Pão e Água

Meditação do dia 13/09/2018

 “Então se levantou Abraão pela manhã de madrugada, e tomou pão e um odre de água e os deu a Agar, pondo-os sobre o seu ombro; também lhe deu o menino e despediu-a; e ela partiu, andando errante no deserto de Berseba.”  (Gn 21.14)

 Pão e Água – Trabalhando com a idéia de quem vê sempre o copo meio cheio ou meio vazio, aqui também na experiência de Agar, podemos olhar por esses dois ângulos e tirar conclusões que nos satisfaçam. Para os otimistas, estes são dois dos elementos mais básicos e essenciais para a vida humana; sendo que eles saíram providos de pão e água, estariam com o necessário para empreenderem uma viagem e chegar a algum lugar onde poderiam buscar a reposição e mais recursos. Para os pessimistas, pão e água significa o mínimo que um condenado poderia receber de favor, para que não fosse morto por inanição. Desde os primórdios dos tempos, que prisioneiros eram tratados com pão e água, não só como castigo mas também por serem gêneros simples e de básico custo. Como estamos pensando um pouco com o coração e envolvendo pessoas piedosas, podemos entender que era uma situação de extrema complexidade que estava produzindo dor no coração do patriarca Abraão e não era menos fácil para Agar, por ter que sair do conforto que especialmente seu filho tinha e lhe era de direito. Abraão tinha outros servos a seu serviço e poderia ter dado ordens para levantarem bem cedo e prover de víveres, ainda que pão e água a sua serva Agar e o filho, que iriam partir de casa e ele não gostaria de ver isso acontecendo. Por outro lado, ele era o pai do garoto, e era o senhor da serva e ele pessoalmente não tinha nenhuma questão ou problema com eles, a não ser o relacionamento da serva com sua esposa Sara e a posição que ela exigira dele. Assim, ele assumiu seu papel de líder e de pai que tem que tomar uma difícil medida, complicada para explicar racionalmente para qualquer um, mas em especial ao próprio filho. Levantar de madrugada bem cedo não deve ter sido o maior dos problemas de Abraão naquele dia, pois com toda certeza, a noite foi longa, ou curta, o certo é que o sono não veio e pregar os olhos não fora possível mesmo. Assim sendo, quanto antes levantasse e começasse a agir, mais cedo as coisas se resolveriam. Despedida não é algo fácil, ainda mais quando se trata de uma em definitivo, que não foi planejada, não foi desejada e envolve pessoas do coração. Tomar um pão caseiro nas mãos, envolve-lo em alguma coisa, escolher um odre entre os demais, só que esse não volta mais e precisa caber o máximo e não pode ser tão pesado que prejudique o compasso da caminhada; todas essas atividades foram doloridas e penosas para aquele centenário senhor. Sair da tenda e a poucos passos na porta de outra tenda ver ali já despertos duas vidas que faziam parte de sua própria vida e dos seus sonhos, e olhar para eles, olho no olho e dizer qualquer coisa já seria um exercício doloroso demais. Quais seriam as palavras certas ou apropriadas? Me desculpem! Sinto muito! Não era isso que eu imaginava! Em meditar nisso, quero identificar-me com cada uma daquelas pessoas e não acredito que havia dolo e alguém estava se divertindo ou sentindo-se realizado ou mesmo aliviado. Talvez nem Sara que ainda estaria deitada, mas duvido que dormisse o sono dos justos, ao ver a aflição e a noite em claro do marido. Talvez Ismael tenha dormido bem, por ser um adolescente e a mãe lhe sugerira que dormisse bem para que pudesse enfrentar uma longa jornada logo ao amanhecer. A vida, meus amados, não é feito só de festas e fins de semana em família. A igreja, mesmo em sua expressão local é uma família ampliada e acontecem situações de separação e algumas delas doloridas e traumáticas. Sabedoria, discernimento e maturidade são muito necessários e úteis, pois estaremos lidando com o sagrado, o divino e com o que foi colocado sob nossa responsabilidade. Almas são preciosas e caras e pertencem ao Senhor delas e nosso. Somos servos cuidando de servos e temos um só Senhor. Nunca tire isso de vista! Não permita que os cuidados dessa vida e as dores provocadas pelas atividades do reino, nos afaste do centro da vontade do Senhor. Lembremos sempre: “Fazemos o certo, porque é certo!”

 

Pai, obrigado por não desamparar nenhum dos seus filhos. Obrigado por não cometeres nenhuma injustiça para com os teus; queremos olhar a nossa tarefa como a extensão das tuas mãos e do teu amor para com as pessoas e assim, não podemos cometer injustiça e mal a quem quer que seja, pois o teu nome está sobre nós, como ministros da tua palavra e cuidadores do teu rebanho. Oro por sabedoria e discernimento, em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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