O Lobo Que Despedaça

Meditação do dia: 08/02/2020

 Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã comerá a presa, e à tarde repartirá o despojo. (Gn 49.27)

O Lobo que Despedaça – Estamos olhando para um pai abençoando os filhos e profetizando sobre eles os acontecimentos futuros, quando eles já fossem uma nação e em posse de sua Terra Prometida. Se a intenção era abençoar, então aqui precisamos e podemos ver uma citação positiva sobre Benjamim. Um lobo é um animal feroz e selvagem, mas tem lá suas qualidades que o distinguem na sua área de atuação. Ele é um caçador muito hábil, dotado de inteligência e capacidade de trabalhar em grupo e também tem disciplina para respeitar a liderança do lobo alfa. Isael ao dizer ao filho mais moço, que ele era um lobo que despedaça, certamente não se referia a alguém que com atitudes destruidoras ou que arruinava tudo que lhe passasse a mão. Certamente o rapaz era hábil, inteligente e rápido nas suas decisões e fazia parte de trabalhos em conjunto com os irmãos e se sobressaia. Fico olhando o comparativo e vejo uma pessoa que é suficiente para levantar seu sustento e o faz com extrema dedicação e também não reservava tudo para si, pois na parte da tarde ele reparte as sobras de sua investida. Ao longo da vida, como profundo conhecedor dos hábitos dos animais selvagens, na sua lida com o gado, Israel, podia ver e fazer comparativos com cada um de seus filhos, vendo as características que eles demonstravam no dia a dia. Assim como os pais fazem com seus filhos e os pastores fazem também com os seus membros, ao observar o crescimento espiritual e as habilidades que eles vão desenvolvendo no caminhar da vida cristã. Sempre haverá aqueles que aprendem pela observação e de imediato tomam as iniciativas de buscar o seu próprio alimento e com a prática, vem a perfeição. O uso dos dons e habilidades ministeriais está na mesma categoria; é praticando que se aperfeiçoa e adquire mais e melhores performances. Benjamim era o mais novo dos filhos de Israel e aquele que fora criado sem o cuidado da mãe, que veio a falecer justamente no nascimento do filho. Por melhores que foram os cuidados e a atenção dada a ele, fica sempre uma lacuna a ser preenchida. Também, ainda muito cedo ele perdeu a companhia do irmão mais chegado a ele, que era José, o que invariavelmente lhe acarretou sofrimento. Quando olhamos bem de perto, dá para ver uma história em cada filho, e uma variedade de oportunidades do que se fazer na vida. Se juntamos as peças e olharmos uma família, em vez de indivíduos, iremos ver a história coletiva da vida cristã de todos nós. Cada um tem sua cota de experiências e sofrimentos, mas também cada um tem suas conquistas e vitórias; todos os atributos e características foram dados as pessoas para que elas se realizem como indivíduos, mas também construam como coletivo. Somos responsáveis pelas nossas escolhas, mas também contribuímos para uma vida em sociedade e assim, cooperamos para um todo maior. Até parece que os nomes dados ao pai de família faz alusões a estes atributos de múltiplos resultados – Jacó, depois Israel e esse último é um batalhador e bem sucedido senhor, adorador e patriarca de uma tribo que se torna nação. Quando falamos ISRAEL, em nossa mente, vem dois pensamentos: O homem que mudou de nome e a nação do povo de Deus. Um e outro são a mesma coisa, mas também são distintos. Nós também somos filhos, herdeiros, somos pecadores e somos redimidos, somos fracos mas podemos todas as coisas naquele que nos fortalece. Não conseguimos fazer nada por nós mesmos, mas somos conquistadores de alma, que constroem um Reino. Somos frágeis e edificamos algo que jamais será abalado. Só a graça de Deus mesmo, para produzir tudo isso em nós e através de nós.

Obrigado Pai, por cada conquista e por cada vitória que os teus filhos alcançam por estarmos ligados ao Senhor, numa comunhão de idéias, mas numa aliança de bênçãos, por aquilo que lhe aconteceu no Calvário. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bênçãos Sobre Bênçãos

Meditação do dia: 07/02/2020

 As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais até ao cimo dos montes eternos; estejam elas sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi distinguido entre seus irmãos. (Gn 49.26)

Bênçãos Sobre Bênçãos – O reconhecimento de Israel para distinguir José entre os demais filhos, é uma forma de justiça ou recompensa pelos danos causados a ele, em situações passadas. Ao herdar o posto de bênçãos de primogenitura, se confirma profeticamente pela menção que o pai fez de que ele seria duplamente abençoado, acima de todos. Abraão e Isaque abençoaram a Jacó no devido tempo e ele passaria isso adiante, abençoando os seus filhos, e nesse evento familiar ele profetizou que suas bênçãos sobre José excederia as bênçãos recebidas de seus pais. Gosto de pensar que o primeiro da Aliança, Abraão, recebeu o favor divino e desenvolveu um relacionamento espiritual de grande proximidade com o Todo Poderoso e recebeu todas as promessas e as viu sendo cumpridas. Assim, Abraão transferiu o que recebera para seu filho Isaque, sendo ele a continuidade das promessas e das alianças. Ele teve sua experiência de andar com Deus e estreitou seu relacionamento devocional. Assim, além de sua própria medida de bênçãos pela comunhão com Deus, ainda tinha a bênção da herança espiritual deixada pelo pai. Quando emancipou Jacó, liberando-o para partir de casa rumo ao Oriente, para começar sua vida, Jacó estava cercado do favor divino, como sendo o terceiro homem, a terceira geração de pacto com Deus e andando nos limites das bênçãos. Todo esse patrimônio ou legado espiritual pertencia aos doze filhos, que se tornaria uma tribo e uma nação, que se tornaria reino e com direito de existência eterna, como povo de Deus. José, entendia o seu papel naquele cenário, onde não haveria espaço para individualidade, mas a certeza de que a soma de todos eles, era bem maior e mais forte do que de um a um. Unidade forte e comprometida com um propósito e não apenas com sobrevivência e ostentação de quem era melhor entre os doze. Olhando na individualidade, havia um cenário de perseguição, preconceito e rejeição de uns para com os outros e dava a entender que havia brechas sérias na estrutura do que precisaria ser muito unido e focado em se tornar um povo forte. Mas olhando de cima, visão do alto, Deus estava agindo e trabalhando para criar as condições necessárias para que eles compreendessem o papel de cada um e como poderiam prevalecer sobre si mesmos. José foi separado de todos, mas ele veio a compreender que ali estava a mão de Deus, cuidando não só dele, mas de todos eles. Era tempo dele aprender a ser uma bênção na vida de pessoas que nem conhecia, e até o desprezavam, mas ali estava sendo formado um líder, um guia confiável, para que no tempo certo, a família inteira fosse acolhida em condições de seguir seu curso. Por que passamos por certas situações, que parecem injustas, impróprias e ilógicas? Nem todo sofrimento ou provação tem fundamento no pecado ou erro. Deus muda as peças no tabuleiro conforme sua determinação e graça. Crises são também oportunidades. Muito sossego e paz, induz ao comodismo e isso não contribui muito. Os marujos afirmam que mar calmo não forma bom marinheiro. Importante é estar no lugar certo, na hora certa e com a disposição certa, para cumprir um propósito. Talvez a palavra seja “disponibilidade!”

Senhor, obrigado por ser chamado a participar da construção de um Reino; esse reino é grande e importante, mas eu sou uma parte e a minha participação é que é importante. Somos vasos, obreiros, instrumentos e canais para que a tua bondade, amor, graça e bênçãos cheguem a muitos outros. O nosso louvor a ti é por reconhecer que sempre serás o Deus grande e maravilhoso que a nossa fé contempla. Eis-nos aqui, para em nosso tempo, sermos bênçãos e facilitar o acesso dos outros à salvação e ao conhecimento de Deus. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ajudado e Abençoado

Meditação do dia: 06/02/2020

 Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre. (Gn 49.25)

Ajudado e Abençoado – Muitos filhos atribuem aos pais a responsabilidade por suas vidas, no sentido negativo, dizendo que não pediram para nascer, portanto não tem obrigações à cumprirem. Outros atraem para si qualquer possibilidade de sucesso e aos pais todas as mazelas e desgraças que lhes acontecem. Tudo isso são péssimas situações que não servem de parâmetro para referendar ninguém e nem servir de modelo. Mui provavelmente eles não nasceram com defeito de fábrica, mas foram alijados do verdadeiro sentido da vida, pelos próprios pais e familiares ao serem criados sem as disciplinas básicas e nota-se que amor e respeito não fazem parte de suas rotinas de vida. Não dar responsabilidades para os filhos porque são tão pequenos, e sobrecarregar os próprios pais para dar-lhes “tudo que não tivemos” é uma perfeita combinação de receita para o fracasso. Em cada fase de vida e de idade há oportunidades de ensinar responsabilidades, participação, colaboração e desenvolver disciplinas que serão muito úteis nas próprias etapas. Pais orgulhosos do sucesso dos filhos, construíram isso ao longo de toda a vida e não foi sorte ou o acaso que produziu as qualidades que os levaram a serem bem sucedidos. Israel está muito orgulhoso de abençoar seus filhos e dedicar uma citação pessoal a cada um deles nominalmente. José mereceu dele palavras elogiosas, porque de fato ele se destacou de forma muito acima da média dos demais. Foi lhe conferido bênçãos sem medidas em todas as instancias de sua vida, invocadas no nome do Todo Poderoso Deus, que o ajudaria de todas as formas, eles atribuíam bênçãos dos altos céus, como aquele favor divino que providencia tempos prósperos de chuvas, sol, frio e calor em medidas favoráveis aos ciclos de vida e trabalho no campo e demais atividades produtivas. A mesma idéia é contida nas bênçãos do abismo, que nada mais é senão os favores que a terra e seus tesouros interiores produzem, como nascentes de águas e riquezas minerais que lhes favorecessem. Mas também Israel proferiu sobre ele as bênçãos dos seios e das madres, que corresponde a bênção da frutificação e multiplicação atribuídas a um povo abençoado com nascimentos e criação de filhos de forma saudável e generosa. Abraão e Sara lutaram muito em oração e fé para chegarem aos nascimento de Isaque; o mesmo aconteceu com o próprio Isaque que batalhou em oração até o nascimento dos gêmeos, Esaú e Jacó. Mesmo ele que teve duas esposas, também tiveram que enfrentar a esterilidade, ainda que momentânea. Lia teve seis filhos e Raquel apenas dois; assim quatro dos doze vieram por meio de medidas de recursos do concubinato para contornar a impossibilidade de gerarem mais filhos. Precisamos abençoar e buscar as bênçãos da fertilidade e do crescimento de descendentes, porque o favor e as promessas de Deus para nós, deve passar de nós para as próximas gerações e elas devem fazer o mesmo. A cultura dos nossos dias incentiva a não natalidade por razões egoísticas e de temores infundados sobre valores como educação e boa condição de vida a ser dadas aos filhos. Amados, os tempos são de fato difíceis, os recursos estão escassos, o futuro não parece promissor e os tempos parecem não serem os melhores para se colocar filhos no mundo. Mas esses “fatos” não podem anular a bênção e a aliança de Deus com o seu povo; também não pode tirar os nossos olhos de Deus que é o provedor e sustentador de todas as coisas, incluindo nossas vidas e famílias. O mais importante: Quem está no trono é Jesus – e estará para sempre! Nossa fé e nossa esperança está nele e nas suas promessas. Devemos sim, desejar e trabalhar por essas bênçãos continuarem sobre o povo de Deus.

Pai, abençoa os teus filhos e dá o entendimento necessário de que o Senhor é suficiente para cumprir as promessas e que o teu Reino pertence à vencedores, que lutaram e venceram o sistema do mundo e do mal. Para herdar as bênçãos, haverá filhos e de geração em geração eles contarão com a provisão poderosa de Deus. Podemos abençoá-los em nome do Deus de seus pais, que somos nós e temos experiências do teu cuidado, amor e proteção. Sempre haverá tempos difíceis, mas sempre haverá milagres, ações sobrenaturais e o bem sempre prevalecerá sobre o mal; em nome de Jesus, amém..

Pr Jason

O Arco e os Flecheiros

Meditação do dia: 05/02/2020

 Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram. O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel). (Gn 49.23,24)

O Arco e os Flecheiros – “Praga de Urubu não pega em Beija-flor!” Essa bem humorada filosofia, é uma citação clássica do seu Arnaldo Gomes, o meu pai; ele sempre foi muito trabalhador, honesto e não se abatia com as dificuldades e muito menos perdia tempo com superstições; desistir não era muito a dele. Isso impregnou em mim, pois também valorizo o esforço e a dedicação na busca por soluções e dar a volta por cima; se não dá certo na primeira tentativa, vamos insistir até acertar. José mereceu um repertório maior na sua bênção e de fato o que o pai falou não precisava de interpretação, estava claro e patente. Também Israel não deixou de frisar o sofrimento infringido no filho pelos demais irmãos. Mas a grande verdade e o que de fato nos atrai para o aprendizado é o que José fez, como ele reagiu e aqui, seu pai reafirma os fatos, mas não amaldiçoa ou culpa ninguém, mas exalta a capacidade do seu filho em superar as tragédias da vida e construir à partir dali. Ao observar o texto, me chama a atenção uma forma de expressão de que Israel lançou mão: Ele falou de flecheiros que deram amargura e ódio a José, mas ao mesmo tempo, ele coloca José como alguém que também era um flecheiro e também tinha um arco nas mãos. Mas a diferença era que havia alguém mais com José, que sustentava os seus braços. O arco e flecha é uma arma letal, utilizada na antiguidade para caça, proteção e também na guerra; modernamente é mais utilizado nos esportes. Para se atirar o arqueiro precisa tencionar o arco, mirar e soltar; não dá para ficar segurando arco tencionado por muito tempo, pois exige-se muita força no braço. A idéia que Israel passa é que os apressados irmãos de José atiraram contra ele para o ferir e magoar e até mesmo com a intenção de destruir de vez, mata-lo para que os seus sonhos e planos de Deus não acontecessem. Olhando a família de Jacó, como uma unidade que tinha a bênção e as promessas de Deus, eram os representantes do Reino de Deus no seu tempo. Eles estavam construindo para que as próximas gerações dessem continuidade; mas olha só, o que a falta de visão de corpo e o egoísmo individual fez –  tentaram aniquilar uma parte do próprio corpo; não levaram em consideração que a bênção e a Aliança no tempo deles estava repartida entre os doze filhos; eliminar um, era mutilar a herança de todos. Nos leva a idéia de igreja que Paulo ensinava: Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito. Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis. E, se todos fossem um só membro, onde estaria o corpo? Assim, pois, há muitos membros, mas um corpo (I Co 12.13,18-20). Deus sustentou José para também manter a unidade do corpo. José não disparou suas flechas estando em ira e revolta. Tem coisas na vida que só quem passa sabe, e ninguém mais! A cura e o perdão é um exercício de pessoas fortes que vêm mais do que os demais nem imaginam. Jamais havia imaginado a condição do coração e da alma de José no trajeto que fez indo para o Egito, levado pelos mercadores que o compraram e o venderiam como uma mercadoria qualquer. Olhar José amarrado de pés e mãos num mercado sujo de escravos, enquanto os irmãos sentados na sombra faziam lanche de pão com queijo e comiam carne assada na brasa e falam para o pai que não sabiam de nada. O que José faria, se escapasse e voltasse, encontrando os irmãos no campo? Agora você consegue ver a importância de “…e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel)? Para conter um valente, é preciso um mais valente ainda. Para conter um forte só mesmo com a intervenção de alguém mais forte ainda. José foi quem foi e fez o que fez por causa de Deus na vida! Não de religião, mas de vida prática, devocional, dependência. José foi ensinável e deixou-se moldar pelas mãos poderosas de Deus, mesmo que isso significasse abrir mão do desejo e direito de vingança, de dar o troco. Só alguém saudável pode levar cura e alívio para outros doentes e aflitos. O pregador da cruz precisa ser alguém crucificado!

Senhor, obrigado pela visão do coração de Jesus que andou por caminhos que só ele sabe o quando doeu e o quanto sofreu. Obrigado por ver e identificar com José no caminho para o Egito, porque depois que ele chega no palácio, todos querem se identificar com ele. O caminho da cruz, do quebrantamento é evitado por seu solitário, doloroso e mortal; ninguém volta vivo dali! Davi viu e entendeu que ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estarás comigo… obrigado pela companhia nos trechos que ninguém mais irá conosco! Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Ramo Frutífero

Meditação do dia: 04/02/2020

 “José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.” (Gn 49.22)

Ramo Frutífero – As primeiras palavras de Israel sobre José no momento da bênção e das declarações sobre o futuro deles, foram elogiosas e a esta altura dos acontecimentos, nenhum dos demais familiares poderiam ter ou alimentar qualquer animosidade contra a pessoa de José. O perfil do caráter dele e seu modo de agir diante dos familiares e demais, não deixava qualquer dúvida de que se tratava de alguém diferenciado; um verdadeiro lorde, com postura de um estadista e não era só a postura, pois ele vinha desempenhando funções administrativas na corte de faraó e com aprovação e apreciação de todos. O pai tinha muito orgulho em abençoar o filho que passou por momentos muito difíceis e ainda assim manteve a fé e a integridade; mesmo sendo um jovenzinho, não abriu mão dos princípios adquiridos em casa e não manchou sua reputação ou se vendeu diante do poder. Existe aquela afirmação de que uma das maneiras mais fáceis de ver a integridade de alguém é dando-lhe poder. “Quer conhecer o Inácio, coloque ele no palácio!” José deu frutos; se a família era uma árvore, então ele era de fato um ramo frutífero. Ao pensar na expressão de Israel sobre esse seu filho, trago para a nossa realidade atual o conceito de cada cristão, se ver na condição de ramo frutífero. Razões para isso são muitas e fortes, pois inicia pela experiência de estar enxertado em Jesus, que é a Videira Verdadeira. O novo nascimento é a grande oportunidade das pessoas começarem de novo e refazerem-se como pessoas. O tempo perdido vivendo no mundo e do jeito do mundo pode ser recuperado vivendo agora debaixo da graça de Deus, nutrido pela Palavra da verdade, e a presença do Espírito Santo conduzindo numa experiência diária de fé e aprendizado. Os frutos são característicos da árvore ou do tronco e no caso dos filhos de Deus, Jesus é essa matriz e dela vem tudo o que se precisa para a frutificação. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito (Jo 15.5,7). Interessante salientar que frutos não pode ser contado apenas como resultado de Evangelização; é bem comum entre os cristãos essa idéia, que produzir frutos é compartilhar o Evangelho e levar as pessoas a receber a Cristo. Mas frutos são resultados de uma vida toda e de toda uma vida; o todo da pessoa apresenta frutos. Se formos contextualizar a experiência de vida de José, diríamos que seria até aceitável ou entenderíamos caso ele fosse revoltado, ressentido e fugisse de responsabilidades como pessoa, em nome do passado, pois fora abandonado, traído, jogado às traças e depois os mesmos vem para serem socorridos, amparados e acolhidos. José entendeu que aquela foi a forma de Deus o colocar no lugar onde ele poderia florescer e frutificar para cumprir o propósito maior de sua vida. A convicção de que sua vida tinha propósitos grandes e seus sonhos seriam realizados; isso não deixava espaço para mágoas e ressentimentos, ao contrário, o levou a investir em crescer e aperfeiçoar para cumprir bem a sua parte na missão. Gosto de José.

Pai, obrigado pela frutificação possível a cada um de nós, em Cristo Jesus. Podemos superar os obstáculos e as adversidades e prevalecer sobre o mal, com um amor genuíno e compassivo até mesmo para com os que nos fizeram mal. A tua graça é melhor que a vida e quem conhece isso, pode louvar-te com alegres cânticos de adoração. Que hoje seja um dia de pensar e agir para sermos produtivos em frutos que abençoam. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Palavras Formosas

Meditação do dia: 03/02/2020

 “Naftali é uma gazela solta; ele dá palavras formosas.” (Gn 49.21)

Palavras Formosas – Conhecer pessoas é uma arte, e essa arte pode ser bem exercida quando a convivencia é intensa e saudável. Por isso os pais são candidatos perfeitos a conhecerem melhor do que ninguém as pessoas de seus filhos. Ao observa-los diariamente, encontramos traços em suas características que não nos deixa esquecer as suas raízes, mesmo pulando gerações, dá ver os antepassados muito bem representados, no modo de andar, em gestos próprios, e nas decisões em circunstancias tais, que mesmo nunca se vendo ou se falando, aquilo é muito nítido e claro. Ouvi de uma conferencista sobre famílias conectadas, que o pai dela costuma subir as escadas da casa, pisando fora do centro, como todo mundo faz, como se querendo economizar o carpete ali; ela observou que se pegava fazendo a mesma coisa intuitivamente sem a intenção de imitar o gesto do pai. Ao me referir a isso, estou olhando para as observações que Israel vem demonstrando sobre cada um de seus filhos. Provavelmente eles nunca conversaram sobre isso, eles provavelmente nunca perceberam que alguns gestos e atitudes marcavam suas personalidades de tal forma que na hora de serem abençoados pelo pai, aquilo era levado em conta. Por que o pai ali, disse que o filho “era uma gazela solta?” É claro, que chamar o filho de “gazela” naquela época não tinha a mesma conotação que o Didi, o trapalhão dos programas de humor dava aos amigos. Ali, o sentido está para qualidades em comum – agilidade, rapidez nos movimentos e facilidade na fuga, além da graciosidade que ela representa entre os animais. Talvez, Naftali fosse magrelão, esguio e rápido e quando brincavam de pega pega, era muito difícil captura-lo, por ser ágil, leve e saltava obstáculos que o livrava quase sempre. Ou também, quem sabe, ele amava a natureza livre, gostava de espaços grandes e do campo, admirando poeticamente esses ambientes e ainda fosse bom de versos e prosas como o poeta da família, encaixando bem as palavras que deliciava os ouvidos e era apreciado por todos naquilo. Quando um pai, de espiritualidade acima de toda prova, que tem muitos filhos e ele fala diante de todos, que esse filho, produz palavras formosas, com certeza os demais se lembram de ocasiões em que ele abençoou a todos com palavras boas, suaves, amigas e que acalentou a dor e os ânimos em momentos difíceis. Provérbios, no meu capitulo preferencial se diz: “O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, será amigo do rei” (Pv 22.11). Aquela qualidade individual daquele filho, tornou-se uma marca que seus descendentes levariam para suas vidas e abençoariam a nação. Meu desafio e a vocês também nesse dia é trabalharmos para construir relacionamentos saudáveis, edificantes através da capacidade de falar boas palavras e produzir cura e saúde às pessoas que Deus colocar ao nosso redor. Às vezes um silencio eloquente é preferível a um discurso arrasador. Estender um olhar de compaixão e companheirismo quando tudo o que as pessoas precisam é de misericórdia. Que bom que há pessoas que tem a habilidade e o dom de falar palavras bonitas e apreciativas para todos em qualquer situação. As palavras, no momento certo, com a atitude certa são como bálsamo que cura feridas. Quando mal utilizadas, podem ser até as palavras certas, mas na hora errada, com o tom errado, com a motivação errada, ao invés de abençoar e suavizar, elas se tornam como as águas das tempestades que descem arrasando tudo e deixando destruição e dor para trás. Deus nos chamou para abençoar e disso eu tenho certeza. Pois Jesus disse que do nosso coração procedem coisas que ali estão alojadas. Então vamos estocar bênçãos, saúde, vida e paz e utilizar a nossa fonte jorradora de vida: Porventura deita alguma fonte de um mesmo manancial água doce e água amargosa? (Tg 3.11).

Deus, todo poderoso, aquele que criou todas as coisas pela poder de sua Palavra, e que a fez se encarnar e habitar entre nós, cheio de graça e verdade. Queremos aceitar o desafio de sermos fontes de bênçãos, saúde e cura mediante as nossas palavras. Podemos, pelo poder e influencia do Espírito Santo fazer jorrar somente coisas boas. Somos agradecidos, porque muitas vezes fomos abençoados por palavras proferidas por pessoas que escolheram nos dizer boas palavras. Colocamos nossas vidas à disposição de tua graça para tocar outras vidas, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pão e Delícias

Meditação do dia: 02/02/2020

 “De Aser, o seu pão será gordo, e ele dará delícias reais.” (Gn 49.20)

Pão e Delícias – Há momentos em que me deparo imaginando, visualizando o quadro dos acontecimentos dessa reunião familiar do patriarca Israel com seus filhos. Ele, estando sentado ali no seu leito, conversando e proferindo ensinamentos a cada um deles individualmente. Nessa altura dos acontecimentos, entre os doze filhos, não havia mais nenhum deles que fosse criança ou jovem; já eram adultos, casados, com filhos grandes, e é bem provável que só estavam presentes no quarto, o pai e os filhos, entendo que pelas condições e cultura habitacional de época, um quarto de dormir, não deveria ser tão amplo para comportar tantas pessoas. É uma reunião familiar, entre pai e filhos. Por ter esse caráter, fico viajando na imaginação, já que o pai ir seguindo por ordem de nascimento, então cada um já sabia quando seria a sua hora, e também devem terem olhado um para o outro conversando pelos olhares sobre o que fora dito pelo pai. Filho é filho em tudo lugar e só troca o endereço, então há aqueles mais engraçadinhos que riem dos outros, aqueles que disfarçam a vontade de rir e aqueles que fazem caras e bocas provocativas, como também tem os sérios, que levam tudo muito à sério; é assim em toda família que se preza. Israel se dirige ao filho Aser e fala sobre comida, pão bom, saboroso, abundante… será que ele era chegado em comer pão e sempre que alguém falava em coisa boa ele já perguntava se era pão? Ou será que ele tinha uma motivação interior por boa qualidade na vida alimentar, de forma que isso sobressaía entre os demais irmãos? Também posso dar asas a imaginação e pensar que Aser gostava muito de culinária, afinal, poderia ter herdado isso do pai, que era muito chegado da mãe, Rebeca e a ajudava muito nas lidas da cozinha. Mas além dos exercícios de imaginação criativa sobre mesas fartas de guloseimas saborosas, obra de panificação, forno e fogão, podemos ir além disso, e ver que o pai era alguém experiente e estava num momento solene e ministrando sob orientação do Espírito de Deus sobre os filhos, que seriam a continuidade da aliança existente entre aquela família e o Senhor, já por três gerações e com promessas de virem a ser uma grande e poderosa nação, com capacidade de possuir e dominar toda a extensão territorial da Terra de Canaã. Israel disse que seu filho, os seus descendentes produziriam delícias reais. A contribuição de Aser para a nação seria de excelência e o distinguiria entre os demais. Com o coração centrado na fé em Deus e os olhos nas promessas e nas alianças, eles, os filhos de Israel poderiam acolher com muita humildade e alegria cada palavra de seu pai, como a sua parte na herança e na composição de algo abençoador. Estou falando de gratidão, por ser quem sou, ter o que tenho e receber aquilo que a bondade de Deus me propicia. Ao aceitar essa minha condição com alegria, esvazio-me da possibilidade de me azedar em inveja e cobiça daquilo que é do outro e ele o tem ou recebe por ser a sua parte na contribuição para construir o projeto todo. Chamo isso de senso de comunhão com o corpo. Admiro e gosto muito de certos dons e aptidões que não possuo, mas não preciso me ressentir por não possuir, posso me alegrar com quem tem e incentivá-lo a melhor utilizar e até mostrar o quanto o bom uso daquilo me abençoa e aos outros; assim como muitas pessoas admiram os meus dons e talentos e apreciam meu trabalho. Cada um de nós, pode produzir delícias reais! Cada um dentro de sua competência e área de vocação, pode e deve dar de si e proporcionar o melhor. Que impacto isso não produz!

Senhor, que bom que os dons são diversos e todos podem contribuir com uma parcela e assim abençoar os muitos outros que estão fazendo também a sua parte. Obrigado, por assim completamos uns aos outros e dependemos uns dos outros para sermos completos e realizados. Em nome de Jesus, oramos em fé, na certeza de quem há um propósito maior em tudo que está disponível a nós. Amém.

Pr Jason

Virando o Jogo

Meditação do dia: 1º/02/2020

 “Quanto a Gade, uma tropa o acometerá; mas ele a acometerá por fim.” (Gn 49.19)

Virando o Jogo – Estamos pensando na história de pessoas que receberam informações antecipadas de um futuro que elas mesmas não estariam presentes, mas por suas ações e características produziriam tais resultados. A ficção e as lendas desenvolveram histórias sobre a capacidade de se conhecer o futuro, e por mais criativos que sejam, sempre fica um sinal de que não é de fato boa coisa antecipar-se em relação ao futuro. Em algumas peças de ficção do cinema, que procuram relatar de forma mais científica, eles mostram que a cada movimento que se faz, altera-se o atual futuro; ou seja, ele continua complicado, porque está tudo interligado e alterando uma coisa, altera-se outras. No nosso caso, precisamos olhar a história pelo mesmo prisma que Gade, o filho de Israel, que entre os irmãos ali na presença do pai, esperava pela sua vez, para saber o que lhe caberia e o quinhão de sua herança, que só agora o pai revelaria. A mensagem que ele recebe é curta e simples: “Uma tropa vai te ferir e você a ferirá no final.” Parece pouco, inconcluso, vago e sem graça nenhuma. Acontece que são fatos para uma realidade futura a ser desenvolvida e trabalhada. Já que não dá pra saber tudo, é preciso confiar e acima de tudo, tomar as medidas necessárias para transformar uma situação ruim em algo que traga alento. Imaginemos uma profecia que diz respeito a nós, a igreja, feita por alguém confiável e que não nos deixa margem para fugir do lado ruim, antes, aprender a lidar com isso e nos fortalecer para sairmos vencedores e mais qualificados. Estou pensando no texto de João: Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (Jo 16.33). Veja bem, Todo o contexto dos ensinamentos de Jesus visava uma promessa de paz, uma certeza de que seriam afligidos, uma sugestão de encarar com bom ânimo e um exemplo a servir de espelho. Nossas atitudes interiores como pessoas e coletivamente como igreja, e ações nossas influenciam o tempo todo o resultado do que Jesus falou. Paz, só em Jesus e Jesus habita no nosso interior, então buscar paz exterior é inútil. Também não adianta tentar fugir das aflições, elas virão mesmo e temos que encarar; sejam crises externas, internas, por erros e sem erros, por obra do diabo ou sem a mão dele, por perseguição ou sem perseguição, a vida não é um campo de férias de verão! Ter bom ânimo é uma escolha! Podemos ficar motivados ou desanimados, mas a sugestão de Jesus é encarar numa boa, porque no final ele venceu e a idéia é que vençamos também. Creio que os descendentes de Gade, deveriam ter pensado que seremos atacados e feridos, então podemos aceitar isso e simplesmente sofrer, o nos preparar e oferecer resistência e fazer com que a nossa vitória venha o quanto antes e os danos sejam os menores possíveis. Como reagimos ao que nos espera é determinante para traçar o tipo de destino esperado. Um velho ditado afirma que “Um homem prevenido, vale por dois!”

Senhor Deus e Pai, certamente a mensagem para os teus filhos são de vitórias e de bênçãos. Podemos aprender e nos fortalecer com as lutas e provas que vida nos impõe, mas a derrota não faz parte dos teus propósitos e também não fará dos nossos. Conceda sabedoria aos teus filhos para reverterem aquilo que é possível e prevalecermos contra os ataques dos inimigos. Jesus venceu e nos deu o direito de sermos mais que vencedores, e assim o seremos, na força do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason