Até o Pardal

Meditação do dia 25/08/2016

Sl 84.4 “Até o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, onde crie os seus filhotes, junto aos teus altares, ó Senhor dos exércitos, Rei meu e Deus meu

Até o pardal – Permita-me dar asas a minha criatividade imaginativa, sem contudo sair da seriedade e reverencia que a Palavra de Deus é digna. Alguém foi para o templo, para um tempo de adoração e contemplação; provavelmente ele não se distraiu durante a ministração, mas enquanto ouvia e apreciava a presença do Senhor, o silencio contemplativo sofria perturbações de grunhidos e piados de filhotes de pássaros, acompanhados de voos constantes dos pais, trazendo alimento e dando cobertura e proteção às suas ninhadas. Muitos de nós já vimos e testemunhamos uma cena assim, em algum templo. O que essa contemplação produziu em mim e em vocês? Para dizer bem a verdade, sempre que um pastor descobre um ninho de pássaro alojado no templo ou nas dependencias, a primeira iniciativa é desalojá-los, ou assim que possível, providenciar para que não voltem a fazer ali seus ninhos, com a justificativa de que produzem muita sujeira, fazem barulho e ainda podem servir de transmissores de doenças, “pondo em risco o rebanho do Senhor!” Ao parar agora para essa reflexão, comparo meu ponto de vista (e de muitos), como aquela observação do copo d’agua pela metade e uns o vêm meio cheio e outros meio vazio. Aquela pessoa lá em Jerusalém antiga, no seu momento devocional ali no templo, viu naquela cena e naquele barulho, não a quebra de sua concentração espiritual, desconectando-o da realidade espiritual; mas ao contrário, foi fonte de inspiração e de uma nova revelação sobre quem é Deus, como o seu caráter é maravilhoso e que preciosidade é poder gastar tempo com Deus em sua presença. Ele viu como o Senhor é acolhedor aos que dele se aproximam e podem confiar plenamente nos seus cuidados. “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46.1). Aves constroem seus ninhos em lugares altos e perigosos para os filhotes, com risco de queda quando novos e ainda incapazes de voar e se protegerem; mas os pais confiam que nascerão, sobreviverão aos perigos e desafios e aprenderão voar e sairão dali para desfrutarem a vida e a liberdade. Alguém cuida deles! Aquela pessoa, ali observando tudo isso, fez uma ligação de fatos e idéias: “amo a Deus e tenho prazer em vir aqui adorar e passar bons momentos, o quanto eu puder e minha vida corrida me permitir; e esses pardais e andorinhas, simplesmente moram aqui, tem seus ninhos, criam seus filhotes em segurança no melhor do lugar do mundo; eles estão tão próximos do altar de Deus! “Quão amáveis são os teus tabernáculos, SENHOR dos Exércitos! A minha alma está desejosa, e desfalece pelos átrios do Senhor; o meu coração e a minha carne clamam pelo Deus vivo” (v.1,2). O Senhor Jesus, que  é Deus, que viveu na glória e recebia a adoração elevada a Deus ali naquele mesmo templo, sabe tudo de adoração e do valor que ela tem para levar a pessoa de uma posição passiva e voltada para suas carências, para uma atitude de fé e determinação de viver a verdade e a vontade plena de Deus, que supre abundantemente tudo para os seus, veja o que ele disse a nós: “Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.26; 10.29-31). Aquele nosso amigo, ali no templo, fez uma conclusão muito boa e tirou bom proveito de suas observações, conseguindo aplicar na vida diária, lições aprendidas com os pássaros na casa de Deus. Ele fechou seu relato nesse salmo 84 com as seguintes expressões: “Olha, ó Deus, escudo nosso, e contempla o rosto do teu ungido. Porque vale mais um dia nos teus átrios do que mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas dos ímpios. Porque o Senhor Deus é um sol e escudo; o Senhor dará graça e glória; não retirará bem algum aos que andam na retidão. Senhor dos Exércitos, bem-aventurado o homem que em ti põe a sua confiança” (v.9-12).

Pai, verdadeiramente, “quão amáveis são os teus tabernáculos!” e como é precioso aprender a desfrutar do privilégio da contemplação da tua presença. Ninguém há, como o Senhor nosso Deus, digno de inteira adoração. Obrigado ser um refúgio para os momentos de angústia, mas também por seu um companhia maravilhosa nos momentos de alegria, celebração e de vitórias. É muito bom estar em tua presença, em todos os momentos, sou um bem-aventurado, ao seu teu tabernáculo, morada do Espírito Santo e especialmente, sou grato por me mostrar e me tornar sensível a essa tua presença santa em todo tempo. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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