Encontro Com os Irmãos

Meditação do dia: 03/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

Encontro Com os Irmãos – Não escolhemos a família na qual nascemos, simplesmente nascemos ali e somos acolhidos e aquele é o círculo primário de nossas relações sociais. Ali está a figura do pai e da mãe, que começaram uma história juntos e os filhos são o desenvolver de tudo isso. Também não podemos escolher ser o mais velho ou mais novo e nem intermediário; os irmãos acontecem em nossas vidas. Eles são presentes de Deus para os pais e concorrentes diretos entre si e exercem um influencia muito forte e determinante na vida adulta. Um filho em sua fase de crescimento, admira as qualidades do pai e ambiciona alcançar aquele mesmo status, ou até ser ousado a ponto de desejar e trabalhar para suplantar o recorde do pai, se auto afirmando como um grande vencedor. Caso ele não consiga, não é tão frustrante assim, afinal o pai era de fato um valente e muito habilidoso. Agora, perder para um irmão, aí sim, dói muito! Irmãos são se consideram iguais entre si, com as mesmas condições e o sucesso ou fracasso vai depender das decisões individuais e o bom aproveitamento das oportunidades. Assim, um irmão exerce um papel muito forte na formação e afirmação entre si. Por outro lado, isso pode produzir sentimentos ruins e destrutivos de inveja, intolerância e meios desonestos de agir para sabotar a ascensão do outro. Alguns também se acomodam e preferem a lei no menor esforço, sobrecarregando os pais e familiares, esperando que os demais se responsabilizem por sua vida e seu destino. Na esfera cristã, isso não deveria acontecer com frequência, visto que os ensinamentos bíblicos sobre o exercício da boa mordomia, reconheça cada indivíduo como responsável pelo patrimônio que recebeu de Deus e a quem deverá prestar contas. Nossas vidas pertencem a Deus, por direito de criação, de sustentação e especialmente pela redenção em Cristo, onde fomos comprados por um bom preço. Glorificar a Deus é essência da nossa fé. “Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (1 Co 6.20). Meditando na Palavra de Deus sobre o tema do relacionamento entre irmãos, encontramos exemplares muito ricos e a diversidade de finais comprovam a importância. Abel e Caim foi a primeira e uma das mais trágicas da história humana. Os filhos de Noé tiveram suas peculiaridades também. Jacó e Esaú foram rivais entre si e a preferencia dos pais por um e outro acirrou ainda mais os ânimos entre eles. Os filhos de Jacó, não aprenderam com a história do pai e protagonizaram a própria versão de amor e ódio, perdão e reconciliação. O rei Davi e seus irmãos nos tempos de família também eram distintos e o chamado de Davi para ser rei, produziu cenas de ciúmes e não vemos nenhum de seus irmãos fazendo parte de destaque no seu governo. Moisés, agora adulto, veio ver seus irmãos, aqui está generalizado, onde seu povo hebreu se trata como seus irmãos. Essa visita produziu mudanças radicais na vida de todos e conduziu os rumos do chamado e vocação de cada um. Sempre há um evento catalizador de mudanças em nossas vidas. Precisamos prestar atenção e ver as novas instruções que podemos receber de cada evento novo.

Senhor, obrigado por chamar pessoas para servirem em funções e ministérios muito especiais; mas também agradecemos por aqueles que se sentem bem servindo de forma simples e natural dando todo suporte para que os líderes possam realizar a tarefa que produzirá benefícios para todos. Obrigado pela vocação de filhos, a mais importante de todas que recebemos por Cristo Jesus. Em nome dele oramos agradecidos. Amém.

Pr Jason

Moisés – Já Homem

Meditação do dia: 02/11/2021

“E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já homem, saiu a seus irmãos, e atentou para as suas cargas; e viu que um egípcio feria a um hebreu, homem de seus irmãos.” (Êx 2.11)

Moisés – Já Homem – Os anos passam, passam muito rápido, mas isso também depende de que ângulo estamos analisando. Para Moisés, isso foi aproximadamente quarenta anos! Ele agora é um homem adulto, educado, culto e preparado para uma vida de serviço administrativo como competia à nobreza da corte. Mas se para ele foram anos de estudos, treinamentos e preparações sob cuidados muito específicos, afinal se tratava de um príncipe. Imaginemos esses mesmos quarenta anos do ponto de vista de seus pais e irmãos biológicos, que passaram esses mesmos anos sob o jugo da tirania e dos trabalhos forçados, são longos anos! O que separa um homem de um menino? O que leva a diferenciar não é meramente um fator de idade cronológica, ou um porte físico desenvolvido e muito menos uma bagagem intelectual adquirida nos estudos. A maturidade vem naturalmente com o passar dos tempos, mas a grande pergunta, não é tão simples de se responder, mesmo levando em conta as variações de pessoa para pessoa, o meio em que vive e as condições sócio-economicas. Os grandes homens das histórias das nações atuais e que tiveram que lutar pela libertação ou independência de seus países, muitos deles quando fizeram os feitos pelos quais são conhecidos e reconhecidos ainda hoje, eram jovens de menos de vinte e cinco anos de idade. Até bem pouco tempo, aos trinta anos, era natural que os homens já estivem estabelecidos nos seus ofícios e profissões e já casados com família em formação. Mas recentemente, os estudos tomaram prioridades maiores e planos e projetos de vida foram sendo adiados e postergados. Os novos tempos tem produzidos também novos fenômenos sociais e familiares, pois os estudos e graduações deixaram de serem suficientes para prover um trabalho permanente e rentável à ponto de ajudar os jovens a se estabelecerem. Muitos voltaram para casa dos pais após os estudos e alguns não pretendem mais sair dessas comodidades e outros fatores também intervieram para conspirar contra os planos de família e com isso também compromete a maturidade e o desenvolvimento. Encontramos adultos de mais de trinta e até cinquenta anos de idade, ainda tentando descobrir o que vão ser quando crescerem. O apóstolo Paulo fez uma ponderação interessante quando escreveu sua carta aos Coríntios: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” (1 Co 13.11). A pergunta de grande valor aqui é quando? Quando aconteceu essa passagem ou mudança de fase? Quando alguém deixa de ser menino e passa a pensar e agir como homem e deixa as coisas de menino? Só para constar, não é tão fácil encontrar esse tempo exato.

Senhor, agradecidos somos, pela oportunidade de nos tornarmos homens, adultos e agirmos com maturidade. Queremos ajuda não só para descobrir, mas também para agirmos à altura do crescimento e da maturidade que podemos alcançar na caminhada de fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Moisés – Tirado das Águas

Meditação do dia: 1º/11/2021

E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado(Êx 2.10)

Moisés – Tirado das Águas – Nomes como Moisés, Davi e até dos três principais patriarcas, Abraão, Isaque e Jacó/Israel, não se repetem nos registros bíblicos; embora nos novos tempos vemos com abundancia nas versões modernas. De certa forma essa quase exclusividade pode se dizer uma justa homenagem a eles, pela singularidade de suas vidas e o que produziram, deixando legados que só a eternidade para nos permitir conhecer toda a abrangência. Como já nos referimos muitas outras vezes, sobre as veredas antigas, onde os pais e a civilização em si, tratavam com muita propriedade o ato de dar um nome a um filho; as vezes até mesmo a comunidade de amigos, vizinhos e parentes participavam das alegrias e responsabilidades da família. Vemos isso no nascimento do filho de Rute e neto de Noemi: “Então as mulheres disseram a Noemi: Bendito seja o Senhor, que não deixou hoje de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel. Ele te será por restaurador da alma, e nutrirá a tua velhice, pois tua nora, que te ama, o deu à luz, e ela te é melhor do que sete filhos. E Noemi tomou o filho, e o pôs no seu colo, e foi sua ama. E as vizinhas lhe deram um nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E deram-lhe o nome de Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi” (Rt 4.14-17). Parece que a vida em comunidade na pequena Belém dos tempos de Noemi e Rute era cercada de boas vizinhanças e muita amizade; pelo que ficou registrado no texto, quem deu o nome ao menino foram as vizinhas. Outro caso muito parecido, foi com o nascimento de João Batista, pois os vizinhos estranharam o nome que o pai queria, pois ao que tudo indica, destoava dos padrões da família. “E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia, e alegraram-se com ela. E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino, e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai. E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João. E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome. E perguntaram por acenos ao pai como queria que lhe chamassem. E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam” (Lc 1.58-63). Vizinhos e parentes queriam chamar o menino de Zacarias Junior, mas os pais rejeitaram e obedeceram a instrução do anjo. Nem quero imaginar: “Apareceu no deserto da Judéia um homem vestido de peles de camelo e comia gafanhotos e meu silvestre, cujo nome era Zaca Junior…” O nome da pessoa expressa o propósito de sua vida e sua missão, ou a conversão a Cristo e a consagração a Deus leva a pessoa a receber uma nova vida e escrever uma nova história. Assim, alguns nascem já herdando um nome poderoso; outros recebem um nome que distingue e outros conquistam pelos seus feitos um nome de respeito e o coloca em destaque. O bom de tudo isso é que Jesus tem o nome que é sobre todos os nomes e é por essas três razões citadas acima. O nome expressa uma mensagem que tem (ou deveria ter) para os pais, o porque deu aquele nome ao filho, pois sempre que ele é chamado ou seu nome é referido, se reafirma e proclama aquilo na vida da pessoa. Sou favorável que os pais orem e escolham nomes com significados construtivos e edificantes para seus filhos, pensando um pouco mais além do que só na sonoridade do nome ou de onde vem a derivação dessa intenção. Deus nos deu o privilégio de termos duas filhas, Grace e Hellen (Graça e Força). A princesa quis perpetua a condição de onde ela alcançara o privilégio de ter aquele filho, que em outras circunstancias não aconteceria nem para ele e nem para ela. Mas Deus estava cuidado por causa de nós, e somos gratos por isso.

Obrigado Senhor, por sermos participantes dos teus planos grandes e maravilhosos concebidos para além do nosso tempo e eternidade. Obrigado pelas pessoas que aparecem ao longo do nosso caminho e são verdadeiras bênçãos dos céus para nos ajudar e facilitar para que os teus propósitos aconteçam. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Adotado

Meditação do dia: 31/10/2021

E, quando o menino já era grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou-lhe Moisés, e disse: Porque das águas o tenho tirado(Êx 2.10)

Adotado – Não sei de onde veio a idéia negativa de que adoção é uma espécie de segunda categoria ou segunda divisão em conceito de família. Parece que o ato de adotar um filho era um ato de misericórdia para com um carente injustiçado e já que ela não pode ter algo de verdade, então terá um premio de consolação. Assim, ser pai/mãe ou ser filho(a) adotivos diferenciava todas as etapas da vida das pessoas. Na experiencia de vida, ouvi casos de filhos rebeldes, revoltados e a justificativa era de que se tratava de filho adotado. Criou-se um estigma de que a causa primária da adoção era a rejeição dos pais pelo filho, sendo isso voluntário ou por força de circunstancias. Do outro lado da corda estavam os pais frustrados por não poderem gerar filhos naturais e só restou então a alternativa da adoção. Se esses raciocínios são verdadeiros, ou se já o foram, eu sinto muito, por quem passou por isso, porque está muito longe de ser a expressão da verdade. Deus é o criador de todos os homens, que à partir de um fez todos e a ordem era crescer e se multiplicar e também a bênção da fertilidade, multiplicação e prosperidade acompanharia todas as etapas da vida. “…pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra…” (At 17.25,26). O pecado e o comportamento independente do homem causou uma separação e foi aí que entrou em cena o plano de redenção. Para ter volta o objeto de seu amor, Deus ofereceu-se em resgate, um preço sendo exigido e pago pela própria justiça divina, comprando de volta e em forma definitiva aquilo que ele mesmo criara com tanto e todo amor. O processo de recriar sua família, não outro senão o de adoção de filhos. “Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.15,16). É um processo tão lindo e completo, que nem há margens para se pensar em alguém adotando por adotar, se se envolver e se identificar com os adotados. A sequencia do texto de Paulo aos Romanos nos mostra uma adoção tão legal, legítima, íntima e familiar, que nos tornamos herdeiros de Deus e coherdeiros com Cristo, que também é Deus e nosso salvador. Muito acima de valores e bens, a redenção e a adoção permite um inimaginável número de benefícios e privilégios, muito além de nossa compreensão. “Pelas quais ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção, que pela concupiscência há no mundo.” (2 Pe 1.4). Participantes da natureza divina!!! Esses ensinamentos aparecem figuradamente em muitos episódios no transcorrer da história do povo de Deus. Aqui, encontramos um desses. Um filho de escravos, nascido sob uma lei que o condenava a morte e escapou por um milagre da intervenção divina e foi adotado pela princesa do Egito. Nele ele e nem os pais biológicos, poderiam imaginar a diferença de status que ele adquirira por ter sido legitimado como filha da filha de Faraó. A priori, tudo o que importava para aqueles pais e para aquele bebê, é que estaria vivo e bem cuidado com chances de crescer e ser alguém. Quando uma pessoa encontra a Cristo, o recebe pela fé e é salvo, seus pecados são perdoados e sua sentença de morte é cancelada e sua filiação é confirmada pela presença do Espírito Santo que vem habitar nele como selo de garantia de propriedade divina; as primeiras impressões é que ser salvo, um dia ir para céu e ter se livrado do inferno, é tudo o que importa e tudo que interessa. Nada tão longe da verdade!! Por isso precisamos crescer na graça e no conhecimento de Cristso, alcançar maturidade de fé, para saber de fato, tudo o que está disponível na nova vida em Cristo. Você, por caso, acha que ser salvo é tudo o que Deus tem para você?

Senhor, obrigado pela nossa redenção! Mesmo que não saibamos tudo, o Senhor é santo e justo e não vai deixar-nos na ignorância e perdermos tudo aquilo que adquiriste para nós pelo precioso sacrifício de Cristo lá na cruz. Graças por tudo isso, no nome daquele que é sobre todo nome, amém.

Pr Jason

Remuneração Maternal

Meditação do dia: 30/10/2021

“Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino, e criou-o.” (Êx 2.9)

Remuneração Maternal – Gente mais brilhante do que eu e com melhores pesquisas e recursos já trabalharam na idéia de quanto vale o trabalho de uma mãe, e por mais que sejam generosos, ainda é difícil dizer ou calcular uma remuneração que chegue perto do valor que poderia ser considerado adequado. Que bom que não se tem isso em números, porque eles são muito frios, exatos e por vezes dizem tudo sem deixar margem para dúvida e outras não exatos demais para serem considerados honestos ou justos. Nem tudo pode se resumir a números! Quando pensamos em salário ou pagamento, em termos de compensação por serviços prestados, mesmo trabalhando com um viés espiritual, nossa mente tem algumas citações que se apresenta em primeira mão. Uma delas quem trabalha merece ser recompensado por isso: “Digno é o obreiro do seu salário” (1 Tm 5.18). Uma outra que é muito importante, é que esse pagamento não deve ser retido para benefício inescrupuloso do contratante: “Não oprimirás o diarista pobre e necessitado de teus irmãos, ou de teus estrangeiros, que está na tua terra e nas tuas portas. No seu dia lhe pagarás a sua diária, e o sol não se porá sobre isso; porquanto pobre é, e sua vida depende disso; para que não clame contra ti ao Senhor, e haja em ti pecado” (Dt 24.14,15). Nos tempos da expansão da igreja, ainda nos tempos apostólicos, esse mal persistia na sociedade e era uma causa que o cristão foi advertido nos ensinos apostólicos: “Eis que o jornal dos trabalhadores que ceifaram as vossas terras, e que por vós foi diminuído, clama; e os clamores dos que ceifaram entraram nos ouvidos do Senhor dos exércitos” (Tg 5.4). A princesa egípcia contratou uma ama hebreia para que criasse o bebê que ela encontrou numa arca feita de juncos nas margens do rio e que ela adotou como seu. Certamente aquela mulher estaria feliz e se sentiria realizada tão somente se a princesa tivesse dado o bebê a ela e a autorizado ao cria-lo. Já teria sido uma grande vitória da sua fé e uma recompensa pelo seu esforço de lutar pela vida daquela criança. Mas agora ele se tornara uma criança pertencente à nobreza e deveria ser criado como tal. A Bíblia não discute a forma como as coisas foram acordadas entre as partes, mas os precedentes históricos, talvez mais baseados na tradição, sustentaria a primeira narrativa, que ele fora criado pela mãe em sua própria casa até ser desmamado e assim levado em definitivo para o palácio. Outra versão plausível, é que provavelmente a mãe tivesse acesso autorizado a cuidar dele sob os olhares da princesa. Sem entrar em méritos ou deméritos, emocionalmente, sou mais inclinado a segunda opção, porque assim, o vínculo da princesa com ele fora fortalecido dia a dia, de forma que após o tempo de amamentação, ele se adaptaria sem maiores traumas no palácio e com ela como mãe. A versão dele passar toda a primeira infância com os pais também tem forte apelo da cultura hebraica, porque eles foram muito hábeis em formar valores de fé e de conhecimento de seus valores no pequeno bebê, de tal forma que anos mais tarde, depois de toda a educação e convivência, o apelo interior despertou nele o anseio por respostas, que o levou a encontrar sua verdadeira origem e fazer a opção que é a narrativa bíblica. “Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, Escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus, do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; Tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa” (Hb 11.24-26). O certo é que alguém fez um belo trabalho!

Pai, obrigado por cuidar de nós e das coisas que tornam a nossa vida e existencia cheia de significado e assim pode cumprir um propósito tão especial, escolhido e dirigido por ti. Obrigado por me permitir fazer parte dos teus planos. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Ordem da Princesa

Meditação do dia: 29/10/2021

“Então lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino, e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino, e criou-o.” (Êx 2.9)

A Ordem da Princesa – Nenhuma ordem e nenhum serviço talvez tenha sido tão bem recebido como esse que recaiu para Joquebede. Podemos olhar e ver a alegria e a satisfação no rosto de uma mãe que via ali a resposta divina de suas preces com maior poder e abrangência do que ela imaginaria. Mas também podemos ver e pensar na responsabilidade da tarefa que de agora em diante não era só dela e de sua família, mas aquele menino lindo, agora tinha mães compartilhadas, uma de fato e uma de direito. Certamente não era um momento apropriado para discutir direitos adquiridos ou o que fazer quando ele crescesse. A primeira missão fora salvar a vida do bebê, e agora era cria-lo para entregar depois. Para qualquer mãe não seria uma tarefa fácil, mas também naquelas circunstancias não seria uma tarefa difícil, já que agora o menino tinha garantias e proteção suficientes para tirá-lo de quaisquer riscos iminentes. Aquele caminho de volta, das margens do rio até em casa, foi cheio de significado para aquela mãe e aquela família. O que antes parecia uma teimosia obstinada de violar a lei vigente e burlar o sistema, só para salvar um menino, agora realmente tinha contornos de mistérios e da operação de Deus envolvido. Todos sabemos que o Deus Criador tem meios suficientes para dar ordens e colocar no coração de qualquer um, as disposições que se fizerem necessárias, sem mesmo violar a liberdade e a capacidade de cada pessoa decidir. Faraó ainda era o mandatário do Egito e se achava o soberano de tudo e de todos; a princesa ainda era a princesa do Egito, como suas mordomias e privilégios e ainda poderia contar com a predileção do coração de seu pai, o rei, para decidir o que ser e o que fazer. Podemos meditar dias e dias na santa Palavra de Deus e fazer ligações de textos e verdades, princípios e valores e ainda que a nossa sabedoria seja aumentada por graça divina, ainda estaremos longe da verdadeira fonte, que Deus o provedor de todos os recursos, como bem escreveu o profeta Daniel na sua oração de adoração e gratidão: “Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz” (Dn 2.20-22). A princesa deu a ordem para a mãe do menino cria-lo, mas ela estava agindo em obediência a alguém muito acima dela. Podemos aprender e guardar em nossos corações, que acima das nossas maiores expectativas, há um Deus grande, soberano e que detém todo o poder e sabe utilizar isso com justiça e equilíbrio para o bem de todos e fazer acontecer aquilo que atende ao propósito maior, que abençoar as pessoas com a salvação e comunhão com ele mesmo.

Senhor, agradecemos o privilégio de sermos teus filhos em Cristo Jesus e fazermos parte de um plano e um projeto muito grande, acima de nós mesmos e nossas vãs pretensões humanas. Precisamos manter os nossos corações abertos e sensíveis ao teu mover para agir em sincronia com a tua perfeita vontade. Te louvamos por tua vontade, boa, agradável e perfeita e sermos participantes de uma vocação celestial, por obra e graça imerecida em todos os tempos. Em Cristo, por Cristo e para Cristo, agora e sempre, amém.

Pr Jason

A Mãe do Menino

Meditação do dia: 28/10/2021

“E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe do menino.” (Êx 2.8)

A Mãe do Menino – Amo ouvir histórias e sei que a maioria das pessoas também gostam. Uma boa história, bem contada é fascinante e é um excelente meio didático de transmissão de conhecimentos, princípios e valores. As crianças amam histórias e ao que tudo parece, desde os primórdios dos tempos é um dos recursos mais utilizados pelos pais para a hora de dormir; algumas não dormem sem ouvirem a leitura ou a contação de histórias. Bons filmes, peças de teatro e musicais são na verdade boas histórias bem contadas cada qual a seu modo. A Bíblia está repleta de histórias que empolgam desde as criancinhas, até os anciãos e profissionais qualificados. Algumas delas se tornaram princípios universalmente conhecidos e citados em todas as gerações. Qualquer disputa entre um grande e um pequeno, um forte contra um fraco e lá vai citação de Davi X Golias; Falar em homem forte, Sansão e sus longas madeixas entram em cena. Alguém é muito paciente ou impaciente e Jó aparece como referencia. Quando se fala em direitos adquiridos, em “dê a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.” Tem alguém que só acredita vendo, então faz-se o “teste São Tomé.” O que me vem à mente e ao coração hoje com esse texto e a sequencia da narrativa que estamos desenvolvendo, é que vendo os fatos sobre o início da vida de Moisés e as muitas ações de fé, acabam por tirar de nós o privilégio de ver isso também do ponto de vista humano, ou seja, o que de fato se passava na casa, na família e no coração dos pais do menino que fora colocado na arca de juncos e deixado nas margens de um rio infestado de crocodilos? Se eu e os homens que me leem nos colocarmos no lugar de Anrão, o pai do bebê, o que seria de nós numa situação dessas? As mulheres, irmãs que tem filhos e se chegassem a uma condição tão extrema, onde a melhor escolha fosse abandonar seu bebê num cestinho flutuando num rio? Aqui na minha região, no baixo Tietê e Rio Paraná, não temos tantos jacarés, mas nossas águas são infestadas de sucuris. Você consegue imaginar? Mas também tem o lado da vitória da fé, que a gente pode participar ao nos identificar com o coração confiante de Joquebede, cuidado de casa, mas com os olhos na porta de casa aguardando a qualquer instante a chegada em disparada da filha, trazendo alguma notícia e ali estava ela, correndo com todas as forças e a respiração ofegante, cabelos ao vento numa mistura de sinais que não dava para a mãe discernir por antecipação. Quem sabe, teria sido assim: “Mâââeee! Vemmm… Corre… a Princesa….Bebê…!!!! – Calma, Miriam, respira, fala devagar para a mamãe entender, o que aconteceu com o bebê?!! Acho que não sou tão bom dramaturgo para criar uma cena assim, que expresse a realidade do que aconteceu ali. Mas certamente aquela mãe esperava por uma bênção grande, mas ser contratada, assalariada pela princesa para criar o seu próprio filho? Demora para ficha cair!!! De todas as boas possibilidades, Deus fez acontecer a mais inaudita e grandiosa. Louvado seja Deus. Podemos acreditar que por maior que seja a nossa batalha, se Deus estiver no governo e senhorio das coisas, então a batalha é dele, totalmente dele e isso fará toda a diferença. Acreditemos em coisas grandes, grandes milagres, feitos poderosos ao estilo de Deus!

Senhor, obrigado por comprar as nossas lutas e assumir o controle daquilo que não podemos dirigir e só nos resta entregar e confiar que a tua mão é poderosa o suficiente para garantir que os teus planos serão realizados e trará glória ao teu nome e testemunho do teu grande poder. Em nome de Jesus, amém,

Pr Jason

Vai! Foi!

Meditação do dia: 27/10/2021

“E a filha de Faraó disse-lhe: Vai. Foi, pois, a moça, e chamou a mãe do menino.” (Êx 2.8)

Vai! Foi! –Quando estávamos estudando o que hoje se chama de ensino fundamental, o nosso primário, aprendíamos que “verbos” são palavras que expressão ações, excetuando-se os fenômenos da natureza, como relampejar, trovoar, chover etc. Quando olhei esse texto a primeira coisa a destacar diante dos meus olhos foram os dois verbos seguidos. Vai e foi! Além da gramática, importa muito o sentido dos acontecimentos, que de certa forma vinham sendo dramáticos pelo lado da menina, irmã do bebê no cestinho e do outro lado, um evento recente e envolto em mistério e surpresas para a princesa e suas criadas. A menina vinha acompanhando o irmãozinho na torcida para um desfecho feliz, que só um milagre de Deus poderia acontecer. Quando a arca com o bebê foi encontrado pela princesa entre os juncos nas margens do rio, poderia ser um momento crucial, pois ela poderia simplesmente ignorá-lo, ou até mesmo descartá-lo,, até em nome da piedade para evitar um sofrimento maior. Entre todas as possibilidades, a menina se apegou na melhor, ao ver a simpatia e a compaixão que se estampara na face da princesa. Me impressiona muito a ousadia dessa menina, porque normalmente na condição em que ela era criada, sabendo a distancia social e a etiqueta protocolar que a separava da nobreza real, ela não pensou em si ou na sua condição social, nem mesmo se seria ou não aceita ou repelida. Eu diria, ela não pensou, ela agiu, simplesmente agiu. Me volto os pensamentos para a verdade espiritual que cerca pessoas vencedoras, elas simplesmente vencem, não contam com a derrota e não se dão ao trabalho de maquinar pensamentos negativos e derrotistas. O rei Salomão, anos à frente registrou o seguinte: “Quem observa o vento, nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará” (Ec 11.4). Contemplar os céus, as nuvens e os ventos é maravilhoso e podemos aprender muito num momento de solitude e meditação. Agora, na hora de agir, é para agir e não ficar olhando para cima ou observando fenômenos da natureza enquanto se foge das responsabilidades da vida. A ação dessa menina também me fez lembrar de um fato real, acontecido num pais onde os lagos se congelam. Dois garotos brincando sobre o lago congelado, mas não tão estável quando pensavam e um deles afundou e enquanto o resgate não chegava o menino arrastou o amigo, irando o da água. Os socorristas ficaram impressionados e perguntaram como ele fez aquilo; porque o amigo era muito mais pesado do que ele e o gelo era muito fino e seria necessário muita técnica para fazer o resgate. Em resposta ele disse: “Eu fiz, peguei e puxei!” até parece o slogan da Nike: “Just do it.” (Simplesmente faça). Jesus falou sobre um pai que ordenou a dois filhos que fossem trabalhar na vinha; um deles disse: Eu vou, mas não foi. O outro disse: Não vou, mas se arrependeu e foi. Isso fala de atitudes. A menina lançou um desafio pra a princesa que aceitou imediatamente e lhe deu a oportunidade de realizar o plano de livramento para o bebê; então, ouvir esse “VAI,” era tudo que ela esperava, ainda que fosse inacreditável, mas era hora de correr. Há situações em que não há tempo a se perder, enquanto há outras em que não se deve apressar ou se preocupar com tempo. A sabedoria e o discernimento são fundamentais para se estabelecer o momento de agir e a precisão, porque algumas coisas não nos dão uma segunda oportunidade. A salvação, por exemplo é possível e disponível a todo aquele que crer e invocar o nome do Senhor Jesus, mas precisa fazer isso em tempo hábil, caso perder o momento oportuno, perde-se eternamente.

Senhor Deus e Pai, graças te damos por nos possibilitar te conhecer e poder confiar plenamente na tua sabedoria e capacidade de salvar e fazer maravilhas, mesmo quando tudo parece difícil. Somos gratos pelas pessoas ousadas, intrépidas que fazem grandes coisas pela fé, confiando somente em ti e no teu caráter, pois elas sabem que delas mesmas não tem muitas possibilidades. Pedimos uma mente santa e alinhada com os teus princípios para compreensão verdadeira de como podemos abençoar e ajudar as pessoas que foram colocadas em nossos caminhos para serem ajudas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sugestão de Irmã

Meditação do dia: 26/10/2021

“Então disse sua irmã à filha de Faraó: Irei chamar uma ama das hebréias, que crie este menino para ti?” (Êx 2.7)

Sugestão de Irmã – A vivencia entre irmãos é um capítulo à parte da história humana. Nos registros sagrados da nossa Bíblia também essa relação é tratada como algo de muita importância e encontramos registros que expressam todas as possíveis manifestações sociais entre irmãos; desde as mais belas e protetoras, como as mais difíceis e reprováveis. Não poderia ser diferente, porque as famílias foram desde a origem, a base de todas sociedades e civilizações. Não  teremos como fazer registros aqui nesse meditação sobre todos os casos mas não podemos também deixar de trazer à nossa memória algumas das mais relevantes para efeito de comparação e reflexão. Tudo começa no começo é claro, lá em Gênesis e no começo de tudo. Caim e Abel foram os dois primeiros seres humanos a nascer na terra e protagonizaram as primeiras relações entre irmãos. Caim era habilidoso com agricultura e Abel com pastoreio de animais. Caim não era de levar a sério os ensinamentos recebidos dos pais e demonstrou não gostar de receber ordens ou ser contrariado; modelo típico de quem acha que sabe tudo e as coisas tem que ser da sua maneira. Isso se revelou quando assumiram suas vidas e foram cultuar a Deus. Caim foi reprovado por Deus e Abel foi aceito e foi aí que nasceu no coração desse rapaz o sentimento que o levou a desfecho fratricida, mesmo sendo alertado e chamado à mudança de atitude pelo próprio Senhor Deus. Sua expressão mais importante deixado para a posteridade foi: “Sou eu o guardador de meu irmão?” (Gn 4.9). Dois dos filhos de Noé tiveram que se virar nos trinta para corrigir uma ação inapropriada do irmão mais novo, logo após saírem da arca e os efeitos da nova realidade pós-diluviana afetaram o pai. Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre ambos os seus ombros, e indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos estavam virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai (Gn 9.23). Jacó e Esaú tiveram entreveros difíceis e só uma ação poderosa de Deus produziu uma reconciliação plena e amigável muitos anos depois. Os filhos de Jacó, já sabemos de cor e salteado, como reagiam fortes e unidos ainda que para produzir males a eles mesmos e aos planos de evitar que um deles sobrepujasse aos demais. A irmã do bebê hebreu colocado na carca e deixado nas águas do rio Nilo, teve uma atitude maravilhosa e muito esperta para a sua idade e seu plano funcionou perfeitamente bem. Ela vigiou o irmãozinho o tempo todo que esteve exposto aos perigos e ainda que seu coraçãozinho estive em disparada com o que poderia acontecer com ele ao ser recolhido pela comitiva da princesa, ela teve sabedoria e sagacidade suficientes para mudar a sua história. É muito interessante ver como ela foi precisa na sua intervenção, ao perceber a afeição da princesa egípcia pelo menino. Imagino que ela foi extremamente ousada para não deixar passar a oportunidade e sendo assim, podemos até pensar que a idéia da adoção partiu dela para a princesa, sem que ela tivesse tempo de pensar e ponderar melhor sobre o significado de tal ato. Quando Miriam disse a ela se queria que fosse chamado uma ama hebreia para criar o menino para ela, isso lhe pareceu uma ótima proposta, pois ela salvaria o bebê, que seria criado “para ela” e evitaria um choque maior com a autoridade do faraó momentaneamente. Essa irmã estava presente, vigilante, interveio com sabedoria e discernimento. Estar no lugar certo, na hora certa para fazer o papel certo. Isso pode nos inspirar e motivar muito em muitas situações.

Obrigado Senhor, por nos dar oportunidades de servir e podemos começar dentro de nossa própria casa, cuidando bem dos nossos familiares e ajuda-los a seguir o chamado e cumprir a missão recebida de ti. Oramos por bons relacionamentos entre irmãos em momentos difíceis no relacionamento e que haja paz e cura para os corações feridos. Agradecemos por aqueles irmãos que cumpriram papeis de pais e mães e foram cuidadosos e responsáveis por encaminhar os mais novos ao bom caminho. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Menino Hebreu

Meditação do dia: 25/10/2021

“E abrindo-a, viu ao menino e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele, e disse: Dos meninos dos hebreus é este.” (Êx 2.6)

Um Menino Hebreu – O profeta Isaías proclamou uma palavra da parte do Senhor Deus, chamando o povo israelita à pensar sobre o relacionamento deles com Deus e figura utilizada na mensagem foi um bebê: “Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti” (Is 49.15). A possibilidade de uma mãe, em sã consciência e em condições normais de vida esquecer um filho bebê é muito pequena, são chances quase nulas. Assim também é o cuidado de Deus para com o seu povo. Eles se afastaram de Deus e depois entendiam que Deus era quem tinha se afastado e distanciado deles. Nada diferente do que presenciamos em nossos dias. A fé vai se desvanecendo e a prática devocional vai se tornando cada vez mais rara, até desaparecer; a comunhão é perdida e as orações de adoração e louvor são trocadas por lamentos e murmurações; o coração fica azedo e as atitudes se tornam ácidas e ásperas e assim se mostram em todos os níveis de relacionamentos. Precisamos fazer uma boa manutenção para não permitir o distanciamento iniciar, ainda que seja por motivos legítimos. Não descuidar e não ceder ao desânimo. Não deve ter sido nada fácil para a mãe daquele menino hebreu, abrir mão dele, colocando-o numa arca e deixado para flutuar ao sabor dos ventos nas margens do rio Nilo com seus perigos. Ao ser encontrado, havia evidencias que indicavam acertadamente que ele seria um menino hebreu. A princesa percebeu isso, pelo cesto, pelas roupas que o agasalhavam e pelas circunstancias sociais em que eles vinham passando sob as duras leis sobre o nascimento de filhos. Os filhos trazem as características dos pais, assim como a criação trás as marcas do Criador. É uma espécie de assinatura. Somos únicos, mesmo em meio a tantos milhares de outros seres humanos, cada um é distinto e carrega sua própria marca distintiva e quando reproduzimos, essas marcas aparecem, começando um novo ciclo. Os projetos de vida, e as realizações pessoais ou até coletivas também oferecem oportunidades de reconhecimento da origem. Encontramos ruínas, artefatos e partes de objetos de civilizações antigas e ainda assim é possível identificar a origem dos povos e civilizações a quem pertenciam. Muito antes de todas as tecnologias e instrumentos de precisão que dispomos hoje, a Bíblia já dizia que Deus tinha meios de isolar e identificar os atos e feitos de cada pessoa individualmente. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). Isso poderá ser feito tanto individualmente, pessoa a pessoa, como até coletivamente, com povos e nações. “E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória; E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas; E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda” (Mt 25.31-33). Já pensou sobre isso? Também pode ser aplicado às nossas origens, pois fomos criados para um propósito muito especial e uma missão a cumprir; sendo assim, o que somos, o que fazemos e como nos vemos tem importância e precisamos valorizar isso.

Pai, obrigado por ser quem sou e estar onde estou para fazer o que faço e crescer diante de ti em conhecimento, sabedoria e graça para te servir e abençoar as pessoas que para isso fui destinado. Obrigado por ter me colocado onde estou e podendo servir com esses irmãos e nessa época da história. O Senhor é digno de todo o nosso louvor e adoração por todos os teus grandes feitos. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason