Propositadamente

Meditação do dia: 15/01/2020

 “Mas Israel estendeu a sua mão direita e a pôs sobre a cabeça de Efraim, que era o menor, e a sua esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos propositadamente, não obstante Manassés ser o primogênito.” (Gn 48.14)

Propositadamente – Vamos pensar juntos um pouquinho sobre a atitude de Israel no processo de abençoar seus netos. Temos que olhar um texto bíblico ou qualquer texto do passado, com um olhar de quem viveu aquele momento. A reta interpretação exige que entremos no pensamento do autor, para que consigamos ver as coisas pelo mesmo prisma que ele. Quando nossa mente consegue perceber na mesma sintonia que as pessoas ouvintes, leitoras ou circunstantes da época entenderam, então verdadeiramente chegamos à verdadeira interpretação e compreensão do texto. Isso está diretamente ligado àquilo que me referi na meditação anterior sobre a capacidade de compreender e extrair riquezas dos textos, fazendo uso dos equipamentos e ferramentas disponíveis na nossa realidade atual. Nossa mente está programada, digamos com lentes da atualidade e vemos tudo por essa ótica, e assim, ficamos privados de aprendizagem real, porque aquilo que enxergamos é diferente daquilo que vivemos na atualidade. Um exemplo: vamos nos imaginar lá no Jardim do Éden, pouco depois da criação de Adão; estamos observando ele, mas ele não pode nos perceber, somos expectadores. Adão está com sede e é a primeira vez na vida dele e nesse mundo que alguém tem sede; o que ele faz? Ele nunca bebeu água, não tem copo, nem canudinho, ele nunca viu alguém utilizando as mãos como conchas para beber. Veja, já estamos pensando e falando de tecnologias, ferramentas, instrumentos, artefatos, utilidades domésticas e naquele primeiro dia não havia isso. Problemas produzem soluções. Ele precisa utilizar a sua inteligência e criatividade para solucionar problemas e facilitar a vida. Percebeu que ainda é assim até o dia de hoje? Surgem problemas e situações que nunca enfrentamos e a solução está dentro de nós, ou criamos a resposta ou vamos atrás de alguém que já passou por isso e resolveu. Os humanos podem acumular conhecimento e experiências e passar já de forma adiantado para as próximas gerações, não precisamos aprender tudo de novo seguindo o instinto a cada nova geração. Se formos literalmente olhar Israel naquela reunião, do ponto de vista atual, já diríamos que ele está cometendo um erro muito grave, ao preferenciar um neto em detrimento de outro; isso causa um trauma terrível na criança e ela crescerá frustrada, baixa auto estima, propensa a depressão e com estímulos negativos de que não importa o que ela fizer ou quanto se esforce, ela nunca será boa o suficiente como o irmão; ele sim é o cara! Em nossos dias, seria “normal” se um dos nossos adolescentes ao ler esse relato dissesse: “Se fosse comigo, eu odiaria o vovô pra sempre!” ou então ele ficaria enfurecido e iria passar o resto da sua vida tentando provar que o velho não sabia de nada e que ele seria melhor que o irmão à qualquer custo. Poderia criar uma rivalidade e competição desmedida entre os dois. Um crítico moderno dirá que a Bíblia estimula comportamentos segregadores e hostilidade familiar. Toda essa coisa, tem bem menos de cem anos e os adeptos das tais ciências comportamentais tem produzidos mais problemas que soluções para a humanidade.
A educação e os bons princípios daqueles dias de José e seus filhos, produziam nas crianças o compromisso com o respeito a autoridade e sabedoria dos pais e avós e assim, eles ansiavam pela bênção deles para que soubessem o melhor caminho para cumprirem o seu propósito de vida. Saber que um e outro teriam caminhos distintos na vida não feria e nem desanimava ninguém. Eles não esperavam vida fácil e moleza, se beneficiando da lei do menor esforço. Sabiam de seus destinos e do papel que lhes cabiam e as palavras dos anciãos os direcionavam para a maturidade e busca de sentido e propósito. Israel, propositadamente impôs suas mãos seguindo a orientação do seu coração, pelo Espírito de Deus, para dizer que seriam duas tribos vencedoras, uma seria maior que a outra, mas significa pior, ruim, maldita, inútil e amaldiçoada. Esse excesso de busca de razão do fracasso é uma mera desculpa para não servir e buscar a excelência. Ser menor ou maior diante de Deus não desqualifica, aprova ou reprova, senão pelos pecados cometidos. Como diziam os antigos, olha para a sua mão, nem todos os dedos são iguais. Você precisa ser você! Precisa cumprir o seu propósito! Não é se medindo e comparando com os outros. Voltando à nossa mão, cada dedo tem e cumpre funções que o outro não faz e a habilidade de um completa a necessidade do outro e o corpo todo é beneficiado e na ausência ou inoperância de um, os outros se desdobram e se adaptam para suprir sem achar que está sendo sobrecarregado. Isso é corpo. Voce consegue entender isso? Olha o que Paulo ensina:
Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo. E o olho não pode dizer à mão: Não tenho necessidade de ti; nem ainda a cabeça aos pés: Não tenho necessidade de vós. Antes, os membros do corpo que parecem ser os mais fracos são necessários (I Co 12.18-22). Atente para o texto sublinhado! Só e tudo isso!

Pai, obrigado pelas lições de sabedoria e capacidade de solucionar problemas que tens e utiliza delas para nos instruir e estimular a criatividade. Graças a tua generosidade, a obra da redenção está ativa e produzindo frutos para a eternidade, como é a tua vontade e o teu propósito. Abençoado seja a compreensão de cada dia que alcançamos pela tua Palavra e ajuda do Espírito Santo. Obrigado pela vida de Jesus operar em nós poderosamente. Em nome dele oramos, amém.

Pr Jason

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