Pai e Senhor

Meditação do dia 24/08/2017

 Ml 1.6 – O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? Diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?

Pai e Senhor – Não podemos olhar a Bíblia só como literatura e assimilar seu conteúdo como histórico e levar suas palavras no sentido literal, nem tampouco no figurado. Como cristãos, somos herdeiros da fé daqueles que receberam essas revelações e as preservaram como Palavra de Deus. Como adoradores, nosso desafio é o crescimento em intimidade reverente e uma atitude de submissão inteligente aos ensinos e prescrições nela registradas. Para nós, as Escrituras são sagradas, verdadeiras e são a revelação autentica de Deus à humanidade; seu autor é Deus mesmo e o real intérprete é o Espírito Santo; o principal personagem é Jesus Cristo através de sua vida e obra, incluindo seus ensinamentos, seus sofrimentos, sua morte, ressureição e ascensão em glória. Como um cristão batista, acredito nela como minha única regra de fé e prática. Com essa introdução, quero mostrar como vejo essa reivindicação divina, profetizada por Malaquias; Deus fala sobre fatos conhecidos e colunas firmes do saber humano, especialmente dentro da cultura hebraica, a quem originalmente a revelação se dirigia. O relacionamento entre pais e filhos, senhores e servos fazia parte da estrutura social e era firme e indiscutível o papel de cada um e de todos nos seus direitos e deveres; além de que Deus, como tal, para eles estava infinitamente cima do conceito em termos humanos. Mas na prática,
Deus se vê “obrigado” a mostrar a eles, o quanto eles baixaram o padrão divino ou elevaram o papel humano, que na verdade os valores se inverteram a tal ponto, que não havia mais respeito e reverencia com Deus e as coisas sagradas, nem mesmo comparável ao tratamento dado aos relacionamentos de pai e filho, servo e senhor. Ele reivindicou isso como responsabilidade dos sacerdotes, que naquela sociedade eram encarregados de ensinar e praticar pessoal e ministerialmente diante de Deus apresentando os homens a Deus e intercedendo por eles. Na Nova Aliança, onde estamos na graça de Cristo e na vigência da igreja, todos somos sacerdotes e todos somos responsáveis pelo culto e pela fé e suas práticas. Não é só responsabilidade dos pastores e ministros, mas de cada um, mas é justo que os líderes recebam maior parcela, pois são eles que delineiam as ações na igreja local. É fácil ver no contexto social atual, dentro da igreja, a prioridade que os “fiéis” dão à suas questões em detrimento do culto e de Deus. Os solteiros pedem a Deus um relacionamento com vistas a um casamento e família; quanto encontram a outra pessoa, nem sempre se tratam com respeito, reverencia e como um presente de Deus, e não raro, já partem “pra aquilo…” frustrando a santidade do casamento e a expectativa divina; quando se casam, esquecem a vida devocional e abandonam os ministérios e os talentos e vão correr atrás das vida como se Deus não pudesse cuidar deles… quando vem os filhos, viram objetos de idolatria e motivos para consumismos exacerbados e exibicionismo sócial, as vezes gastando o que não tem, para se mostrar a quem não está nem aí, mas comparece para comer de graça e falar mal da festa. Educação na fé e nos valores cristãos são relegados a um plano de mínima importância. Será que precisaríamos de uma revelação divina onde ele se manifesta em profecia para perguntar isso? “…se eu sou pai, onde está a minha honra? E, se eu sou senhor, onde está o meu temor? Diz o SENHOR dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome.” Deve ser motivo de vergonha profunda, orarmos ao Senhor afirmando “…Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome…” (Mt 6.9) e na verdade o que se faz é “…desprezais o meu nome.” Sinceramente, eu sempre entendo que Deus tem razão! Se essa é a visão dele, é o discernimento que ele tem e se tem alguém que entende dessas coisas é Ele! Vocês não concordam comigo, que é preocupante? Precisamos nos arrepender e converter nesse aspecto o quanto antes? Que tal hoje?

Senhor dos Exércitos, grande em santidade e poder, por favor me perdoe, por agir como um pseudo adorador. Confesso e admito minhas muitas preocupações com minha própria imagem, integridade e dignidade, fazendo manobras para salvar minha reputação. Mas me arrependo e admito a culpa e a responsabilidade e também aceito o perdão e a reconciliação que me é oferecida em Cristo. Busco no meu coração ajuda do Espírito Santo para mudar de postura e honrar quem de fato merece honra e respeitar reverente o Deus da minha salvação, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!

Pr Jason

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