Fugindo de Faraó

Meditação do dia: 23/11/2021

“Ouvindo, pois, Faraó este caso, procurou matar a Moisés; mas Moisés fugiu de diante da face de Faraó, e habitou na terra de Midiã, e assentou-se junto a um poço.” (Êx 2.15)

Fugindo de Faraó – Pensando nas razões pelas quais Moisés  fugiu da face de Faraó, sendo que a causa primária seria salvar a sua vida; depois viriam outras sem dúvida importantes, pois ele já estava ciente de que aquele povo hebreu precisava de um líder que os conduzisse à liberdade e ele poderia muito bem vir a ser essa pessoa. Quando usamos metáforas para ilustrar grandes verdades, elas assumem contornos as vezes muito radicais, como é o caso do quebrantamento pleno, que na melhor das figuras está a morte. De diversas formas e contextos as Sagradas Escrituras produzem muitos ensinamentos utilizando esse princípio, que uma morte pode produzir uma nova vida de melhor qualidade e utilidade para Deus. O Senhor Jesus fez uso de uma expressão bem forte: “Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” (Mt 16.25). São as antíteses produtivas – perder para ganhar, pois tentar salvar leva a se perder. Em outro ensinamento, ele fez uma aplicação formidável também se valendo desses contraditórios da vida: “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto. Quem ama a sua vida perdê-la-á, e quem neste mundo odeia a sua vida, guardá-la-á para a vida eterna (Jo 12.24,25). Aqui a morte do grão faz surgir a potencialidade que havia embutida nele, mas que só se tornaria evidente através de sua morte; sem esta, aquele continuaria sendo apenas um grão de trigo, mas agora poderá se transformar em milhares. Esse foi o princípio que justificou para Deus dar seu único filho para morrer na cruz. Ele ressuscitou ao terceiro dia e despertou o potencial de produzir vida semelhante à sua e hoje, Deus, o Pai, tem filhos aos milhares de milhares que povoarão até o próprio céu. Na obra de santificação, que é uma etapa mui importante da redenção, a morte é primordial para gerar um ser salvo, liberto e santo, identificado com a obra de Cristo na cruz. “Ou não sabeis que todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte? De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado” (Rm 6.3,4,6,7). Me permitam uma licença poética-teológica: “A melhor maneira de se evitar a morte, é morrendo voluntariamente, porque quem está morto não morre mais.” Certamente Moisés precisava morrer para o Faraó, o Egito, a vida palaciana com todos os privilégios, para nascer para os hebreus e para o ministério de libertador, para o qual ele fora chamado. Ele precisava trocar do soberano, e Faraó não permitiria isso, senão pela morte de Moisés. Tudo aquilo que lhe acontecera desde o nascimento até a fuga, fora na verdade uma estrutura necessária na etapa treinamento e preparo. Agora viria uma nova graduação, começando pelo quebrantamento para aprender a humildade e a mansidão; a solidão do deserto para conhecer a solitude da comunhão no silencio do deserto. Quanto tempo leva para se entender que “Tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados pelo seu propósito?” (Rm 8.28).

Senhor meu Deus e Pai, autor da vida e criador de todas as coisas. Receba a minha gratidão e o meu louvor por sua imensa bondade e misericórdia demonstrada para comigo e com todos os teus filhos. Obrigado por transformar a minha vida e me dar a oportunidade de ser útil em algum espaço na tua obra. Agradeço de coração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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