Coração Despedaçado

Meditação do dia: 28/11/2019

 E conheceu-a, e disse: É a túnica de meu filho; uma fera o comeu; certamente José foi despedaçado.” (Gn 37.33)

Coração Despedaçado – Estou olhando a situação presente do ponto de vista de um pai que chega a uma condição dessas. A dor da perda de um filho muito jovem, sob condições de extrema violência e sem um corpo para velar. Só uma capa rasgada e suja de sangue. Modernamente teríamos a intervenção do IML e exames nesse sangue que iriam desmascarar a farsa. Mas temos que lidar com a história como ela aconteceu e no tempo que ela aconteceu. Me colocando no lugar desse pai, eu teria muito mais coisas para pensar e remoer do que a simples notícia recebida da morte de José. Fora Jacó, que enviou José para ver os irmãos e trazer notícias deles e dos rebanhos e fica aquela culpa martelando: “por que eu enviei o menino?” “Por que o enviei sozinho?” e mil outras indagações, todas sem respostas que satisfaçam e o monte de “SE” que passam pela cabeça e planos e mais planos para que aquilo tudo fosse evitado. Lembram vocês, que escrevi a pouco dias sobre a expressão “EX – ANTE” – Se eu soubesse que uma fera o pegaria, não teria enviado – se eu soubesse que ele não sabia se defender… se eu soubesse… se eu previsse… Isso não existe! Não temos como antecipar o futuro prevendo-o e evitando seletivamente o que não queremos que venha a acontecer. Jacó era um homem de fé, uma pessoa de Deus e gente do bem. Estava trabalhando com os recursos que tinha e certamente estava acompanhando o filho em oração. Jacó poderia ter muitas respostas boas, mas nem ele e nem nós estamos prontos para responder a uma armação maldosa de pessoas tão íntimas como os filhos, agindo de forma tão suja para cobrirem um erro e evitarem uma bronca, cobrem tudo com uma mentira covarde, maldosa e enquanto o pai vai se arrastar pela vida com a dor e a tristeza, eles assistem isso de perto, mas pactuados entre si de que ninguém abriria o bico e manteria isso como verdade custasse o que custasse. Isso me trás a memória a expressão de Paulo aos Gálatas: É bom ser zeloso, mas sempre do bem… (Gl 4.18). Aqui estamos tratando de como crescermos na semelhança com Cristo, que é o alvo da vida cristã. Como prestarmos contas uns aos outros sobre os nossos atos, sejam eles construtivos ou destrutivos, sejam pecados e transgressões, pois a nossa vida está conectada com tantas outras no Corpo de Cristo, e o que afeta um afeta outros. Estou pensando aqui, no desafio de tratar os pecados e erros cometidos em família, dentro da família e nos círculos mais íntimos. Nesses casos, existe a triste realidade das pessoas envolvidas, pro conta própria fazerem uma separação entre assuntos de família e assuntos de igreja e de fé. Agindo assim, produzem respostas sociais satisfatórias, convencem a si mesmos intelectualmente, juridicamente com termos bonitos e complicados que escutam na televisão como “o amplo direito ao contraditório” – “a não permissão de produzir provas contra si mesmo” – mas que espiritualmente não satisfazem a pureza devida a Cristo e a comunhão dos santos. Pecado é pecado; crime é pecado; violência é crime e é pecado; mentira, dissimulação, acobertar erros, produzir falsas evidencias e dar falsos testemunhos, são todos situações onde a graça de Deus não pode andar e abençoar esses corações. Não temos como fugir de verdades como: O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia. (Pv 28.13). Jacó sofre como pai, os filhos sofrem no íntimo de cada um e todos sofrem vendo o sofrimento consumindo uma família inteira. É um preço muito algo a ser pago e jogar com algo sobe o qual não se tem controle, pois alguém a qualquer momento pode agir para consertar e arrastar tantos outros a explicar, ou alguém vier a morrer isso vai consumir ainda mais os demais participantes desses pactos sujos. A verdade é sempre o melhor caminho. Fazer o certo, porque é certo!

Senhor, nós todos precisamos de cura interior e libertação de aspectos ruins que aconteceram em nossas vidas em épocas e situações onde ainda não tínhamos a ti por Senhor de nossas vidas ou mesmo já conhecendo a verdade, caímos e fracassamos ou até fomos envolvidos em tramas ruins sem nossa vontade. Também pode ser que nós maldosamente, armamos contra a integridade e a verdade de outra pessoa. Mas buscamos o arrependimento e a confissão porque desejamos a cura e a libertação das amarras do pecado e do mal. Não podemos servir a dois senhores, e escolhemos servir a ti e renunciamos qualquer outro tipo de servidão. Lava-nos no teu precioso sangue e dá o discernimento necessário para experimentarmos o poder libertador da verdade que conhecemos, pois Jesus disse: Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Em nome de Jesus pedimos ajuda, aceitamos a ajuda de Deus e renunciamos as conveniências mentais razoáveis mas que nos mantém presos ao pecado e a dor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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