Ovelhas E Vacas

Meditação do dia: 17/09/2022

“Então Faraó chamou a Moisés, e disse: Ide, servi ao Senhor; somente fiquem vossas ovelhas e vossas vacas; vão também convosco as vossas crianças.” (Ex 10.23)

Ovelhas e Vacas – Estamos meditando esses dias sobre a demanda entre Faraó e o povo de Deus. O povo ansiava por liberdade e servir a Deus em conformidade com os seus critérios, que fora estabelecido por alianças entre o próprio Senhor Deus e os seus primeiros patriarcas, Abraão, Isaque e Israel. Na Nova Aliança, Jesus nos ensinou que não se pode servir a dois senhores, pois sempre que agradar a um, certamente desagradará o outro. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6.24). Nem precisamos comparar aqui o caráter e a natureza entre os dois senhores na vida do povo hebreu no antigo Egito. Certamente eles teriam muitas razões para amar a Jeová e aborrecer, desprezar e até odiar o Faraó. Esse é um dilema para quem está dividido entre dois senhorios. Podemos pensar que aqueles hebreus estavam mesmo numa condição ruim! Mas e o que falarmos dos cristãos e adoradores de Deus dos nossos tempos modernos, divididos entre Deus e Mamom, o deus das riquezas, nas palavras do próprio Senhor Jesus? Os hebreus eram escravos de Faraó por contingencia política, fora dos seus domínios; mas o cristão não o é. Ele se coloca nessa condição por vontade própria, ao correr atrás de bênçãos e riquezas de forma a violar a sua mordomia e até negligenciar a sua fé. Ser rico e próspero nunca foi mal ou pecado e há um grande número de servos de Deus riquíssimos, abençoados e se vivem hoje, estariam na lista da Forbes. O que contraria os princípios bíblicos e a vontade de Deus é a causa, a motivação e os meios pelos quais muitos querem chegar lá. “Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.9,10). No início tudo pode ser simples, honesto, muito trabalho e dedicação com fidelidade… até que aparecem as tentações e armadilhas para apressar as coisas ou se dar bem… Mas o nosso foco hoje é a tentativa de Faraó de regular o culto do povo de Deus. Entendemos aqui, a figura do rei do Egito, como sendo o pecado – Ele quer controlar nossas vidas e ações; inclusive ele não quer que ninguém se desvie do caminho da fé, apenas que sirva a Deus do jeito dele, como ele indica e “assim não há problema algum.” As ovelhas e as vacas dos hebreus, era o patrimônio, as posses e a herança que restara dos tempos de liberdade e bênçãos quando não eram escravos, apenas imigrantes, bem-vindos naquela terra. O pecado quer separar da vida das pessoas o que é sagrado do que é secular e material, departamentando a vida, em quadrados, com lugar para cada coisa: Vida pessoal – vida familiar – propriedade – profissão – vida social – religião – cultos, e assim por diante. Para o Diabo e o mundo, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa!” Para Deus somos uma pessoa plena, tudo é sagrado porque tudo vem de Deus e é para sua glória; cultuamos a Deus o tempo todo e com tudo o que somos e temos. Ninguém pode separar seu patrimônio, bens, riquezas, talentos, possibilidades e habilidades do cultuar a Deus. Cultuamos a Deus com TUDO! Nada fica para trás. Nossos bens e riquezas é simplesmente a soma e o resultado das bênçãos do Senhor sobre as nossas vidas e a prosperidade que bem de suas mãos pela administração fiel daquilo que nos foi confiado. O seu trabalho e as suas fontes de renda e riquezas são bênçãos de Deus e elas devem ser apresentadas a Deus todas as vezes que comparecer diante dele. Na verdade, elas pertencem a Deus, só está conosco para administrar e querer se apropriar e dizer: “É tudo meu!” é pecado! Todos sabem disso!

Senhor, obrigado por nos confiar os teus bens, riquezas, talentos e oportunidades. Quando vamos comparecer diante de ti, e isso deve ser todos os dias, devemos levar tudo o que temos nas mãos e no coração. Nada é nosso, tudo vem de ti e é para tua glória e louvor. Quanto mais fiéis, mais o Senhor confiará sob nossos cuidados. Não podemos querer ser abençoados para sermos abençoados, mas para servir ao Senhor e ao Corpo de Cristo, como aqueles Magos, no natal, que vieram a ti, ouro, incenso e mirra. O que temos, que não seja para ti? Pai, abençoa a nossa mordomia, acrescenta fé e temor aos nossos corações, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

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