A Bênção de Rúben

Meditação do dia: 24/01/2020

 Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.” (Gn 49.3)

A Bênção de Ruben – O ato de abençoar os filhos é uma Vereda Antiga de Deus para a humanidade. Um tipo de conhecimento essencial para seguir o modelo de vida que foi estabelecido e nunca deveria ter sido modificado ou banido como o foi em muitas culturas. Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele (Jr 6.16). Mas hoje quero dar um foco mais restrito ao que Israel disse para o seu filho primogênito, Ruben: o registro sagrado acontece em apenas dois versículos, pode ser pouco, ou não, mas diz muito e trás lições que admiro e observo. Umas das linhas metras do que foi proferido, não está escrito aí, mas está implícito, de forma muito cristalina; que é a nítida separação que o pai faz para com o filho entre a sua identidade e o seu comportamento. Isso é chave, é crucial no relacionamento familiar, e até mesmo pastoral e no reconhecimento do valor ministerial de uma pessoa. Identidade é aquilo que a pessoa é; nada muda isso, é definitivo, eterno como ela e é daí que vem o seu valor e sua dignidade, para encontrar os propósitos de vida. Comportamento é aquilo que a pessoa faz, suas escolhas. Isso é ensinado, corrigido, mutável e pode ser trabalhado para a produtividade positiva. Os pais confundem demais esses aspectos e deixam as emoções contaminarem suas ações e muitos se perdem em definitivos sem encontrar soluções viáveis. A identidade precisa ser confirmada, reafirmada e abençoada; o comportamento precisa ser corrigido, disciplinado e até punido se necessário foro. Com medo de amaldiçoar a identidade os pais deixam de corrigir o comportamento e outros por falta de sabedoria pela correção errada do comportamento, aniquila a identidade da criança. Israel afirmou isso muito bem: Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.” Todas essas afirmações, num total de seis, afirmam tudo de bom que Ruben era e o pai confirmava isso publicamente diante de toda a família em forma de bênção. O verso seguinte, se trata do comportamento do filho que foi reprovável e mereceu disciplina e punição; sendo assim, com a mesma ternura que afirma a identidade, o pai aplica a disciplina, que é de fato severa e exemplar. Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiu à minha cama (49.4). Não é incomum, na nossa sociedade, os pais incentivarem os filhos do sexo masculino serem imorais desde cedo, como prova de masculinidade e virilidade, empurrando-os para a prostituição e o abuso sexual, enquanto apresentam o comportamento excessivamente puritanos em relação as filhas. Lamento muito ver nos dias atuais pais e mães e agora até com a anuência de alguns pastores e igrejas, facilitarem a vida sexual prematura e desregrada dos filhos, dando-lhes preservativos ou permitindo que venham dormir com seus parceiros em casa, com a alegação de que “eles farão de qualquer jeito mesmo, e assim pelo menos estamos sabendo!” Lamento, embora vão pensar que sou retrógrado e careta, mas acredito que minha postura como pai e pastor é bíblica. Imoralidade é imoralidade, desde os dias do Éden até os tempos da Nova Jerusalém. A sociedade muda os seus valores, mas Deus não, ele é o mesmo e podem trocar a coleira, mas o cão ainda é o mesmo. Mas, ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira. Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã (Ap 22.15,16).

Senhor Deus e Pai, gratos somos pela tua verdade que permanece firme de geração em geração para todo o sempre. A verdade de ontem, será a mesma hoje e sempre, tanto quanto o Senhor é eterno e imutável. Como povo de Deus, filhos da promessa, abraçados e acolhidos pela Aliança eterna celebrada para a redenção, precisamos fazer a nossa parte na aliança, pois a tua está sempre pronta e firme. A tua bênção não se mistura como pecado e o erro e foi exatamente para isso que Jesus Cristo se entregou na cruz, para produzir uma nova geração de filhos de Deus, nascidos da Palavra, gerados pelo Espírito Santo e para andarem em novidade de vida e serem embaixadores do Reino que é firmado na verdade e na justiça. Mantém-nos lavados no sangue de Jesus e dignos de entrar em tua presença. Oramos em contrição e arrependimento por identificação pelos pecados do nosso povo e daqueles que estão alinhando suas vidas com uma mentalidade mundana, como descreve aos Romanos 12.1,2 “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Amém.

Pr Jason

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s