A Mulher e os Filhos do Servo de Deus

Meditação do dia 24/12/2015

2 Rs 4.1 “E uma mulher, das mulheres dos filhos dos profetas, clamou a Eliseu, dizendo: Meu marido, teu servo, morreu; e tu sabes que o teu servo temia ao SENHOR; e veio o credor, para levar os meus dois filhos para serem servos.

A mulher e os filhos do servo de Deus – O que acontece quando uma pessoa temente a Deus, que o serve com fidelidade, vem a falecer? Bem, de um lado, ele é recebido nas “mansões celestiais” – vai entrar no descanso eterno, receber a recompensa pelos frutos de seu labor ministerial – será recepcionado por anjos de vestes brancas e asas longas e bem cuidadas – vai estar nu lugar maravilhoso, aguardando a ressurreição dos demais irmãos da fé, para assim entrar no gozo definitivo e eterno, reservado para os filhos de Deus que perseveraram na fé – aí então é que a coisa ficará boa mesmo, com o arrebatamento da igreja, o encontro com o Senhor nos ares e assim a eternidade sem dor e lágrimas e na presença viva e real da Trindade Santa, sendo acolhido por Cristo e entrando na grande sala do banquete, o dia da grande ceia com o Senhor Jesus à cabeceira da mesa, para então pela segunda vez celebrar aquela mesma ceia que ele instituiu na noite em que foi traído e preso, depois morto na cruz. Para esse amado, que acaba de adentrar às portas da eternidade, podemos dizer, que ele está a bem menos do um passo do paraíso. Que glorioso! M A S S S . . . Como toda moeda tem dois lados, o que acontece aqui na terra, na cidade e na casa desse mesmo amado, querido e fiel servo de Deus? Vamos tomar como referencia o quadro bíblico do texto da meditação de hoje e adaptar ao nosso contexto. Primeiro vem o choque da notícia da morte do irmão fulano de tal. Que coisa! Homem novo ainda e que aparentemente desfrutava de boa saúde… o que foi mesmo que causou a sua morte? Ah! Sim! Que pena! Vamos sentir muito a sua falta e a igreja também. Nossa, e a irmã fulana, viúva tão jovem, com duas crianças menores de dez anos de idade! O menorzinho, tão apegado com o pai, lembra, estava com ele por todo lado! Segue o velório, o culto fúnebre com as várias palavras de gratidão pela vida, ministério e exemplo de dedicação que ele deixa, como filho, pai, esposo, cidadão e obreiro da seara do Senhor… Depois vem o sepultamento, as lágrimas e os amigos para abraçarem e consolarem a irmã e onze em cada dez diz a ela e aos filhos: “Estamos aqui e voces podem contar com a gente, é só chamar, para o que precisarem…” e cada um entra no seu carro há um novo cortejo de debandada, desta vez mais veloz e menos cerimonial do que o anterior e todos voltam as suas vidas, amém! Já no amanhecer do dia seguinte começam a chegar pessoas dizendo sentir muito pela perda da pessoa, mas infelizmente a vida segue, e por favor me desculpe, mas eu venho trazer essa promissória, esse boleto, essa duplicada, essa fatura, esse compromisso assumido por ele…. O homem de Deus, fiel, e coisa e tal, era tudo, menos previdente e cuidadoso com negócios e responsabilidades financeiras. Nunca pensou na possibilidade de vir a falecer e cuidar para que a família tivesse algum tipo de amparo e proteção. Fiel demais e relaxado mais ainda. A viúva da história aqui, se viu em privação e necessidade, numa época que não havia previdência social pública, seguro de vida e nem bolsa caixão, bolsa cova rasa e coisas do gênero. Os credores vieram e deram ultimato, ou paga, ou levamos seus filhos como escravos! Imagine o coração dessa mãe… ele deve ter pensado: “ainda bem que ele está morto, senão eu mesma acabaria com a raça dele!” Quantas irmãos, viúvas de pastores e obreiros, tem passado por isso, na volta do sepultamento, já estão pedindo a casa pastoral para colocar o novo servo fiel que precisa assumir o trabalho… e a irmã e as crianças? São apenas um detalhe, a obra precisa continuar! Irresponsabilidade do defunto, da igreja e do ministério que não cuida e ampara devidamente a quem serve e abençoa. Essa história, termina com o milagre da multiplicação do azeite, que deu para ela quitar todos os compromissos e viver como saldo. Deus teve que se virar nos trinta para fazer um milagre, para suprir uma necessidade, que poderia ter sido melhor trabalhada pelo “fiel” quando ainda em vida. Ninguém está aqui nesta vida com garantia de até quando, e não nascemos com uma etiqueta de prazo de validade. Cuide bem do que você ama, para que não se repita isso! Sendo recebido com festa na glória e cá embaixo, o choro tem que uma razão!

 

Pr Jason

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