Tomar Decisões Difíceis

Meditação do dia: 09/12/2019

 “Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos e voltai àquele homem;” (Gn 43.13)

Tomar Decisões Difíceis – Diariamente tomamos decisões! Algumas são triviais e outras são importantes e de vez em quando tomamos decisões cruciais, que demandam muita responsabilidade e cujos resultados podem alterar nossas vidas definitivamente. Isso exige responsabilidade, consciência do peso e dos fatos, avaliar o impacto na vida e nas pessoas a nosso redor. Há decisões que o manual diz que só podemos tomar uma vez e depois é conviver com os resultados e consequências. Quanto mais a maturidade, maior a noção de responsabilidade. Imaginemos por exemplo a escolha que fazemos de qual creme dental usaremos ou qual perfume? O peso é quase zero, se não gostar, não repetimos. Agora pense na profissão a exercer. Pesa mais, embora se possa mudar, aprender uma outra ou abandonar e atuar totalmente fora disso. Vamos pensar em casamento. Opa! Aqui o manual do fabricante reza que há uma aliança celebrada diante de Deus e dos homens com palavra e honra empenhada diante de testemunhas e documentos assinados. É uma decisão que altera muita coisa na vida. Pense comigo na decisão de fé. Entregar o controle da vida a Deus. Afeta todas as demais decisões da vida. Dentro ainda da área de fé. Escolha de viver em santidade e consagração. Vai afetar tudo que fizermos e modificar as nossas motivações por todo o trajeto de agora em diante. Poderíamos citar uma lista enorme de decisões que fazemos e precisamos fazer. Algumas, podemos procrastinar, isso é, ir adiando, empurrando com a barriga, mas, mais cedo ou mais tarde precisa de definição. Era o caso de Jacó. Ele tinha que decidir aceitar as condições impostas pelo homem forte do Egito. Ele não era obrigado a aceitar, mas essa negação já era uma decisão; pois condenaria a prisão definitiva de Simeão que estava detido provisoriamente lá na terra dos faraós e inviabilizaria negociar lá também, e eles precisavam comprar comida. Tudo isso eram fatores fortes e importantes na tomada de decisão; mas o que realmente importava, era comprovar que eram pessoas de bem e que não tinham intenções de espionagem. O nome limpo era o que peso maior. Vale mais ter um bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro (Pv 22.1). O patriarca passou dias, meses, pensando e orando e medindo as consequências de cada decisão. Quanto mais pressionado ficava em não enviar Benjamim, mais pressionado fica também com os outros fatores, como a fome de toda a família, o risco de perder em definitivo um outro filho e agora, por não correr o risco de perder o caçula. A opinião da sua comunidade também pesava. Por mais que ele orava, não havia nenhum sinal do céu. Era ele que tinha que se mexer. Gostamos da idéia de transferência de responsabilidades; qualquer um, ou qualquer coisa que servir de motivação para eu não ser o agente é sempre bem vindo. Até hoje, culpamos Adão e Eva, alguns mais ousados culpam Deus por não ter detido Satanás antes de tentar o casal no Jardim, ou mesmo de eliminá-lo, que “serpentes se matam no ninho!” Era Jacó que tinha que decidir. No Getsemani, Jesus teve que escolher. E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, Dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua. E apareceu-lhe um anjo do céu, que o fortalecia. E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se como grandes gotas de sangue, que corriam até ao chão (Lc 22.41-44). Jesus, orou, repetiu a oração, agonizou, sofreu, o anjo veio para o fortalecer, mas não para decidir ou dar uma dica quente. Nós pais, sabemos o que passamos as vezes para decidir questões que envolvam a segurança e o bem estar dos filhos! Eles, às vezes, nem ficam sabendo. Tomar decisões difíceis faz parte da vida e da responsabilidade de adultos, de maduros na fé e de quem está em posição de liderança. Pessoas estão esperando e dependem disso; a demora, só atrasa, só aumenta o sofrimento e a angústia e as vezes só reduzem as chances de melhores decisões. O desafio de hoje: As vezes, não decidir, já é uma decisão!

Pai, obrigado pelas lições difíceis que aprendemos contigo. O Senhor jamais nos pede algo pelo qual não tenhas passado antes e sabes o peso e o preço da decisão. Justo és em todos os teus caminhos e santo em todas as tuas obras e perto estás de todos os que te invocam em verdade. Pedimos coragem para tomar as decisões certas, em benefício dos menos favorecidos, que podem estar presos e a decisão não está mais nas mãos deles, mas na nossa, como era a vida de Simeão preso no Egito, aguardando uma decisão de Jacó, seu pai. Pedimos sabedoria para discernir corretamente e abençoar vidas sob nossa responsabilidade. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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