Até a Sepultura

Meditação do dia: 22/07/2020

E levantaram-se todos os seus filhos e todas as suas filhas, para o consolarem; recusou porém ser consolado, e disse: Porquanto com choro hei de descer ao meu filho até à sepultura. Assim o chorou seu pai. (Gn 37.35)

Até à Sepultura – A morte é um adversário implacável e muito duro de ser enfrentado. Mesmo nas culturas que adotaram posturas viris e guerreiras, onde se ensinavam desde criança que morrer em combate era glorioso e assim os meninos cresciam querendo aprender a arte do combate e da guerra para morrerem como heróis e deixarem seus nomes na história e as meninas cresciam param mães de guerreiros para morrerem em combate, exemplos dos antigos gregos e espartanos. Ainda que haja poetas que louvam em versos e prosas os feitos heroicos desses bravos, também havia os céticos e críticos que faziam oposição e para estes, o cadáver de um herói e de um covarde, é exatamente um cadáver! O Rei Salomão era um homem pacífico, o contrário de seu pai que fora um homem guerreiro, herói nacional quando ainda era um adolescente, por matar um gigante filisteu, provavelmente o dobro do seu tamanho. Salomão era homem de letras, sabedoria e conhecimentos em artes; ele disse: “Ora, para aquele que está entre os vivos há esperança (porque melhor é o cão vivo do que o leão morto)” (Ec 9.4). Vivos não se compara um leão com um cão, mas morto, o leão é inofensivo, menos ainda que um cão vivo. Mas há outras aplicações da importância do processo de morte, quando aplicado na vida espiritual, que pode ser  altamente edificante e que faz parte dos processos de produtividade espiritual com os quais Deus faz uso em nossas vidas. Alguns gregos queriam conhecer a Jesus e pediram uma entrevista, fizeram isso através de discípulos do Mestre; João descreve o evento: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). Ao plantar UMA semente, ele morre e germina uma planta que por sua vez ´produzira aos milhares de frutos e novas sementes, perpetuando o potencial infinitamente. Se ela não morrer para germinar, ela fica só e se extermina e encerra um ciclo de vida. Abraão tinha um filho único e o deu à morte e veio a ter dois netos, Esaú e Jacó; Isaque deu Jacó, que voltou com doze filhos, uma grande família. Agora era a vez de Jacó plantar um de seus filhos, e por incrível que parece, o mais querido, José, que morreu para o pai e para os irmãos, para voltar como o protetor de uma tribo com doze patriarcas, embrião de uma grande nação com doze tribos. Jacó sofreu a dor da morte legítima do filho, e os outros filhos estavam ali, lado a lado, querendo prestar solidariedade e conforto, mas eles não sabiam que estavam profeticamente gerando o sofrimento da morte que gera vida. Deus, tinha um único filho e o deu para morrer e foi profundamente doloroso, mas a morte de Cristo na cruz cumpriu o princípio ensinado por Jesus respondendo ao pedido dos gregos. Olha o registro bíblico do futuro, pelo sacrifício de Cristo na cruz: “E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus nos fizeste reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças” (Ap 5.9-12). Deus plantou “a semente da mulher” (Gn 3.15) e colheu e colhe e colherá os frutos da redenção em Cristo Jesus. Você reconhece a vida que nasce da morte? Jacó morreu junto com José e desceu a sepultura, mas foi dalí que nasceu Israel como nação!

Pai, graças te rendemos, por seu amor infinito e bondoso para com todos nós. Podemos aprender com o sofrimento, por podemos nos identificar contigo, pois tudo o que cabe a nós, o Senhor já experimentou antes e sabe que os resultados serão maravilhosos e abençoadores. Reconhecemos o sofrimento que Jacó passou com a perda de José, mas também vemos a alegria dele, ao ver a grande salvação que resultou de tudo aquilo e agora ele tinha de fato doze filhos, que se amavam e se respeitavam e poderiam trabalhar juntos pela aliança e as promessas. Hoje, somos herdeiros e participantes pela fé das mesmas promessas e temos uma nova aliança, celebrada e confirmada com a morte e a ressurreição de Jesus, que fora prefigurada tantas vezes na vida dos patriarcas. Obrigado por Jesus ser o fiador da Nova Aliança e nos tornar participantes dela pela fé. No nome dele agradecemos. Amém.

Ps: Agradeço a Deus pelos meus 61 anos completados hoje. Obrigados a todos vocês que tornam a minha vida significativa e útil.

Pr Jason

 

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