A Luta de Jacó

Meditação do dia: 04/10/2019

  “E vendo este que não prevalecia contra ele, tocou a juntura de sua coxa, e se deslocou a juntura da coxa de Jacó, lutando com ele. (Gn 32.24)

 A Luta de Jacó – Provavelmente nenhum outro grupo humano, utiliza tanto o termo “luta” em sentido figurado, como os cristãos, especialmente os evangélicos e dentro desse segmento, os pentecostais e renovados, capricham mais no uso. Mas de certa forma é um termo adequando. Mas para Jacó, foi literal; ele teve que sair no braço, luta corporal com uma pessoa e por um bom espaço de tempo. A maioria dos argumentos trabalha com a idéia que Jacó iniciou a luta, pensando ser um homem comum, uma pessoa humana, talvez um dos mercenários à serviço de seu irmão Esaú. Nas minhas percepções fico com a idéia que à medida que o tempo foi passando e a luta não cessava, e ninguém prevalecia contra o outro, Jacó percebeu que não se tratava de um mero mortal. Minha linha mestre dessa tese é o fato de ao raiar do dia, o por medidas que não nos foram descritas, o oponente de Jacó, sentiu necessidade de finalizar o combate e foi então que Jacó endureceu mais ainda, porque ele já estava consciente de que se tratava de um anjo e nesse caso ele não iria perder a sua oportunidade; o que forçou o anjo a “dar um golpe sujo” deslocando a coxa de Jacó. Vou puxar algumas linhas de idéias aqui: a primeira delas é sobre quando é que percebemos o tipo de luta e de oposição que estamos enfrentando? Falo isso, porque fica constatado que mesmo os cristãos mais fervorosos, consagrados e piedosos, entram em situações difíceis e na maioria dos casos, primeiro eles esgotam todos os recursos naturais e humanos conhecidos, para só então recorrer à Deus através da oração. Todos sabemos que Deus ouve a oração dos seus filhos. A Palavra de Deus nos exorta a orar e clamar a Deus, apresentando-lhe todas as nossas causas e necessidades. Teoria sim, mas na prática, só depois de muita perda, é que se percebe que poderia ter sido resolvido mais cedo, se tivéssemos entrado com oração logo no início. Uma outra percepção é sobre a capacidade de discernimento espiritual. Alguns exageram na dose atribuindo tudo a Deus ou ao Diabo, nem sobra nada para elas ou elementos humanos atuarem. Outras, já não admitem nada que seja natural e explicável, arrazoando tudo, trazendo todo e qualquer evento para um plano meramente material e racional. Outros não conseguem divisar e diferenciar quando algo é de Deus, do mal ou humano. Costumo dizer que tudo que é demais, passa! Aprender a discernir tem muito de intimidade com Deus e com sua palavra, pois o Espírito Santo trabalha utilizando a Palavra de Deus como ferramenta. Aumentando a intimidade com Deus, a percepção espiritual fica mais aguçada. Outra variante aqui, é a persistência na luta. Nem toda luta é ruim, pois se ao vencer vamos colher bons resultados, então vale muito lutar e prevalecer. A questão é quando não se tem resiliência, não tem capacidade de resistir, e desiste por desistir, o que chamamos de “se entregar.” Jacó foi até o fim e determinou um alvo e foi determinado, valente até alcançar o objetivo. Já que temos que lutar a vida inteira, então vamos aprender a lutar e ficar bons de luta.

Senhor, graças te rendemos por cada vitória que alcançamos no nosso dia a dia e pela graça e sabedoria espiritual que nos permite prevalecer, em nome de Jesus. Amém.

Pr Jason

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