Sem Água

Meditação do dia 18/09/2018

 “E consumida a água do odre, lançou o menino debaixo de uma das árvores.”  (Gn 21.15)

 Sem Água “Moro num pais tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza…”A letra e poesia é da música de Jorge Bem Jor; com essas frases iniciais, todos nós brasileiros concordamos, e com as raras exceções de regiões do nordeste do pais, não era comum a falta d’água (até bem pouco tempo). Bem poucas pessoas de nossos relacionamentos poderá dizer que sabe, na própria pele, o sentido literal desse texto da bíblia e da experiência de Agar e seu filho. Por experiência própria, sei que uma pessoa caminhando em compasso de viagem, percorre entre quatro e cinco quilômetros por hora em terreno de excelentes condições (asfalto/terraplanada); então uma senhora com um adolescente, andando pelas trilhas de um deserto, não andariam muito em distancia, sob um clima desértico e sol escaldante. O suprimento de água logo se esgotou e não importa, se por falta de experiência de sobrevivência em situações críticas, ou pela quantidade insuficientes que lhes era permitido carregar. Quando a água acaba, acaba mesmo e num deserto, não encontra reposição com facilidade. Aqui, desejo fazer a primeira aplicação espiritual do dia: Agar (que representa você e eu) partiu para sua jornada, em direção ao desconhecido, mas com uma promessa de bênção e proteção de Deus, que lhe garantiria um futuro diferente do seu passado e das possibilidades que o futuro lhe poderia dar, na condição de vida de antes. Na sua partida ela levou suprimentos básicos de pão e água que Abraão lhe fornecera. Isso logo acabou! Acabou porque o homem não pode suprir tudo, em todo tempo e permanente. Só Deus pode fazer isso por nós! Só Deus é uma fonte inesgotável. Por mais que haja generosidade, bondade, planejamento e bons projetos e logísticas… os recursos humanos falham! Temos assistido os governos, as ongs, os programas e projetos com as mais sinceras e boas intenções tentando erradicar a fome, a miséria ou simplesmente a escassez de recursos no mundo e o placar continua o contrário. Quantos milhares de vidas o deserto já engoliu impiedosamente, ao ser desafiado ao longo da história humana. Mas existe uma exceção de grande escala que conhecemos, no registro sagrado do êxodo israelita nos tempos de Moisés. Quarenta longos anos no deserto, com uma massa humana de aproximadamente três milhões de pessoas, acrescido de animais, bens, posses e cargas; mas o registro do relatório final é assim: Todavia tu, pela multidão das tuas misericórdias, não os deixaste no deserto. A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia, para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite, para lhes iluminar; e isto pelo caminho por onde haviam de ir. E deste o teu bom espírito, para os ensinar; e o teu maná não retiraste da sua boca; e água lhes deste na sua sede. De tal modo os sustentaste quarenta anos no deserto; nada lhes faltou; as suas roupas não se envelheceram, e os seus pés não se incharam (Ne 9.19-21). As primeiras provas da nossa jornada são terríveis e desanimadoras. É uma tentativa de nos fazer voltar e admitir ou crer que é melhor viver como escravo do que morrer livre! Isso é tática suja e mentirosa do inferno. Deus não salva ninguém para depois deixar morrer no deserto. Mesmo pessoas boas e cheias de fé e confiantes nas promessas de Deus, com experiências fortes como era o caso de Agar, podem também desanimar, desesperar e desistir! Ao se firmar nas emoções, nas circunstancias e no que se está passando no momento, é fácil descrer, duvidar e perder de vista tudo aquilo que cria e pelo qual partiu para conquistar. Deus e sua Palavra são verdadeiros, nossas emoções não! Nossas circunstancias não! Nossa razão não! As pessoas ao nosso redor não! As vezes até o pastor,  profeta, não são confiáveis em seus juízos! Deus é e sempre será! Agar se viu assim, cansada, frustrada, desamparada e largou o filho na possível única sombra que encontrou, para que ali morresse (na opinião dela). Aqui era Agar; encontramos depois Elias, depois Jonas e no Novo Testamento Natanael, todos sentados numa sombra, debaixo de uma árvore, mas reclamando, murmurando contra Deus e suas promessas. O Deserto pode ser duro, implacável, impiedoso, ameaçador; mas Deus ainda é o Senhor e seu poder supera o do deserto e nossos medos e desânimos. O deserto não é o fim, mas um período, um tempo de transição para algo melhor, infinitamente melhor!

 

Senhor, obrigado pela tua presença com os peregrinos no deserto. Podemos atravessar com segurança, pela tua graça e suprimentos ilimitados, fora da capacidade humana. Os teus filhos não foram chamados para viver no deserto, mas para atravessá-lo, sob os teus cuidados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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