de desenvolvimento. A compreensão do que são os filhos na vida do cristão é muito importante para o exercício de sua mordomia e ministérios. Todos os contextos bíblicos sobre o assunto precisam ser levados em conta, para que a pessoa não se aproprie de algo que não é dele, é de Deus e lhe foi confiado para cumprir um propósito no reino de Deus. Se eu perguntar aqui: Você conhece algum adulto que ainda não foi desmamado até hoje? Faltariam dedos nas nossas mãos para contar! Pais que não aceitam o processo de desmama, filhos ficam dependentes a vida toda (do leitinho fácil); famílias em segunda e terceira geração ainda sem desmamar e as matriarcas e patriarcas forçam a dependência para demonstrarem o quanto são competentes e produtivos. Desmamar faz parte normal do crescimento saudável. A ligação afetiva e a dependência um do outro tem um tempo e um propósito, além disso se torna nociva, doentia e atrofiante. Sobre Jesus nos temos escrito: E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens” (Lc 2.52). Quer melhor modelo?

 

Obrigado, Pai, pelo seu investimento em nossas vidas e em nosso crescimento. Somos gratos por tua fidelidade e nos guiar em caminhos que nos levam para mais perto de ti  e dos teus santos propósitos. Que hoje seja um dia de crescimento e aprendizado para cada um de todos nós. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

O Menino Cresceu

Meditação do dia 26/11/2018

 E cresceu o menino, e foi desmamado; então Abraão fez um grande banquete no dia em que Isaque foi desmamado.”  (Gn 21.8)

 O Menino Cresceu – O menino aqui é Isaque. O menino aqui é uma “bênção” materializada em pessoa humana. Me perdoem a heresia jasoniana, mas “a bênção se tornou carne e habitou entre nós…” a vida segue estágios sequenciais e temos que passar por eles; como já escrevi antes, entendemos que a antiga cultura hebraica, abraçava a idéia de que a vida de uma pessoa passava por etapas em que seria de suma importancia uma bênção especial. 1. Na concepção; 2. Vida uterina; 3. Nascimento; 4. Primeira infância; 5. Puberdade; 6. Casamento e 7. Velhice. Não se chega na próxima estação sem passar pela anterior. Nesse caso aqui, estamos na quarta estação; quando Isaque já era um menino grandinho. Do ponto de vista dos pais, era uma criança amada e que fora aguardada com muita expectativa. Do ponto de vista da fé, era uma promessa de Deus que estava seguindo seus passos rumo ao cumprimento de propósitos maiores. Ter um filho, é algo maravilhoso; quando ele nasce, uma etapa está completa, mas a satisfação dessa etapa, não é a satisfação total, porque é apenas um passo, numa caminhada. Quero dizer aqui, fazendo um paralelo, que a vontade de Deus determinada para nós, está em processo de acontecimento e as etapas vão se sucedendo e devemos ser gratos e felizes com cada uma delas; mas entendendo que elas estão se desenvolvendo para atingirem ideais maiores. Quando falo sobre dons, procuro sempre lembrar que eles são instrumentos, ferramentas para desenvolvermos o ministério que nos foi entregue. Dons não são enfeites da árvore de natal; que são lindos, brilhantes, chamativos, mas não são comestíveis, e não produzem nenhum outro resultado senão enfeitar. Os dons de Deus não podem existir nas vidas de seus filhos apenas para enfeitar ou ostentarem-se. Eles precisam sem frutos que produzem resultados na vida dos que nos cercam. Um Isaque crescendo na casa de Abraão, indicava que as outras etapas das alianças entre Deus e Abraão estavam bem encaminhadas. Na minha vida e na sua não podem ser diferentes.

Obrigado Pai, por tuas promessas, sempre firmes e fiéis.

Pr Jason

Motivo de Riso

Meditação do dia 25/11/2018

 E disse Sara: Deus me tem feito riso; todo aquele que o ouvir se rirá comigo.”  (Gn 21.6)

 Motivo de Riso – Temos aqui um depoimento de uma mãe, sobre o nascimento de seu filho. Abraão e Sara haviam expressado através do riso, suas emoções afloradas quando receberam a notícia de que o filho prometido por Deus estava prestes a chegar. Foram “disciplinados” pelo Senhor, com a nomeação do filho com um nome significativo, aludindo à expressão da falta de fé, ou dúvida sobre como aquilo poderia vir à acontecer naquela altura de suas vidas, devido às condições desfavoráveis. Agora, ao contrário, Sara vem testificar da sua alegria de ter seu próprio filho nos braços, ver em ação a fidelidade de Deus e assim tudo pelo qual eles batalharam por tantos anos estar bem encaminhados. Para ela, de fato aquilo era um milagre da provisão de El Shaddai, e não deixava de ser uma expressão do bom humor de Deus ao lidar conosco. Se eu ou você em nosso dia a dia, nos depararmos com um casal de idosos vivendo em boas condições de saúde, mas na casa dos cem anos e que por toda a vida não tiveram filhos porque a esposa era estéril, e de repente aparece uma gravidez e tudo transcorre normal e nasce uma criança em perfeitas condições de vida e saúde, não acharíamos engraçado? Os amigos mais próximos não iriam se divertir com o fato? Sara assimilou isso e disse que Deus a fizera rir e agora qualquer que ouvisse esse relato, também iria rir. Isso é bom ou ruim? É maravilhoso! Ela está convidando mais pessoas para se alegrar com ela pelos feitos de Deus em sua vida. Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes. Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres” (Sl 1262,3). Isaque ao nascer trouxe não só alegria, mas também trouxe risos, para a vida de Sara e Abraão e eles sabiam que isso também provocaria risos em qualquer pessoa que ouvisse ou viessem a saber do cumprimento da promessa de Deus para a vida deles. As promessas de Deus sempre produzirão alegria em nossos corações, mas também podem produzir risos, ou alegria espontânea, pelo modo como as coisas acontecem. Testemunhar esses acontecimentos, compartilhamos com os outros a alegria e até podem rir conosco, por aquilo que Deus está fazendo em nós e por nós.

Senhor obrigado pela alegria e pela satisfação; pelo contentamento que a tua presença e a tua capacidade de suprir produz alegria em nossos corações. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Pai Centenário

Meditação do dia 24/11/2018

 E era Abraão da idade de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho.”  (Gn 21.5)

 Um Pai Centenário – Qual a idade certa par se tornar um pai? Certamente essa é uma boa pergunta para se filosofar e vamos chegar a muitas respostas e todas elas com suas razões. Mas não vamos aqui nos apegar a números, pois eles são muito exatos e o que é matematicamente preciso, pode não ser uma boa razão para a paternidade. Diversos aspectos estão ligados ao evento da paternidade e isso precisa ser levado em conta, ao tentar chegar a uma boa resposta para a pergunta inicial. Do ponto de vista biológico, a paternidade pode vir muito cedo, na puberdade mui provavelmente; aí então todos diríamos que teríamos duas crianças e uma cuidado da outra. Se formos olhar isso pelas raízes bíblicas, poderemos voltar ao início e pegar as primeiras citações sobre a família e assim tirarmos umas conclusões: Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Não vou fazer um estudo bíblico e nem montar um sermão apropriado para um casamento, mas a ideia cristão de deixar pai e mãe e unir-se à sua mulher, é um conceito que exige alguns pressupostos básicos para ser efetivamente a maneira certa das coisas acontecerem. É preciso maturidade física, quando a pessoa já está apta a realizar tarefas e obrigações que lhe permitem cuidar de sua esposa e família; precisa maturidade emocional, quando já se tem equilíbrio e sensatez para grandes e importantes decisões e principalmente maturidade espiritual, para cumprir seus propósitos e destinos e acima de tudo poder constituir uma verdadeira unidade espiritual nos moldes de Deus. Quando penso na pergunta inicial sobre o fato de Abraão ter se tornado um pai aos cem anos de idade, estou me apegando um processo de crescimento e maturidade no relacionamento dele com o Senhor Deus, que estava sendo gerado e desenvolvido, porque Deus não estava lhe dando somente um filho biológico, ou uma criança para criar; pois isso era por demais simples e até ele o fizera ao ajudar o seu próprio pai a cuidado do sobrinho Ló que perdera seu pai muito cedo e assim o avó e o tio fizeram isso. Isaque era uma promessa, uma semente espiritual de uma linhagem espiritual que envolvia o propósito eterno da redenção e era para isso que Abraão e Sara vinham sendo preparados. Aos cem anos ele estava pronto e Deus não estava atrasado e nem se sentindo pressionado por algum fator que viesse a comprometer a integridade dos seus planos. O fato de Isaque ter um pai centenário, não era para que ele fosse mimado e estragado por superproteção e medos e fobias de pais emocionalmente desequilibrados e mentais insanos, cheios de manias. Precisamos ainda hoje, olhar as promessas de Deus e as palavras que dizem respeito aos seus planos para conosco, à luz daquilo que o próprio Deus está construindo em nós e ao redor de nós para dar suporte à realização de sua vontade. Nossa idade biológica não irá adiantar e muito menos atrasar ou inviabilizar os planos de Deus; mas precisamos crescer e amadurecer para não sermos apanhados pelas armadilhas insanas de conceitos mundanos e assim deixarmos de ser disponíveis e viáveis a Deus. Que ele seja louvado em nós e através de nós em todo tempo e em todas as condições, sem pecados e desobediências e fobias, é claro!

Senhor, graças eu te dou, por continuar aprendendo contigo e com tua Palavra em todos esses anos de caminhada contigo; quanto mais nos aproximamos de ti, mais nos aproximamos uns dos outros e melhor podemos ver a tua centralidade em nossas vidas. Tu podes todas as coisas e em todo tempo, então não seremos nós que limitaremos a manifestação graciosa do Senhor para realizar grandes coisas. Em nome de Jesus, mantemos nossa consagração e desejo de estar disponíveis a ti, sempre que assim for a tua vontade, amém.

Pr Jason