A a Campanha dos 318

Meditação do dia 19/03/2018

Ouvindo, pois, Abrão que o seu irmão estava preso, armou os seus criados, nascidos em sua casa, trezentos e dezoito, e os perseguiu até Dã. (Gn 14.14)

A Campanha dos 318 – Como reagimos ao infortúnio de alguém que conhecemos e entrou em dificuldade por fazer escolhas erradas? Estudando as origens do povo brasileiro, fiz algumas conclusões, na verdade nada científicas, mas que me servem e não acho que esteja fora da rota. Havia os nativos locais, hoje carinhosamente chamados de “Tupiniquins,” com seu etilo de vida consolidado e de uma hora para outra, viram suas praias sendo invadidas por grandes embarcações de “caras pálidas,” vindo do mundo antigo, com uma cultura mais forte e uma capacidade de imposição sem possibilidades reais de resistência aos nativos. Motivação: Explorar no sentido mais exato possível dessa palavra. Exploravam tudo e todos e o que não conseguiam nas negociações, levavam na bala, no engano, na trapaça, na sujeição forçada. Depois trouxeram os africanos, escravizados e sem qualquer identidade e direitos, nem mesmo de sobreviver; se adoecessem, poderiam morrer e serem descartados, porque seriam prejuízo no bolso. Vieram prisioneiros do velho continente, que não prestavam para a sociedade e para evitar oneração e cuidados no cumprimento das sentenças, eram comutadas em degredos e exílios para serem o que pudessem ser onde quer que aportassem. A idéia básica informal e extraoficial era de que quem tem alguma coisa de valor, esconda isso; quem sabe alguma coisa de valor, guarde só para si e não compartilha; quem descobrir alguma coisa, não conte e evite que descubram suas técnicas. Compartilhar é perigoso e não faça nada que não dê um retorno, é toma lá, dá cá. Confiar é perigoso e o mundo é dos espertos. A fé ia pelo mesmo caminho: Enquanto os reverendos tomavam café e chá com bolinhos com os senhores e senhoras na casa grande, pobres, pretos e índios ralavam no trabalho penoso e alguns estavam pendurados nos pelourinhos ou moribundos nas senzalas da vida. Eu me pergunto: Que mentalidade foi formada nesse povo miscigenado que formou o brasileiro? Qual a idéia sobre autoridade, direitos e fé nas instituições e em quem deveria ser guardiões? Minha teoria sobre os negros escravizados e maltratados nos canaviais que produziram uma enorme riqueza para muitos e para o pais, sob o sofrimento e a morte de centenas e milhares deles, acredito que naquelas noites de rodas de cantigas e lamentos, eles amaldiçoavam tudo e todos por gerações e gerações e daí vem a minha teoria da “maldição da santa cana.” Desde o início até hoje a indústria da cana e do álcool é um fracasso atrás do outro e o pais financia todos os calotes que os usineiros trapaceiros dão, fechando uma unidade aqui e abrindo outra ali e o preço não para de subir e nunca dá, nunca satisfaz e não tem solução. O Evangelho chegou e a fé foi difundida, mas a cultura do não compartilhar e esconder o leite para que ninguém aprenda a razão do sucesso ficou da mesma forma. Abrão, quando soube do infortúnio do sobrinho, correu logo para socorrer e mesmo que isso viesse a sacrificar a si, aos seus criados e comprometesse tudo o que havia conseguido. Abrão disse: É meu irmão! Os saqueadores, eram quatro reis e seus soldados e mercenários juntos; Abrão tinha trezentos e dezoito criados, servos, e os poucos amigos locais que fizeram. Mas ele prevaleceu. Com uma campanha de fé com seus 318, ele agiu no poder de Deus e trouxe de volta os cativos e os libertou. Não fez deles, seus servos, agregados, funcionários ou congregação sem direitos e sem esperança de autonomia. Cativeiro, prisão, viver sob obrigações impagáveis é obra do inimigo, das trevas, nada a ver com o amor e a graça de Deus. Abrão não venceu só porque lutou muito, investiu muito e tinha a melhor estratégia; ele venceu porque Deus foi com ele. Porque você acha que tem vencido? Porque você acha que seu ministério tem sido bem sucedido? É por sua causa? Por sua capacidade invejável de administrar e liderar? É pelos investimentos? É mesmo? E os outros que padecem dificuldades perto de você, isso é problema deles? Não tem nada que pode ser feito? Eu quero repensar muitas coisas e até para isso preciso de ajuda!

 

Senhor da Seara, obrigado por nos dar oportunidade de repensar e fazer parcerias que tenham significados para o reino e não somente para mim. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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