Rebeca, a Qualificada

Meditação do dia 01/03/2019 

 Seja, pois, que a donzela, a quem eu disser: Abaixa agora o teu cântaro para que eu beba; e ela disser: Bebe, e também darei de beber aos teus camelos; esta seja a quem designaste ao teu servo Isaque, e que eu conheça nisso que usaste de benevolência com meu senhor.”  (Gn 24.14)

 Rebeca a Qualificada – Contextualizando ou contemporizando as coisas, mas acho mesmo que o mais sensato, seria dizer, viajando na maionese imaginativa, o que alguém encarregado de uma missão tão complexa como aquela, o Mordomo Eliézer, chegaria em Hará, procuraria os jornais mais lidos, isso, já é passado, os sites de busca mais vistos e colocaria um aviso mais ou menos assim: “Procura-se moça, boa aparência, dotes culinários, prendas domésticas, com disposição para viagem internacional, que pretenda se casar e constituir família, com referencias, oportunidade única de se casar com jovem rico, de boa família e de bons princípios – interessadas procurar Eliézer.” Tudo não passa de uma fantasia imaginativa, mas na oração desse mordomo, ele citou veladamente qualidades de uma moça com um perfil diferenciado para ser a futura esposa de seu Senhor. Podemos identificar pelas palavras dele, que a pessoa que atenderia esses requisitos, seria já de início, uma pessoa comunicativa, gentil e hospitaleira. Normalmente treinamos nossos filhos desde pequenos para “não falar com estranhos, não aceitar balas, doces, presentes, não se aproximar, evitar e…” alista é grande! Ela iria atender ao pedido de dar da sua água para um estranho beber, isso é hospitalidade, mas também atenciosidade. Ela teria que ter disposição para abastecer um bebedouro para dez camelos sedentos, recém chegados de viagem pelo deserto; era muito serviço, demandaria tempo e esforço. Digamos que muitas moças fossem assim, bondosas, mas poderia ser que elas não dispusessem de tempo para a tarefa toda; elas teriam hora para chegar em casa, a demora poderia trazer preocupações e embaraços. Rebeca, na melhor da hipóteses, poderia ter dito ao mordomo, que lhe daria água, mas não tinha condições de buscar tanta água para os camelos, mas que lhe emprestaria o vaso para que ele ou um de seus acompanhantes fizesse o serviço. Mas ela não fez como manda o figurino, e nem como nossas convenções sociais diriam que seria o certo, o seguro e o moralmente aceitável. Também sei que estou bem longe de entender a ótica da hospitalidade sira, oriental daqueles tempos e querer comparar isso com os nossos tempos e modos é gritantemente distante do real. Uma verdade que nunca vemos por esse ângulo, mas que faz todo sentido, porque são princípios de vida, foi dito e ensinado por Jesus nos seus dias aqui na terra: “Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo” (Lc 6.38). Rebeca fez por merecer especialmente porque até então ela não estava sob influencia de nenhum interesse ou recompensa. Como diz o marketing da Nike: “Just do it” (simplesmente faça!)

Obrigado Senhor pelas oportunidades de servirmos sem esperar nada de volta, ou favores futuros. Servir apenas para ser útil e abençoador, como Jesus. Que a atitude e as virtudes de Rebeca se façam presentes na noiva de Cristo ainda hoje; porque somos nós, a igreja do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

P.S. As referencias bíblicas das duas meditações sobre
Rebeca ficaram com erradas. O correto é Gn 24.14  – Perdoe-me.

Pr Jason

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