Ter Vergonha

Meditação do dia 27/03/2016

Ed 8.22 “Porque tive vergonha de pedir ao rei exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho; porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira contra todos os que o deixam.”

 Ter Vergonha – Para andar mais rápido, fui a Wikipédia buscar uma definição de vergonha e encontrei isso: “Vergonha é uma condição psicológica e uma forma de controle religioso, político, judicial e social, consistindo de ideias, estados emocionais, estados fisiológicos e um conjunto de comportamentos, induzidos pelo conhecimento ou consciência de desonra, desgraça ou condenação. O terapeuta John Bradshaw conceitua a vergonha como a “emoção que nos deixa saber que somos finitos”.” Confesso que não fiquei com vergonha de buscar uma definição, seria vergonhoso discorrer sobre o assunto sem uma melhor noção real do tema. Aqui temos uma oportunidade muito especial acontecida ao sacerdote Esdras, que se viu numa situação delicada e perigosa e constrangido em voltar ao rei pedindo um favor que lhe fora oferecido e que Esdras recusara, com o intuito de dar um testemunho da sua fé e confiança no poder do seu Deus. O rei lhe enviara para a Palestina com uma grande comitiva de pessoas que desejavam regressar e recomeçar suas vidas e trabalhar pela restauração da nação. Havia entre eles muitos sacerdotes e servidores das diversas tarefas do culto no templo que eles estavam restaurando. Com eles também havia vasos e utensílios preciosos, tanto de valor material, quanto de valor espiritual e cerimonial, além de bens e riquezas pessoais, para investimento no recomeço de suas vidas. Tudo isso, claro, significava risco à segurança da caravana, porque salteadores e ladrões violentos era o que não faltava por aqueles caminhos. O rei havia oferecido escolta militar, um contingente suficiente para proteger a todos e Esdras estava como um funcionário real a serviço, então era natural a oferta do rei. Mas Esdras havia dito ao rei que a causa de Deus, tinha a proteção de Deus e eles estariam protegidos pela fé; eles não iriam correr nenhum risco, estando sob as bênçãos do seu Deus. Lembra, que
Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a Deus e conhecer sua lei e aplica-la em sua vida. Ele não tinha dúvidas, mas com ele havia pessoas, famílias, crianças, animais e bens preciosos. Onde há um grupo de pessoas trabalhando num projeto, é esperado que apareçam idéias e argumentações que despertam curiosidades e até mesmo preocupações. Alguém pode ter chegado para Esdras e perguntado se tudo estava bem, tudo pronto para iniciar viagem? Já checaram as condições de equipamentos, quem responde por que? Foi quando alguém perguntou: E a segurança? Cadê a equipe de escolta e segurança armada? Foi então que Esdras apresentou a real situação e a escolha de voltarmos atrás e pedir ajuda ao rei e comprometer o testemunho. Imagina se o rei não estivesse de bom humor e resolvesse questionar: “Voce não disse que o seu Deus era grande e capaz de proteger de qualquer coisa e agora tá pedindo soldados? Cadê sua fé?” A outra saída é orarmos e jejuarmos e pedir misericórdia e proteção a Deus, sabendo que Ele é capaz sim, de cuidar de nós e assim levar o rei a conhecer de fato, o nosso Deus. Foi o que fizeram e foi o que Deus fez! O povo de Deus deve confiar em Deus antes de pedir ajuda aos homens. Pregar que servimos a um Deus grande, rico, abençoador, generoso, todo Poderoso e depois sair com o pires na mão pedindo ajuda e confiando em favores humanos, políticos e etc. para fazer coisas que Deus mesmo nos ordenou – isso sim, é constrangedor, é vergonhoso. Afinal, que tipo de Senhor é o que servimos? Eu tenho vergonha, sim, como Esdras e disso não me envergonho!

 

Pai, tu és um Senhor justo, misericordioso e bom. O Senhor é mais que suficiente para nós, os teus filhos. Sei que não ordenas nada impossível de ser executado e nem tampouco, nos ordenas fazer coisas nas quais não possas suprir os custos. O Senhor é fiel em tudo. Posso confiar na tua sabedoria e na capacidade de prover. Obrigado pelas situações que me permite dar testemunho da tua grandeza e poder. A tua obra, feita à tua maneira, sempre terá a sua bênção e garantia. Obrigado por saber que em Cristo, todas as nossas necessidades são supridas ricamente e generosamente. É no nome mais poderoso e mais precioso, mais sublime até mesmo que o próprio céu, que oramos com gratidão. Amém!

 

Pr Jason

Um Coração Preparado

Meditação do dia 26/03/2016

Ed 7.10 “Porque Esdras tinha preparado o seu coração para buscar a lei do Senhor e para cumpri-la e para ensinar em Israel os seus estatutos e os seus juízos.”

 Um coração preparado – Este é um daqueles textos da Bíblia que me fascinam. Sem falar que um dos personagens bíblicos que muito me inspiram e me serve de modelo, é este sacerdote chamado Esdras. Quando a própria Bíblia registra algo como: “era escriba hábil na lei de Moisés” (Ed 7.6), já é motivo suficiente para saber que o homem era bom mesmo naquilo que se propunha fazer. Gosto muito de uma chave de sabedoria que afirma, que devemos estar preparados para o lugar para onde vamos, e não onde estamos. Muitas pessoas falham, fracassam e perdem a oportunidade do sucesso, exatamente porque se preparam apenas para manter o que já está conquistado e controlado, vivendo como se não houvesse maiores oportunidades ou se não pudessem aperfeiçoar ainda mais algo que já é bom. Esdras era sacerdote e ensinava o povo que estava exilado na Babilonia; provavelmente era uma sinagoga de menor importância, com pessoas acomodadas à condição em que viviam e muitos já tinham se adaptado a vida de exilado e nem mesmo tinham pretensões de voltar para sua pátria. Mas Esdras preparava o seu coração para algo maior e mais importante. Estando pronto, quando a porta se abre, é só entrar! Foi assim que ele foi convocado a voltar e recebeu autoridade da parte do rei para implantar um trabalho de grande dimensão e responsabilidade. Me permita uma autocrítica e a meus parceiros de ministério pastoral, que quase sempre que ouvimos um colega ministrar a nós, ficamos muito mais entusiasmado com a possibilidade de reproduzir aquele sermão, estudo ou meditação, do que propriamente em abrir o coração e beber, saborear e nutrir nosso espírito. Mas pastores e líderes também precisam se alimentar, precisam buscar conhecimento e fortalecimento para si mesmo e não apenas para desempenhar um trabalho pastoral junto ao rebanho. Veja que Esdras: 1. Tinha preparado o seu coração – A idéia é de cultivo, não se inicia uma plantação visando colheita, sem primeiro preparar o solo, tirando as pedras, os entulhos, as ervas daninhas e outras plantas que farão sombra e ou concorrerão com a que será semeada. 2. …para buscar a Lei do Senhor – Esdras não apenas um leitor ou estudioso da lei, consumidor; ele queria receber conhecimento, ter experiências que fizesse sentido na sua pessoal. 3. Para cumprir – para ele não servia aquele máxima de “faça o que digo, mas não faça o que eu faço.” A lei do Senhor era para todos e isso incluía ele mesmo. 4. Para ensinar em Israel – Ensinar é diferente de passar informações, repetir discursos ou dar lições e correções. 5. Estatutos e juízos – Trata-se e normas e regulamentações, e prescrições aplicáveis com consequências de favor ou punição pela atitude de fazer ou não e até pela motivação de como se faz. Há práticas na Palavra de Deus, que o modo ou atitude de como se faz é tão importante quanto a própria prática.

 

Senhor, eu quero ter um coração íntegro e consagrado a ti, a exemplo de Esdras; O ensino e a prática da tua Palavra hoje é tão importante e necessária, quanto o era naqueles dias. O Senhor continua o mesmo, e para sempre o será, pois é assim que a tua Palavra declara. Permito ao teu santo Espírito que penetre fundo no meu coração para me auxiliar no cultivo de um coração puro e sensível a ti. Meu desejo é frutificar e abençoar muitas vidas, onde e quando o Senhor desejar e me ordenar. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Vestindo a Camisa

Meditação do dia 25/03/2016

Ed 6.12 “O Deus, pois, que fez habitar ali o seu nome derrube a todos os reis e povos que estenderem a sua mão para mudar o decreto e para destruir esta casa de Deus, que está em Jerusalém. Eu, Dario, baixei o decreto; com diligência se faça.”

Vestindo a Camisa – O rei Dario, do reino da Pérsia (atual Irã) que na época tinha domínio de vastas proporções, incluindo a Palestina, fora consultado por seus agentes palestinos sobre o andamento das obras de reedificação da Cidade de Jerusalém e especialmente dos templo, pelos judeus que voltaram do exílio sob ordens do rei Ciro. Esses agentes eram opositores dos judeus e procuram um meio legal de barrar o progresso dos esforços daquelas pessoas. Uma pesquisa foi feita nos arquivos reais e encontraram uma ordem muito explícita de Ciro, liberando o povo para voltarem e reconstruírem a cidade e o templo e restaurarem o culto, contando até com a devolução dos vãos e utensílios levados pelo rei Nabucodonosor. Diante desse documento o rei Dario, vestiu a camisa do povo de Deus e de sua causa. Ele baixou um novo decreto, não só autorizando a continuidade da obra, como também ajuda estatal para cobrir as despesas e que os seus agentes na região suprissem toda a demanda de elementos para o culto no templo. Tudo que os sacerdotes precisassem. Ele queria o favor do Deus dos hebreus sobre ele e seus filhos e seu reino. Foi uma virada de mesa inesperada, onde os perseguidores foram forçados à cooperaram com a causa que queriam destruir. Mas o que muito me impressiona, foi a invocação especial, uma espécie de declaração profética que Dario fez sobre a vida e o destino de todo homem, rei ou povo que intentasse contra a ordem dele autorizando a reconstrução e a restauração do culto a Deus. Ele conjurou, que Deus derrubasse todo adversário que se opusesse contra o templo de Jerusalém. Reconheço a importância daquele santuário para o povo israelita e sua fé em Deus; como reconheço o simbolismo que isso tem para o cristianismo, uma vez que a fé cristã é herdeira da fé judaica e Jesus é o pleno cumprimento de todas as profecias, de todos os rituais e símbolos daquele culto que era praticado no Velho Testamento. Aquilo tudo era a Antiga Aliança entre Deus e o seu povo; a Igreja é o resultado da Nova Aliança entre Deus e a humanidade. Não temos agora mais um templo físico em determinado lugar, pois cada filho de Deus é templo ou morada de Deus em Espírito. Não há mais necessidade dos sacrifícios ritualísticos, pois na cruz do Calvário, Jesus, o sacrifício definitivo se ofereceu a Deus por nós, tanto como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, como sendo o Sumo Sacerdote da nossa confissão, com valor e ministério eterno. A repetição sacrificial foi substituída por um memorial “Fazei isso em memória de mim,” até que ele volte. Espiritualmente o decreto e a conjuração de Dario está valendo ainda: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o templo de Deus, Deus o destruirá; porque o templo de Deus, que sois vós, é santo” (I Co 3.16,17).

 

Pai, obrigado por me aceitar em tua família e tornar-me um filho por  adoção, em Cristo Jesus. Graças de dou, por ter sido aceito, perdoado e liberto para uma vida de louvor e glória ao teu nome. Consagro-me integralmente para ser santo de espírito, alma e corpo, para experimentar a tua boa, agradável e perfeita vontade. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Nossa Identidade

Meditação do dia 24/03/2016

Ed 5.11 “E esta foi a resposta que nos deram: Nós somos servos do Deus dos céus e da terra, e reedificamos a casa que há muitos anos foi edificada; porque um grande rei de Israel a edificou e a terminou.”

Nossa Identidade – Numa aula de início de ano letivo de um seminário, iniciei com um questionário simples com perguntas pessoais, cuja intenção era descobrir como cada aluno era consciente de sua identidade pessoal, sua vocação e suas habilidades pessoais em vista do ministério que pretendiam, como alunos de teologia. Por mais incrível que possa parecer, a pergunta que segurou mais gente, foi a primeira: “Quem sou eu?” Alguns chegaram a admitir que não entendiam a pergunta ou estavam em dúvida em face da vasta possibilidade de respostas. Se uma pessoa tem dificuldade sobre a sua identidade, podemos imaginar quantas outras áreas da vida em que ela não se sai bem. A identidade é algo que deve ser afirmada e confirmada desde cedo, quando digo cego, digo, antes mesmo de nascer, feito pelos pais e familiares e reafirmada positivamente na primeira infância e seguir até ultrapassar os mares tempestuosos da adolescência. Saber sua identidade é importante não só para a pessoa como indivíduo, mas em todas as esferas dos relacionamentos humanos. Sou membro de uma Igreja Batista, essa congregação tem uma identidade firme e definida, sabemos quem somos, sabemos de onde viemos e sabemos nossa rota em relação ao futuro. Sabemos o que se encaixa em nosso perfil e o que não; isso quer dizer que temos uma identidade ministerial própria. Amamos e apreciamos as coisas boas, maravilhosas e úteis que outras igrejas co-irmãs tem, mas sabemos que não precisamos copiá-las, não somos como esponjas, que embebem e se encharcam com qualquer produto que tenha contato. Nossa identidade nos preserva, nos identifica e nos diferencia conforme a multiforme graça de Deus. Uma denominação também precisa ter sua identidade. Uma nação também, e quando alguns desses aspectos não existem ou não são valorizados, isso aparece na qualidade de vida e de relacionamentos. Quando as pessoas locais que estavam interessadas em atrapalhar o trabalho dos reconstrutores do povo de Deus, chegaram e começaram a fazer perguntas, para que apresentassem um relatório para o imperador visando paralisar as obras, eles receberam mais do que esperavam, porque as pessoas ali, tinham identidade e estavam conscientes disso. 1. Sabiam quem eram: “Nós somos servos do Deus dos céus e da terra.” 2. Sabiam o que estavam fazendo: “reedificamos a casa que há muitos anos foi edificada.” 3. Conheciam sua história e suas raízes: “um grande rei de Israel a edificou e a terminou.” Nada de meio termo, nada de meio confuso, indefinido, mal começado e mal acabado. Isso norteia a vida, pois até mesmo se errar ou se perder, tem como voltar a um ponto e recomeçar. É tão comum ver pessoas que de um momento para outro “se vê sem chão!” Acaba tudo e não tem alternativas. Você já percebeu, que como nação, somos uma grande colcha de retalhos, um caldeirão de culturas regionalizadas e que não há muito de “nacional e brasileiro?” Vemos em eventos culturais que as nações tem uma veste típica, uma música típica, uma comida típica…. Qual é a veste típica do brasileiro? Qual nossa comida típica? Qual nossa música típica? É tudo regionalizado. Não estou dizendo que somos descaracterizados, impessoais e sem expressões de valores e culturas, como diríamos: “Temos o nosso jeitinho, até de não ter o que todos tem!” Já pensou em você em meio a tudo isso e a tudo o que isso produz? Mais do nunca, sua identidade é muito importante. Só para não esquecer: “Quem é você mesmo?”

 

Senhor, obrigado por ser o meu Deus, o Deus da minha salvação, o meu socorro bem presente nos momentos difíceis. Graças te dou, por saberes quem sou e em tempo algum sou confundido por ti, com qualquer um dos outros teus filhos. Sou amado, como pessoa, e aceito como uma obra das tuas mãos e sei que tudo que fazes é muito bom, perfeito e eterno. Obrigado por me permitir fazer parte de um reino que jamais passará e aquele que se assenta no trono, permanece para sempre e tem todo o poder e nada foge ao seu amor e bondade. Obrigado por viver nesse tempo, nesse lugar e fazendo o que faço, para construir algo muito maior, infinitamente maior do que eu. Graças, pelos irmãos e amigos de caminhada que torna a jornada muito mais suave e boa de se seguir. Em Nome de Jesus, amém!

 

Pr Jason

O Povo da Terra

Meditação do dia 23/03/2016

Ed 4.4 “Todavia o povo da terra debilitava as mãos do povo de Judá, e inquietava-os no edificar.”

O povo da terra – Ao estudar os livros de Esdras e Neemias, foram escritos nos dias do retorno dos hebreus à Palestina, e por pessoas que foram autoridades e líderes entres eles, podemos aprender muito sobre administração, gestão e outras áreas importantes para a vida da igreja e nossas vidas pessoais. Esdras era um Sacerdote e Escrita profundo conhecedor das Leis de Deus. Neemias veio à pedido pessoal, nomeado pelo ri como Governador. No contexto do capítulo de hoje, percebemos uma guerra fria à princípio, mas acirrada depois e dois povos distintos lutando por objetivos diferentes; o povo de Deus, trabalhando para reconstruir suas vidas e para isso, precisavam reconstruir suas casas, seus edifícios, seu sistema de  administração e sua vida como nação novamente. Do outro lado, o povo da terra, ociosos, oportunistas e aproveitadores de ocasião, tentando se passar por amigos e interessados em ajudar, quando na verdade, queriam mesmo era entrar para sabotar de dentro para fora. Esse dualismo clássico só pode ser percebido por quem tem maturidade e discernimento espiritual. As manifestações das pessoas revelam o caráter e suas intenções, sempre veladas e disfarçadas para atrair a atenção e conseguir acesso à vida e intimidade alheias. Sempre que as pessoas de Deus iniciam um projeto, aparecem os “povos da terra,” com ofertas de amizade e cooperação e necessariamente não são boas ofertas, apenas atraentes e vantajosas. Esse povo da terra, estava ali, muito antes dos hebreus terem ido para o cativeiro à setenta anos, pois a parte deles em Israel, foram dispersos bem antes. Eles nunca se preocuparam com melhorar nada, não investiram nem mesmo em restaurar algumas casas e construções para uso próprio; nunca se envolveram com o culto a Deus, pois serviam a toda a vastidão de cultos idólatras existentes na Palestina devastada. Qualquer “deus” para eles era digno de culto e serviço. Não tinham uma identidade definida de fé e muito menos compromisso com a verdade das Escrituras. Mas agora, viam uma oportunidade de lucrar ou se misturar para ver o que poderiam ganhar. Amizade e boas relações devem ser cultivadas e mantidas sempre com todos, isso básico na nossa fé, pois o nosso Deus não faz acepção de pessoas. Mas daí, para misturar nossas práticas de fé num sincretismo religioso, onde se alega, pegar o melhor de cada uma e fazer um grande apanhado, na verdade, um grande caldeirão místico, é outra coisa, e não devemos embarcar nisso, nunca. Quando se mistura diferentes potenciais e nivela pela média, a tendência natural é que os melhores saem perdendo, ou se nivela por baixo; e quem não tem nada a oferecer, só tem a ganhar. O povo de Deus, recusou e pagou o preço, pois passaram a ser pressionados, incomodados, ameaçados até chegarem as acusações falsas e caluniosas diante do rei e veio a interdição real das obras de restauração. Quem está interessado em ajudar e construir, se for lhe negado a participação, ele respeita e aguarda o tempo e a oportunidade. Quando se vê passando da oferta amistosa e facilitadora, para oposição sistemática e ideais de destruição, já se sabe que as intenções iniciais eram falsas. Outra coisa: Certas obras, serviços e tarefas dadas por Deus, ou de obrigações de nossa fé, são de nossas responsabilidades, não de outras pessoas, ainda que amigas e boas pessoas. Exemplo: A ordem de anunciar o Evengelho – Foi dada por Cristo, aos “seus discípulos” e ele prometeu estar com eles e suprir-lhes o necessário para cumprir essa tarefa. Não é função do estado, de entidades e fundações etc. É da Igreja. A mistura do povo de Deus com o povo da terra, é legal, construtiva e abençoadora, quando o alvo é o testemunho do amor de Deus e o exercício do ministério de ser sal e luz, influenciar! juntos e misturados, só para viver o amor de Deus!

Obrigado Pai amado, pelas amizades e relacionamentos saudáveis que podemos cultivar e produzir testemunho de vida e da graça do Senhor. Graças Senhor, pela tua capacidade de suprir e bancar o desenvolvimento da tua obra na face da terra. O Senhor prometeu uma igreja forte e ativa, capaz de resistir e nem mesmo as portas do inferno poderiam detê-la; e assim ela tem sido e permanecido até hoje. O que o Senhor chama e considera tua igreja, é a noiva, os remidos, lavados no Sangue e santificados na Palavra da verdade. Conceda ousadia aos teus servos que estão batalhando em campos difíceis e sob forte oposição do mal. Renova o ânimo e as forças dos teus servos que estão sendo fiéis mesmo diante da face da morte e não têm negado o teu nome e o teu testemunho. Oramos pela igreja perseguida, mas vitoriosa, batalhadora e sobrevivente por amor da tua causa. Em nome de Jesus, amém!

 

Pr Jason

Começando Pelo Altar

Meditação do dia 22/03/2016

Ed 3.3 “E firmaram o altar sobre as suas bases, porque o terror estava sobre eles, por causa dos povos das terras; e ofereceram sobre ele holocaustos ao Senhor, holocaustos pela manhã e à tarde.”

Começando pelo altar – Escombros e mais escombros, entulhos, ruínas, cacos, pedaços, mato alto e meias paredes, montes de pedras e coisas queimadas e abandonadas, isso tudo era a primeira visão de quem chegou em Jerusalém e isso também servia para o que fora o Grande Templo de Salomão, com suas múltiplas câmaras e anexos para os serviços e rituais. Uns poucos que tiveram o privilégio de ver aquilo tudo funcionando e cheio de vida e de gente, e agora via aquela cena, era desolador. De vez em quando vemos cenas na TV e na mídia em geral de cenas de guerra, onde pessoas desoladas chorando onde antes fora sua casa, sua escola e agora tudo arrasado pelo efeito da destruição. Era isso que aqueles exilados em regresso encontraram e ainda o perigo de tribos saqueadoras que tinham naqueles cenários os seus lugares de atuação e agora com a chegada de pessoas em caravanas, com bens e valores, a situação era ameaçadora e de muita insegurança. Uma pergunta vem à mente de qualquer um nessa situação: “Por onde começar?” Quem conhece o Pastor Jason, já sabe a resposta que ele daria: “Pelo começo!” Como definir o começo onde o caos está estabelecido? Por prioridades baseadas em valores! O peregrinos ali, sabiam disso e tomaram a decisão correta – Começaram por restaurar o altar do Senhor! A vida daquela nação e daquelas pessoas era o culto a Deus, eles eram um povo e uma nação teocrática. O culto a Deus era simbolizado pelo Altar, onde as oferendas eram dedicadas e oferecidas a Deus. O altar era o lugar o perdão, da reconciliação, da restauração. Eles foram para o cativeiro e tudo aquilo fora transformado em montes de entulhos incendiados e saqueados, justamente pelo menosprezo e abandono do culto e da fé. Se voltaram para restaurar e reconstruir, o melhor lugar e na verdade o único lugar certo para começar a trabalhar era o altar. Levantaram o altar e estabeleceram o ritual de culto e devoção da maneira que nunca deveria ter deixado de ser. Deus e sua palavra precisa ser levado à sério; o culto a Deus também; o relacionamento espiritual também. Uma das leis eternas que eles violaram dizia o seguinte sobre o altar e o culto: “O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará” (Lv 6.13). Quando o culto, a fé e a  devoção é relegada a segundo plano na vida, logo a vida toda se torna um caos e uma ruína total e tudo começa a desmoronar. Quando se quer voltar e reconciliar e restaurar novamente, deve começar pelo altar. O centro da sua vida de adoração. Reconheça os pecados, as falhas, as negligencias, o abandono do certo, as práticas erradas substituindo deveres sagrados, peça perdão e purificação baseado no sacrifício de Jesus na cruz, pois ali, o sacrifício é definitivo, seu valor e contínuo e a aceitação diante de Deus é garantida. Dependa da graça de Deus! Esqueça seus esforços, esqueça seus méritos, seus anos de bons serviços prestados, seu tempo de fidelidade e também esqueça o tempo de cativeiro e distanciamento. A restauração começa hoje, a partir de hoje, a vida recomeça hoje. O que foi, já foi! Isso só pode acontecer pela fé, pela graça e com humildade.

 

Senhor Deus das grandes transformações, a minha oração a ti, de gratidão pela reconciliação que há em Cristo Jesus, oferecida gratuitamente. Apresento diante do teu altar, na sala do trono, a minha intercessão pelos que estão buscando restauração e vida novamente com o Senhor; Por meus irmãos que se tornaram presas do inimigo e do pecado e perderam a comunhão e graça, mas hoje estão peregrinando de volta à casa do Pai. Conceda-lhes sabedoria para restaurarem seus altares e só depois começaram a remover as pedras e os entulhos espirituais que se acumularam no tempo de exílio e abandono. Estenda, pai, as tuas misericórdias sobre nós, e sobre o povo do Senhor. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Tempo de Restauração

Meditação do dia 21/03/2016

Ed 2.1 “Estes são os filhos da província, que subiram do cativeiro, dentre os exilados, que Nabucodonosor, rei de babilônia, tinha transportado a babilônia, e tornaram a Jerusalém e a Judá, cada um para a sua cidade;”

Tempo de restauração – Um olhar superficial nesse capítulo, tudo o que vemos é uma lista de nomes e números, que mais parece um recenseamento de população. Uma relação de pessoas que viviam no exílio e estão retornando à sua terra natal. Por outro lado, estamos vendo pessoas, uma massa de quase cinquenta mil pessoas vivendo uma experiência de ver as promessas de Deus para elas e sua nação. Setenta anos antes, uma multidão saíra daqueles mesmos lugares, como prisioneiros, derrotados, envergonhados e formando uma grande procissão de lamentos e choros. Homens, mulheres, jovens e crianças, indo para o cativeiro, despojados de tudo, até mesmo a dignidade pessoal. A disciplina de Deus e o seu juízo justo parece implacável demais quando assistimos o cortejo de esfarrapados levantando poeira e virando lama nas faces cheias de lágrimas de dor e pesar. Estou escrevendo isso, com muito temor, porque aquilo estava acontecendo com o “povo de Deus, os eleitos, os que tinham a revelação de Deus…” A vergonha, a zombaria aliada aos maus tratos, lançando em rosto a fé e a confiança deles em seu Deus; é quando parece que o mal é mais forte do que o bem e a mentira e o engano prevalecem sobre a verdade e a justiça. Alguém que viveu aquela experiência registrou uma lembrança daquilo: “Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião. Sobre os salgueiros que há no meio dela, penduramos as nossas harpas. Pois lá aqueles que nos levaram cativos nos pediam uma canção; e os que nos destruíram, que os alegrássemos, dizendo: Cantai-nos uma das canções de Sião. Como cantaremos a canção do Senhor em terra estranha?” (Sl 137.1-4). Agora, eles sabiam que diferença havia entre celebrar a Deus com louvor e pureza de coração e cantar para alegria de tiranos e carrascos se divertirem com as expressões da sua fé e cultura. Quando o povo de Deus, incluindo a nossa geração, troca os valores da fé e se tornam profanos e irrelevantes e irreverentes, acreditando que não há juízo divino, ou que a fé pode ser relativa e cada um fazer as escolhas que quiserem que no final, tudo vai dar certo, afinal, nós somos “o povo de Deus.” Agora, setenta anos depois de muito choro, sofrimento e experimentarem todo sorte de opressão e maldade, toda sorte de profanação e afronta, chegou o tempo de voltarem, como Deus havia dito. Agora era o tempo certo para iniciar a restauração. Mas antes de restabelecer um estado, as pessoas teriam que serem restauradas, na fé, no amor a Deus e no apego as palavras de Deus. Quando Deus fala, isso deve ser levado em consideração, porque suas palavras se cumprem de fato e de direito. O cativeiro é um tempo onde o juízo de Deus é aplicado integralmente, até que as lições sejam aprendidas e a justiça de Deus se satisfaça.

Senhor meu Deus, tu és justo e santo em tudo o que fazes e as tuas promessas são firmes e fiéis, quer sejam para bênção e prosperidade do teu povo, quer para juízo e castigo pelos pecados cometidos. A tua Palavra jamais volta vazia depois que o Senhor a profere, sendo assim, guia o nosso coração para os caminhos da benção e da obediencia a ti. Restaura o nosso coração para a confiança plena em ti e assim poderemos prevalecer e nos estabelecermos na terra que o Senhor nos deu. Como aquelas famílias voltando as suas terras e cidades para começar tudo de novo, assim queremos viver uma nova vida, agora restaurada por tua graça, depois de termos estrago muito daquilo que ganhamos de ti e não soubemos usar. Em Cristo, somos novas criaturas, tudo se faz novo e isso é o fim do nosso cativeiro ao pecado, ao mundo e ao mal. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Meditação do dia 20/03/2016

2 Cr 36.14 “No primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que se cumprisse a palavra do SENHOR, pela boca de Jeremias), despertou o SENHOR o espírito de Ciro, rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo:”

O Senhor dos corações – Ao examinarmos as Escrituras, nos deparamos com certas passagens que parecem coisas tão corriqueiras, que nem merecem uma atenção mais apurada; ou então não conseguimos ver as coisas como elas realmente são, porque estamos focados apenas naquilo que é aparente, material e trivial, no sentido daquilo que encaixa no padrão de “normal.” Se, de fato agirmos, com base nisso, acabaremos por acreditar apenas no plausível e sem mais nenhuma intervenção divina, visando um plano maior. No livro de Provérbios, há uma citação, que gostamos muito de meditar e aplicar, quando estamos encrencados e uma autoridade superior está barrando os nossos interesses ou projetos, veja: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o seu querer” (Pv 21.1). Por este texto entendemos perfeitamente bem que Deus pode colocar pensamentos, idéias, propósitos no coração de uma pessoa, para que ela realize a sua vontade. Todos os israelitas que estavam vivendo no cativeiro na Babilônia e ansiavam por retornar à sua terra natal e reconstruir seu pais e suas vidas novamente, viam a mão de Deus em tudo que foi decretado pelo rei Ciro, do império persa, que forma que todos fossem beneficiados com o repatriamento oficial e com a bênção do estado. Pois bem, Quando lemos também no livro do profeta Daniel que era contemporâneo e até ministro desse mesmo rei Ciro, lemos ele afirmar em palavra profética da parte de Deus o seguinte: “Falou Daniel, dizendo: Seja bendito o nome de Deus de eternidade a eternidade, porque dele são a sabedoria e a força; E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” (Dn 2.20-22). Aqui também está muito bem claro que Deus pode estabelecer e destituir governos. Qual a novidade? Não há novidade, tão somente a constatação de que Deus, o nosso Deus ainda está no controle de todas as coisas, até mesmo de todos os governos, mesmo daqueles cujas pessoas e governantes não estão comprometidos em servir a Deus e viver a sua vontade. Mas quando uma situação envolve a vida do povo escolhido e os interesses do Reino de Deus e consequentemente a redenção humana, o Senhor intervem, sem tirar a autoridade de ninguém. Todos na verdade, lhe são servos e estão à sua disposição. Quando olhamos para o Brasil, nos dias atuais e a impressão é que estamos num beco sem saída, ou qualquer outra situação irremediável, tendemos a querer ver apenas aquilo que nós podemos fazer para ou não podemos, para que a situação mude. A oração, a intercessão acompanhados de louvor e adoração ainda é o caminho mais viável. A manjedoura está vazia, a cruz está vazia, o túmulo está vazio, mas o trono do Senhor está ocupado, tem alguém sentado nele. E como bem sabemos, “Ao que se assenta no trono e ao cordeiro, seja a honra, a glória, o louvor…..para todo sempre, amém. Jesus, ainda é e sempre será o Senhor do Brasil!

 

Senhor, eu oro abençoando a minha nação com toda sorte de bênçãos em Cristos Jesus. Nada acontece sem que o Senhor queira, e se precisamos como povo brasileiro, receber um juízo e uma disciplina, com toda certeza o Senhor nosso Deus tem toda ração e aplicar o seu justo juízo. Confessamos e admitimos a nossa culpa, por toda e tanta injustiça, mentiras, calunias, subornos para cegar a justiça e a verdade. Somos culpados da violência e do descaso com as vidas preciosas e amadas por ti, que estão jogadas aos montes nos hospitais, nas ruas e guetos de drogas e misérias das nossas cidades. Somos culpados da ganancia e extorsão financeira, do abuso financeiro e da injustiça dos juros e impostos que sobrecarregam os pessoas e famílias somos culpados. Somos culpados pela luxúria e depravação moral, do abuso infantil e dos idosos, da escravidão e exploração do trabalho alheio sem o justo pagamento. Somos culpados de não valorizarmos a tua Palavra e os teus mandamentos e escolhermos o que nos é mais fácil e mais agradável. Reconheço, peço perdão e me disponho a mudar os meus caminhos, para abraçar os teus termos e me render a ti e ao teu governo. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

Sem Remédios

Meditação do dia 19/03/2016

2 Cr 36.14 “Eles zombavam dos mensageiros, desprezavam as palavras de Deus e mofavam dos seus profetas, até que subiu a ira do Senhor contra o seu povo, e não houve remédio algum.”

Sem remédios – Ficar numa condição de não ter recursos é muito ruim, é muito drástico. Quando vemos essas notícias de calamidades extremas, onde as pessoas ficam inacessíveis ao socorro e ajuda humanitária, até mesmo à distancia, nos desesperamos por elas. Mas quando vemos uma nação sofrendo o juízo divino de forma impiedosa por causa dos seus pecados e escolhas erradas, sentimos pena daquelas pessoas menos favorecidas que não tem muitas possibilidades também não necessariamente tinha culpa nos grandes pecados da nação. Olhando para esse texto e podemos notar que Deus leva em consideração à luz que esse povo tem, em termos de conhecimento de sua pessoa e da revelação de sua palavra a eles. Por muito tempo o Senhor vinha chamando a atenção desse povo, para que se arrependesse e mudasse de rumo. Ele fazia isso através dos seus servos os profetas, ou mensageiros enviados para mostrar-lhes a condição em que estavam vivendo e como era necessário uma mudança de posição. Mas ao invés de prestarem atenção na Palavra de Deus, e dar ouvidos aos mensageiros por ele enviados, eles e aqui, se trata de um estado depravado institucionalizado; aquilo virara cultura antagônica à verdade. Zombaria, escárnio, desprezo não só à verdade, mas a quem a sustentasse e a proclamasse. Virou mania nacional! Chegou a um tal ponto que Deus disse: “Basta: Não dá mais!” Então eles foram levados ao cativeiro, para aprenderem na prática a diferença entre a servidão à Deus e a servidão aos homens. Confesso que não me agrada um estágio desse nível. Apenas à nível de exercício mental, eu já refleti: Se o Brasil, tivesse que cair sob o domínio de uma potencia mundial, sob qual delas seria bom, ou menos ruim? Não gostei nada das conclusões que observei; pois desde os nossos patrícios portugueses que descobriram nossas terras e não deixaram saudades com seu tipo de governo e modo como nos tratavam como povo, não dá para querer repetir de novo. Nos livramos deles em 1822 e ao observar as outras colônias deles na África, como Angola, Monçambique, Guiné Bissau, etc, que só no século XX, nos anos 70 conseguiram sua liberdade, e os anos de dominação não lhes ajudaram muito e quanto saíram o estrago que deixaram foi muito grande. Mas os outros países que dominaram colônias, fizeram algo melhor em algum lugar do planeta? Os homens definitivamente não são o melhor caminho para ensinarem outros povos sobre obediência. Deus ainda é o melhor Senhor em todo e qualquer sentido. Suas leis são justas, seus caminhos são retos e tudo que Ele faz é revestido de amor e graça. Manter Deus distante da vida, nunca é sábio. Zombar das verdades de Deus é sinal de estupidez. Ser rebelde e contumaz, não trás progresso a ninguém. Quando Deus te advertir, procure agir prontamente em obediência e alegria. Você só tem a ganhar.

Pai, obrigado pelas lições que a vida pode nos ensinar, mas isso não substitui a obediência imediata à tua Palavra e à tua vontade. Sou grato, por todas as oportunidades que recebi para refazer meus caminhos e andar novamente nos trilhos do Senhor. Que a tua Palavra me conduza para mais perto de ti, a cada dia. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

De Que Lado Deus está?

Meditação do dia 18/03/2016

2 Cr 35.14 “Então, Neco lhe mandou mensageiros, dizendo: Que tenho eu contigo, rei de Judá? Não vou contra ti hoje, mas contra a casa que me faz  guerra; e disse Deus que me apressasse; cuida de não te opores a Deus, que é comigo, para que ele não te destrua.”

De que lado Deus está? – Perguntar de que lado Deus está numa disputa, parece uma ação de insana insensatez; mas pode não ser uma mera maneira de filosofar. Embora todo cristão saiba e creia que Deus é soberano sobre todas as coisas e infinitamente grande; além de imparcial, mas no fundo, no fundo mesmo eles acreditam que Deus seja cristão, e alguns até arriscam que Ele é Evangélico e uns mais ousados, que Deus é da sua própria denominação. Há pessoas que acreditam piamente que Deus separa uns como seus filhos e os outros é só o resto, e a grande batalha é nós e Deus contra o resto. O Rei Josias, foi uma pessoa maravilhosa, um bom rei e fez coisas que realmente agradaram a Deus; também foi um restaurador das saudáveis práticas da fé judaica e zeloso para com o culto e o templo. Mas em certa etapa da vida, ele resolveu interceptar o rei do Egito que estava de passagem para fazer guerra contra uma outra nação e Josias não era aliado de nenhuma das partes e não tinha nada com o conflito em questão, mas resolveu se intrometer mesmo assim. O rei do Egito mandou a ele uma mensagem, que o versículo do nosso tema hoje. O rei foi muito claro, ao dizer que não tinha questão com ele e o contrário também era verdade; mas que Josias ficasse em paz e sossegado em sua casa. Acredito que a presunção do coração de Josias, foi se sentir ofendido pelo fato de rei do Egito dizer que Deus havia falado com ele e lhe comunicado uma palavra de vitória contra um adversário. Então Josias imaginou que isso era impossível, afinal, Jeová era o Deus de Israel e que lutava por Israel e contra os inimigos de Israel, nunca seria favorável ao Egito ou a qualquer outro povo. Deus estava sendo um Deus exclusivo de um único povo e ninguém poderia arrogar para si esse direito de também ser abençoado por Deus. Quero dizer, aqui, que não há uma postura de minha parte sobre ecumenismo ou misturar tudo e vai dar no mesmo. Mas se a minha fé ensina que Deus criou todos os povos, que Ele ama todos os povos e que todo aquele que lhe invocar será abençoado; que Ele não faz acepção de qualquer espécie, então porque me assustar quando alguém fora do meu círculo de convivência diz algo sobre Deus? Missionários nossos que atuaram na amazonia, contam histórias como a do índio de certa tribo já bem evangelizada, mas ele próprio não se convertera e um dia ao voltar de uma pescaria sem bons resultados, e preocupado com a família já faminta na aldeia, teve um encontro com alguém que ele afirma ser o Jesus que os missionários pregavam, que lhe apareceu na selva e indicou um local onde pegaria bastante peixe e ele realmente foi lá e pegou muitos e bons peixes. Depois ele disse aos missionários que conhecia pessoalmente esse Jesus que vocês falam, pois ele me ajudou na pescaria. E aí? É história de pescador ou não detemos os direitos exclusivos sobre revelações de Deus?

Senhor, tu és soberano sobre todas as coisas e não temos todo o conhecimento que nos dá o direito de exclusividade. Somos amados, aceitos e guardados por ti, de forma muito amorosa e especial. Mas precisamos nos submeter à tua perfeita vontade e ao amor redentor que tens para com todos os povos. Oro ao Senhor com um coração desejoso de experiências novas a cada dia contigo e com tua Palavra. Obrigado pela pessoa maravilhosa do Espírito Santo que nos guia a toda a verdade. Que o teu amor alcance muitas vidas e não seja impedido pelo nosso orgulho ou vaidade. Jesus ama todos as pessoas igualmente ama a mim e aos meus. Permita que eu tenha discernimento para saber que o Senhor pode falar com qualquer um, desde que seja do teu propósito. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason