O Fiador do Moço

Meditação do dia: 28/05/2020

 “Porque teu servo se deu por fiador por este moço para com meu pai, dizendo: Se eu o não tornar para ti, serei culpado para com meu pai por todos os dias.” (Gn 44.32)

O Fiador do Moço – A sabedoria ensina a nunca assumir responsabilidade que não seja sua. Entrar em situações que levem a assumir responsabilidades desnecessárias, é prenúncio de tragédia, ou no mínimo, problemas para sua cabeça. No mundo dos negócios, não existe almoço grátis, e as garantias são exigidas para todos os lados. Na Palavra de Deus, a recomendação é fugir, correr de servir de fiador o mais longe que lhe for possível. Veja a gravidade com que Provérbios lida com isso: Meu filho, se você aceitou ser fiador de seu amigo ou se concordou em garantir a dívida de um estranho, se caiu numa armadilha por causa do acordo feito e se está preso por suas palavras, siga meu conselho e livre-se dessa obrigação, pois você se colocou nas mãos de seu amigo. Procure-o, humilhe-se e insista com ele. Não deixe para amanhã; não descanse enquanto não resolver essa situação (Pv 6.1-4). Por mais que as pessoas leiam isso na Bíblia, eles não levam isso tão à sério, ou por não entender ou pelo envolvimento emocional com a pessoa. Isso nos nossos dias aparece como pedir cheque; fazer compra no seu cartão de crédito; comprar no seu crediário ou fiador de aluguel e etc.  Não é um bom negócio. Dificilmente acaba bem; você perde o amigo e arca com o prejuízo. Então seja sábio e prática a Palavra de Deus. Quando ensino Mordomia Cristã, nessa parte, em respostas aquelas perguntas inevitáveis, a situação mais aceitável é a seguinte: Você tem recursos suficientes desde já para garantir o cumprimento do tal compromisso em nome dessa pessoa, sem que isso te cause dano financeiro? Se tem e está disposto, então seja fiador; caso ela não venha a honrar parte ou o todo, você já preparado e consciente desse risco. Judá está numa situação muito crítica, em luta interior com suas conveniências, suas palavras empenhadas junto ao pai e ao irmão mais novo; sem falar no acordo (se podemos assim chamar) com o governador, para a vinda do irmão mais novo, como garantia de probidade e retidão em nome de toda a família. Entre os muitos conflitos, ele e os irmãos nem tinham tempo ou reação diante da veracidade ou não de crime ou delito praticado por Benjamim, de furtar objetos da casa do governador. Suas preocupações eram maiores que isso. Judá tinha, tal como Rúben, sensação de responsabilidade pelo desaparecimento de José e provocado aquele abismo emocional na vida do pai, mas que agora esse brecha crescia a cada dia e a cada movimento, ameaçando tragar a todos. O que fora algo pequeno e apenas travessura que deu errado entre irmãos, agora ameaçava ruir e ninguém estava mais seguro. Como ele fora irresponsável na guarda e proteção de um irmão e escondera do pai, agora ele se pôs como fiador pelo irmão e não haveria condição que ele não estaria disposto a cumprir e ser penalizado, para proteger desta vez, o seu irmão. Era aquele grito desesperado: “Já fiz uma bobagem uma vez e não tenho como reparar, mas não vou permitir acontecer de novo e ainda mais com Benjamim!” Judá estava sendo depurado, cada gota de suor ruim estava sendo extraído sem piedade! Os planos e propósitos de Deus para ele eram grandes e duradouros demais para entregar a um homem cheio de dúvidas com relação a si mesmo; com fantasmas do passado lhe seguindo de perto. Em termos psicológicos, é quase impossível precisar o nível de estresse a que ele estava submetido naquele momento. Líderes são forjados em níveis de pressão muito grandes! Não é sem motivo que muitos sucumbem e se esgotam ainda na fase de preparação. Olha o conselho de Tiago: Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria sempre que passarem por qualquer tipo de provação, pois sabem que, quando sua fé é provada, a perseverança tem a oportunidade de crescer. E é necessário que ela cresça, pois quando estiver plenamente desenvolvida vocês serão maduros e completos, sem que nada lhes falte (Tg 1.2-4). Deixa eu te dar uma força: a teoria do que Tiago fala é linda e maravilhosa! Mas isso, ao vivo e à cores, meu irmão, só Jesus na causa! Mas quem viver e sobreviver, sairá diferente e pronto!

Senhor, Jesus se colocou entre Deus e os homens – de um lado um Deus santo e justo, e de outro, homens pecadores e corrompidos pelo mal. No Getsêmani foi tétrico e muito estressante; “se possível, passa de mim este cálice! Mas faça-se a tua vontade!” onde Adão fracassara, renunciando a vontade de Deus e abraçando a sua própria; aqui, Jesus renuncia a sua vontade e abraça a vontade de Deus. Foi ali, que ele quebrou as cadeias da escravidão sobre a vontade humana. Tudo o que perdemos em Adão, recuperamos em Cristo; Tudo que perdemos no Jardim do Éden, Jesus recuperou para nós no Jardim do Getsêmani. Tão grande amor assim, só Deus mesmo; só Jesus mesmo. A ele seja a honra e a glória para todo sempre, amém.

Pr Jason

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