Um Casal Sem Vergonha

Meditação do dia 22/10/2017

Gn 2.25 – E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

 Um casal sem vergonha – Calma, que eu me explico! Não estou xingando, nem atribuindo aos nossos ilustres progenitores ancestrais, falta de pudor ou moral duvidosa. Na Wikipedia, define-se vergonha da seguinte forma: “Vergonha (do latim verecundia), é uma condição psicológica e uma forma de controle religioso, político, judicial e social, consistindo de ideias, estados …” Meu amado mestre, Ricardo Linder, me surpreendeu nos tempos de seminarista iniciante, que sabe tudo, menos que na verdade não sabe nada, ao definir vergonha como “a perda da autoridade.” Pensando bem, isso reflete todo que está contemplado na definição acima e até um pouco mais. Quando alguém é flagrado com a boca na botija, como dizem os caipiras, ou com a mão na massa, por não poder se justificar ou dar uma explicação plausível, aparece a vergonha, porque ela perde a autoridade. Adão e Eva tinham uma vida legal e promissora; eram sábios, competentes e estava cientes de seus deveres, obrigações e privilégios. Tinham relacionamento estável com Deus e as demais coisas estavam sob perfeito controle. Haviam recebido instruções precisas e claras sobre como deveriam proceder com uma árvore específica e as consequências da violação da confiança depositada neles. Poética, moral, ética ou filosoficamente, a conotação de nudez é praticamente igual. Estar nu, poder ser em sentido bom, ao afirmar que não temos nada à esconder, estamos transparentes, rendidos e à disposição sem resistência. Pode ser negativo, quando tem a conotação de perda, em sofrimento, privação, negação e carência, desassistido. Uma amiga missionária, que ao receber visitas após a chegada de sua bebê, entre as visitas estavam índias de determinada tribo brasileira da amazonia e houve um conflito de interesses, porque  ela apresentou a criança envolta em roupas, mas as índias insistiam em descobrir as nádegas da bebê. Posteriormente ele soube da cultura da tribo, que para eles “não se pode confiar em alguém que não tem coragem de mostrar as nádegas.” Equivalente ao nosso “olho no olho” ou “não dá para confiar em quem não mostra a cara!” Adão não tinha nada de que se envergonhar; nada que desabonasse sua conduta e reprovasse sua vida. Temos que lidar com conceitos muito bons de vida e família, fé e adoração, pois a nossa fé sustenta que o Deus a quem servimos, vê tudo, sabe tudo e pode tudo. Então agir como para esconder ao de Deus, é meramente conceitual, pois na prática, como disse o escritor aos hebreus “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13). Nesse sentido, precisamos ser e viver sem vergonha nenhuma.

Pai, permita-nos a transparência e a clareza de intenções, para sermos luz e recebermos iluminação espiritual divina o tempo todo e em todas as áreas de nossa vida, incluindo a família e a fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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