Unção Com Óleo Fresco

Meditação do dia 02/09/2016

Sl 92.10 “Porém tu exaltarás o meu poder, como o do boi selvagem. Serei ungido com óleo fresco.

Unção com óleo fresco – Para se falar de unção, precisamos considerar que “uns são, outros não são” e com certeza eu não sou! Os movimentos pós-denominacionais sem muita fundamentação bíblica e teológica, baseando interpretações livres e algumas até forçadas das Sagradas Escrituras, criam “verdadeiras aberrações” nas práticas de cultos e algumas dessas inventivas são até de cunho duvidoso espiritualmente, de procedência mística, esotérica e até ocultistas, tudo com a finalidade de conquistar ou não perder o cliente. As Igrejas mais fundamentalistas se atém mais à princípios bíblicos e procuram seguir um caminho onde a fé do fiel não seja desencaminhada da pessoa de Deus ou das Escrituras, para se fundamentar em “coisas ou pessoas.” Mas uma máxima emprestada dos adágios populares é significativo aqui: “não se joga pedra em árvore que não dá frutos!” As heresias, os erros doutrinários ou as práticas espúrias, são na verdade, resultados de desvirtuamento de uma prática sadia, que por alguma razão sofreu uma degeneração. O ato de ungir é bíblico, é correto, tem respaldo nas Escrituras, na história do povo de Deus e na história da igreja cristã. Porque alguns estão exagerando na dose e criando situações sem precedentes, não significa que a prática saudável e biblicamente recomendada não possa ser praticada em nossas celebrações. A unção aparece em grande parte como um ato de consagrar ou santificar algo para uso espiritual e cerimonial. Jacó ao acordar daquele sono onde sonhou vendo uma escada ligando o céu à terra e pela qual anjos de Deus desciam e subiam por ela, chamou aquele loca de Betel  – “Casa de Deus” e por iniciativa própria ungiu uma pedra demarcando aquele lugar. “Então levantou-se Jacó pela manhã de madrugada, e tomou a pedra que tinha posto por seu travesseiro, e a pôs por coluna, e derramou azeite em cima dela” (Gn 28.18). Também a unção servia para a separação de pessoas para desempenhar ministérios para Deus, como reis, sacerdotes e profetas; Objetos, como as peças que compunham o tabernáculo e até o próprio tabernáculo eram ungidos e separados para uso exclusivo nos cerimoniais de culto. Pessoas enfermas eram ungidas em ministrações sacerdotais e a unção com unguentos e especiarias medicinais e emplastros também eram utilizados nos tratamentos de doenças, ferimentos e etc. Outra vasta utilização de tipos de unções era na cosmética, nos tratamentos de beleza da época, quando variedades de perfumes, óleos e unguentos eram artesanalmente fabricados largamente utilizados, especialmente pela ala feminina. Havia também o uso como modo de honrar um visitante ilustre e importante, que era recebido em casa após uma jornada, lavava-se os pés e depois eram ungidos e massageados quase que cerimonialmente. “Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento” (Lc 7.46). O rei Davi, falava do poder de Deus capacitando o ser um vencedor e a ser destemido e indômito tal qual um boi selvagem, que é implacável e não se sujeita as conveniências de ser domado e domesticado; com ele o “o jogo é bruto!” Era assim que Davi percebia a graça de Deus que o separava e o mantinha sob uma unção renovada constantemente. Isso fala de experiências renovadas com Deus e no serviço de Deus. Nada de ministério empoeirado, bolorento, mofado pela inércia e acomodação; fazendo tudo do mesmo jeito, por pura preguiça e fuga de encarar desafios de novas aprendizagens e renovações. Deus tem coisas novas para seus filhos a cada dia, sempre que o buscam com interesse e reverencia, no desejo de fazer o melhor e o que mais lhe agrada.

Obrigado Senhor, porque na Nova Aliança o Espírito Santo é que unge e capacita os teus amados e quem lhes permite experimentar o teu melhor todos os dias. Pai, que hoje, haja uma unção nova, com óleo fresco sobre as nossas vidas, para tua glória. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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2 comentários sobre “Unção Com Óleo Fresco

  1. É verdade… “uns são, outros não são”. Eu estou entre os que são. No cristianismo hodierno há muita “forçação” de barra para obrigar a Bíblia a dizer o que ela não está dizendo. Mas há também um certo preconceito denominacional para generalizar os “pós-denominacionais” e encerra-los todos em uma vala comum. Sou pentecostal e não compartilho dessa interpretação que o amado deu para a palavra unção. Na minha pálida visão, a unção está relacionada à autorização e a graça para realização do propósito para o qual fomos enviados e não a esoterismos e ocultimos. Estas práticas eu as atribuo a meninos inconstantes e faltos de conhecimento teológico que vão se infiltrando em igrejas “mau pastoreadas” que permitem a disseminação dessas práticas. Portanto, repito, não se pode generalizar e medir a todos com a régua de quem se acha o dono da revelação bíblica. Afinal, temos “bons” cristãos em todos os segmentos.

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