Pais Que Choram Seus Filhos

Meditação do dia 23/11/2015

2 Sm 19.4 “Estava, pois, o rei com o rosto coberto; e o rei gritava a alta voz: Meu filho Absalão, Absalão meu filho, meu filho!”

Pais que choram seus filhos – Que a vida não tem uma lógica ou uma simetria, ninguém duvida; e que a ordem e o curso que ela segue nem sempre dá para explicar, compreender de pronto e simplesmente acomodar. Olhando esse capítulo da Palavra de Deus, vemos o diário de famílias que sofrem a perda de filhos de forma prematura e às vezes de maneira estúpida e cruel, deixando os pais numa situação de luto e dor muito forte e com responsabilidades sociais, familiares e oficiais para cumprirem, sem nenhuma compaixão. A experiência mostra que filhos sepultarem os pais é dolorido e a saudade que fica é como uma lacuna grande demais para ser preenchida apenas com um abraço e sentimentos de pesares. Mas os pais terem o doloroso dever de sepultar seus filhos, invertendo o que chamaríamos de ordem natural das coisas, é muito mais incompreensível, pesaroso e um luto que parece não fazer sentido. O rei Davi, com certeza, era um pai orgulhoso de seus filhos, ainda mais que eram herdeiros mais do que de um trono e um reino, pois Deus lhe dera uma palavra que assegurava profeticamente a linha messiânica e que seu trono não sairia de sua genealogia de geração em geração, para todo sempre. Então, ele educou o filho para vir a ser rei, ensinou habilidades, destrezas, astúcias políticas e diplomacia, justiça e retidão, temor de Deus e respeito às pessoas, fidelidade à palavra empenhada e tudo o que seria boa qualidade para um rei. Ele ficaria feliz em saber que o futuro da nação estava em mãos mais capazes do que em suas próprias mãos em seu tempo. Mas, algo aconteceu e o filho começa dar ares de delinquência, rebeldia, egoísmo e traição da confiança em família e recentemente, armou um golpe de estado para tomar o trono à força, sendo que o trono seria possivelmente dele por direito. E o pior aconteceu, o filho foi morto em combate com a tropa da guarda pessoal do rei. Na sequencia do texto, o general do Exército de Davi, fala duro com rei que está lamentando e exige dele uma postura de chefe estado e ação sensata como a lógica sugeria. Eu tento me colocar no lugar de Davi, e ver a situação com os seus olhos e com o seu coração e confesso que também fico confuso com as possível conclusões. O Inimigo que tentava o golpe morreu. Alivio? Era inimigo, mas era o filho que ele amava. O reino estava à salvo. Mas, a que preço? Um filho, por um trono? Todo pai tem direito aos restos mortais do filho para chorar, velar e sepultar. Davi, não! Jogaram o corpo numa cova e entulharam de pedra. Davi tinha que fazer um discurso de vitória das suas tropas, agradecimentos aos bravos que nos livraram de um inimigo hostil e seguir caminho de volta para a capital, para retomar as ações de governo. Esse era o papel do rei; mas, e o pai? E o marido? Provavelmente, poucos entenderão o coração do velho salmista! E o coração de muitos pais e mães de nossas igrejas e de nossas cidades violentas que produzem órfãos e viúvas e vítimas aos montões? Como eles se erguem? Quem tem uma palavra para o coração deles? Aqui está o papel da igreja, da fé, do amor mais do que da razão e da lógica!

Pr Jason

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