Tamar, a Nora de Judá

Meditação do dia: 21/09/2021

“Judá, pois, tomou uma mulher para Er, o seu primogênito, e o seu nome era Tamar.” (Gn 38.6)

Tamar, a Nora de Judá – Estamos meditando e aprendendo com a  história de algumas mulheres que em sua naturalidade não eram da linhagem dos hebreus ou israelitas, mas que de alguma forma entraram para a família e construíram um legado de valor muito grande. Cada pessoa, como você e eu tem uma história, uma origem, uma cultura e oportunidades de realizar coisas que dão significado e honra como abençoa as vidas ao nosso lugar. Essa mulher que aprenderemos dela na meditação de hoje, é daquelas pessoas que não assistem a vida passar diante de si, mas tomam as rédeas e fazem o seu destino, assumindo riscos e lutando com todas as suas forças para alcançar seus objetivos. Na vida e história dela, poderíamos discorrer sobre maternidade, viuvez, obediência, ética ou a falta dela, sagacidade, capacidade criativa para bolar planos de longo alcance, uma pessoa calculista e hoje, diríamos que seria uma “influencer” que arrastaria muitos seguidores. Seu nome era comum Tamar, vem de Palmeira, Tamareira. Era cananeia, e aparece na história bíblica ao se casar com Er, o filho primogênito de Judá, filho de Jacó. O contexto histórico para o povo de Deus na época não era nada fácil. Judá e seus irmãos haviam se livrado de José, vendido como Escravo para o Egito e Jacó estava triste, de luto e inconsolável, e Judá saiu de casa e foi se aventurar em carreira solo entre os cananeus. Nessa mistura de emoções fortes e exacerbadas, problemas de consciência e comportamento ele se misturou com os amigos cananeus e até se casou com a filha de um homem cananeu chamado Suá; o nome de sua esposa não é citado, mas eles tiveram três filhos, Er, Onã e Selá. Viveu por ali tempo suficiente para os filhos alcançarem idade de se casarem, assim aparece Tamar. Nas entrelinhas podemos perceber que os filhos de Judá receberam influencias profundas de maldade e impiedade e imoralidade dos parentes e amigos cananeus. Por algumas dessas práticas Er, veio falecer e o registro bíblico é que fora uma sentença de Deus. Judá perdeu um filho e Tamar perdera o marido. Sogro e nora acertaram trilhar o caminho comum da cultura e costumes da época e a nora viúva sem filhos, se casaria com o cunhado para gerar descendentes e o primeiro filho seria contado como do falecido, para que tivesse o nome e a herança contada na genealogia. Onã, o segundo filho de Judá era tão ímpio e perverso quanto o irmão e egoísta o suficiente não querer gerar um filho e perpetuar o nome da família do irmão; por isso também morreu. Judá perdeu um segundo filho e Tamar perdera o segundo marido e sem ter filhos. Uma história muito triste e marcada de tragédias, dor e morte. Podemos também inferir o quanto Tamar desejava ter filhos, pois ela se submetera aos costumes, mesmo que tivesse dado tudo errado ela ainda ficou aguardando a promessa do sogro, para que esperasse na condição de viúva na casa de seus pais até que Selá, o seu terceiro filho tivesse idade e responsabilidade para se casar. “Então disse Judá a Tamar sua nora: Fica-te viúva na casa de teu pai, até que Selá, meu filho, seja grande. Porquanto disse: Para que porventura não morra também este, como seus irmãos. Assim se foi Tamar e ficou na casa de seu pai” (Gn 38.11).  Assumir o peso de um casamento incomum e com uma esposa um tanto quanto mais velha que ele, tão somente para produzir descendência a seus irmãos parece que não estava nos planos do jovem Selá. Ele não estava disposto e Judá seu pai também não agiu como combinado e isso fez revelar-se a Tamar cheia de atitudes e iniciativas, para assumir o controle de sua vida. Não estamos aqui, abençoando ou santificando os erros e a astúcia arquitetada por ela, para atingir os seus fins, mas estamos diante dos fatos que a Palavra de Deus registra como de fato aconteceram. Anos e gerações depois, Davi, citou para o então rei Saul um provérbio que no seu tempo já era antigo, sobre procedimentos humanos: “Como diz o provérbio dos antigos: Dos ímpios procede a impiedade; porém a minha mão não será contra ti” (1 Sm 24.13). Os goianos nos seus ditados populares costumam dizer que “a necessidade faz o sapo pular e também faz o gato comer sabão!” Pode ser verdade para o sapo e o gato, mas o cristão, ou a pessoa de bem não pode tomar decisões erradas, consciente disso em nome de estar pressionado por uma grande necessidade. O justo vive da fé! Isso precisa ser forte o suficiente e o bastante para continuarmos acreditando e praticando o que se espera de nós. se do ímpio procede a impiedade, do justo então é esperado a justiça, a verdade e a retidão, mesmo em tempos difíceis. Tamar tinha o sonho de ser mãe e estava disposta a lutar por isso, e lutou, colocando o seu nome, a sua honra e sua vida em risco. Vale tudo para alcançar uma bênção? Veremos na próxima meditação. Fique ligado e vigilante!

Senhor, obrigado pela vida e o privilégio de podermos alcançar a paternidade ou maternidade, que é uma bênção e ainda tem promessas de estarmos contribuindo para o teu reino  e as tuas promessas se estendam de geração em geração, preservando a fé, a santidade e a verdade por muitos séculos e séculos, como vemos na história do teu povo nas sagradas Escrituras. Estamos disponíveis ao teu governo e aos teus planos, mas queremos fazer da tua maneira e no teu tempo. Oramos pedindo sabedoria e discernimento, e agradecemos tudo o que temos recebido de tuas mãos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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