O Quarto Homem

Meditação do dia 12/06/2017

 Dn 3.25 – Respondeu, dizendo: Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, sem sofrer nenhum dano; e o aspecto do quarto é semelhante ao Filho de Deus.”

O Quarto Homem – Todos gostamos de histórias de heróis, elas nos inspiram e motivam. Mas toda história de herói, aconteceu porque houve uma circunstancia dramática que empurrou pessoas a tomarem decisões que depois as tornaram especiais e famosas. Humanamente falando, em todas elas havia a real possibilidade de dar errado e aquilo seria o natural, sem nenhuma boa história para ser contada. Também, algumas delas houve o fator que levaram aquelas pessoas a agirem, não porque sabiam antecipadamente que daria certo, mas que aquilo era o certo a se fazer e honrar suas convicções e glorificar ao seu Deus e responder ao inimigo o quanto a fé deles era importante. Abraão com aquele pequeno grupo de servos e aliados, enfrentar um grande exército saqueador e libertar o seu sobrinho Ló, com todos os despojos, e na chegada entregar os dízimos ao sacerdote do Deus altíssimo, Melquizedeque, era uma missão suicida em termos de estratégia militar. José sobreviver no Egito, sendo difamado pela patroa imoral e depois no cárcere e sair para ser Primeiro Ministro do maior império do mundo e com carta branca para governar como entendesse, é coisa de devaneio mental. Jacó enfrentar seu irmão Esaú, amargurado, ressentido, com um bando de caras maus, armados até os dentes, não tinha nada para terminar com um abraço fraterno e caloroso entre irmãos dispostos a presentear e proteger um ao outro. O recém formado, ou ajuntado exército de Israel na saída do Egito enfrentar os amalequitas, peritos saqueadores do deserto, e vencer pelas mãos levantadas de Moisés, com o apoio de Arão e Ur, parece bravata de ex-soldados, mas foi real. Um adolescente que gostava de poesia e tocar harpa enquanto cuidava de ovelhas, vencer um guerreiro experiente que desafiara um exército inteiro e ninguém encarar o desafio é o conto de herói que todo menino gosta de ouvir, mas lá, no dia, não foi moleza assim. Aqui temos outra história maravilhosa que terminou bem e os mais pentecas até falam em línguas ao ouvir o relato da vida desses três jovens destemidos. Todos nós cristãos, sabemos, ao menos em tese, que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas sim contra principados e potestades, mas poucos se dão conta disso na hora que são provados e testados, ou afrontados no dia a dia, por situações, pessoas e oportunidades de testemunharem de sua fé, e acabam sendo achatados pelas ações das trevas que os enganam e só depois eles percebem que foram engrupidos. O imperador para ostentar sua vaidade erigiu uma estátua de si mesmo, mas com propósitos de adoração, culto ao rei, que se colocava como Deus e quem contestasse, seria punido, assim era bem mais fácil se acomodar e não arriscar. Inimigos dos jovens tementes a Deus, já viram ali a oportunidade de se livrar da concorrência com pessoas dedicadas, honestas, que serviam com excelência e estavam ali para proclamar o conhecimento do Deus verdadeiro. A verdade e a mentira, o bem e o mal estavam com data, hora e local de se confrontarem e com todos os prognósticos a favor das trevas, que jogava em casa. Dito e feito, a bandinha tocou e como esperado entre todos os presentes, apenas aquelas três jovens não se curvaram e não se prostraram, ainda que só por formalidade. Não existe faz de conta no mundo espiritual, ou adora um ou adora o outro! Não se serve a dois senhores ao mesmo tempo! Foram chamados e confrontados pelo rei furioso com quem tivera a ousadia de desafiá-lo em público no dia de sua celebração e confirmação como divindade. Eles fizeram o que criam e criam no que fizeram. Um detalhe na resposta deles ao rei me faz entender a chave de tudo: “E se não…”Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei. E, se não, fica sabendo ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste (Dn 3.17,18). Deus pode livrar, livra de tudo e todos, mas se ele não livrar, não altera em nada o nosso relacionamento e nossa fé com ele, Ele continua sendo Deus e nós continuamos sendo seus adoradores… Deus não os livrou do fogo, mas os livrou “no fogo,” e cumpriu a sua palavra de estar com os seus em tudo tempo e lugar. O quarto homem só apareceu, porque os três tomaram posição de fé e não negociaram uma bênção ou algum favor especial. O impacto da decisão deles foi muito maior e mais produtiva do que em qualquer outra ação tomada. O rei que se achava todo poderoso, se viu desafiado por três servos dispostos a provar que ele não era deus, não era poderoso e não tinha controle nem mesmo de sua vida e ele pode ver o poder, a glória e a graça do Deus verdadeiro, a quem ele passou a temer e respeitar e respeitar pessoas com tamanha fé e devoção, dispostas a não bajular um rei arrogante para salvar suas vidas. Todos querem a companhia do quarto homem, mas poucos estão dispostos a entrar na fornalha da provação. Sem fornalha, sem quarto homem. O que eles teriam ganhado se tivessem cedido? O que o Reino de Deus e a eternidade ganhou porque eles não cederam? Só a eternidade revelará isso.

 

Senhor, mesmo nos momentos das maiores provas e desertos, o Senhor continua fiel e continua presente; independente de sentirmos, sabermos ou não. Tu és fiel, porque és fiel, e isso nos basta. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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