A Grande Encenação

Meditação do dia 25/03/2019 

Depois tomou Rebeca os vestidos de gala de Esaú, seu filho mais velho, que tinha consigo em casa, e vestiu a Jacó, seu filho menor; e com as peles dos cabritos cobriu as suas mãos e a lisura do seu pescoço;”  (Gn 27.15,16)

 A Grande Encenação – Representar é uma arte, que se tornou profissão e os mais excelentes são premiados e as categorias vão se evoluindo cada vez mais; com advento das tecnologias e novas potencialidades, tudo se tornou um show digno mesmo de aplausos. Mesmo os menos focados, acaba torcendo anualmente para saber quem será o ganhador do Oscar, o premio da Academia de Cinema americano; e Oscar se tornou o paradigma de melhor encenação; até nos esportes e na vida real, quando alguém faz uma cena (dá um chilique bem dado) quem assiste, diz: “Isso é digno de um Oscar.” Mas fazer teatro e representar é algo tão antigo quanto a própria humanidade. Isso começa em casa, alguém imitando alguém e os pequeninos amam imitar e aprendem e desenvolvem habilidades e até coordenações físicas e motoras por imitar o que veem no seu dia a dia. No final, a vida tem muitos cenários e todos nos tornamos atores num grande nesse grande palco. Ali são encenados as nossas tragédias, conquistas, perdas e buscas, realizações e fracassos; de vem em quando somos mocinhos e noutras somos vilões ou meros coadjuvantes, e o certo é que o show não pode parar. Rebeca deveria ter praticado muita arte cénica na sua infância e juventude e quem sabe até mesmo brincado muito com os filhos e se divertido encenando cenas do cotidiano deles. Verdade ou não, o dia que ele precisou quebrar a perna (termo utilizado no teatro, que significa se dar, bem, arrasar na atuação); lá estava ela montando o figurino, invertendo os papeis entre os atores, pegando o Jacó, e o travestindo de Esaú de tal forma que pudesse se passar pelo irmão na percepção o pai Isaque. Deu certo! Ainda que com desconfiança e varias verificações, o velho pai, com vistas nubladas, não conseguir ver e nem utilizando o tato e tentando sentir o cheiro do filho, ainda assim ele foi aprovado. Claro, não era uma brincadeira e muito menos uma peça de teatro, era vida real, envolvia responsabilidade com a herança financeira e espiritual do legado patriarcal e o fim de tudo seria receber uma bênção de Deus. Aqui vem a nossa pergunta: O fim justifica os meios? Para obter resultados espirituais e eternos, pode se lançar mão de artifícios ilícitos, antiéticos e que contrariam os valores da nossa fé? Vale trapacear nos argumentos em assembleias, manipular regras administrativas e estatutos para que as coisas saiam de determinado modo preferencial? Manipular as emoções dos fiéis para atingir metas? Estou levantando questões para reflexão. A vida cristã não é apenas administração e relatórios, números e prestação de contas contábeis. Ser igreja ou ser cristão é bem mais do que um religião ou pertencer a um sistema; a fé cristã se trata de um relacionamento com Deus e à partir disso, todas as demais relações humanos se derivam. Se estivéssemos avaliando um festival de teatro, claro, daríamos com louvor o Oscar para Rebeca como melhor diretora e Jacó levaria o prémio de ator coadjuvante, pois os outros dois que contracenavam com ele, nem sabiam que participavam da montagem. Amados, estamos falando da importância das motivações de nossas ações e atitudes. Não é só fazer que importa, mas também as razões porque fazemos. “Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões. Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.” (Fp 1.15-17). Todos sabemos que haverá um dia para julgamento e premiação de nossas atuações, e que isso é sério. “E, se alguém sobre este fundamento formar um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, A obra de cada um se manifestará; na verdade o dia a declarará, porque pelo fogo será descoberta; e o fogo provará qual seja a obra de cada um” (I Co 3.12,13). Vamos refletir e atuar bem e da maneira certa e bíblica.

 

Senhor, obrigado por ser absolutamente sincero e fiel nas tuas intenções para conosco. Jesus é a verdade que liberta e é recompensador dos trabalhadores que ele convoca e coloca na sua seara. Mais que resultados em números, o Senhor nos salvou para sermos filhos, servos fiéis e adoradores, limpos de mãos e puros de coração. Isso nos interessa muito. Agradarmos ao Senhor ao mesmo tempo que nos satisfazemos com a tua pessoa. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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