O Menino Adorável

Meditação do dia 09/09/2017

Mt 2.11 – E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra.

 O Menino Adorável – Literalmente Jesus era um menino adorável, porque ele é Deus e como tal, é digno e merecedor de adoração. A fé judaica e por extensão, a fé cristã, que é dela derivada, sustentam o conceito de que só Deus pode ser adorado. Nada de veneração, homenagens, festas e celebrações. Adoração, só a Deus. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
Não terás outros deuses diante de mim
(Ex 20.2,3).  O conceito de Deus único era muito forte e enraizado naquele povo. “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4). Em toda as Escrituras judaicas, era esse o padrão de fé e nisso se fundamentava sua teologia. Os Salmos, os livros históricos, poéticos e proféticos, todos de igual forma sustentavam esse fundamento. O profeta Isaías escreveu e profetizou muito sobre a fidelidade da nação ao conceito de servir e cultuar unicamente a Jeová. “Eu sou o Senhor; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura” (Is 42.8). Certamente, Maria e José, vinham sendo preparados por Deus e estavam assimilando a verdade de que seu filho primogênito, não era uma criança tal qual as demais, pois foi dito à Maria que o menino, um ente santo, seria conhecido como Filho de Deus. Mesmo estando vivendo um momento muito especial, como pais judeus, piedosos e adoradores do Deus único, era uma novidade, verem pessoas desconhecidas, vindas dos mais longínquos rincões da terra e ao verem o menino deitado naquela manjedoura, se prostrarem em adoração verdadeira diante dele. Embora a tradição diga que algumas dessas pessoas eram reis, ou sábios, o que importa, é que se trata de pessoas esclarecidas, doutas no conceito judaico de culto e adoração. Nesse sentido, Jesus causava impacto significativo na vida das pessoas desde o anúncio de seu nascimento. Jesus veio a se tornar um homem adulto, um pregador, um mestre por excelência, alguém que simpatizava com a causa e a dor de qualquer pessoa, e curou vidas, ressuscitou mortos, levantou paralíticos e abriu os olhos de cegos, multiplicou alimentos para multidões e fez amizades e discipulou pessoas e ordenou uma missão de alcance global, prometendo estar com os seus todos os dias até  a consumação dos séculos. Tudo muito maravilhoso, mas ainda resta o fato de que em todo tempo ele era Deus, é Deus e sempre será Deus conosco. Aquele menino da manjedoura, é hoje o que se assenta no trono em majestade, honra, glória e poder, diante de Deus pai. A ele a nossa adoração, sempre.

Senhor, Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, assim te conhecemos e reconhecemos, como o nosso Deus único, soberano e salvador. Seja bendito o teu nome, de eternidade a eternidade. Amém.

Pr Jason

O pastor de Israel

Meditação do dia 08/09/2017

Mt 2.6 – E tu, Belém, terra de Judá,De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá;porque de ti sairá o Guia que há de apascentar o meu povo Israel.

 O Pastor de Israel – A história do povo de Deus é integralmente ligada a vida pastoril. Abraão era fazendeiro e proprietário de muitos rebanhos. Isaque, herdou tudo de Abraão e sua vida foi agropastoril. Jacó, fez sua vida e sua história com rebanhos, pagou os dotes das esposas apascentando os rebanhos do seu sogro. Seus filhos o ajudavam nas lides do gado e se tornaram também pastores. Quando foram para o Egito à convite de José, alguns deles se tornam pastores dos rebanhos de faraó. Quando aconteceu o êxodo, eles saíram com enormes quantidades de gado, de todas as espécies. A terra prometida a eles, era uma terra apropriada para a vida agrícola e pastoril. O maior rei da história de Israel, Davi, ficou conhecido por seu pastor de ovelhas da família, ofício que só deixou quando entrou para a vida militar no exército do rei Saul. O rei Davi, foi poeta e músico e um de seus trabalhos mais famosos e que tem abençoado pessoas por gerações e gerações, é o Salmo 23, exatamente um salmo sobre os cuidados do pastor com o seu rebanho. O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará. Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas (23.1,2). Outros textos na Bíblia faz alusão ao trabalho pastoral de Deus com o seu povo como um rebanho. “Sabei que o Senhor é Deus; foi ele que nos fez, e não nós a nós mesmos; somos povo seu e ovelhas do seu pasto.” (Sl 100.3). As promessas messiânicas apontavam para um descendente do rei Davi, que reinaria para sempre – “Uma vez jurei pela minha santidade que não mentirei a Davi. A sua semente durará para sempre, e o seu trono, como o sol diante de mim.” (Sl 89.35,36). Das pessoas que receberam as boas notícias do nascimento de Jesus, estava um grupo de pastores, que foram visitados por anjos e avisados do local onde encontrariam o menino recém nascido. Jesus mesmo, assumiu em seus dias de ministério terreno que era um pastor para seu povo, que eram suas ovelhas e por quem ele devotava especial cuidado sacrificial. “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai, e dou a minha vida pelas ovelhas. Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.” (Jo 10.11,14-16). Não vamos nem buscar outras tantas referencias bíblicas e citações sobre essa verdade. Somos ovelhas do pastoreio de Jesus. Ele é o pastor de Israel e nós somos o Israel de Deus. Ele fará o que nenhum governo, poder e autoridade jamais conseguiu fazer em termos de governar e conduzir os destinos da humanidade. Também ninguém foi ou é c  capaz de fazer o que ele fez, ser o remidor dos pecados de todos e substituí-los na cruz, para unir a todos num único rebanho sob os cuidados de único pastor. Para eu e você, sermos alvos desse cuidado e amor providencial de Deus, só é preciso nos colocarmos em condições de sermos ovelhas e descansarmos nos cuidados do nosso supremo pastor.

Jesus! Obrigado por seu o Pastor de Israel, o pastor da minha vida! Amém.

Pr Jason

Assim Está Escrito

Meditação do dia 07/09/2017

 Mt 2.4,5 – E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes, e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo. E eles lhe disseram: Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta:

 Assim está escrito – A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Seu autor é Deus mesmo! Seu assunto principal é o Senhor Jesus Cristo. Seu real intérprete é o Espírito Santo. Ela é a minha e a nossa única regra de fé e prática. Isso exerce um fascínio muito sublime sobre a minha vida pessoalmente. Amo muito a Bíblia, o livro, a leitura, a cultura, os valores, princípios de vida que ela propõe. Ela é como uma bússola, que norteia a jornada dos peregrinos; por ela muitos morreram e por ela muitos vivem e se devotam de coração. Nessas meditações que estamos fazendo, nos baseando em biografias de pessoas, comecei por Jesus e não creio que  teria outro personagem melhor para tal. Também se deixasse para o final, para fechar com chave de ouro, seria de muito bom alvitre. Esse texto de hoje, que nos aproxima das cenas do natal, é um daqueles que contém uma pérola de grande preço, e que merece um investimento consistente. Vou me ater a um aspecto da revelação, que abençoa muito o meu coração. Nós já vimos, e sabemos que os magos do Oriente, chegaram em Jerusalém, seguindo uma estrela que descobriram, ou se lhes apresentaram nos seus estudos e observações. Encaro isso, como uma grande revelação natural, onde os elementos da criação e da natureza, cumprem funções educativas, pedagógicas e instrutivas, para revelar Deus ao homem que se dá ao trabalho de procurar evidencias de sua existência e mais do isso; saber que é possível se relacionar com Ele. Todas as ciências, apontam para Deus e sua extraordinária grandeza. Acredito, mesmo não sendo pessoalmente um homem das ciências, mas que em tudo que existe, há uma assinatura divina, um traço do autor, que registra sua patente. Assim, através de toda forma de conhecimento, se pode aproximar de Deus. Esse caminho conduziu os magos à Jerusalém, ao palácio do rei Herodes. Foi tudo preciso, nada de erro, códigos secretos e ou decifrações enigmáticas. A Estrela os levou até onde poderiam encontrar informações complementares, que a ciência não daria. O que seria isso? A outra revelação divina, a ESPECIAL, através de sua Palavra, que veio a se encarnar e tornar-se uma pessoa. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.1,14). Onde termina os recursos humanos, começam os infinitos de Deus; quando não há mais respostas e soluções, então se abre espaço para a Palavra de Deus, com autoridade e poder insuperáveis. Bastou uma simples pergunta: “onde havia de nascer o Cristo?” Bastou chamar que entendia de Escrituras e a resposta estava pronta: “Em Belém de Judéia; porque assim está escrito pelo profeta: Quando a estrela da ciência parou de guiar, a Palavra apareceu com precisão; porque está escrito e quem escreveu vela pela sua Palavra para que se cumpra. Quando tudo se ofuscar, quando os sinais desaparecerem, quando os recursos se esgotarem, quando a esperança natural se esvair… volte para a Palavra… Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?(I Co 1.19,20). Ciencia não anula a fé e a fé não anula a ciência, ambas se complementam e ambas tem a mesma origem – Deus!

Pai, obrigado por se revelar a nós, para conhecimento  que dá vida eterna, em Cristo Jesus! Senhor da fé de todas as ciências. Amém.

Pr Jason

A Estrela no Oriente

Meditação do dia 06/09/2017

 Mt 2.1,2 – E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo.

A Estrela no Oriente – Sendo direto e franco, tudo que entendo de astronomia, é nada, no máximo, consigo localizar o Cruzeiro do Sul numa noite bem estrelada. Mesmo sendo criado no interior e no meio da cultura popular e suas “ciências,” tenho que confessar que ainda hoje não sei distinguir bem as fases da lua, e olha que são apenas quatro, todo mês! Mas vendo a história do nascimento de Jesus, aparece também esses detalhes que são cheios de significados e vale muito meditar e apreciar. Como aqueles Magos (se místicos, se cientistas, astrônomos etc), isso lá são outros detalhes; mas o fato é que eles estavam estudando e pelos seus meios e métodos, descobriram uma estrela e discerniram o seu significado. Não dá para aceitar que foi mera superstição, porque eles empreenderam uma longa jornada, numa época difícil de fazer isso, para irem especificamente na Judéia, onde sábia que havia nascido um rei dos judeus, mas o mais significativo de tudo é que eles não vieram para fazer uma visita real, e prestar homenagens de estado ao novo herdeiro do trono; eles vieram ADORÁ-LO!  E isso indica que eles sabiam que os judeus, só adoram um Deus único, Jeová. Sou obrigado a admitir que de acordo com a minha própria fé teológica, o homem só conhece a Deus de fato, por uma estrita permissão da generosidade divina que se permite revelar. Então, Deus se revelou a esses magos; revelação divina, precisa, profética e empírica. Eles viram a sua estrela no oriente, não é uma Estrela do Oriente, mas NO oriente, porque acredito que isso hoje seria um caminho ainda mais agressivo para o misticismo oriental, que solapa a cultura ocidental sem cultura alguma. Os ocidentais consomem o misticismo pagão oriental como se ele pudesse e tivesse todas as respostas, pode até ter, mas nem lá no oriente eles resolveram os males, mesmo com milhares de anos dessas práticas. Gosto de pensar, que pelas suas ciências, meios e recursos, aqueles homens foram guiados até onde poderiam encontrar Jesus, que é de fato a resposta de Deus para as indagações humanas. Baseado no que acreditavam, eles fizeram a jornada de suas vidas, que bom que estavam na direção certa e com a motivação certa. O que tem motivado a jornada de sua vida? Em que tipo de experiência você tem gastado sua vida, seus recursos, suas energias e acha que está valendo o esforço? Qual será a recompensa ao final dessa jornada?

Jesus, acredito que tu és o Alfa e o Ômega, Princípio e Fim de todas as coisas. Por ti foram criadas todas as coisas e em ti todas elas subsistem, é maravilhoso te contemplar e dizer a teu respeito: “Por que dele, por ele e para ele são todas as coisas; glória pois a ele, eternamente amém!” Obrigado, por ser o sentido da minha jornada de vida. Graças pela revelação que me permite te conhecer, te amar e te servir. Amém!

Pr Jason

O Primogênito

Meditação do dia 05/09/2017

Mt 1.23 – E José, despertando do sono, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher; E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.”

 O Primogênito – A nossa fé tem seus mistérios, embora muitos torçam o nariz para a possibilidade de “mistérios” na fé cristã, ou até evitam aceitar a idéia de algum conceito místico da fé, mas a verdade é que tanto um quanto o outro existem e coexistem nela. A fé tem de sobrenatural, como tem de natural e também tem sua própria dose de lógica mesmo considerando não se trata da racionalidade humana, mas a fé não é irracional. Quando recomendava a separação de pessoas para o ministério cristão, o apóstolo São Paulo, citou a importância do mistério da fé na vida desses candidatos. “Guardando o mistério da fé numa consciência pura” (I Tm 3.9). Como guardar algo que não existe ou que não se pode ter conhecimento dele? Por outro lado, a Bíblia se reveste de poder influenciador e transformador para as vidas que se dedicam a ela; e isso também atrai os opositores que são verdadeiras forças poderosas, capazes de influenciar e desvirtuar a fé simples, para uma complicada filosofia sem saída de raciocínios. Considera-se que o inimigo de Deus e consequentemente dos seus filhos e de sua obra, trabalha com a idéia de evitar que as pessoas se aproximem da verdade, para evitar a conversão e a nova vida de proximidade com o criador e para isso envida todos os esforços e lança mão de todos os meios e métodos lícitos e ilícitos, até mesmo se disfarçando de gente boa – “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Co 11.13-15). Na impossibilidade de impedir a salvação e a transformação divina nas vidas, então essas forças, operam para empurrar as pessoas para longe do centro da vontade de Deus e do conhecimento saudável e ortodoxo das Escrituras, facilitando assim que elas se tornem inoperantes, ou pouco eficientes naquilo que se propõem fazer. Estou me referindo aos extremos que   se criam para fatos simples, como aceitar o ensino bíblico de Jesus é o filho de mais velho de “seu Zé e dona Maria!” Eles pretendiam se casar e ter uma normal, como todos os casais e o enredo de suas histórias foi alterado pelo projeto do nascimento de Jesus, vindo de uma virgem, e com as revelações divinas, José assumiu seu papel em plena obediência e alegria e assim que Jesus nasceu, tiveram que fugir para o Egito até que pudessem regressar e tocarem suas vidas. A vida deles voltou ao cotidiano humano, eles eram marido mulher e vieram a ter outros filhos e filhos. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria, e irmão de Tiago, e de José, e de Judas e de Simão? e não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Mc 6.3). Isso nunca fora um problema para Jesus, os apóstolos e nem para os judeus de seus tempos e de muitos tempos depois. Os dogmas heréticos vieram pela tentativa de tornarem os personagem muito mais do que realmente são, com finalidades que a Palavra de Deus não lhes concede. Quiseram ser mais reais que o próprio rei!. Jesus é o primogênito de José e Maria e é o Unigênito de Deus e são coisas bem diferentes com papéis inteiramente diferentes. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou” (Jo 1.18). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (Jo 3.16). Para nos alcançar com plena redenção, o UNIGÊNITO  de Deus, precisava e precisa ser o PRIMOGENITO de uma família humana. O nosso redentor forte é 100% Deus e igualmente 100% humano. Nisso nós cremos, isso é verdade e isso nos basta!

Pai, grandes são os teus mistérios, mas são plenamente aceitáveis por revelação do teu Espírito Santo que habita em nós, para nos guiar a toda a verdade. Tudo o que Jesus é, é exatamente tudo o que precisamos que ele seja, por isso ele é totalmente suficiente para nossa fé. Graças, pai, por fazer as coisas da tua maneira e os teus filhos, pela fé podem aceitar, desfrutar e viver em paz e abençoados, Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Razão de Tudo

Meditação do dia 03/09/2017

 Mt 1.22,23 – Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor, pelo profeta, que diz; Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.

A razão de tudo – As crianças em uma certa fase do seu desenvolvimento, chega no que costumamos chamar de “a fase dos por quês.” Se por um lado é divertido e construtivo ve-las sedentas de aprendizado e tentando formar seus bancos de dados, por outro tem hora que chega a ser irritante, de tanta repetição de “por quê?” Filosoficamente, perguntar é um ótimo meio de aprender e descobrir coisas. A natureza humana é investigativa e nem todos se sentem confortáveis em simplesmente aceitar as coisas como são ou estão; eles alguns querem mais e mais e não sossegam até descobrirem as respostas. Graças a esses teimosos e curiosos inquietos e permanentemente insatisfeitos, temos tantas inovações, tantas descobertas, invenções, melhorias e progressos. Certamente também houve custos e danos muito altos para diversos de nossos avanços e alguns justificam dizendo que “sem quebrar ovos, não se faz omelete!” A história do nascimento de Jesus é parte de um projeto maior e mais abrangente de Deus e para que essa etapa viesse a acontecer com o sucesso e a precisão devida, aconteceram todas essas etapas e todos os acontecimentos que vimos nas meditações anteriores. Tudo isso aconteceu para cumprir uma profecia de Isaías. Deus antecipou um fato futuro sobre o nascimento do Messias, o Cristo, afirmando que seria oriundo de uma virgem e que ele seria conhecido como “a presença de Deus entre nós, EMANUEL. Muito bem, depois da profecia, então seguiu-se o andamento do projeto, que mexeu com muita gente, vários governos, famílias, casamentos, nascimentos de filhos e gerações comprometidas com um algo maior que nem todos sabiam os detalhes. Costumo falar na igreja, que os judeus alimentavam um grande expectativa de serem os canais para a vinda do Messias. Isso não era tido como um bem público, propriedade da nação e que acontecerá com alguém em algum lugar, mas que cada um poderia viver como se isso não tivesse nada a ver comigo. Cada judeu, homem e mulher, famílias e grupos familiares, alimentavam a expectativa e viviam aquilo e se preparavam para estar disponíveis quando tivesse que acontecer. Por exemplo: Porque eles tinham em suas leis religiosas e cerimonias e até civis e criminais, um peso tão grande sobre imoralidade sexual? Porque ser e casar vírgem era tão sagrado? Por que penas pesadas e até capitais eram executadas pela imoralidade? Porque eles sabiam que o Messias nasceria de uma família judaica, pura, piedosa, descente e comprometida com o estilo de vida de Deus que permitisse algo assim. Todas as meninas eram criadas para viverem de maneira pura, porque uma delas seria a escolhida; e assim, nenhuma família queria perder a oportunidade de ser contemplada. Nenhum pai, gostaria de ver sua filha desclassificada, por imoralidade. Aquele padrão rigoroso demais, não apenas uma questão de moralidade, repressão sexual ou rigidez excessiva contra uma prática pecaminosa. Tinha algo maior em mente. Por que os cristãos primam por uma pureza moral e sexual, embora a sociedade moderna é prá lá de tolerante e a sexualidade é mostrada e vendida apenas como um produto hormonal e de satisfação física natural para quem atinge a idade ativa. Para a fé cristão, nosso corpo não é apenas um corpo, mas um templo, morada de Deus, comprado e pago alto preço, e Deus tem planos maiores para com ele através da ressurreição e glorificação futura. Entender os “por quês” das exigências divinas e bíblicas, abençoam e evitam raciocínios mundanos e o nivelamento abaixo do ideal de Deus. A razões por que os servos de Deus refreiam e disciplinem seus comportamentos. “E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gl 5.24,25). Jesus, é exemplo e modelo em tudo, toda a sua história tem razões e motivos santos e eternos por trás de um simples fato.

Obrigado Senhor, por uma história tão bonita, composta por eventos que envolveram fé e perseverança de muitos eleitos que se portaram dignamente para que a tua verdade permanecesse firme. Amém.

Pr Jason

O Começo de Uma Linda História

Meditação do dia 02/09/2017

Mt 1.18 – Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.

O Começo de uma linda história – Era uma vez…. é mais ou menos assim que se inicia contar uma história, e tornou-se um estilo literário. Mas a história de Jesus é mais que uma bela peça de autoria de uma mente criativa. Essa história é como toda história de pessoas humanas normais, mas acrescida dos ingredientes que a torna singular e mais que especial. A Bíblia não omite, ou falseia nenhuma aspecto das histórias que conta, nem mesmo sabendo Deus desde o começo, que o registro fidedigno dos fatos, provocaria discussões e as pessoas levantariam dúvidas, questionariam seu caráter e até rejeitariam seus ensinos, baseando-se mais nos valores humanos conspurcados, do que na verdade eterna de sua Palavra. Os registros sagrados não escondeu a embriaguez de Noé, nem Abraão lucrando com a desculpa que Sara era sua irmã; as trapaças de Jacó, as desculpas esfarrapadas de Moisés; a vida pregressa de Raabe; o adultério de Davi etc. Esses erros e pecados e até ações de Satanás, estão todos registrados fidedignamente, fazendo parte da narrativa verdadeira da Palavra de Deus. A história do nascimento de Jesus não foge a isso, pois ainda que havia profecias messiânicas que indicavam que ele nasceria de uma virgem, “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel” (Is 7.14). Para os piedosos, o sinal apenas confirmaria o que já criam; mas o mesmo sol que amolece a cera, endurece o barro, assim para os antagônicos e zombadores, isso seria um prato cheio para por em descrédito tanto Maria, quanto José, Deus e sua Palavra e a oportunidade de ridicularizar os fiéis e piedosos. Mas O Senhor manteve o roteiro original! Maria e José se dispuseram-se ao propósito divino e ainda que culturalmente eles tivessem que arcar com os custos disso, foram fiéis e hoje, nós colhemos os benefícios dessa escolha. Os componentes todos da historia como relatados nos Evangelhos, animam a nossa fé, pois revelam que o autor da história, estava cuidando em todos os ângulos para que tudo se encaixasse perfeitamente e no momento exato, tudo daria para ver a perfeição da obra toda. Deus lidou com César lá em Roma, para fazer decretos que movesse famílias e cartórios de registros lá na Palestina; Deus já havia levado Alexandre, o Grande, a fazer serviços que favorecesse esses eventos; Os romanos já haviam feitos partes importantes para a segurança de viagens e intercâmbios entre os povos; os próprios judeus vinham construindo uma mentalidade de cultuar um “Deus único” firmados numa revelação de “Escrituras Sagradas” confiáveis e disponíveis. Assim, foi que Paulo resumiu a ópera inteira: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). A história de romance de um casal, José e Maria, foi alterada, do plano unicamente pessoal deles, para englobar o maior projeto de todos os tempos e de todos os mundos. Amados, Deus nunca nos dá uma revelação maior do que nossa capacidade de compreender, e nem tampouco, antecipa eventos. Ele constrói seus propósitos dentro das nossas vidas, sem tirar a liberdade e sem destruir nada; ele só agrega, só constrói. Ele jamais nos dá uma tarefa impossível de ser levada à efeito. Como todos os jovens hebreus, José e Maria, alimentavam a esperança da vinda do Messias e viviam de modo tal que poderiam ser úteis aos propósitos divinos; mas eles não sabiam que seriam os escolhidos. A entrada da pessoa de Jesus na vida deles, claro, mudou tudo em todos os sentidos, para melhor é claro! Não foi assim, com você também? Não foi assim comigo? Não é isso que anunciamos para nossos amigos, para que permitam Jesus nascer em suas vidas e assim eles nascerem para uma nova vida? A história do nascimento de Jesus, se torna a história de todos nós, interfere na história de todos nós e graças a Deus por isso! Glória a Deus por isso!

Pai, obrigado por essa linda história, que ainda continua sendo escrita dia a dia e em algum desses capítulos, apareço, como alguém resgatado e liberto pela vida de Jesus! Obrigado, por me dar uma nova história e com novos e melhores propósitos. Todos, nós, como igreja do Senhor, queremos ser essa mensagem viva para muitos outros conhecer essa história e sua verdadeira razão de ser. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jesus, Chamado o Cristo

Meditação do dia 1º/09/2017

 Mt 1.16 – E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu JESUS, que se chama o Cristo.

Jesus, chamado o Cristo – Acostumamos dizer JESUS CRISTO, com tanta naturalidade, que até se passa como se esse fosse realmente o nome dele, um nome composto, como diríamos; mas não é isso, Jesus é o nome da pessoa e Cristo é um título que define sua missão. Busquei uma definição bem simples mais bíblica e que vai na mesma direção devocional dos textos que estamos escrevendo e achei algo assim: “Jesus é chamado Cristo na Bíblia porque ele é o salvador prometido por Deus. Cristo não era o nome próprio de Jesus; era uma indicação de sua função, sua missão. Cristo significa “ungido”.

Cristo é a versão grega da palavra hebraica “Messias” – Este achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).” (Jo 1.41). O Messias no Antigo Testamento era o salvador do mundo, ungido por Deus. Os judeus aguardavam com esperança a vinda do Messias. Quando Jesus veio ao mundo, ele foi reconhecido como o Cristo. Na Bíblia, a unção era um sinal que alguém tinha sido escolhido por Deus para uma missão especial. O ungido era dedicado ao trabalho de Deus. Várias pessoas foram ungidas no Antigo Testamento, especialmente sacerdotes, profetas e reis.”  Não por acaso, Jesus Cristo, trás consigo esses três ministérios. Jesus interrogou certa vez os seus discípulos sobre a opinião deles sobre sua pessoa, que todos andavam falando sobre ele. “E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus” (Mt 16.14-17). Destaco aqui, o fato de Jesus afirmar a Pedro que ele chegara àquela conclusão, por revelação divina, fato esse que gosto muito de enfatizar, que esse é o modo verdadeiro de se conhecer a Deus. Podemos ler, estudar, pesquisar, e tudo mais, mas é somente por um ato soberano de sua generosidade que Deus se revela a nós. Tem descrições bem inspirativas para meditarmos em muitos textos, como: “E, falando Jesus, dizia, ensinando no templo: Como dizem os escribas que o Cristo é filho de Davi?” (Mc 12.35); Também gosto das premissas que nos levam a conclusões edificantes, entre elas encontramos por exemplo: “Então, se alguém vos disser: Eis que o Cristo está aqui, ou ali, não lhe deis crédito;
Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”
(Mt 24.23,24). O Messias, ou o Cristo era esperado e isso era um campo fértil para charlatões e enganadores, que iriam lançar mão da fé simples e ingênua de muitas pessoas e tirar proveito disso. Ao que parece, tem alguns falsários que são preparados para engendrar o engano, pois estudam bem o papel e simulam com perfeição, a ponto de enganar até alguém de discernimento. Não é então, tão absurdo, vermos na história tanta gente tentando se passar pelo Mestre. Mas nossa fé é muito bem firmada em verdades sólidas; pois até mesmo na anunciação do nascimento de Jesus, esse fato sobre sua pessoa foi reafirmada pelos anjos aos pastores, “Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.” (Lc 2.11). Entre as acusações levantadas no tribunal contra Jesus, essa também apareceu, “E começaram a acusá-lo, dizendo: Havemos achado este pervertendo a nação, proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei” (Lc 23.2). Para não estender tanto, fecharei com duas mais, uma do próprio Senhor Jesus e outra de Paulo: “E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?” (L24.25,26); e “Expondo e demonstrando que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse dentre os mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo” (At 17.3). Bendito seja o nosso Senhor Jesus CRISTO!

 

Graças, Pai amado, por tão grande revelação da pessoa de Deus em Cristo, o nosso Salvador. Nesse dia, apresentamos nossa gratidão e nosso louvor a ele que vive pelos séculos dos séculos e nos ama e se importa conosco. Amém.

 

Pr Jason