O Selo, o Cordão e o Cajado

Meditação do dia: 06/05/2020

 “Então ele disse: Que penhor é que te darei? E ela disse: O teu selo, e o teu cordão, e o cajado que está em tua mão. O que ele lhe deu, e possuiu-a, e ela concebeu dele.” (Gn 38.18)

O Selo, o Cordão e o Cajado – Judá representa para nós, o homem de família, o pai, o pastor ou alguém vocacionado por Deus. Ele está a caminho do seu trabalho e tem noção de seu valor e importância. Esses valores lhe foram passados geracionalmente e ele sabe que se tornará parte de uma grande nação. Para todos, o pecado é uma ameaça e não se pode brincar e facilitar. O mal tem muitas faces e vemos aqui, Judá lidando com alguém desconhecido, mas totalmente familiar, ele não sabe, mas o pecado bateu em sua porta e foi convidado a entrar. O preço que Tamar receberia nem foi exigido por ela, Judá ofereceu um preço, ela só quis a garantia. Qual a garantia? O selo, o Cordão e o Cajado. Existem várias opções de estudos e reflexões sobre esse tema e muitos deles muito bons e edificantes. Vou me ater aquilo que acredito ser coerente com as nossas meditações e com os valores que desenvolvemos ao longo dos anos, tanto na vida pessoal como familiar e ministerial. Os objetos pedidos por Tamar, são itens muito pessoais, por isso mesmo tinha tanto valor e lhe serviria para os seus propósitos. Naqueles tempos, ainda não havia assinatura eletrônica, digital e nem um sistema de deixar a digital do polegar como assinatura. As pessoas mais importantes, como a nobreza, os comerciantes e líderes tribais, usavam um anel selo. Parece um carimbo, que pressionado contra cera quente em um papel ou documento, imprimia uma marca pessoal. Hoje, seria o nosso “RG ou CPF.” Esses documentos devem ser apresentados, mas nunca deixados em garantia; a pessoa não deve andar por aí sem seus documentos de identificação. Para Tamar, era excelente, porque ele teria que voltar a ela para resgatá-los. O cordão, era de fato um cordão, que poderia ser uma joia ou um artesanato, mas com valor e preciosidade alta, que também identificava o possuidor e nele se pendurava o anel selo. Seria um porta-joia, que levaria a pessoa a ser identificada por ele em praticamente todo lugar. Alguns chamam isso de base, suporte, um item que ajuda na identificação pessoal e por todos verem aquela pessoa com aquele adereço o tempo todo, já conecta um ao outro. O terceiro item exigido por ela foi o cajado dele. Cajado é um instrumento de trabalho específico de uma categoria de trabalhador – o pastor de ovelhas. Cada pastor tem o seu cajado e em serviço é um acompanhante inseparável nas suas atividades. Não existe um pastor sem um cajado. Veja bem, o que Tamar fez com Judá? Limpou-o de quaisquer elementos que o identificasse como pessoa, como líder e como trabalhador. O que é uma pessoa sem identidade? Sem poder comprovar quem é e o que faz? Qual sua origem e seu destino? O pecado rouba o que a pessoa tem de mais precioso e os instrumentos que lhe dão autoridade e confirmam o seu destino. Sem isso a pessoa não é nada! Judá entregou tudo isso por um momento de satisfação carnal. Foi atraído e seduzido por sua luxúria e falta de disciplina. A história não deixa ninguém na ilusão, ao longo da caminhada, famílias foram destruídas por um cônjuge infiel e indisciplina, que seguindo seus instintos e apetites desenfreados, afundou-se na ruína e leva consigo todos os demais. Pastores e obreiros e que cedem aos caprichos das suas concupiscências destroem lares e igrejas, carreiras e ministérios. Todo tipo de pessoa que entra por essas sendas, deixam um rastro de dores e ruínas atrás de si. Mesmo aqueles que se julgam ilesos por nunca terem sido flagrados, comprovados os seus atos, ficando escudados em boatos e comentários maldosos… mas eles sabem e Tamar também sabe, porque ela levou seus preciosos documentos, sua identidade pessoal e ministerial. Sem arrependimento e correção, não haverá restauração. O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia (Pv 28.13).

 

Senhor, pedimos graça e sabedoria para lidar com tudo o que é sagrado, que nos foi confiado por ti. Nossa vida é sagrada, nossa família, nosso trabalho e nossa vocação ministerial também o é. O pecado quer sua satisfação e exige um preço que não se pode pagar. Oramos por proteção e livramento, porque os teus propósitos são muito firmes e a responsabilidade de ser teu filho, não pode ser trocada por nada. Dá-nos força para mantermos sob nosso domínio, aquilo que nos identifica, nos qualifica e permite servir ao Senhor e à vocação que colocaste dentro de nós. Oramos em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

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