A Bela e a Fera

Meditação do dia 29/10/2015

I Sm 25.3 “E era o nome deste homem Nabal, e o nome de sua mulher Abigail; e era a mulher de bom entendimento e formosa; porém o homem era duro, e maligno nas obras, e era da casa de Calebe.”

A bela e a fera – Certa vez fazendo uma palestra para casais, introduzi o assunto por esse texto e esses personagens. E a minha pergunta foi: Como uma moça linda, com essas qualidades todas, foi se enroscar com uma sujeito desses? Mas não só eu sabia a resposta para o fundo histórico, como sabemos para muitos outros casos contemporâneos nossos. Não é difícil encontrarmos nos círculos cristãos e nas famílias em geral uma situação como essa descrita no texto. Uma mulher abençoada, trabalhadeira, serviçal, zelosa, prática, comprometida e de uma vida e uma conduta linda, tentando o sonho de viver uma família feliz e no outro lada do casamento está um sujeitinho enfezado, aborrecido, de mal com a vida e com ele mesmo e que não faz questão de demonstrar todo o seu repertorio de falta de modos, educação e boas maneiras. Há uma pessoa lá em Goiás, que não vou citar no nome para ela não reivindicar a autoria, mas ela dizia que as mulheres ainda continuam sonhando com o príncipe encantado chegando num cavalo branco para busca-las, e quando ele aparece e a moça aceita, em muitos casos quando chega em casa, ela descobre que só chegou o cavalo! É uma pena! Essa relação é muito importante e sendo uma das relações primárias, não deveria sofrer tanto. Não se trata apenas dos sonhos, de se casar e ser feliz; mas tem a importância do papel dos pais na condução da família, na influencia gerada os filhos e a proteção que devem oferecer para a estabilidade emocional, física e espiritual de toda a família. Todos começam apaixonados, românticos, cheios de juras, promessas, flores, chocolates e mimos, para depois em pouco tempo a relação se azedar, a comunicação desaparecer e a convivência se tornar sofrível e quando um deles olha para porta-retrato exposto ali numa cena de carinho e alegria que agora a sensação é de que aquilo não existe mais. Quanto mais o tom da voz sobe, maior é a distancia entre o casal e não tarda para alguém perguntar: “O que aconteceu com a minha vida?” Tiago diz que “toda boa dádiva e todo dom perfeito bem de Deus…” (Tg 1.17). Coisas boas, duráveis, são construídas, são planejadas, são cultivadas com muito carinho e muita dedicação. Uma boa família não acontece por acaso, um bom casamento é fruto de uma vida dedicada a fazer as coisas acontecerem do jeito de Deus. Nossas escolhas, ainda as mais simples, nos levam a decisões mais complexas e cruciais. Errando, por exemplo, indo a um lugar onde não deveria e que não faz parte dos seus projetos de vida, corre-se o risco de encontrar a pessoa errada, que entrará furtivamente na vida e levará a outras tantas escolhas incluindo com quem se casar, que é uma das escolhas definitivas da vida. O desejo de ser igual aos outros da turma, fazer as mesmas coisas que “os outros fazem” pode levar uma boa pessoa se amarrar a um Nabal da vida. Os filhos de Deus tem o Espírito de Deus para guiá-los, é uma vantagem que precisamos utilizar com muita reverencia, para não comprometermos todo o projeto de Deus para nossa vida.

Pr Jason

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