Viúvas de Maridos Vivos

Meditação do dia 24/11/2015

2 Sm 20.3 “…e estiveram encerradas até ao dia da sua morte, vivendo como viúvas.”

Viúvas de maridos vivos – Não é golpe, charada, pegadinha ou brincadeira sem graça; é um fenômeno social ou quem sabe, até uma condição sócio-familiar, que se torna uma realidade mais presente na vida das pessoas do que gostaríamos de admitir. No Brasil isso era uma condição imposta pelas circunstancias nas mulheres nordestinas, que se viam nesse condição devido a necessidade de seus maridos se ausentarem de casa para outros estados e regiões por motivos de trabalho e sobrevivência. Assim, elas se viam numa condição de desamparo e solidão como na viuvez, mas com os maridos vivos. Semelhante aos filhos que se viam órfãos de pais vivos. A reflexão que faço hoje, se refere à condição das mulheres que viviam em regime de concubinato com o rei Davi, e ficaram no palácio e na casa do rei para guardarem e cuidarem das coisas durante a fuga que lhe foi imposta pelo filho Absalão, numa tentativa de golpe de estado. Elas porém foram alvos da ira e da vingança através do abuso sexual praticado pelo golpista, por sugestão de seu conselheiro, para tornar irreconciliáveis pai e filho e assim demonstrar força e apropriar de tudo o que pertencia ao rei Davi ou ligado a ele. Quando o rei voltou e assumiu o controle, tinha essa situação delicada para resolver. Ele não poderia reparar muito os danos não só da ação moral e sexual abusiva do agressor, como o tal fora seu próprio filho. Ele então lhes deu “aposentadoria vitalícia” com abrigo e proteção, para viverem como viúvas até o fim de suas vidas, o que não deixaria de ser uma espécie de “condenação.” Isso foi uma circunstancia? Haveria outro modo de lidar com os danos e os reparos? E hoje? Me ponho a pensar, em certos padrões e condutas que a vida impõe ou que a sociedade em si, também enquadra muitas vítimas e nem sempre as soluções são as mais fáceis ou desejáveis. Estou falando de casais que vivem debaixo do mesmo teto, mas só isso; estão separados de espírito, alma e corpos, curtindo amarguras e ressentimentos e em muitos casos, disfarçadamente como bons cristãos e de excelentes relações sociais. Estou falando de pais e filhos que embora na mesma casa ou não, não se falam, não se comunicam, não se amam e não se respeitam e se confrontados, simplesmente dizem: “Deixa como está, para ver como é que fica!” Outros tantos, alegam que esperam que “o tempo” dê um jeito! Problemas existem, são reais, concretos, e as soluções também existem, são reais e precisam ser concretas. É precisa trabalhar e lutar por soluções; se necessário, busque ajuda externa, de amigos, conselheiros, líderes e profissionais da área! Há sabedoria na multidão de conselheiros! Nós, líderes e ministros de confissão de fé, não podemos olvidar-nos da realidade que nos cerca e às famílias e vítimas de tais situações. A fé precisa ser terapêutica também! O Cristo e o Evangelho que abraçamos são poderosos para libertar cativos. Mexa-se!

Pr Jason

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