Incidente Diplomático

Meditação do dia 14/11/2015

2 Sm 10.4 “Então tomou Hanum os servos de Davi, e lhes raspou metade da barba, e lhes cortou metade das vestes, até às nádegas, e os despediu.”

Incidente diplomático – Relações internacionais as vezes é assunto muito delicado e exige habilidades de negociações, para contornar situações difíceis e embaraçosas. Tal qual as relações humanas, existem regras básicas de boa convivência e respeito mútuo que tornam a convivência salutar e construtiva. Um erro de interpretação da intenção do outro lado, pode causar males difíceis de se reparar. Como também existem pessoas com extrema habilidade de produzir intrigas entre pessoas, familiares e quando isso se estende, chega então nas relações internacionais. O rei Salomão disse que existem alguns atitudes que provocam a justiça de Deus, em Proverbios 6.16-19: “Estas seis coisas o Senhor odeia, e a sétima a sua alma abomina: (1) Olhos altivos, (2) língua mentirosa, (3) mãos que derramam sangue inocente, (4) O coração que maquina pensamentos perversos, (5) pés que se apressam a correr para o mal, (6) a testemunha falsa que profere mentiras, e (7) o que semeia contendas entre irmãos.” Pode ser que a intenção não fora calculada, mas depois de feito o comentário, expressado uma opinião ou feito uma crítica ácida, a fogueira é acesa e aí não tem jeito mais de conter os danos. Claro que precisamos ser honestos e sinceros e jamais faltar com a verdade, mas nunca se pode esquecer de pesar sobre as consequências dos nossos atos. O amor deve estar acima de tudo, inclusive de estar certo e ganhar uma discussão. Nos trabalhos com casais, até brincamos para descontrair dizendo que “o casamento é uma relação entre duas partes, onde uma está sempre certa e a outra é o marido.” Muitas situações a gente tem que escolher estar certo e ganhar a discussão, ou ser feliz; não dá para ter as duas coisas e pesando bem, manter as relações em alto e bom nível é bem melhor do que ganhar, mas não levar. No texto de hoje, O falecido rei dos moabitas, pai de Hanum, fora um aliado e grande amigo de Davi, desde os tempos em que Davi vivia fugindo de Saul. Esse rei abrigara e protegera familiares de Davi, que não podiam seguir Davi para todos os lados em fuga. Quando ele faleceu, o rei Davi, enviou uma comitiva real, em nome da nação para prestar homenagens de respeito pelo falecimento do rei. Os príncipes amigos de Hanum encheu-lhe a cabeça de inverdades e ele, imatura, cedeu e cometeu um ato hostil, contra os embaixadores israelitas, cortando-lhes metade da barba e metade das vestes até à altura das nádegas e expondo-os a vergonha de saírem do palácio e viajarem de volta naquelas condições. Antes de saberem qual seria a resposta de Davi a esse ultraje, eles mesmos tomaram a iniciativa de declarar guerra, para encobrir a necessidade de retratação. Custou milhares de vidas e envolveram outras nações que sofreram as consequências de se aliarem à insensatez de alguém imaturo e irresponsável. Isso não é motivo para a gente pensar sobre a responsabilidade de como fazemos uso de nossas liberdades em relações com outras pessoas e instituições? Cala-te boca!

Pr Jason

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