Dia de Despedida

Meditação do dia 25/05/2018

Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

Dia de despedida – A vida não é feita só de banquetes dominicais, há também os intermináveis dias de trabalhos semanais. Dia de vestes elegantes e dias de avental e serviço. Abraão foi de um extremo ao outro em bem pouquíssimo tempo. Ontem estava celebrando o desmame do filho Isaque com um grande banquete  e muita festa e ainda na mesma noite teve que iniciar os planos e os preparativos para algo que ele jamais imaginou: ter que se despedir de Ismael; mesmo dada as circunstancias, era seu filho e era amado. Agar era serva, mas tinha o seu lugar e pertencia àquela família e tinha um importante papel na educação do seu filho, ao lado do patriarca. Todo esse castelo, ruiu em poucas horas, sob os protestos de Sara. Levantar de manhã nunca deve ter sido um problema para aquele centenário senhor, que tirava proveito das manhãs e alvoradas para desfrutar da companhia e comunhão com o Senhor seu Deus. Mas hoje seria diferente, bem diferente! Fazer os preparativos apressados, com uma provisão de um pão caseiro, um frasco com água para iniciar a jornada de suas vidas longe da casa e da proteção de Abraão. Não vou fazer um melodrama, arrastando as coisas para baixo e criando uma situação de depressão e morte. Era dolorido para os dois lados e um dos lados era bem mais forte que o outro. Agar e seu filho Ismael não tinham meios e a quem recorrer; provavelmente Ismael nem sabia de que se tratava essa viagem, ou no máximo ele ouvira a histeria de Sara e sua exigência de expulsão dele e de sua mãe, para não haver concorrência com Isaque. Hoje, não vou abordar isso do ponto de vista de Ismael ou Agar, pois estamos meditando e vendo as coisas do ponto de vista de Abraão, o personagem desses escritos, mas é provável que dediquemos algumas com a pessoa de Ismael, afinal é um personagem que cruzou o nosso caminho e influenciou decisões importantes da vida de Abraão. Nós, costumamos ir até o portão, até à rua para nos despedir de pessoas que vão embora, ou só mesmo viajar e algumas despedidas são marcantes. Na escuridão daquela madrugada, naquele acampamento silencioso, ver o filho ainda sonolento sumir na penumbra amparado pela mãe, levando quase nada, quando na verdade podia ter muito e mesmo assim, ter que tomar a decisão e a atitude que esvaziaria uma parte do seu coração, foi muito difícil, foi muito dolorido! Mas havia espaço também para a fé, pois ele recebera uma palavra de Deus sobre o menino. Ter que nos separar de algo que criamos e a ele nos agarramos, nem sempre é uma decisão fácil, mas necessária, para que a continuidade da promessa do Senhor nos leve a novos patamares. Pastores e obreiros que fundaram trabalhos e igrejas e viram aquilo prosperar e uma hora vem a ordem de separação. Planos concebidos e criados e tomando forma, quando a esperança brilha nos olhos e não é mais possível continuar. Sonhos que não poderão amadurecer. Oportunidades que terão que ser deixadas e esforços de muito tempo e dedicação que não se consumarão. São coisas que são mais frequentes do que imaginamos; mas a nossa convicção e nosso foco deve se manter no Senhor e na sua vontade, nos seus planos, não nos nossos. Se Deus pede, ou ordena que se abra mão de alguma coisa, certamente ele tem algo melhor e a nossa atenção e intenção tem que estar nisso. Quero terminar pensando naquelas palavras, ditas por Deus, profeticamente através do salmista: “A ti levanto os meus olhos, ó tu que habitas nos céus. Assim como os olhos dos servos atentam para as mãos dos seus senhores, e os olhos da serva para as mãos de sua senhora, assim os nossos olhos atentam para o SENHOR nosso Deus, até que tenha piedade de nós” (Sl 123.1,2). Abraão era senhor de Agar e Ismael, mas era servo do Senhor Deus, o Altíssimo e ele também estava atento às mãos do seu senhor. Voce e eu, eu e você de olho nas mãos do nosso Senhor!

Pai e Senhor Jesus, junto com a pessoa do Espírito Santo, quero dizer que a tua vontade é muito significativa para mim e para nós, teus servos. Queremos e podemos entender muito bem o significado da palavra SENHOR, quando a proferimos atribuindo a ti como nosso Deus e soberano sobre nossas vidas. Acreditamos que dispões de todos os direitos sobre nós, inclusive porque voluntariamente te entregamos nossas vidas e nossos cuidados nas tuas mãos para nos dirigisse. Senhor Deus meu e Rei meu, obrigado por direção tão sábia e justa. Mesmo doendo ou me contrariando ainda acredito que a tua vontade deve ser feita aqui na terra como é feita nos céus. Conceda-nos a graça para andarmos pela fé e assim nos concentrar no que esperas de nós. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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