Apresentando-se ao Pai

Meditação do dia: 25/06/2021

“Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo.” (Gn 46.29)

Apresentando-se ao Pai – Aquilo que poderia ser apenas um encontro de pai e filho, toma um significado muito mais do que especial, quando se trata desse pai e desse filho, aí, é outro nível!! Para quem nunca se ausentou de casa, encontros tais como esse faz parte apenas do conhecimento teórico e do sabor do que a literatura e os relatos de outros que o experimentaram de fato. Nada é comparável a nossa casa, no sentido da casa dos nossos pais; excetuando claro, as exceções! As circunstancias que separaram e depois reuniram Jacó e José, faz de suas histórias serem emocionantes das duas pontas e quem sabe, até do ponto de vista de quem está apenas lendo a história. Um pai que amava muito o seu filho e isso atraiu sentimentos opostos e rivalidade entre os irmãos, que eram muitos e mais velhos; sendo assim valeram-se de uma oportunidade para praticarem o mal e colocaram em prática um plano egoísta e destrutivo. Ambos pai e filho não tiveram chances de defesa. O sofrimento do pai que tivera que criar uma idéia para o desaparecimento do filho e sem evidencias rastreáveis ou possibilidade de buscas, porque até parecia que o plano dos irmãos era perfeito. Da parte de José, não ter como deixar uma pista ou enviar qualquer sinal, para que pudesse ser procurado, porque perdera de uma só vez tudo o que o tornava uma pessoa. Vendido como escravo, então não precisavam examinar sua origem e nem a procedência. Perdeu a identidade e tornou-se uma mercadoria arrematável. O tamanho da maldade daqueles irmãos só pode ser equiparada com a grandeza interior de José, que mesmo sendo um adolescente, era muito mais gente, muito mais homem e de maior integridade, fé e compromisso com o certo do que todos eles juntos. Não seria nenhum exagero dizer era de fato, dez por um (10 x 1). Isso me faz refletir sobre nossas ações no presente tentando criar um futuro preferível, quando não sabemos nem mesmo o presente em que estamos, quanto mais um futuro. Ao tentarem evitar permitir que um dos irmãos se tornasse superior aos demais, eles estavam na verdade destruindo a sobrevivência deles próprios. Confiar em Deus para conduzir a nossa vida e dirigir os nossos passos é a maneira mais salutar de chegarmos em segurança onde de fato precisamos chegar e em condições de ser e fazer o necessário nesse tempo e lugar. Jesus contou uma parábola sobre um pai que tinha dois filhos e ordenou-lhe que fossem trabalhar na propriedade da família. As ações e reações de ambos fora diferente e opostas: “Um homem tinha dois filhos, e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas depois, arrependendo-se, foi. E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. Qual dos dois fez a vontade do pai?” (Mt 21.28-31). Duas perguntas para reflexão nossa sobre trabalho e resultados: Durante o tempo do desaparecimento de José – O que seus fizeram e construíram? O que José fez e construiu? O tempo foi o mesmo para os dois lados, mas as circunstancias dos dez irmãos lhes era favoráveis e para José não. Isso mexe comigo, com uso do tempo, das oportunidades favoráveis, o potencial e o que esperado de mim. Com vocês também?

Senhor meu Deus, obrigado por me permitir refletir sobre as possibilidades e o uso adequado de tudo que me confiaste. Como agradecer? Como ser eficiente e fiel na pequena porção que me cabe na enorme tarefa? Espírito Santo, obrigado por ser uma fonte segura de orientação e direção. Obrigado pela graça de servir, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Subindo Para Encontrar o Pai

Meditação do dia: 24/06/2021

“Então José aprontou o seu carro, e subiu ao encontro de Israel, seu pai, a Gósen. E, apresentando-se-lhe, lançou-se ao seu pescoço, e chorou sobre o seu pescoço longo tempo.” (Gn 46.29)

Subir Para Encontrar o Pai – Na caminhada dos peregrinos da fé, é descendo que se sobe mais alto; os passos para baixo na humildade é que conduz para elevadas novas posições. Segue-se o princípio da produtividade das árvores frutíferas, onde os galhos que mais produzem serão sempre aqueles que mais se curvam e se abaixam. Quando a bênção da chuva desce sobre a terra sedenta, são as partes mais baixas as primeiras a acumularem a preciosa dádiva. José encontrar o pai se tornou o ponto alto do seu dia, mas também de sua vida e a realização de todo o seu ministério para o qual ele fora chamado por Deus e se apresentara para cumpri-lo. Jacó, receber novamente o seu filho e poder abraça-lo prefigura o amor do Pai celestial que muito amou a sua criação e a viu ausentar-se dele e distanciar-se cada vez mais, até a redenção ser mediada por Jesus, que para isso teve que sacrificar-se. Para Jacó, José esteve morto e sepultado até que surgiu a boa notícia de que ele vivia. Se ele vive, então havia razões para continuar a crer no amanhã e no futuro prometido. Por outro lado, esse ato de José se preparar para ir ao encontro do pai, ensina-nos sobre a vida devocional, quando cada um de nós, precisa ter essa consciência de que o Pai está sempre por perto, mas precisamos ir a ele, nos aproximar com gratidão, louvor e muita alegria. Criar o hábito de encontrar o Pai e ter um momento à sós todos os dias, deve ser um alvo da vida e merece todo esforço para coloca-lo em prática. A vida em si já é corrida e exigente demais; aquilo que Jesus chamou na parábola semeador, de “cuidados da vida,” que se não forem devidamente encaixados no devido lugar, sufocarão as atividades de maior necessidade e prioritárias. Estamos falando de escolhas que todos nós temos de fazer e lutar por mantê-las. Vida de intimidade e boa qualidade devocional, não pode ser encarada como sendo um privilégio de ministros e obreiros de tempo integral e que podem dedicar-se a esses afazeres, que na verdade fazem parte de suas obrigações diárias. Todo cristão precisa se alimentar e cuidar de sua saúde e bem-estar espiritual tanto quanto ou mais do que o faz com a saúde física e emocional. “E Jesus lhe respondeu, dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra de Deus” (Lc 4.4)

Pai, obrigado pelo privilégio de poder encontrá-lo todos os dias e mais do isso, agradecer pela tua divina presença em nós através do Espírito Santo que nos tem como sua morada, somos o seu templo. Graças te rendemos, por sermos pequenos e fracos, mas filhos de um Deus grande e Todo-Poderoso, Senhor de todo o universo e em Ti todas as coisas se originam e são para tua glória e honra. Obrigado pela redenção em Cristo Jesus. É no nome dele que oramos e nos aproximamos de Ti todos os dias, amém.

Pr Jason

Os Filhos da Promessa

Meditação do dia: 23/06/2021

“E nasceram a José na terra do Egito, Manassés e Efraim, que lhe deu Azenate, filha de Potífera, sacerdote de Om.” (Gn 46.20)

Os Filhos da Promessa – Quem são as pessoas que serão usadas poderosamente por Deus para abençoar a nossa vida? Quais serão os instrumentos disponíveis para que o favor do Senhor se torne uma realidade em nossas vidas? Muitas dessas respostas são incógnitas ou mistérios até que se revelem. Deus abre portas onde for necessário para que seus servos passem ou sejam atendidos; caminhos são abertos e oportunidades são criadas das formas mais inusitadas e por incríveis que possam parecer. Figuradamente encontramos descrições dessa capacidade divina, se revelando nos campos mais imprevisíveis aos nossos olhos, como pro exemplo: “Abrirei rios em lugares altos, e fontes no meio dos vales; tornarei o deserto em lagos de águas, e a terra seca em mananciais de água. Plantarei no deserto o cedro, a acácia, e a murta, e a oliveira; porei no ermo juntamente a faia, o pinheiro e o álamo. Para que todos vejam, e saibam, e considerem, e juntamente entendam que a mão do Senhor fez isto, e o Santo de Israel o criou” (Is 41.18-20). Deus é especialista em fazer o que ninguém mais faz! Ele pode, Ele sabe e Ele faz! Quando meditamos, até de maneira superficial e rápida, apenas observando o andamento da história, ainda assim, é muito evidente a manifestação do poder de Deus em fazer coisas de maneira que a ele se torna a única explicação possível. Os patriarcas receberam promessas de terem muitos filhos, se tornarem nações – mas todos eles tiveram que lidar com a esterilidade e andaram por caminho que os demais homens nem sempre precisaram trilhar. Isaque só nasceu aos cem anos da vida do pai e aos noventa da mãe. Num tempo que se casavam bem jovens, Isaque só se casou aos quarenta e seus filhos só vieram aos sessenta anos. Jacó aos quarenta estava saindo de casa para trabalhar e encontrar uma esposa, enquanto seu irmão, sem muito compromisso com a fé, já estava casado com duas esposas e já tinha filhos. Ele próprio, teve doze filhos, o que parece um placar elástico numa partida de futebol, mas para quem assistiu ao vivo sabe que o resultado final não condiz com a luta em campo para o nascimento de cada um. A querida Raquel teve dois, mas perdeu sua vida no nascimento do segundo. Lutas, muitas lutas meus irmãos. A peleja até Jacó chegar ao Egito em grande estilo, ser recebido  por José, um homem  forte e poderoso em condições de acolher a todos, não foi só sombra e água fresca. Quero lhes dizer aqui da minha admiração pela vida de José, sua fé e seu testemunho de vida, ao construir uma fortaleza onde antes era só incertezas e areia movediça. Eles primavam por se casarem dentro dos próprios clãs, para preservar os valores, a cultura e a fé nas promessas e alianças; mas José saiu de manhã da prisão para fazer um favor ao Faraó e as coisas aconteceram em sequencia tão grande e tão rápida, que ele nem deve ter tido tempo de assimilar, ponderar e fazer escolhas. Além do poder e autoridade que Faraó lhe concedera, também o presenteou com um casamento com uma boa moça, protegida dele é claro, filha de um sacerdote dos cultos egípcios. Em circunstancias normais, provavelmente não seria assim; mas José prosperava em tudo que lhe vinha à mão e sua fé o sustentou mesmo quando era um escravo e prisioneiro e por ela ele ganhou o respeito de todos, incluindo o Faraó, o sacerdote sogro e claro, a esposa; pelos nomes dado aos filhos Manassés e Efraim ele demonstrou onde estavam seus valores e sua confiança nas promessas e nas alianças de suas raízes. Tempos difíceis produzem homens fortes, que produzem por sua vez tempos bons; que produz homens fracos que produzem tempos difíceis e é assim que a roda gira. “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo” (Jo 17.18). A igreja está aqui no mundo não só para fazer parte da história, mas para fazer a história acontecer.

Pai celestial, obrigado pelas promessas e oportunidades de viver a tua perfeita vontade, de forma que as lutas e as provas nos fortalecem e nos habilitam a alcançar níveis mais elevados de comunhão e intimidade contigo. Temos um papel importante a desempenhar enquanto em vida e isso produzirá glória e honra ao teu santo nome e engrandecerá o teu reino. Pedimos sabedoria para viver um dia de cada vez, aprender com as adversidades e sermos bênçãos e promover o melhor que nos possível nas esferas ao nosso redor. Muito obrigado, por tudo e por todos, no nome poderoso de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Filhos Dos Filhos

Meditação do dia: 22/06/2021

“Os seus filhos e os filhos de seus filhos com ele, as filhas, e as filhas de seus filhos, e toda a sua descendência levou consigo ao Egito.” (Gn 46.7)

Os Filhos Dos Filhos – As promessas contidas na Palavra de Deus precisam ser experimentadas muito além de conteúdo religioso, ou literatura antiga. São as palavras da vida! Dessa e da outra, a eterna! Grandes homens e muitas civilizações se formaram e viveram sobre esses fundamentos e prevaleceram enquanto assim a amaram e a cumpriram. Um dos nossos livros prediletos na Bíblia é sem dúvida os Salmos, porque são poesias encantadoras, cânticos inspirados que transcendem a inteligência e a sabedoria humana, mesmo para gênios escritores. Ali estão revelados os muitos traços e facetas do caráter de Deus e seu relacionamento conosco. Contém profecias exatas e predições se cumpriram literalmente em gênero, número e grau. O povo de Deus contemporâneo dos autores sacros desses salmos, os cantavam nas celebrações de alegrias festivas, também nos lamentos e desventuras que o sofrimento produzia. Muitos, muitos mesmos viveram e morreram na fé de que aquelas palavras eram palavras de Deus e suas vidas podiam depender delas. Ao olhar o texto de hoje, na história de José, que já estava no  Egito aguardando a chegada de seu pai e  seus irmãos, mas também havia sobrinhos, cunhadas e outros familiares que ele nem conhecia, e era conhecido deles apenas pelas memórias de  Jacó e Benjamim. Isso me trouxe para um dos Salmos onde as verdades eternas são recomendadas para serem levadas em consideração em todas as gerações. Vamos por etapas: “Escutai a minha lei, povo meu; inclinai os vossos ouvidos às palavras da minha boca. Abrirei a minha boca numa parábola; falarei enigmas da antiguidade. Os quais temos ouvido e sabido, e nossos pais no-los têm contado (Sl 78.1-3). Enigmas antigos, chegaram aos ouvidos e ao conhecimento das gerações pelos PAIS. Os pais são os agentes de Deus para transmitir sua mensagem de vida e de bênçãos para os filhos. Pais não são apenas instrumentos de procriação biológica – há fatores mais importantes para os quais só pais estão habilitados a ensinar, transmitir e fazer valer na vida dos filhos. “Não os encobriremos aos seus filhos, mostrando à geração futura os louvores do Senhor, assim como a sua força e as maravilhas que fez” (Sl 78.4). Não encobrir aos filhos e mostrar às próximas gerações as grandezas e maravilhas divinas. Aqui quero fazer uma aplicação e sei que vou incomodar, mas esse é o propósito: Quanto, do conhecimento e das experiencias espirituais e bíblicas dos seus filhos, vieram de vocês pais? Há uma cultura de terceirizar e delegar para a igreja, a EBD ou “as tias” ensinar a Palavra de Deus às crianças desde pequeno. Queridos, o seu pastor e os líderes de sua igreja não irão prestar contas a Deus pelos seus filhos, mas vocês sim. Deus os entregou a vocês e esse é o ministério primário de todos os pais e famílias. Acordem!!!! “Porque ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e pôs uma lei em Israel, a qual deu aos nossos pais para que a fizessem conhecer a seus filhos; Para que a geração vindoura a soubesse, os filhos que nascessem, os quais se levantassem e a contassem a seus filhos” (Sl 78.5,6). O Testemunho de Deus e a sua Lei, são, digamos, os estatutos da vida, o manual do fabricante, que contém as informações para uma vida de sucesso e alta produtividade. Deus o fez com o propósito de ser repassado de geração em geração e isso só pode acontecer se os pais assumirem a tarefa da sucessão, tendo os filhos e os ensinando e treinando-os para passarem adiante o que receberam como um legado de fé que em si, exige ser perpetuado. “Para que pusessem em Deus a sua esperança, e se não esquecessem das obras de Deus, mas guardassem os seus mandamentos. E não fossem como seus pais, geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel a Deus” (Sl 78.7,8). A finalidade, o propósito final e criar condições da esperança de nossos filhos estarem em Deus. Não esquecerem das obras de Deus, a sua capacidade de operar em favor daqueles que nele confiam. Também se espera que eles não repitam nossos erros e pecados. Mais do ir na igreja, ou nas reuniões da igreja e professar um credo, é preciso uma vida pautada no modelo de Deus. Há muitos modelos e até o atualíssimo “Make Yoursel” (Faça você mesmo). Cada um é desafiado a fazer do seu jeito, porque não há jeito errado ou certo, o que importa é fazer. Mas um cristão não pode entrar nessa, porque já temos um modelo que funciona e sempre dará certo e nunca fica desatualizado. Acredite, Deus tem razão!

Pai, obrigado porque o Senhor é Deus mas também é pai e é o melhor de todos eles. Ninguém tem maior amor ou capacidade de entender e realizar propósitos grandes como o Senhor. Nossas vidas são obras de tuas mãos e nada foi por acaso ou acidente de percurso. Tudo tem um plano personalizado, feito sob medida e o teu amor cobre todas as possibilidades. Obrigado pela missão da paternidade e o privilégio de participar dos teus santos e eternos planos para ter uma grande família, com muitos filhos, todos salvos, libertos, perdoados, aceitos e acolhidos em Cristo Jesus na obra da redenção efetuada na cruz. Conceda-nos a graça de sermos fiéis e obedientes na prática de tudo que fará de nossa vida um sucesso para louvor e glória do seu santo nome. Em Cristo, oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Jacó e Sua Descendencia

Meditação do dia: 21/06/2021

“E tomaram o seu gado e os seus bens que tinham adquirido na terra de Canaã, e vieram ao Egito, Jacó e toda a sua descendência com ele;” (Gn 46.6)

Jacó e Sua Descendencia – Recebi recentemente um livro de um clube de assinaturas que já vinha me despertando o interesse e não sabia que ele seria o próximo a chegar, agora entre na lista de prioridades das minhas leituras; trata-se de “Como ser um bom Ancestral.” Fazem uns bons anos que minha atenção se voltou para esse tema de gerações, descendência, herança e legado familiar. Desde então, essas palavras saltam aos meus olhos nas leituras bíblicas. Fizemos alguns progressos, pois a igreja se envolveu em aprendizagem geracional e nos comprometemos em apoiar as famílias e produzimos matérias sobre os temas e todos os anos no meio de Maio, que separamos para ser destinado como Mês da Família, muitos bons projetos já foram realizados. Um dos mais marcantes foi a criação e o desenvolvimento local da cerimônia de bênção e emancipação espiritual dos filhos, uma versão cristã do Bar Mitzvah judeu. Não se trata de algo judaizante que adotamos, mas uma cerimonia onde os pais voluntaria e publicamente abençoam seus filhos e os emancipam espiritualmente para suas vidas de adulto, responsáveis, prósperos e comprometidos em aliança com Deus, para produzirem gerações abençoadas e envolvidas com o Reino de Deus. Nossos filhos e por extensão nossa família é talvez algo que temos conosco aqui na terra e poderemos te-los no céu e na eternidade também. Para isso é preciso um trabalho consciente, zeloso e dependente da graça de Deus. Será maravilhoso estar na eternidade e entre os frutos do nosso ministério e vida cristã estiverem todos os nossos amados parentes e familiares. Acreditamos que esse é o nosso campo primário de ministério e missão. Assim como Jesus afirmou que ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma não tem graça nenhuma, “Pois, que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? (Mc 8.36). Assim também, fazer e realizar grande coisas para o bem da sociedade, da humanidade inteira, com sacrifício e muito empenho e com isso não poder dar a devida atenção e infundir na sua própria prole a fé salvadora em Jesus e um amor devocional e firme em Deus como ensina as Sagradas Escrituras. “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel” (1 Tm 5.8). Percebemos na cultura bíblica, que desde o chamado dos homens de Deus no passado, até mesmo antediluviano, as bênçãos e as promessas divinas eram para pais e filhos, para se prolongar por gerações e gerações initerruptamente. Abraão recebeu o chamado e a Aliança de ser o Pai de muitas nações e através dele todas as famílias da terra serem abençoadas. Ele firmou isso tanto em Isaque quando tem Ismael, embora a eleição fosse via Isaque. Jacó recebeu de seu pai a bênção e a promessa de ser a continuidade de tudo que receberam e posteriormente Deus confirmou ao próprio Jacó e agora nós o vemos juntar os cacarecos e fazer as malas e descer para o Egito, sob os cuidados de José, onde estaria acontecendo as próximas etapas do desenvolvimento das promessas da aliança. Jacó e seus descendentes desceram juntos para serem abençoados juntos e se tornarem aquilo para o qual haviam sido criados e sustentados por Deus. Não é bom pais cristãos piedosos, cheios do Espírito Santo, comprometidos com o Evangelho da graça de Deus, verem seus filhos e netos se distanciarem não só da igreja, como congregação local, mas das verdades do Reino de Deus e adotarem um estilo de vida contrário a tudo que fora lhes apresentado na vida. Também a igreja, como Corpo de Cristo, aceitar isso como normal e não reagir, entendendo que o mundo é de fato atrativo e que as tentações são grandes e pior de tudo, não é nossa responsabilidade porque eles já são grandes e podem fazer da vida o que bem entenderem. Não é bem assim! Segundo o profeta Ezequiel, somos colocados como atalaias e temos responsabilidades com as vidas sob nossa tutela. “A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte” (Ez 33.7). Mas na verdade, um dos textos que mais me impulsiona, está no Evangelho de João, dito pelo próprio Senhor Jesus, sobre minha vida e meu ministério pessoal e claro, minha relação com ele, o que vale para todos nós; “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda” (Jo 15.16). Fruto que permaneça, isso mexe muito comigo, pode acreditar.

Senhor, obrigado pelo dia de hoje e o meu desafio nele de servir a Ti com qualidade e intensidade. Reconheço que fui criado para um propósito e sei que nenhum dos teus planos podem ser interrompidos e jogados por terra. Tua Palavra não volta vazia sem realizar o que foi determinado. Assim, estou me rendendo diante de tua grandeza e pedindo misericórdia e graça, porque desejo ser fiel e responsável pela administração de tudo que confiaste a mim, isso inclui uma família e descendentes; conceda-me a graça e a energia para não falhar com eles, porque estarei falhando comigo mesmo e especialmente com o meu Senhor e sua confiança em mim. Te peço também pelos teus servos que estão sendo despertados por esse assunto e esse tema, que pensamos hoje. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Pessoas & Coisas

Meditação do dia: 20/06/2021

“Então levantou-se Jacó de Berseba; e os filhos de Israel levaram a seu pai Jacó, e seus meninos, e as suas mulheres, nos carros que Faraó enviara para o levar.” (Gn 46.5)

Pessoas & Coisas – “O que surgiu primeiro, o ovo ou a galinha?” É provável que essa pergunta tenha surgido antes do ovo ou da galinha, de tão velha na história. A minha versão dessa idéia para hoje é “o que veio primeiro: “As pessoas ou as coisas?” Nem eu sei a resposta, mas quando surgiu as primeiras pessoas, já haviam coisas nesse mundo e outras foram descobertas em seguida e algumas outras foram inventadas ou fabricadas. Mas acredito que as coisas existem por um propósito específico de servir ao homem e agregar valor ou facilitar-lhe a vida. Somos pessoas, precisamos de coisas e com elas fazemos outras coisas e servimos a outras pessoas. Deus nos criou com uma incrível capacidade de inteligência e criatividade, e por natureza o homem se adapta muito bem em diversos meios e “se vira nos trinta” para progredir ou no mínimo, sobreviver. Jó, considerado o homem “pai da paciência,” foi contemporâneo de Abraão e também vivia no Oriente. Naquela série de conversas entre ele e Deus, ou Deus e ele, nas suas muitas perguntas sem respostas, o Senhor fez duas que sempre me chamaram a atenção e elas se encaixam bem na meditação de hoje: “Ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva, que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia da peleja e da guerra? (Jó 38.22,23). “Tesouros da neve e da saraiva?” Retido por Deus para determinado tempo!!!! Sabemos que só recentemente, é que descobertas tem sido feitas em determinadas regiões geladas ou glaciais, devido as dificuldades de sobrevivência e exploração, exigindo tecnologias diferenciadas. Mas Deus já havia deixado tudo o que o homem moderno e pós-moderno precisaria para viver e desenvolver. Sempre foi assim e o será para todo o sempre! Jacó tinha uma aliança com Deus que demandava certos recursos e ainda que ele não soubesse, ou visse antecipadamente, tudo estava dentro dos planos e com o tempo e as condições próprias para acontecerem no momento oportuno. Cada pessoa pode desenvolver sua filosofia de vida e explicar os fenômenos ao seu redor, com teses, antíteses e sínteses, mas os filhos de Deus acreditam que ele governa em amor e justiça e faz com que todas as coisas cooperem para o bem daqueles que o amam e são chamados pelos seus propósitos. No tempo certo José foi enviado para o Egito, serviu e foi promovido para realizar um grande trabalho que estava encoberto aos olhos de todos. No momento certo os rapazes apareceram lá e foi justamente onde José trabalhava naquele dia e os reconheceu e daí promoveu-se todo o processo de abençoar Jacó e todos os seus descendentes, com Faraó fornecendo meios e instrumentos para facilitar o projeto de Deus. As coisas estão aí para serem usadas e as pessoas para servirem e serem servidas e o Soberano de Todas as coisas dispõe tudo a seu tempo e modo, como fez para preparar o caminho para Jesus nascer em Belém no tempo exato. “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl 4.4,5). A redenção é o propósito maior, para sua glória e nossa salvação.

Senhor, humildemente reconhecemos o teu poder e capacidade de fazeres todas as coisas no tempo e modo que te apraz. Amamos a tua sabedoria e nos curvamos diante de sua glória e majestade. Tu és santo e justo em todos os teus caminhos, te adoramos em todo tempo e nos consagramos ao teu serviço em benefício de todos os que hão de herdar a salvação, proposta por Cristo lá cruz. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Deus de Alianças

Meditação do dia: 19/06/2021

“E descerei contigo ao Egito, e certamente te farei tornar a subir, e José porá a sua mão sobre os teus olhos.” (Gn 46.4)

Deus de Alianças – Alianças são coisas muito boas. Aliança não é sinônimo de contrato ou acordo, é mais que isso, bem mais! Nossa sociedade ocidental firmou-se em acordos e contratos que são sujeitos a desacordos e distratos. As garantias de cumprimento foram se tornando inúteis e judicialmente enfraquecidas. Um homem deveria valer o mesmo que sua palavra, mas dificilmente isso tem peso e importância, mesmo com todos os selos, carimbos, registros, testemunhas e garantias, empenhos e penhores. Uma pena! Por outro lado: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8). Nosso modelo em que nos espelhamos é tão firme quanto essa citação anterior e nos soa como mandamento. “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna” (Mt 5.37). Jacó viveu em aliança com Deus, já estabelecida antes dele com seu avô Abraão e confirmada com seu pai Isaque. Ele teve sua própria experiencia de ouvir a voz de Deus naquela noite quando saíra de casa para o seu exílio voluntário na casa de seu tio materno Labão. Deus lhe apareceu em sonhos e lhe reafirmou as alianças anteriores e firmou uma nova entre ambos, nos mesmos termos de ser um homem abençoado, ter muitos filhos e se tornar uma grande e poderosa nação, de onde procederiam reis e através desse povo, todas as famílias e nações da terra seriam abençoadas. Como vemos, era uma aliança muito abrangente e que precisava ser estruturada em famílias e perdurar de geração em geração. Jacó está agora na casa dos cento e trinta anos, tem doze filhos, ainda que por um bom período parecia que perdera um, mas apenas fazia parte de uma estratégia divina para consolidar seus planos e propósitos. Deus se revela novamente e ratifica os termos da sua aliança e lhe dá pormenores interessantes; pois o conforta e o incentiva a descer ao Egito sem temor, por ter a palavra de Deus que estaria com ele nesse tempo e o traria de volta. Quero compartilhar com vocês, a bênção de sermos objetos do amor de Deus e do seu cuidado conosco, reafirmando aquilo que já disse, está registrado na sua Palavra e ainda assim, ele tranquiliza nossos corações. Jacó, não tem a curiosidade de se preocupar com detalhes, no sentido de saber, se ele voltaria logo, de que modo; mas ficou implícito que ele morreria perto de José. Literalmente no momento da morte, José estaria ao seu lado a ponto de ser ele a fechar os olhos do pai após expirar. Ainda que fosse apenas uma forma de afirmar que ao expirar estaria sob os cuidados de José. Esse tipo de informação, tenho percebido que são poucas pessoas que recebem de Deus. Acredito ser para aquelas com certo grau de maturidade na fé e comunhão com Deus, à ponto de fazer bom uso de tal informação. Lembro-me do Rei Ezequias, que entrou em desespero ao saber que morreria. “Então virou o rosto para a parede, e orou ao Senhor, dizendo: Ah, Senhor! Suplico-te lembrar de que andei diante de ti em verdade, com o coração perfeito, e fiz o que era bom aos teus olhos. E chorou Ezequias muitíssimo” (2 Rs 20.2,3). Deus lhe acrescentou quinze anos de vida e três anos após a bênção, nasceu-lhe Manassés, o pior rei da história de Israel que desviou completamente a nação e atraiu a ira de Deus e provocou o cativeiro babilônico. Deus sabe o que faz e isso deve nos satisfazer.

Pai, obrigado pelo teu imenso amor e cuidado para com todos nós, especialmente porque o Senhor está cuidado da tua Palavra e das alianças estabelecidas e confirmadas pelo sacrifício de Cristo na cruz. Obrigado pelos teus planos para a minha vida e a de todos os meus irmãos e companheiros de caminhada. Somos gratos pela direção e apoio todos os dias. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Antes Que Morra

Meditação do dia: 18/06/2021

E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra.(Gn 45.28)

Antes Que Morra – A sabedoria nos ensina a viver e a conviver com temas que não apreciamos, ou não temos absolutamente nenhum controle sobre aquilo. Na verdade, gostamos de ter controle e estar como senhor das situações, mas parece uma viagem em uma estrada desconhecida e coberta de névoa, que não dá para enxergar um palmo à frente do nariz, mas ainda assim, não se pode parar e precisa-se prosseguir. Folcloricamente o brasileiro não gosta de falar em morte; até se usa o costume de ao se pronunciar essa palavra, alguém “bate em algo de madeira e diz: Isola!” Mas culturalmente, e até em termos informais, mas visível, a um respeito e um carinho afetuoso pelas pessoas que já partiram. Exemplo disso, é que não se aceita falar mal de alguém que já morreu e tem até ditado popular que afirma que depois de morto, todos se tornam gente boa. Os cuidados que os brasileiros têm com as sepulturas e túmulos, bem feitos, decorados com materiais de boa qualidade e sempre se leva flores e especialmente do tipo que aquela pessoa gostava. Faz-se um respeitoso movimento até no trânsito quando se percebe um cortejo fúnebre e exige o máximo de respeito nas celebrações e nos rituais de velório e sepultamento. Olhem a tristeza e o clamor social pelos efeitos da Covid-19 quando não se pode velar os familiares e amigos?!! Bem. Já  que o tema é inevitável e a morte também, então entre o nascimento e a morte, é tudo o que nos resta para viver e construir, amar e servir – só se vive e se morre uma vez, então é preciso desfrutar bem, pois segundo os sábios apenas duas coisas são certezas nessa vida: a morte e os impostos – esses, vamos pagando aos poucos a vida toda! Eu gosto de pensar em temas que outras pessoas na Bíblia tiveram experiencias e o resultado serve para mim e para os demais. A primeira pessoa a morrer nesse mundo nosso, foi Abel, vítima de violência do próprio irmão, quando só existiam quatro pessoas no mundo todo. Para quem gosta de estatística fria, vinte e cinco porcento daquela população se tornara homicida; outro tanto foram vítimas e cinquenta por cento não soube o que fazer. Quem mais viveu até chegar a sua vez foi Matusalém, com 969 anos, até hoje é referencia para longevidade. Isaque, herdeiro das promessas de Abraão e pai de Jacó, disse que estava próximo da morte e resolveu dar a bênção ao filho, foi quando Jacó trapaceou contra Esaú. Mas Isaque só morreu de fato e de direito oitenta e cinco anos depois, (é quase o tempo de uma vida longa em nossos dias). Jacó, aqui, ficou tão feliz em saber que José ainda estava vivo,  bem de vida e querendo leva-lo pra o Egito, que misturou seu modo de pensar que morreria triste e amargurado, pela euforia de ir e ver o filho, podendo morrer em paz e satisfeito. José vivera em casa por dezessete anos até ser levado para o Egito e a Jacó foi dado o privilégio de viver ainda com o filho outros dezessete anos. Minha linha de meditação hoje não é mórbida e nem jocosa em relação ao tema ou às pessoas, mas buscar discernimento e capacidade de ver a vida do ponto de vista de Deus, que o supremo e melhor modelo de se viver, abençoar e construir o tempo todo. Já que não viemos ao mundo com prazo de validade visível ou mensurável, escolho seguir os bons exemplos de querer ser produtivo, sábio e uma pessoa com quem os demais tenham prazer de conviver. Todos os dias é tempo de aprender e evoluir e admiro muito isso e pretendo seguir esse estilo de vida, como diz o Boris Casoy: “Quem viver, verá!” O que você pensa em fazer com sua vida, justamente nessa fase onde abunda a sabedoria e a experiencia de vida e agora sabe o caminho das pedras? Tem alvos bons e grandes para realizar? Ou vai desistir e se tornar um reclamão e rabugento com a boca escancarada cheia de dentes esperando a morte chegar? A escolha é sua, é minha, é nossa e todos os dias podemos fazer e refazer novas escolhas!

Obrigado Autor da vida! Supremo autor, obrigado pelo privilégio de viver e servir e peço sabedoria para honrar e glorificar aquele que vive para sempre, a quem amamos e orgulhosamente chamamos de “Ancião de Dias” – ou “Pai da Eternidade” – digno de todo louvor e glória. Para quem já venceu a morte e sujeitou todas as coisas à seus pés, não a nada melhor do que acreditar e ter esperanças de uma vida melhor, eterna e plena de realizações agora e para sempre, amém. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Vida do Filho

Meditação do dia: 17/06/2021

E disse Israel: Basta; ainda vive meu filho José; eu irei e o verei antes que morra.(Gn 45.28)

A Vida do Filho – Dentre as muitas figuras que ilustram o relacionamento de Deus com os homens e a grandeza da obra da redenção, estão figuras familiares, nos relacionamentos de pais e filhos. Uma das razões é o fato de que ninguém é perfeito o suficiente para sozinho representar tudo o que Cristo é, bem como tudo que ele faz e o poder que tem, para com a raça humana. A história da redenção é uma história de amor, onde um pai amoroso investe tudo o que tem de mais precioso para conseguir de volta os seus filhos que se perderam por causa do pecado. A verdade central da Bíblia inteira pode e foi descrito em um único versículo: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Abraão passou por essa experiencia de dar o seu filho Isaque, oferecido num altar e o recobrou, sendo substituído por um cordeiro que estava próximo. Ali está uma das grandes verdades do Evangelho, numa única experiencia, muitas facetas para o aprendizado. Do lado mais visível, Abraão representa o Pai celestial que doa o seu filho inocente para morrer sacrificado; Isaque representa o Cristo, que dá sua própria vida. De outro ângulo, Isaque também representa o pecador, que no momento final, é substituído por uma vítima inocente, tal qual o fomos nós. Isso é contemplado na obra da salvação. “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Co 5.21). Isaque teve a seu tempo a sua participação, quando se viu tendo dois filhos e um obediente e fiel e o outro rebelde e profano; para não perder tudo, teve que ver o filho amado se retirar e viver em terra estranha até o tempo determinado para a plena reconciliação. Jacó, também fez sua parte na contribuição com os tipos e símbolos da redenção. Aqui está ele depois de longo sofrimento, com a perda e a considerada morte de seu amado filho, para finalmente saber que ele vive e não só isso, mas trouxe reconciliação e uniu todos os filhos na mesma aliança firmada com o pai. O entendimento desses modelos revelados dentro dos contextos da história de pessoas e famílias, é uma forma de cada um de nós entendermos e dar o devido valor ao amor e oferta de Deus. A salvação é uma dádiva gratuita de Deus para o homem, mas não o é para Deus, que lhe custou o filho, que teve que deixar a glória eterna e tudo que aquilo significa para vir a um mundo estranho, corrupto e mal, para se identificar com a raça humana. Para Jesus, custou-lhe a vida, que amorosamente ofereceu em benefício de todos. Podemos também entender a glória e a alegria de Deus em ver a remissão de pecados com base no sacrifício de seu filho e hoje ele tem uma grande família, de muitos filhos, comprados, redimidos, perdoados e transformados em amor. Deus recobrou tudo o que o pecado afastou e corrompeu, tendo agora um reino baseado no amor e perfeito louvor que lhe é devido e livremente oferecido agora e pela eternidade toda. “E ouvi a toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que estão no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre” (Ap 5.13).

Senhor, redentor nosso! Deus de amor e graça infinita. Te adoramos e bendizemos o teu santo nome, por tão grande salvação colocada a nossa disposição através da fé em Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida; uma porta aberta para que todo aquele que por ela passar se salvará e encontrará provisão para a vida eterna. Oramos com gratidão e reconhecimento por todos esses benefícios. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Reviver

Meditação do dia: 16/06/2021

“Porém, havendo-lhe eles contado todas as palavras de José, que ele lhes falara, e vendo ele os carros que José enviara para levá-lo, reviveu o espírito de Jacó seu pai.” (Gn 45.27)

Reviver – Estamos aprendendo com as experiencias de pessoas que viveram antes de nós e passaram por trechos da vida que ainda não passamos e talvez nem venhamos a passar; mas a vida é muito curta para aprendermos somente pelo processo de erros e acertos, sendo necessário aprender com as experiencias dos outros e otimizar o tempo e o aprendizado. Gente como Jacó, José e outros irmãos na fé, do passado bíblico, firmaram limites que nos servem até hoje para nortear e disciplinar a nossa caminhada de fé. Podemos ver que eles, ainda que fossem descendentes diretos de pessoas de estatura espiritual ainda mais avantajadas, tiveram que ter suas próprias lições e criarem seus próprios caminhos. Abraão quase merece o título de inigualável, pois um homem que é chamado por Deus de amigo e sua fé lhe atribuiu justiça, merece muito ser considerado o nosso pai da fé. Seu filho Isaque e seu neto Jacó, foram homens igualmente notáveis e tinham promessas que os tornavam únicos e seus compromissos eram de serem protótipos de nações abençoadas e serem tutores da obra da redenção. É muito bem-vinda a declaração do Apóstolo São Paulo aos Romanos onde ele afirma Porque tudo que dantes foi escrito para nosso ensino foi escrito, para que, pela paciência e consolação das Escrituras, tenhamos esperança. (Rm 15.4). Depois de anos de frustração e silencio, Jacó recebeu boas notícias. Bota boas notícias nisso! Como dizem nossos irmãos pentecostais: “Era para glorificar de pé!” Num mesmo dia, na mesma hora, todas as boas notícias, até algumas que nem mais faziam parte de seus sonhos e aspirações, bateram na porta do seu coração. Ver todos os seus filhos juntos, de volta de uma longa e perigosa viagem, com êxito total na aquisição de suprimentos, estarem eles mais unidos do nunca, reconciliados e motivados. Jacó, ficar sabendo que José não havia morrido, ao contrário, estava vivo e bem, muito bem e tão bem a ponto de ser hoje realidade todos aqueles sonhos que ele tinha quando adolescente, que um dia todos da família se curvaria diante dele e o reverenciariam. Aquilo que ele não compreendera naquela época, agora fazia sentido e até mesmo a ausência dolorosa do filho querido fazia todo sentido. Não foi nem preciso explicar ou fazer que os demais entendessem a direção da vida de agora em diante, bem como o papel de cada um. Me recordo da profecia de Joel muitos séculos à frente, mas com uma precisão de Palavra de Deus, útil em todos os tempos, situações e circunstancias: “E restituir-vos-ei os anos que comeu o gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a lagarta, o meu grande exército que enviei contra vós” (Jl 2.25). Jacó se viu recompensado e restituído por tudo que perdera ao longo dos últimos anos. Sua fé lhe levara exatamente para onde deveria ter levado. Ainda que Deus estivera em silencio prolongado para com ele, não estivera sem ação e seu cuidado estava providenciando todas as respostas das orações que aquele pai fizera e até que ele nem soubera que precisaria te-las feito. É por isso, e outras mais, que me deleito na contemplação da grandeza de Deus e da sua multiforme graça, “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém (Ef 3.20,21). Deus renova a nossa esperança, restaura o nosso vigor e permite reviver aquilo que nunca deveria morrer dentro de nós, porque suas palavras são suas promessas e essas são tão eternas e tão infinitas quanto Ele próprio. A cada dia que meditamos, contemplamos, adoramos e aprendemos um pouco mais, nos aproximamos do alvo de nos tornarmos mais parecidos com seu filho Jesus Cristo. Isso não é pouca coisa. É Bênção dos céus.

Pai, obrigado, por me aceitar como filho e me presentear com um novo dia e uma nova possibilidade de acertar com o melhor do que tens planejado para mim. Quero compartilhar também com os teus filhos e filhas que anseiam por te conhecer mais e mais, dia após dia, juntos, nos conformando à imagem de teu santo filho Jesus, que nos amou e se entregou por nós. Bendito seja Deus! Bendito seja o seu amor por nós, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

mor por nós, em nome de Jesus, amém.