Biológicos X Espírituais

Meditação do dia 30/07/2018

Que diremos, pois, ter alcançado Abraão, nosso pai segundo a carne?”  (Rm 4.1)

 Biológicos X Espirituais – As Sagradas Escrituras falam de comportamento moral humano usando as palavras “carne e espírito” como vemos na proposição do apóstolo São Paulo aos Gálatas. Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne. Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis (Gl 5.16,17). Certamente os amados irmãos já estão amadurecidos o suficiente para separar uma interpretação literal e não causar confusão doutrinária. Carne aqui trata-se da inclinação humana, um padrão de comportamento e escolhas que contrariam a vontade de Deus. O contrário disso é a escolha a nível de espírito, que prima pela obediência à revelação divina e a submissão aos seus ensinos e preceitos. Sem  novo nascimento, todos operam na carne somente,  uma vez que a parte espiritual permanece morta, inativa, separada de Deus e das coisas espirituais desde a desobediência do homem lá no Jardim do Éden. O conceito paulino é descrito nos versos iniciais do capitulo dois de sua carta aos Efésios. E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também (Ef 2.1-3). Não é exclusividade do Novo Testamento, uma vez que nas profecias do profeta Ezequiel, ao aludir aos tempos futuros (deles), por palavra do Senhor, veio promessas de mudanças profundas e significativas nas vidas transformadas, por um processo que só Deus poderia fazer. E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. e porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis (Ez 36.26,27). Aqui o profeta utiliza as palavras “coração de pedra” para significar um coração duro, não convertido, resistente à vontade de Deus. Ao mesmo tempo que faz uso da “coração de carne” com o sentido de maleável, sensível, tratável diante de Deus e certamente um coração convertido.  Nesse sentido da profecia de Ezequiel, podemos sim, ter um coração de carne e não devemos ter um coração de pedra. Na expressão aos Gálatas, carne é sinônimo de não convertido, não tratável por Deus e “espirito” tem o sentido de obediência e submissão; então devemos sim andar no Espírito e rejeitar andar na carne. Esse estilo de vida errado e pecaminoso, é facilmente manipulável pelas forças do pecado, que controlam a pessoa e a leva viver fora dos limites das promessas e da vontade de Deus. Um cristão, nascido de novo, busca ser cheio do Espírito Santo e da Palavra de Deus, para evitar ser dominado e controlado pela carne e pelo pecado. Inicialmente na carreira cristã, por imaturidade, falta de conhecimento e inexperiência, todos andam na carne, mas é uma fase da vida cristã. À medida que se cresce e se desenvolve, isso tudo vai ficando para trás e prosseguimos crescendo e distanciando disso cada vez mais. Quando não acontece o crescimento espiritual, a pessoa não é discipulada, não se desenvolve, ou deliberadamente escolhe seus próprios caminhos e modos de vida, ela pode permanecer carnal por anos e anos. Nesse caso, ela permanece infantil, imatura e seus frutos e condutas denunciam isso. Paulo apontou isso na igreja de Corinto e o escritor aos Hebreus também citou esse fenômeno de atrofia espiritual. E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com carne, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens? (I Co 3.1-3). O quadro descrito em Hebreus demonstra que esse estágio ou fase, não havia passado, mas se prolongado muito na vida daqueles cristãos. Porque, devendo já ser mestres pelo tempo, ainda necessitais de que se vos torne a ensinar quais sejam os primeiros rudimentos das palavras de Deus; e vos haveis feito tais que necessitais de leite, e não de sólido mantimento. Porque qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino. Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal. Por isso, deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até à perfeição, não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno (Hb 5.12-14; 6.1,2). Os judeus eram e são descendentes biológicos de Abraão e como tal, são herdeiros de tudo o que legalmente lhes assiste. Mas Abraão tem também uma herança espiritual, tão legítima quando a biológica, e dela participa todos os que são espiritualmente nascidos de novo em Cristo, que é humanamente descendente de Abraão e espiritual ele é Senhor de Abraão, e nesse caso, Abraão é nosso irmão na fé.

 

Senhor Jesus, tu és a nossa herança e ela por si só, nos basta! Amém.

 

Pr Jason

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