Ouvir Atento

Meditação do dia: 31/01/2023

“E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara.” (Ex 15.26)

Ouvir Atento – Hoje vamos direto ao ponto: “Ouvir atento” nos faz admitir de pronto, que pode haver o “ouvir desatento, descuidado…” Já houve um tempo que a expressão “ouvir a voz de Deus,” não era nenhum problema e nem havia questionamentos teológicos sobre o tema e muito menos dúvidas sobre o fato de Deus falar com o seu povo e todos reconheciam isso com a maior naturalidade. Como já escrevi tempos atrás sobre os fatores tempo e liderança, que “tempos difíceis produzem homens fortes; homens fortes produzem tempos tranquilos e tempos tranquilos produzem homens fracos.” É biblicamente comprovado e comprovadamente bíblico, que estamos em tempos finais, no sentido de aproximação da volta de Cristo e pela analogia de que estamos vivendo o tempo bíblico descrito pela Igreja de Laodicéia, naquelas sete cartas de Apocalipse, e a igreja está exageradamente infestada de parasitas espirituais e minada de fatores nada cristãos e nada saudáveis em termos de Reino de Deus. Lá se descreve: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca. Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Ap 3.15-17). João, o apóstolo, escreveu isso por revelação, próximo ao ano 96 D.C.; mas antes dele, quase meio século, Paulo já tinha escrito algo muito parecido: “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos,  lasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te” (2 Tm 3.1-5). Quando olhamos para esse texto, quase poderíamos dizer que isso saiu de uma manchete de jornal, ou notícia do dia de hoje, ou ainda matéria de revista semanal de última edição. Pastores, igrejas, teólogos, pregadores, seminários e instituições evangélicas atuais, questionam abertamente “se Deus fala, se hoje ele ainda fala…” Amados, se a nossa fé diz que cremos num Deus que é, Onisciente, Onipresente e Onipotente, como é que alguém assim, não fala? Não comunica ou não o faz de modo compreensível ou decodificável ao ser humano? Como a Palavra de Deus nos diz para “ouvir atentamente,” se isso não é mais possível ou não existe isso? Eu sou então dinossauro, das antigas, quadrado, ultrapassado, retrógrado e todos os adjetivos dessa categoria, mas eu creio que Deus fala, que podemos ouvir, entender, acolher, desobedecer, negligenciar ou piedosamente dizer: “Fala, Senhor, porque o teu servo ouve!”

Senhor, para sempre a tua Palavra permanece no céu, mas também nos nossos corações, onde a acolhemos com fé e humildade, submetendo-nos a sabedoria do Espírito Santo para no-la revelar e assim podermos alcançar entendimento e obedecer com alegria. Eu creio, Senhor e sei que há ainda muitos dos teus filhos piedosos que se alegram em ouvir a tua voz e tem prazer na tua direção. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Estatutos e Ordenança

Meditação do dia: 30/01/2023

“E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.” (Ex 15.25)

Estatutos e Ordenança – Cada lugar nos proporciona experiencias que se somam ao total das lições que precisamos aprender e praticar, para que no devido tempo estejamos habilitados para aquilo que Deus planeja. Os israelitas eram muitos e viviam sob o governo egípcio e tudo que tinham que fazer era obedecerem as leis e as regras determinadas por quem tinham poder e autoridade sobre eles. O sistema tribal, onde os anciãos resolviam as principais questões era ineficiente para uma outra situação, quando estivessem de posse de sua Terra Prometida. Uma nação precisa se organizar em função de uma estrutura legal, jurídica, social e religioso, para se desenvolver e prosperar. Agora que chegaram em Mara e foram testados e provados, algumas necessidades se tornaram evidentes e precisavam se organizar. Aqui, Deus começou a lhes dar estatutos e também uma ordenança. Viver em comunidade é desafiador e precisa de regras claras aplicáveis a todos e normatize os procedimentos. Certamente o conhecimento administrativo que Moisés tinha, dos seus tempos de nobreza no Egito, seriam muito útil, mas também receberia instruções de Deus. Quando lemos a Bíblia, especialmente os livros iniciais, o chamado Pentateuco, ou o conjunto dos cinco livros da Lei, percebemos a sabedoria divina e como foram delineados aqueles mandamentos, que regulamentavam toda a vida da nação. Não era só artigos de fé e religião, atos de culto e celebrações da fé deles; mas estava ali estatutos de convivência civil, códigos penais e regulamentações agrárias, cidadania, sanitárias e relações familiares, contravenções e relações internacionais com outros povos. À medida que formos seguindo essa peregrinação, também iremos apontando os caminhos que foram sendo traçados para a formação da unidade nacional e a preparação para uma futura vida em cidades e propriedades produtivas e todo o sistema de governo, de justiça e de administração. Ninguém é melhor que Deus em termos de organização e administração, afinal ele criou “todas as coisas!”

Pai amado, obrigado pelo cuidado que demonstras para com todas as coisas que estão em volta de nós. O Senhor é um Deus de ordem e decência, perfeito em todos os teus caminhos e temos muito o que aprender com o teu modo de governo. Como igreja, somos um organismo vivo, que deve refletir a tua glória e representar a ti diante doso povos e nações. Buscamos ajuda para compreendermos melhor com administrar toda a mordomia que nos cabe. Agradecemos por tudo e todas as lições, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Águas Doces

Meditação do dia: 289/01/2023

“E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.” (Ex 15.25)

Águas Doces – Tornar algo amargo em algo doce nos parece mais difícil do que tornar algo doce em amargo. Deteriorar é mais simples do que restaurar ou restabelecer. As lições que o povo de Deus estava aprendendo naquela experiencia em Mara seriam levadas em suas vidas para sempre. Agora é a nossa vez de aprender também, porque as coisas amargas e decepcionantes não existem só lá bem longe da gente; imaginar que desilusões só acontecem na família dos vizinhos ou na igreja dos outros, é estar se colocando numa condição de invulnerabilidade. Dizem, que o pior erra da vida é aquele do qual nada aprendemos! A jornada dos antigos hebreus na história de sua independência e saída do Egito sempre serviu de figura da jornada espiritual de cada cristão na face da terra. Fazemos escolhas todos os dias e em diversos níveis de grandeza e responsabilidade. Assim como Abraão se comprometeu com Deus em aliança eterna de servir e adorar unicamente ao Deus Criador, também se comprometeu em preparar os seus descendentes para permanecerem nos termos da aliança, para assim perpetuar as promessas e fazer valer os seus direitos. “Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado” (Gn 18.18,19). Essas pessoas aqui em Mara, depois de iniciarem a sua jornada rumo à liberdade e a construção de sua nação, tinham que tomar decisões de fé, aprender a confiar em Deus tanto para vencer um exército numeroso como o de Faraó, abrir o mar para fornecer uma rota de fuga, como também providenciar água potável em meio ao deserto. Com Deus aprendemos lições gradativas: aqui eles tinham águas amargas e impróprias que foram transformadas em águas doces e potáveis. Um dia, no futuro, surgirá a oportunidade de não água alguma e ainda assim, Deus pode resolver e suprir aquela necessidade. O Deus criador, criou as águas doces, salgadas, amargas; então ele pode sem problema algum fazer brotar fontes no deserto ou de uma rocha. Deus, o nosso Deus a quem escolhemos servir e com quem temos uma aliança, a Nova Aliança, garantida por Jesus através de seu sacrifício, cuida de nós, mesmo em momentos e circunstancias decepcionantes e onde outros já sucumbiram e ou não tiveram sucesso. Sua amargura pode ser convertida em doçura, ele faz isso com um madeiro, um galho, um arbusto ou uma cruz!

Senhor, é um privilégio apresentar a ti a causa das nossas decepções e desapontamentos nesta vida. Somos teus filhos, comprados por Cristo Jesus através de seu sacrifício lá na cruz. Reconhecemos que não temos poderes e meios de cuidarmos de nós mesmos e suprir tudo o de que precisamos; mas temos o Senhor como o nosso Deus e Pai, que tem todos os meios e todos os recursos, pois és o Todo Poderoso Deus, Criador dos céus e da terra. Confessamos a nossa dependência de ti e submetemos nossas vidas ao teu governo. Confiamos em ti para tudo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Soluções de Deus

Meditação do dia: 28/01/2023

“E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.” (Ex 15.25)

Soluções de Deus – A oração é um recurso inesgotável que é capaz de produzir os resultados mais promissores que qualquer pessoa pode esperar. Oramos como culto, pois só Deus merece e pode receber nosso culto. Oramos para satisfazer nossos anseios interiores e também para obter orientação divina. Quando oramos, precisamos agir em fé porque esse é o princípio básico que faz a oração funcionar. “Por isso vos digo que todas as coisas que pedirdes, orando, crede receber, e tê-las-eis” (Mc 11.24). Tiago apresenta o princípio contrário, que nos mostra que orar e pedir a Deus sem fé, ou com dúvidas, não seremos atendidos.  “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento, e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa” (Tg 1.6,7). Quando não se sabe o que fazer, ou os recursos esgotaram, a oração é uma ferramenta muito eficiente e que sempre está disponível ao alcance de todos. Na situação em que estamos acompanhando os israelitas, eles chegaram cansados sedentos após uma jornada de três dias pelo deserto e já com o suprimento de água esgotado. Em Mara, as águas eram impróprias para consumo e esse fator de frustração produziu um levante de murmuração por parte de muitas pessoas contra a liderança de Moisés. Ao orar ao Senhor, veio a resposta. Deus responde as orações e aponta as soluções. Como vimos nas meditações anteriores, todas as pessoas que anteriormente chegaram ou passaram por Mara, ficaram decepcionados, frustrados e saíram de lá sem as respostas e com maiores necessidades do antes. O povo de Deus que ali chegou, também encontrou a mesma condição e os mesmos fatores de frustração e decepção. O diferencial entre os israelitas e todos os demais, era a identidade, as suas origens e a sua fonte de confiança que era Deus, que é Deus e que sempre será para nós também. Quando nós como humanos e limitados em nossos recursos e soluções chegamos ao nosso limite e nos vemos esgotados em possibilidades, podemos recorrer à nossa fé em Deus. O problema pode ser natural, físico e material, como o era ali em Mara; mas ainda assim podemos orar e buscar em Deus a solução para aquilo que precisamos. Deus apresentou a Moisés a mais simples solução para um problema complexo. Era apenas uma árvore, ou um madeiro, conforme as versões bíblicas descrevem. Aquelas águas eram e sempre foram amargas e impróprias e muito provavelmente, aquele arbusto sempre estava ali, bem perto. Mas o arbusto em si não significava nada, porque ele não tinha nenhum poder e nem propriedades que poderiam sanear aquelas águas. O poder estava em Deus! Ele manifestou o seu poder fazendo uso de um elemento comum e simples, apenas para fomentar a participação humana de Moisés, de tomar aquele arbusto e carrega-lo e atirá-la na fonte de água e imediatamente as águas estavam saudáveis e próprias para consumo. Se é Deus que faz a obra, então qualquer arbusto serve!

Senhor, agradecemos a tua capacidade de fazer aquilo que não podemos e produzir as soluções mesmo onde não vemos possibilidades. Só o Senhor pode produzir milagres e transformar o impossível a nós e assim manifestar o teu poder e o teu amor a nós, suprindo aquilo que mais necessitamos. Jesus é para nós a água da vida e sem ele a nossa vida não faz sentido e muito menos tem qualquer utilidade que possa glorificar ao Deus Criador. Te louvamos e agradecemos, em nome de Jesus, amém!

Pr Jason

Murmuração

Meditação do dia: 27/01/2023

“E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?” (Ex 15.24)

Murmuração – Todo privilégio vem acompanhado de uma responsabilidade; e o contrário também é verdade, pois toda responsabilidade tem consigo algum privilégio. A liderança é uma grande responsabilidade e há pessoas que nasce talhado para liderar e o faz com naturalidade. Outros, são chamados à liderar e o fazem como uma missão e um compromisso que lhe consome a vida toda. Moisés é um líder por excelência, nascido para isso, foi treinado e capacitado no melhor que o mundo e a vida daquela época poderia oferecer em termos acadêmicos e depois ele fez um período de estágio em Midiã sob a supervisão de Jetro. Quando retornou ao Egito, estava amadurecido, experiente e capacitado, como também estava apto a ouvir a voz e a direção de Deus e recebeu credenciais poderosas para representar ao Senhor Deus de seus antepassados Abraão, Isaque e Israel. As provas e evidencias de que era o líder ideal para conduzir aquela missão ficou muito evidente para os israelitas, tanto quanto para Faraó e o Egito. Ninguém contestava a posição de Moisés. Estamos falando aqui, de pessoas vocacionadas por Deus e com chamado e ministérios aprovados pela sua comunidade e que eles mesmos estão certos de que estão fazendo o que Deus lhes deu para fazer. Tudo isso, até chegar em Mara, pois quando as coisas não vão bem, a liderança é a primeira a ser contestada e nem sempre as pessoas são piedosas e gentis em momentos difíceis para com a liderança. A murmuração começou a acontecer e ela começa baseado num fato real e que representa uma necessidade legítima. Ao escrever aqui, sobre isso, sei que será lido por pessoas que são líderes como eu, outros que são liderados e alguns que estão nas duas posições, lideram e são liderados. Vamos nos infiltrar naquela acampamento israelita naquele deserto e Mara e juntamente com eles, estamos com sede, nossos familiares que nos acompanham também estão cansados, famintos e sedentos; cada um de nós conhece como são as reações de nossas esposas/maridos e filhos quando estão numa situação similar àquela. Não é verdade, que a sede, a falta de água e o cansaço eram igualmente para todos, incluindo Moisés? Todos não estavam no mesmo barco? A solução não seria ideal e benéfica para todos igualmente? Na igreja onde congregamos, quando surge uma crise ou dificuldade, ela não afeta a todos que se importam com a unidade do Corpo de Cristo? Talvez a grande pergunta seja: Qual deve ser a melhor reação colaborativa e criativa que podemos ter? Murmurar, isto é, ficar reclamando, perguntado a mesma coisa, querendo uma decisão ou solução quando todos estão procurando e trabalhando para resolver, isso ajuda? Qual é a minha reação quando estou no comando e quando estou sendo comandado? São reações diferentes? Somos pacientes e tolerantes? Oferecemos para ajudar ou nos retraímos e ficamos aborrecidos com quem está na frente? Acreditamos que a igreja sou eu, somos nós! Então se ela enfrenta um problema, de quem é a responsabilidade de buscar soluções? O que as águas de Mara revelam de nossos corações em relação a liderança?

Senhor, obrigado por lançar mão de situações similares a esta em Mara, para trabalhar o coração dos líderes e dos liderados. Obrigado por nos chamar para fazer parte daqueles que conduzem o teu povo numa jornada de vida cristã. Obrigado pela liderança do Espírito Santo sobre nós e como ele trabalha nos nossos corações para nos preparar para coisas maiores que ainda virão. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Águas de Mara

Meditação do dia: 26/01/2023

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.” (Ex 15.23)

Águas de Mara – Não foi por acaso que pessoas deram àquele lugar o nome de Mara, que significa “amarga.” Outras pessoas já tinham passado por ali, certamente com as mesmas necessidades e com as mesmas expectativas que os israelitas chegaram. O que podemos aprender com isso e muito importante. Aprendemos com as experiencias dos outros, das pessoas que nos antecederam e até mesmo dos pioneiros. Vemos ou lemos sobre as suas experiencias e como eles enfrentaram realidades difíceis, foram desbravadores e ainda assim, não conseguiram prevalecer em tudo. A mensagem daqueles que passaram antes por Mara, deixadas ali, para os próximos que parassem cheios de desejos e expectativas, era que aquelas águas não eram boas e saudáveis. Não tinha utilidade, consequentemente, aquele não era um lugar para se permanecer, ou habitar. Quando chegamos a um novo lugar, tanto faz se é um lugar de moradia, de trabalho, lazer ou ministério, e também até etapas da vida; alguém já passou ali antes da gente. Alguém já vivenciou experiencias ali e muitas delas deixaram mensagens. Alguns que ali estão, se prontificam a nos dizer aquilo que ainda não sabemos e que eles querem nos avisar, para nosso próprio bem. Ouvi uma verdade sobre aqueles pioneiros colonizadores americanos que foram para o interior em terras bravias; alguém que estava chegando a um povoado perguntou a um morador local: Como são as pessoas desse local? A resposta do morador foi com uma outra pergunta e um comentário: Como eram as pessoas de onde o senhor vem? As pessoas daqui são como elas. A moral da história, é que o nosso proceder determina as nossas relações. Pessoas boas, onde quer que elas vão, encontrarão pessoas boas e elas farão boas amizades. Pessoas de difícil relacionamento social, onde quer que chegar, encontrará dificuldades no relacionamento. Faço aqui uma pergunta: o que haveria de diferente entre todos que já haviam passado por Mara e esses israelitas que acabavam de chegar, sedentos e necessitados de águas e encontram as mesmas águas que todos os demais? Qual a diferença entre todos que nos antecederam e nós que estamos acabando de chegar? Temos um trunfo ou somos como todos os outros?

Senhor, a nossa identidade faz toda a diferença em relação aquilo que as pessoas pensam e sobre a experiencia delas. O Senhor é a diferença em nossas vidas. Isso muda tudo, isso faz e é a diferença. Obrigado por Jesus ser a água da vida e ele sarar e mudar a nossa história. Amém.

Pr Jason

Chegaram a Mara

Meditação do dia: 25/01/2023

“Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.” (Ex 15.23)

Chegaram a Mara – Quase todos nós manifestamos curiosidades em aspectos diferentes em relação ao todo que está ao nosso redor. Por algumas delas queremos logo saber tudo e por outras não temos atração até que algo desperte algum interesse. Quando fui morar e trabalhar em Juiz de Fora, em Minas Gerais, tão logo cheguei eu quis saber a origem do nome peculiar da cidade e como disse anteriormente, muitos dos moradores, não tinham a menor idéia da origem do nome, e outros até retornavam a pergunta: É mesmo, qual é a origem? Há várias teorias que nem a história define a razão verdadeira, mas as duas principais são próximas e razoáveis. A primeira diz que um Juiz da capital (Rio de Janeiro) comprara terras naquela região e ali ser formou um povoado sem nome que as pessoas diziam que era nas terras do Juiz de Fora. A outra teoria dizia que no povoado existente naquela região recebia periodicamente um Juiz que vinha de outra cidade para realizar audiências e questões forenses; assim as pessoas diziam que iam lá onde vinha o Juiz de Fora. Quando cheguei em Guararapes, SP onde vivo até hoje, quis saber o significado. O povoado que aqui se formou quando da expansão ferroviária, inicialmente se chamava Frutal, pela quantidade de frutas, principalmente goiabas, e o ribeiro levava também esse nome, posteriormente, em homenagem a Batalha dos Guararapes, lá em Pernambuco (em 17,18 de Abril de 1649 e 19 de Fevereiro de 1649 entre as tropas holandesas e o exército do império português), o município recebeu esse nome Tupi Guarani que significa “Som de queda d’água, ou de cachoeira). Aqui perto, a 10 km tem uma cidadezinha chamada Rubiácea, essa vou deixar para vocês exercitarem a curiosidade, ou não. Quem descobrir, pode me responder dizendo que encontrou o significado, será gratificante. Voltando ao que interessa, os israelitas, depois de três dias de caminhada, sem acharem água, chegaram a um lugar que já tinha nome de “Mara.” E logo eles descobriram o por que; ali tinha água mas não era água potável. Imaginem a decepção que foi, chegar a um lugar, cansado, exausto, sedento, com crianças e animais desesperado por água e encontrar água que não pode ser utilizado? Você já ficou desapontado depois de uma longa expectativa e esperança e deu tudo errado? Já orou e buscou direção divina e agiu pela fé, com muita esperança e depois nada se confirmou? Também já passei por isso, mais de uma vez! Não é fácil, é frustrante, decepcionante e as vezes desestimulador, mas com quase todos nós, não era de fato, o fim, no máximo foi um intervalo, um tempo de reavaliação e tomada de novas decisões. Estamos vivos, não estamos? Vencemos aquela etapa, não foi? E mesmo que não vencemos, mas aprendemos e isso nos fortaleceu e nos preparou para a continuidade. Existem muitos locais que iremos chegar e se parecem com Mara, mas não desista, não desanime. Vem milagres por aí, pode acreditar!

Senhor, oramos com o coração agradecido por encontrarmos desafios e dificuldades em nossa caminhada de fé, mesmo estando na direção indicada por ti e sob os teus cuidados. Queremos aprender com cada nova situação e com as possibilidades que se nos oferecem. Jesus também passou por isso e ele venceu e disse que também venceríamos, se continuássemos andando pela fé. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não Acharam Água

Meditação do dia: 24/01/2023

“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.” (Ex 15.22)

Não Acharam Água – Já estamos vivendo a algum tempo no que se convencionou chamar de “Pós-Modernidade.” Uma das características desse teórico sistema é a negação de realidades absolutas, preferindo a relatividade de situações. Nada que é absoluto é bem visto e a desconstrução é a palavra da moda. Deus para os cristãos é absoluto, a fé é absoluta, só há um caminho para a eternidade. Nem a verdade é considerada absoluta, porque a sua verdade pode ser tão verdadeira quando a minha e de outros. Outra característica conflitante que nós os mais velhos enfrentamos é a questão da lógica. Todos fomos formatados em nossa educação, cultura, valores no tempo que o modernismo apostou todas as fichas no racional, então a lógica e a exatidão foram fundamentais para todos nós. “Os números não mentem jamais!” Agora temos que realocar nossas funções mentais e as estruturas de pensamento para aceitar as “variáveis” e as pluralidades, já que agora, a única coisa constante, são as mudanças. Mas deixando as filosofias de porta de botecos de lado, vamos refletir sobre a constatação de Moisés e os hebreus, que depois de três dias de caminhada deserto a dentro, não acharam água. A lógica é dizer: Como achar água no deserto? Quem entra numa jornada dessas, tem que saber que deserto, água é muito escassa, ela precisa saber onde fica os possíveis oásis ou alguma fonte, porque não dá para contar com a sorte. Deserto e água não andam juntos. Trazendo isso para o nosso dia a dia e também para a vida cristã, onde o óbvio nem sempre é lógico. Também pelo fato de algo destoar da normalidade não significa que não haja solução ou que estamos errados. Muitos cristãos procuram viver experiencias de terem a bênção de Deus sobre suas vidas em todas as áreas, nada de anormal nisso, mas surge a questão da imaturidade espiritual e uma certa dependência viciosa em receber instruções e direções espirituais que podem fazê-las caírem em armadilhas de espertalhões e trapaceiros do mundo religioso. Outros confundem a perfeita vontade de Deus para suas vidas, quando nada dá errado ou contraria a normalidade. Vem também a questão de que fazendo aquilo que se tem por vontade de Deus, não há dificuldades, perdas e muito menos problemas. Jesus disse que no mundo teríamos provações; ele mesmo sofreu todo tipo de oposição e resistência, até mesmo atentado contra sua vida, desde o nascimento até chegar ao calvário e nem por isso ele estava fora da vontade de Deus. As lutas e adversidades, fazem parte do processo de crescimento e fortalecimento do nosso caráter e do preparo das pessoas de Deus para realizar grandes coisas. É fato, que todos os grandes homens e mulheres de Deus foram treinados num tipo de deserto. Ali, o jogo é bruto! Só os fortes ou os que dependem da fé, sobrevivem. Para os israelitas, eles descobriram isso no terceiro dia de jornada, e eles estavam só começando. Onde começam as provações também iniciam as provisões e os milagres de Deus, mas tem que entrar no deserto.

Senhor obrigado pelas dificuldades e provações que acontecem em nossas vidas, mas elas não vieram para nos derrotar ou destruir, mas para nos fortalecer na fé e na graça do Senhor. Quando aprovados,  os resultados serão abençoadores para todos nós e para a igreja de Cristo aqui na terra. Obrigado por andar conosco nos desertos da vida. Oramos agradecidos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Três Dias no Deserto

Meditação do dia: 23/01/2023

“Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.” (Ex 15.22)

Três Dias no Deserto – A vitória sobre Faraó e seus exércitos já ficou para trás, é passado! A celebração também já terminou e agora chegou a hora de marchar, afinal eles saíram do Egito para chegarem a um destino, que levaria muitos dias de caminhada. Entre a partida e a chegada há um espaço que deve ser levado em consideração, porque ali acontecem coisas. Entre o nosso nascimento e o fim dos nossos dias acontecem coisas, ou seja, a vida acontece. O que fazemos dentro desse espaço temporal pode definir o que somos e o propósito que estabelecemos para fazer uso da vida. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co 5.10). Olha a importância que tem a expressão paulina “… o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” Recebemos um corpo quando nascemos e perdemos esse corpo quando morremos; tudo o que acontece conosco durante esse período de tempo, se conta como tempo útil do qual prestaremos conta. A conclusão lógica é que esse trajeto de existência é crucial e Deus irá pedir contas. Quando alguém embarca em uma viagem ou jornada, o percurso pode ser longo ou não, mas ele existe e nele há coisas para serem vistas, apreciadas, lições a aprender, serviços a prestar e não deixar que tudo seja um vazio imenso. Os israelitas se puseram em marcha e após três dias de caminhada, surgiu algo importante; os recursos que tinham até então se esgotaram. Nada de anormal até aí, recursos humanos e materiais se esgotam e também naquelas condições eles não tinham como ter e manter suprimentos que suportassem todo o trajeto, ainda que andassem continuamente, até chegar ao destino. A vida de fé proporciona esses eventos, não por incapacidade administrativa de Deus que está no comando de nossas vidas e ministérios. Acontecem porque precisamos aprender novas lições a cada dia e o fim de alguma coisa é oportunidade para o começo ou o surgimento de outras. Até a vida nasce da morte. “Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12.24). Aos Romanos 6.8 Paulo afirma esse princípio vital da fé cristã: “Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos.” Três dias são suficientes para uma mudança completa no cenário de uma jornada. Na vida de fé, não é diferente! Quando seus recursos terminarem, isso não é o fim, pode ser o começo de algo ainda mais maravilhoso!

Senhor, agradecemos por partimos para uma jornada, ainda que seja no deserto, mas estamos sob as tuas ordens e seguindo um roteiro traçado por ti. Acreditamos sem tua sabedoria e capacidade de nos guiar por caminhos de vida e jamais nos colocarás em situação onde a tua graça e o teu poder não poderão nos ajudar. Expressamos nossa confiança na tua Palavra e sempre esperaremos em ti. Obrigado pelo teu previdente cuidado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Miriã a Profetisa

Meditação do dia: 22/01/2023

“Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.” (Ex 15.20)

Miriã a Profetisa – O significado mais próximo do consenso sobre o nome dessa pessoa, seria “Senhora, ou Soberana,” de onde também vem a transliteração de “Maria.” Foi a irmã mais velha de Moisés e Arão, filha de Anrão e Joquebebe, que eram da tribo de Levi. Ficou mais conhecida por ser a fiel escudeira do menino colocado no cesto nas águas do Rio Nilo, e inteligentemente ela aproveitou bem a oportunidade quando viu a simpatia da princesa egípcia pelo bebê se se ofereceu para conseguir uma ama que criasse ou cuidasse dele e acabou dando certo e assim a família foi novamente reunida até quando chegou o tempo de Moisés ir morar em definitivo no palácio real. Voltou a se destacar nesse episódio após a travessia do Mar Vermelho e ela liderou o cortejo de cânticos e danças com salmos de louvor e adoração ao Senhor Deus. Aqui ela já é descrita como profetisa, então com certeza ela já exercia alguma função de liderança espiritual reconhecida pela comunidade israelita e certamente apoiava grandemente o trabalho dos irmãos, Moisés e Arão. Ela volta ao cenário quando numa crise de ciúmes pelo ministério e destaque de Moisés, ela se aliou com Arão e juntos conspiraram contra Moisés e ela arcou com as consequências de uma disciplina severa de Deus, para deixar o exemplo para toda a congregação de peregrinos. “E falaram Miriã e Arão contra Moisés, por causa da mulher cusita, com quem casara; porquanto tinha casado com uma mulher cusita” (Nm 12.1). Para quem é mais novo no ramo, essa passagem bíblica descreve não apenas a questão do pecado deles contra Moisés, mas também é uma descrição do que hoje é um tema relevante, que é o racismo preconceituoso. Eles revelaram insatisfação com o fato de Moisés ter se casado com uma mulher “negra.” Claro que a vida e o ministério dela não pode ser resumido em um grande feito heroico na infância, uma grande celebração ministrando louvor após uma vitória e muito menos apagar tudo por uma ação impensada, errada e pecaminosa, que Deus levou muito à sério. Podemos e queremos aprender com a vida de todas as pessoas e ela nos serve muito bem de referencia e devemos trata-la com profundo respeito e reverencia. Aprender com os acertos e a dedicação de uma vida de fé e serviço ao seu povo e ajuda-los a confiar no Senhor seu Deus e caminhar em direção as suas promessas. Também precisamos aprender com suas fraquezas e fragilidades, pois ela não é nem melhor e nem pior que eu, você e os irmãos em Cristo, que estão à caminho do crescimento e aprendizado. Nossos erros também nos ensinam muito e graças a misericórdia do Senhor, temos oportunidade de sermos confrontados, nos arrepender e voltar a caminhar em fé. Ela certamente será uma das pessoas maravilhosas que encontraremos na eternidade e que ocupará posição de influencia e merecerá nossa consideração devido a sua folha de serviço e devoção ao reino de Deus, num tempo de extrema dificuldade e mesmo assim, ela estava de pé e liderando com o coração e influenciado positivamente. A ela, meus respeitoso e gratidão.

Senhor, obrigado pela vida, serviço, exemplos e modelo, que Miriã foi para o povo do Senhor naquelas circunstancias tão difíceis, mas que ela amou, serviu e influenciou. Somos gratos porque o Senhor levanta as pessoas certas para os tempos certos. Ela teve o seu tempo e a sua oportunidade e foi fiel. Agora é a minha e a nossa vez! Pedimos graça e forças para sermos tudo aquilo para o qual fomos criados, salvos, chamados e preparados para sermos e fazermos. Oramos com gratidão, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason