Inventando Bençãos

Meditação do dia 24/05/2019 

 “Então disse Isaque a seu filho: Como é isto, que tão cedo a achaste, filho meu? E ele disse: Porque o Senhor teu Deus a mandou ao meu encontro.(Gn 27.20)

 Inventando Bênçãos – Algumas pessoas possuem o “dom do exagero,” tudo com elas é superlativo, extravagante, supervalorizado, superestimado; até miséria pouca com eles é bobagem. Pode ser um desejo de afirmação entre os outros? Para mim, tudo o que é demais, passa! Normalmente é questão de caráter mesmo. Um exagero nos relatos de determinado fato pode se constituir numa mentira. Nos recordamos da expressão do salmista que entrou para o universo das citações de que um mal sempre atrai ou mal e a tendência é de disseminação geral. Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim (Sl 42.7). pois é isso que estamos vendo no episódio de Jacó na sua aventura de se passar pelo irmão; quanto mais ele adentra nas ações, mais e novas oportunidades de acrescentar erros vão surgindo. Agora o pai lhe faz uma pergunta simples e como não existia contexto para ele, já que a história estava sendo montada em cima de uma farsa, ele teve que imprimir nova versão de inverdade. O que ele fez foi criar uma versão espiritualizada para explicar a rapidez dos acontecimentos. “Foi a bênção de Deus!” o verdadeiro Esaú que era perito em caça e havia saído para caçar atendendo ao pedido do pai, ainda não havia voltado do campo, por mais bem sucedido que ele conseguisse ser, tudo tinha um tempo normal de acontecer. Mas mesmo assim, Jacó, se passando por seu irmão, sem prática alguma de caça, alegava que já tinha ido e voltado da caça, com grande sucesso; já tinha preparado a caça e cozinhado a refeição pedida ao gosto do pai. O contexto nos mostra, que Esaú, o verdadeiro, foi de fato bem sucedido e voltou rápido, fez a refeição, quando Jacó havia terminado de receber a bênção e acabara de sair da presença do pai. Mentir contanto bênçãos exageradas que nem aconteceram é tão pecado quanto qualquer outra situação. Aqui, está o fazer uso do nome de Deus que tem credibilidade para induzir as pessoas a acreditarem no que está sendo dito. Não se trata portando de tomar o nome de Deus em vão, conforme o mandamento? “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” (Ex 20.7). acho bom meditarmos nisso!

 

Pai, obrigado por compartilhar com os seus filhos a tua santidade e o poder do teu nome, que é santo, justo e verdadeiro. Nosso testemunho deve refletir a tua glória e levar as pessoas a adorar e temer ao Senhor. Livra-nos do desejo de ser exageradamente reconhecidos e apreciados pelas pessoas, a ponto de mentir ou desonrar a tua Palavra. Oramos em nome de Jesus, amém;

 

Pr Jason

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