Pão Sagrado

Meditação do dia 25/10/2015

I Sm 21.6 “Então o sacerdote lhe deu o pão sagrado, porquanto não havia ali outro pão senão os pães da proposição, que se tiraram de diante do Senhor, para se pôr ali pão quente no dia em que aquele se tirasse.”

Pão Sagrado – Até Jesus citou essa história nas aplicações que fazia em seus ensinamentos. O que é sagrado e o que é profano? Ou o que é sagrado e o que é secular? Acostumamos fatiar a vida em setores específicos e manter cada coisa em um quadrado especifico, sem querer que haja conexão entre uma coisa e outra. Com isso surge os conceitos do que é sacro e profano, pessoal e coletivo, social e familiar; público e privado, trabalho e lazer etc. A verdade é que a vida é uma só e quanto mais vamos fragmentando, mais complicado se torna. A medicina quer cuidar do corpo, a psicologia, quer cuidar da mente, a igreja quer cuidar do espírito e nos vemos com um paciente em coma nos três âmbitos e ninguém conseguindo ajudar ninguém em coisa alguma. Davi, precisava escapar da perseguição à sua vida promovida pelo Rei Saul e com a ajuda do príncipe Jônatas, ele iniciou sua fuga e quando precisou de alimento, recorreu a amigos e conhecidos a quem ele já havia ajudado e com quem poderia contar numa situação de emergência. Foi então que ele fez contato com o sacerdote, que cuidava do tabernáculo. O único alimento disponível naquele momento eram os pães da proposição, isto é, doze pães grandes, feitos cerimonialmente, seguindo um ritual e que tinha um simbolismo sagrado; eles ficavam expostos diante de Deus no santuário, por uma semana e depois trocados por outros novos, quentinhos. Aqueles então poderiam ser usados como alimentos apenas pelos sacerdotes e seus familiares. Davi não era sacerdote, portanto estava fora da lista de quem tinha permissão para comer. Mas o sacerdote ponderou sobre a necessidade de Davi e o cumprimento restrito dos rituais. Ser misericordioso e saciar a fome de uma pessoa boa e mais ou menos importante que seguir um ritual religioso? Ele optou por alimentar a Davi. Anos mais tarde, Jesus, que é Deus e quem instituiu tal ritual, concordou que o sacerdote tomara a decisão certa, pois o culto e os rituais tem sua função para aproximar o homem de Deus e lhe fazer bem. Isso não abre precedentes para abrir mão de todo e qualquer princípio divino para satisfazer uma necessidade humana. Aquele pães também simbolizavam a suficiência de Deus em prover o pão para o seu povo em todo o tempo; por isso que eles eram trocados semanalmente e nunca faltavam na presença de Deus. Jesus é o pão de Deus, que sacia eternamente e nunca falta. Jesus é o tudo de que precisamos e sempre podemos recorrer a ele, qualquer que seja a nossa necessidade. Não há nada mais sagrado na terra ou no céu, do que Jesus, e ele está sempre disponível.

Pr Jason

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