O Que Sinto X O Que Sou

Meditação do dia 01/07/2018

 “Depois se levantou Abraão de diante de sua morta, e falou aos filhos de Hete, dizendo: Estrangeiro e peregrino sou entre vós; dai-me possessão de sepultura convosco, para que eu sepulte a minha morta de diante da minha face.”  (Gn 23.3,4)

 O que sinto X O que Sou – Não é raro ver as pessoas confundirem completamente suas identidades com seus comportamentos. Entre pais e filhos então…!!! O homem é um ser complexo, mas inteiro e bem definido, por que o Criador não faz nada mal feito e muito menos deixa alguma tarefa inacabada. O cristão não embarca na onda da teoria da evolução das espécies, principalmente em relação a origem da humanidade. Macacos me mordam!! Mas não somos parentes mesmo!! Até aceito que cada macaco fique no seu galho, mas eles nos seus galhos, pois nós somos filhos de Deus, criados à sua imagem e semelhança, dotados de dons e habilidades superiores e que nos habilitam a dominar e governar soberanamente sobre toda a criação de Deus. Se estamos ou não utilizando da melhor forma no todo ou em parte, é uma outra situação. Sou o que sou, por Deus me criou assim e sou o que ele e sua Palavra dizem que sou e ponto final. O crescimento espiritual ajuda a pessoa a se autoconhecer e vivenciar as muitas experiências que se passam durante a sua existência e lidar com todas elas de forma equilibrada e produtiva. As emoções existem em todos nós e senti-las e demonstrá-las não é sinal de fraqueza ou incapacidade; ao contrário é uma demonstração de humanidade, de ser o que realmente é. Qualquer ser humano normal e equilibrado em seus sentidos, sentirá a morte de um ente querido. Como cada pessoa expressa isso, ou deixa transparecer, tem à ver com sua estrutura emocional e física, dentro de um contexto cultural no qual está inserido. Em algumas culturas, há profundas manifestações de luto, dor, pesar e mostrado em muito choro e lamentos, que são aceitos, acolhidos e respeitados. Em outras culturas, observa-se o silencio, a contemplação e dor e tudo isso em tons comedidos. Há certas culturas, que se fazem festas, celebram, carregam o corpo por passeios, procissões e demonstrações de alegria pelo que foi e pelo que gostava de celebrar, etc. Nossa fé cristã, que tem heranças e raízes na cultura hebraica antiga, e com valores novos incorporados na Nova Aliança e adotados na igreja e estão registrados nas páginas do Novo Testamento e servem de base doutrinária para o que cremos universalmente hoje. Sabemos o que é morte, porque ela vem, sabemos quem a venceu, como e porque. Estamos certos que há ressurreição e vida em Cristo e quem são os eleitos para seguramente experimentarem essas promessas. Sabemos sobre o futuro, a eternidade e quem assegura-nos a abertura desses portais eternos. Não há nenhuma razão e nenhum motivo para um cristão viver assustado e amedrontado com a morte. Reações alheias a esse conhecimento, claro, causa estranheza, mas podemos entender como cada pessoa reage emocionalmente e alguns sem nenhuma racionalidade, o vale de sua fé para proveito e crescimento. Abraão perdeu Sara, com quem conviveu por todos os anos de vida dela, e consorte das mesmas promessas e alianças. Agora ela estava morta e devia ser sepultada com dignidade, honra e respeito. Ao se dirigir aos vizinhos e amigos, nativos daquelas terras, Abraão se apresentou com sua legítima identidade. “Estrangeiro e peregrino sou entre vós.” Ele tinha consciência de sua propriedade das terras como herança para sua posteridade e pela benção de Deus para influenciar gerações e gerações por todos os tempos. Mas isso não o tornava soberbo, desapropriador e conquistador de terras e povos. Ali, ele era um fazendeiro, vizinho de pessoas e um amigo pacífico, que ensinava com sua vida, sobre como servir e adorar o único e verdadeiro Deus. Ele não fez uso de sua condição de emocionalmente transtornado pela morte da esposa, para angariar favores ou conseguir coisas das outras pessoas. Sua nobreza, sua integridade e caráter de homem de Deus permanecia como deveria ser: intactos. Abraão não se fez de vítima, não ficou mendigando apoio, amparo ou favores. Mesmo no luto, ele agiu com sensatez e integridade, porque é nas horas mais difíceis que o caráter de uma pessoa é provado. Seja aprovado, quando provado! Levante-se de diante de sua situação de dor e perda e aja como pessoa de Deus. Dê testemunho daquilo que sempre falou com palavras. Fecho com uma citação de Francisco de Assis: “Pregue o evangelho em todo tempo, se precisar, use palavras!”

Obrigado Senhor Jesus, pela vida e pelas lições que ela nos trás, graças rendemos pelo conforto e ajuda que recebemos nas nossas etapas de luto, dor e perdas; mas que isso não tire de nossos olhos e nem de nossos corações, a verdade sobre o que cremos que o Senhor é para cada um de nós. Em Cristo, temos vida eterna, perdão e aceitação e ninguém e nada, pode nos separar do amor de Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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