O Primogênito de Judá

Meditação do dia: 25/04/2020

 Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar.” (Gn 38.6)

O Primogênito de Judá – Fico bem à vontade para meditar e escrever me baseando na vida e na história das pessoas da Bíblia, porque gosto muito da leitura e meditação nas Escrituras e sei que é possível aprender muito com os acontecimentos e as histórias das vidas das pessoas que viveram e passaram por experiências tão reais quanto as minhas e das pessoas com quem convivo. Temos citações, como de Tiago que afirma Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós, mas mesmo assim prevaleceu pela graça e na fé. Experiencias negativas, ou que foram de bom testemunho, se ficaram registradas é para nossa advertência e instrução. Nosso propósito nunca deve ser criticar maldosamente e nos colocar acima de qualquer um ou agir como se fôssemos melhores do que eles ou não cometêssemos erros na vida. Temos em mente, fazer observações e anotá-las e aprender com elas. A vida é muito curta para aprendermos só por experiência de tentativas e erros, precisamos ganhar tempo aprendendo com os erros dos outros, para que cheguemos a uma maturidade e prudência em tempo hábil de sermos úteis e produtivos por mais tempo. Juntando todas as peças do quebra-cabeças, todos os patriarcas estavam construindo uma nação, coisa que não se faz do dia para a noite e nem numa única geração; assim, uns foram construindo sobre as bases que os outros já haviam firmado e acumulando experiências, solucionando cada um no seu tempo os desafios que se lhes deparavam iam prosseguindo passo a passo. Judá procurou e tomou uma esposa para o seu filho primogênito, Er; até aí, nenhuma problema – Abraão buscou uma esposa para Isaque, que também na sua vez não se agradou das escolhas de Esaú e buscou instruir Jacó para que se casasse de maneira mais assertiva dentro dos vínculos familiares com uma base mais próxima da fé por eles praticada. Não tenho as explicações porque ou com quem todos os filhos de Jacó se casaram; temos muito pouco de informação, elas são bem fragmentadas e juntar essas peças é um exercício e tanto. José, sabemos que se casou com uma egípcia, filha de sacerdote, como presente de faraó. Judá estamos vendo que se casou com uma filha de um cidadão cananeu e agora ele buscou uma esposa para seu filho e o nome dela é registrado; então senta que vem história por aí. Culturalmente também naquela época eram os pais muito comprometidos com os arranjos casamenteiros dos filhos; mas aqui vemos Jacó fora disso e vemos Judá cuidando. Os pais tem certa sabedoria que deve ser levada em consideração, pela experiência de vida e a maturidade. Olhando a cultura ao longo dos tempos, por exemplo, no Brasil mais antigo, isso era praticado, como hábito trazido dos europeus e africanos e juntando com os povos indígenas nativos, deu um caldeirão cultural fervilhante. Filhos eram moeda de troca, benefícios possíveis e meios de conseguir riquezas e favores, à começar pela corte real e imperial, até os plebeus e escravos. Nossas histórias mais conhecidas passam por Escrava Isaura, Sinhá Moça e similares. Todos os filhos e filhas de todos os tempos onde esses acordos eram costurados pelos pais, lutavam e ansiavam por escolherem eles mesmos a quem amar e constituir uma família. Esse tempo chegou e hoje os velhos são proibidos de dar pitacos e nunca vimos tanta infelicidade conjugal e matrimônios desfeitos, infidelidades e novo casamentos para novas separações e juntar de novo; alguns nem saíram de uma condição e já estão dentro da outra. Isso também, infelizmente acontecendo dentro da igreja de Cristo. Não vou nem tocar no fato de que todos eles oram, buscam a vontade de Deus e essa é a pessoa de Deus com quem devem se casar… a próxima também, a outra também e alguns até depois velhos, com netos, descobrem que casaram errado e merecem ser felizes…. Vamos parar por aqui!! Nossas ações não mudam o projeto de Deus e não podem frustrar seus planos, isso é fato. Contudo, todavia, doravante, inibem o crescimento espiritual, afasta a pessoa da perfeita vontade de Deus para ela e algumas decisões tomadas, não tem como corrigir, e é claro que o boleto vem. Tudo que a pessoa semeia, um dia ele vai colher. A graça de Deus, o perdão de Deus, são reais e permanentes na redenção; mas agir inconsequentemente e irresponsavelmente em busca de satisfação pessoal e carnal, tem troco! Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo, e ardor de fogo, que há de devorar os adversários (Hb 10.26,27).

 

Senhor, te louvamos e apresentamos a nossa gratidão pela tua bondade. Podemos te obedecer e fazer a tua vontade e cumprir os propósitos eternos, cheios da graça e do Espírito Santo. Nossa família e nossos filhos fazem parte das alianças estabelecidas e precisamos viver a tua vontade em família. O temor do Senhor é o princípio da Sabedoria e com ele evitamos o pecado e suas consequências. Lava-nos e purifica-nos por completo, espírito, alma e corpo. Em nome de Jesus, amém.

 

PS: Nota de Correção: O texto na versão utilizada na meditação do dia 23/04/20, facilitou um registro equivocado. Judá conheceu a filha de um homem cananeu chamado Sua ou Suá, dependendo versão. Sua, não é o nome da filha e sim do pai dela. Peço desculpas.

 

Pr Jason

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