Peregrinos, Pero no Mucho

Meditação do dia 27/01/2019 

Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço.”  (Gn 26.25)

 Peregrinos, Pero no Mucho – O cristianismo tem um legado de peregrinos. Como somos herdeiros do judaísmo, que inicia-se com Abraão e sua chamada para sair de sua terra e ir peregrinar numa que lhe fora prometida por Deus e lá peregrinou de um lado para outro e do outro para mais outros, passando assim a sua vida como um nômade, devido a sua vida pastoril, lidando com o gado, mas também para conhecer a terra que ganhara por herança eterna e para ter experiências de crescimento espiritual. Esse mesmo legado foi passado para Isaque, que também passou para Israel e seus doze filhos, até que fixaram no Egito que lhes serviu de berço para a formação do povo que veio a ser a grande nação prometida inicialmente. Fora isso, peregrinaram por quarenta anos no deserto até entrarem na posse da terra. Depois de fixados, eles tinham o tabernáculo como o centro da adoração para todos da nação, ainda que o território fosse vasto; isso conferia a necessidade de fazer peregrinações para adoração e cumprirem alguns rituais de fé. Nos tempos do reino já consolidado, o rei Salomão erigiu o grande tempo em Jerusalém, que conferiu à cidade do grande rei, agora o aspecto de Cidade Santa, que prevalece até hoje. Todos peregrinavam à Jerusalém para as grandes festas e celebrações; os mais piedosos e em condições financeiras iam anualmente; mas havia o costume de que a pessoa deveria ir pelo menos uma vez na vida. Na Nova Aliança, entendemos que todas essas coisas são sombras e figuras das realidades espirituais, e que essa vida como um todo é uma grande peregrinação e uma preparação para a verdadeira vida, que nos está guardada em Cristo. “Mas a nossa cidade está nos céus, de onde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp 3.20,21). Essas verdades e realidades, podem ser vistas nos aspectos da vida de Isaque: Então edificou ali um altar, e invocou o nome do Senhor, e armou ali a sua tenda; e os servos de Isaque cavaram ali um poço”  (Gn 26.25). Alguns dessas descrições indicam que ele era e manteria a condição de nômade e peregrino, mas outros mostram fixação de residência, como cavar um poço, que demandaria trabalho e indicava que ficaria ali por algum tempo. Olhando as indicações que Jesus nos deu nos Evangelhos, percebemos que só estamos de passagem por aqui; mas também ele nos instrui para que trabalhemos firmes e convictos de que não sabemos quando acontecerá a nossa partida e até lá estamos conclamados a agir como se nada fosse mudar, ao mesmo tempo que façamos as leituras corretas dos tempos e das estações que prenunciam a volta do rei para nos buscar. Somos mordomos de um reino, isso demanda ações de curto, médio e longo prazo; fazemos tudo como se fôssemos embora hoje à noite ou amanhã cedo; mas também envidamos esforços evangelísticos e missionários, que demandam mais tempo. Quanto vale uma alma, então como igreja, trabalharemos até o anoitecer, ou na linguagem esportiva, iremos até a prorrogação e os pênaltis, por amor as almas.

 

Senhor, obrigado por nos assistir com o teu Santo Espírito, para uma vida de fé e desafios. Somos os teus filhos, comprados por precioso sangue e consagrados a servir a ti e ao teu reino. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s