Quando os Céus Falam

Meditação do dia 19/06/2018

 “Mas o anjo do Senhor lhe bradou desde os céus, e disse: Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui.  (Gn 22.11)

 Quando os céus falam – Sabemos e estamos conscientes que nossos corpos hoje, é que são o templo de Deus, a morada do Espírito Santo que habita em nós, ou seja, no nosso espírito. A verdadeira adoração e o verdadeiro louvor são praticados ali. Esse é o lugar da manifestação do Senhor. Também sabemos que é no nosso espírito, que às vezes intercambiavelmente aparece na Bíblia como o coração; que é o lugar onde se acolhe a Palavra de Deus e onde ela é semeada, cultivada e produz seus frutos. Assim sendo, como cremos na Nova Aliança, o Senhor habita em nós e não em lugar externo a nós. Mas talvez pelo hábito de dizer que Deus habita nos céus, que lá é a morada dele, o trono dele, de onde ele vê tudo e buscamos as coisas do alto e foi para lá que Jesus retornou após a ressurreição e de lá aguardamos sua volta… então juntado tudo isso, temos a tendência de orar voltados para os céus, até apontados com as mãos ou os dedos, de onde é que vem a nossa esperança e tudo mais. Não estou dizendo que estamos errados, ou que não se deva fazer isso. Também temos as experiências bíblicas de pessoas que tiveram visões ou ouviram a voz do Senhor desde os céus. João Batista ouvir na ocasião do batismo de Jesus, o próprio Jesus também ouviu a confirmação de sua filiação e apreço do Pai. Estêvão viu os céus abertos e Jesus à direita do Trono de Deus. Temos então bases bíblicas suficientes para ter essa atitude e postura. Agora me ponho a imaginar, a cena, como se estivesse ali no Monte Moriá, assistindo a cena que se desenrolava, onde o patriarca Abraão, estava se preparando para oferecer em sacrifício, um holocausto, cuja vítima não era um cordeiro ou um novilho, mas o seu filho Isaque; a essa altura já amarrado e devidamente colocado sobre a lenha no altar erigido por eles ainda à pouco. Abraão não estava postergando nada, nem mesmo ganhando tempo ou procurando uma desculpa até que surgisse uma porta de escape para ele e também para o filho. Ele veio para fazer e estava fazendo o que devia ser feito e não havia nenhuma vantagem em protelar a dor e a pressão sobre seu coração e sua fé. Não posso afirmar com bases teológicas, mas como Abraão já havia entregue sua vida e decidido andar com Deus e em plena obediência, ele até poderia estar muito bem consciente de que estava para oferecer um sacrifício de fé, mas não cometendo um homicídio ou atendado contra a vida do filho. Eu diria, o patriarca já havia morrido para si e para sua reputação, sua imagem e que a opinião das outras pessoas e da sociedade, não tinham um peso maior do que sua fé e compromisso com a vontade Deus. Uma ordem de Deus só se torna pesada ou um fardo, se a pessoa tiver dúvidas sobre ela ou vivo demais para si mesmo e para seus conceitos; caso contrário, como já disse antes: “Deus disse, eu creio e isso me basta!” Isso também tem a ver com o entendimento que se tem do senhorio de Deus sobre nossas vidas. O pastor Wayne Cordeiro, no seu livro “Jesus puro e simples” diz que todos gostam de ser chamados de servos, desde que não sejam tratados como tal. Como ocidentais e praticamente nenhuma experiência com servidão, ser escravo, como nos termos bíblicos e como tivemos em tempos passados em nosso pais, mas que ficou apenas nos livros e na história, as regras para essa classe social e valem também para a condição nossa diante do NOSSO SENHOR e salvador, o servo confia plenamente na capacidade do senhor de suprir o necessário e o suficiente para que suas ordens sejam cumpridas. O senhor também sabe é sua obrigação prover esses suprimentos; assim nenhum considera de realizar algo com seus recursos próprios, pois ele não tem nenhum, tudo pertence ao senhor. Assim, sendo Abraão era servo do Senhor e o esse pediu que ele oferecesse seu filho em sacrifício. O servo estava consciente de o seu filho também era propriedade do seu senhor que tinha plenos poderes e direitos sobre tudo. A obediência era uma condição natural para ele. Nós com cabeça ocidental, cheia dos direitos, donos do próprio nariz, com tribunais, leis e advogados e supremas cortes para recorrermos contra tudo que atentar contra nossa integridade, patrimônio e direitos humanos, não engolimos a história de Abraão como de fato ela aconteceu, no tempo, no modo e na condição social e espiritual da realidade de fato e dos fatos. Uma pena. Acredito que na hora H, quando ouviu aquele brado vindo dos céus, com tom de emergência e obediência imediata, foi libertador, mas foi também o cumprimento de uma das variantes da fé que Abraão nutria, de que o Senhor haveria de prover para si o cordeiro, e proveu. Deus não falha, não atrasa e não está fora de tempo. Deus é Deus, ontem, hoje e assim o será para sempre e sempre pelos séculos dos séculos, amém. Ainda, particularmente, acredito e aceito, que o Senhor não tem por que dar explicações, se assim ele entender.

Senhor, graças te rendemos e somos gratos por tua fidelidade para com a palavra empenhada. Abraão aprendeu muito e cresceu na sua vida espiritual e na sua caminhada de fé e estava habilitado a passar por esse período de teste e foi aprovado com louvor, porque ele exercitou a fé em ti e nas tuas promessas. Obrigado, por compartilhar esses processos todos conosco, para nossa edificação, nossa esperança e conforto do nosso coração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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