A Síndrome de Absalão

Meditação do dia 19/11/2015

2 Sm 15.4 “Dizia mais Absalão: Ah, quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!”

A Síndrome de Absalão – Se tem uma coisa em que todo brasileiro conhece muito bem, é o estilo de se fazer política, à brasileira, é claro! Não importa qual tipo de eleição ou a que se concorre, alguém se tornou candidato, começa o festival de promessas. Ficam prestativos, educados, presentes em todos os eventos, solidários, cumprimentam pegando na mão e olham nos olhos. As propostas são sinceras, a causa que defendem é justa e ninguém será esquecido…. faltou alguma coisa? Isso não é novo e não é invenção nacional, vem de longe e de longa data. Nos décadas de 1960 e 70 lá no meu Goiás querido, havia um locutor de rádio, de programa sertanejo, chamado “Morais César” que escrevia e declamava poemas “caipiras”, a cada dia tinha um poema; num desses, cheio de sátira, ela falava em caipirês que um dia o Diabo inventou a cachaça e bebeu tanto, ficou bêbado e inventou a política e a eleição. Sei que não é verdade, mas que parece coisa mandada, isso parece! Absalão, um príncipe, amado pelo pai, na minha cabeça, era um “filho de papai,” mimado e sem limites, vingativo e de gênio forte. Curtiu mágoa e rancor contra um irmão também descompensado e o matou de forma covarde e traiçoeira num banquete onde o irmão fora atraído como convidado especial. Agora, começou por baixo dos panos uma campanha sorrateira, ficando todos os dias de plantão em lugar estratégico e abordando cada pessoa que buscava uma audiência com o rei ou o sistema judiciário e de bom grado e paciência ouvia a pessoa e dizia o que ela queria ouvir, e afirmando com aquela cara de frustração: “Que pena, o sistema tá tão cheio, atarefado, falta de pessoal, dificilmente você será ouvido e se te ouvirem, não te farão justiça e se fizerem justiça, vai demorar tanto, que já é uma injustiça…e o rei, coitado, tá velho, cansado, não tem mais cabeça para ajudar ninguém….” Ah, quem me dera ser juiz na terra, para que viesse a mim todo o homem que tivesse demanda ou questão, para que lhe fizesse justiça!” A síndrome de Absalão persiste até hoje. Pessoas dispostas a prejudicar outras com politicagem suja, até mesmo nos meios cristãos, prontos a hipervalorizar os problemas e defeitos e apontar falhas de tudo e de todos, menos a dele, que é na verdade um “humilde servo, que só quer ajudar!” Eu, Jason, tenho uma frase que faz sentido para mim: “Tudo o que é demais, passa!” Pessoa boa demais, amiga demais, bondosa demais, fiel demais, sincera demais, prestativa demais, preocupada demais, … isso acaba passando do normal, dos limites… eu me cuido, ligo o pisca-alerta! Pois, é, esse Absalão, estava armando um golpe de estado para o próprio pai, o rei Davi e obrigou o rei a fugir, para evitar um banho de sangue; e esse é o cara que queria fazer justiça e ajudar todo mundo. Rebelião fede! Política suja fede! Por ideais dessa natureza se comete barbáries e as pessoas passam a ser “meros detalhes,” querem o poder pelo poder e depois que estiverem lá, ai de quem não se alinha e não é correligionário! Fuja disso, Pessoas são os alvos do amor de Deus e servi-las e ajuda-las é nossa missão de vida e não servirmo-nos delas!

Pr Jason

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