A Semana de Lia

Meditação do dia: 18/07/2019

 E Jacó fez assim, e cumpriu a semana de Lia; então lhe deu por mulher Raquel sua filha.” (Gn 29.28)

A Semana de Lia – Vamos meditar na situação em que Jacó se encontrou, após a decepção de ser enganado por Labão, em relação a esposa prometida. Qualquer pessoa com sentimentos nobres e uma mentalidade saudável, ficaria chateado, estando na mesma situação de Jacó. Sonhos parcialmente desfeitos em circunstancias em que ele não teve nenhuma participação a não ser, não se inteirar de como as coisas se passavam em termos de costumes locais. O dia do casamento é um dia feliz, festivo, é uma data em que se pretende comemorar sempre. O casamento, com seus inúmeros detalhes, incluindo a festa e os convidados, marca um dos rituais de passagem para todos os envolvidos. Os noivos despedem-se da vida de solteiro e dos amigos e companheiros de mocidade, para assumirem agora como família, iniciando uma nova etapa com a bênção de todos os familiares e convidados. Os pais, cumprem o papel de multiplicarem-se através da nova família e o início de verem sua posteridade prosperar e crescer. Esse foi um dia difícil par Jacó e certamente para Lia, porque ela se viu casada com o cunhado e não com um noivo. O que viria a acontecer? Ao tirar satisfação com o sogro, Jacó recebeu apenas uma notificação de como as coisas eram feitas naquelas terras e uma nova proposta de sete anos de trabalho para receber Raquel por esposa. Esposas pré-pagas! Jacó lançou o sistema. Aqui então vem a virtude de Jacó, em se colocar a trabalhar outros sete anos, para então se casar com a mulher amada. Como bem escreveu Camões, naquele poema que citei a poucos dias, ele não trabalhou para Labão, mas sim para Raquel e agora, não foram sete anos por cada uma, mas os 14 anos foram por Raquel. Será que Jacó, já estava agindo pelos princípios messiânicos? E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas(Mt 5.41). Nos meus raciocínios, conhecendo a minha índole ou em bom português, o meu gênio, eu ficaria muito bravo, porque se tratava de algo muito sério, e envolvia o sentimento e o compromisso do relacionamento com uma das filhas de Labão e não à outra. Embora os costumes daqueles povos, permitisse legalmente a poligamia e até mesmo o concubinato, e Jacó acabou por passar por tudo isso, mas naquele momento não era o que estava nos seus planos. A minha pergunta é: como ter sua vida alterada, seus planos frustrados, procrastinados e relegados a nível de negócio financeiro como fez Labão? Ainda assim, Jacó recomeçou, e perseverou. Sei que muitos cristãos, meus irmãos e membros de nossas igrejas, sofrem situações para as quais ninguém está preparado de antemão, e a vida precisa prosseguir. Pastores tem que se envolverem e ajudarem famílias que se despedaçam ou são despedaçadas, por tragédias anunciadas por antecipação pelas escolhas de alguém; outras, sem nenhuma participação irresponsável, são acometidas por tragédias da violência, acidentes e outras intempéries da vida. Amados, não é fácil, mas é possível! O Senhor Nosso Deus está conosco todos os dias e pode nos guiar por caminhos que levam à vitória e aos benefícios que a Aliança no coração confirma que é direito nosso. Não perca a fé e nem a esperança. A vitória vem!

Pai, obrigado por permitir lições dolorosas, mas ricas em ensinamento e aprendizado para nós e nossos familiares. Em todo tempo, tu estás conosco e nos guia com tua mão poderosa. Em nome de Jesus, pedimos sabedoria e graça para perseverarmos. Amém.

Pr Jason

Era Lia e não Raquel

Meditação do dia: 17/07/2019

 E aconteceu que pela manhã, viu que era Lia; pelo que disse a Labão: Por que me fizeste isso? Não te tenho servido por Raquel? Por que então me enganaste?” (Gn 29.25)

Era Lia e não Raquel – Acordar pela manhã e perceber que foi duplamente enganado, não deve ser nada agradável. Especialmente quando está em foco algo tão sagrado como o casamento. Na verdade houve uma conspiração cultural, onde se velou um segredo do imigrante, que só veio a saber, quando lhe era tarde demais. Ao tirar satisfação com o tio e sogro, é que ele foi informado de um pequeno detalhe da cultura, que até então ele não soubera. Os haramitas, não costumavam dar a filha mais nova em casamento antes da mais velha. Pode ser um excelente costume cultural, que evitaria que as filhas mais velhas ficassem para titia. Mas eu me pergunto, assumindo a decepção de Jacó; será que nesses sete anos por ali, ele não fora, ou não vira nenhum casamento? Será que ao pedir Raquel oficialmente em casamento, Labão não deveria lhe informar sobre tal costume? Raquel, a amada, guardou silencio por conveniência ou por obediência ao pai? Será que Lia se passou por Raquel, como ele se passara por Esaú? Nenhum amigo, colega pastor, não lhe dera nenhuma dica? Mas a maior reflexão que posso fazer, nessa linha, é será que ele não orou a Deus e perguntou se tudo estava certo, ou ele simplesmente seguiu o fluxo? Aquele que armara uma situação ardilosa para o pai e o irmão com o consentimento da mãe, se viu agora na mesma condição de lesado, ludibriado por pessoas da sua alta estima. Aprender com os erros é uma lição muito dolorida, mas preciosa, se assim a pessoa assumir também a sua parcela de responsabilidade. Costumo dizer, que o pior erro da vida é aquele do qual nada aprendemos. Também tem coisas nessa vida, que não tem jeito de ser ensinado, só pode ser aprendido. Era a oportunidade prática de Jacó, conhecer de fato e de direito quem era Labão, o irmão de sua mãe. Alguma coisa havia na genética daquela família, que Jacó precisava examinar e aprender, porque agora, não apenas um sobrinho exilado recebendo abrigo; era funcionário, e genro de uma pessoa muito habilidosa em trapacear. A questão agora, de Jacó, é que ele era um homem transformado pela sua experiência com Deus e não pretendia voltar a velha vida e lidar com a situação como ele o faria antes. Aquele sonho, aquele encontro com Deus em Betel, produzira nele um temor espiritual, no qual ele não pretendia lançar mão de armas equivalentes para esse tipo de luta. Aqui, começa a ser revelado a dualidade da verdade contra o engano, do velho homem com a nova criatura, do ser religioso praticante e ser um fiel servo de Deus. Certamente, o primeiro dia após o casamento é um momento de revelações do que será de agora em diante na vida daquela pessoa.

Senhor, levando em conta o todo e não apenas um dia da vida de um ser humano, o Senhor permitiu Jacó amadurecer e refletir sobre andar na aliança e ou tomar atitudes que humanamente seriam aceitáveis, mas seria um desastre para o caminhar contigo. Sou grato pelas escolhas que ele fez e pelas lições que posso aprender com ele. As decepções aparecerão na caminhada, mas elas podem ser superadas e vencidas. O Senhor sempre estará nos guiando em verdade e justiça e isso nos conforta e motiva, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Jacó & Labão

Meditação do dia: 16/07/2019

 E disse Jacó a Labão: Dá-me minha mulher, porque meus dias são cumpridos, para que eu me case com ela.” (Gn 29.21)

Jacó & Labão – Relacionamentos humanos são necessários, são úteis, mas tem seus momentos difíceis. Por outro lado, é um instrumento poderoso para polir e burilar as facetas das pessoas, até se tornarem lisas, relacionáveis. A convivência trás à tona o que há no interior de cada um e isso exige mudanças e transformações. Me lembro de uma dinâmica, em que alguém fala sobre uma pessoa com uma xícara de café na mão, quando sobre um esbarrão de outra pessoa; aí vem a pergunta: “O que foi que derramou da xícara?” – A resposta é CAFÉ! É obvio! Então vem a pergunta de aplicação: Por que derramou café da xícara? A conclusão é que derramou o que conteúdo que nela havia, e nesse casa havia café, por isso derramou café. Quando alguém “esbarra” em nós, ou nos agita, sacode, etc. o que derrama de nosso interior? O que há no nosso interior! Seja bondade, maldade, indiferença, amor, ódio, simpatia, antipatia… o problema então não é esbarrarem em nós, mas o conteúdo que há em nós. Sendo assim, precisaremos constantemente de sermos testados, para nos certificarmos que o conteúdo do nosso interior é edificante e abençoador. Jacó e Labão, iniciam aqui, uma saga de relacionamentos que vão se revelar como instrumentos de tratamento de caráter, ou de aperfeiçoamento daquilo que Deus gostaria de construir em Jacó. Para alguém que tinha como marca e característica principal na vida, desde o nascimento, algo negativo, como um suplantador, ele veio cair nas garras de alguém altamente especializado nisso. Muitas pessoas que estão em nossas vidas, estão ali por propósitos divinos de sermos tratados para nosso crescimento e maturidade. Elementos que nos provocam, também despertam em nós a criatividade e a tolerância, mantendo-nos sempre em alerta, em vigilância plena, porque sabemos que eles não nos darão tréguas e muito menos serão complacentes ou tolerantes em caso de erros de nossa parte. Ventos contrários também levam o barco para frente, é necessário apenas saber manejar as velas. Conviver e ouvir somente as pessoas que pensam como nós, pode nos induzir ao erro, ou nos manter em estado de letargia e acomodação. As vozes da oposição e resistência, exigem o melhor de nós e isso nos impulsiona para frente.

Senhor Deus, obrigado por produzir situações que nos leva para frente e nos força a sermos criativos e fazer bom uso dos dons e talentos que fomos dotados por ti. Nossas vidas e ministérios se manterão em alerta e vigilância, graças aos meios que tens disponibilizados para tratar conosco. Obrigado por cada pessoa e situações que me força a melhorar e progredir. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Sete Anos

Meditação do dia: 15/07/2019

 Assim serviu Jacó sete anos por Raquel; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava.” (Gn 29.20)

Sete Anos – É muito tempo! É pouco Tempo! É tempo suficiente! Não é tempo o bastante! É ou não é! A verdade é que tempo, conta muito para nós, ao pensarmos apenas em nós mesmos e em nossa existência, para tantas coisas que gostaríamos de realizar. Se pesquisar sobre “Tempo” encontraremos alternativas de todas as formas e para todos os gostos. Para Jacó, sem dinheiro e nem amigos importantes, sem avalista, sete anos de trabalho pelo dote daquela pastorinha maravilhosa, foi muito pouco tempo, porque o amor lhe dava a motivação e a expectativa certa. Biblicamente podemos pensar em tempo CHRONOS, isto é tempo corrido, marcado pelo relógio, pelo calendário, de forma ininterrupto; à cada respirada estamos mais velhos, mais perto da linha de chegada, é quase uma contagem regressiva. Também podemos pensar e agir no KAIRÓS, oportunidade, ocasião, chances que aparecem ou estão diante de nós, dadas por Deus. O momento certo, ou oportuno. Deus não tem problemas com nenhuma das acepções dessas palavras, pois ele é o Senhor dos tempos. Ele fez todas as coisas e tem o senhorio e o governo, até no sentido de controle do tempo. Ele pode fazer os mecanismos do tempo acelerar, desacelerar e até parar se for esta a sua vontade e a situação assim o exigir. Mas vamos voltar a pensar na experiência de Jacó e Raquel, esperando um pelo outro mediante uma aliança entre os corações e um contrato de trabalho entre ele e o pai dela. Com uma cabeça meramente ocidental, validamos a iniciativa de Jacó, porque afinal ele viera de tão longe, justamente para se casar com uma moça nativa daquela terra. Poderia ter adiantado o processo, e assim ganhar tempo. Mas na verdade precisamos pensar com a cabeça dele, de um oriental, e lembrar que não estava ele, no século 21, depois mais de 21. Ele agia pela fé nas promessas de Deus para com seu pai e seu avô, mas também estava iniciando uma nova variável de linhagem da promessa. Ele também precisava valorizar a oportunidade de recomeçar sua vida, sem as marcas do Jacó de Canaã, sorrateiro, enganador, suplantador e marcado para morrer pelo próprio irmão, por utilizar meios escusos para herdar uma herança legítima por promessa. Eu já tive outras oportunidades na vida, depois de quebrar ou estragar a primeira! Não sou o único que passei por isso, e não creio que serei o último e isso é um motivo de gratidão no meu coração. A história pode ter continuidade, com novos capítulos e um novo roteiro, preferencialmente com um novo roteirista também.

 

Senhor, Jesus, obrigado por nos ajudar a reescrever nossa própria história, que havia sido planejada tão bem por ti, desde a eternidade. Nossos pecados fizeram separação entre nós e Deus e assim também nos afastamos dos propósitos maravilhosos estabelecidos para nós. Mas, graças ao teu infinito amor, estamos de volta ao caminho e esse caminho não tem volta e ele não é um conceito, uma filosofia, mas uma pessoa e ninguém vai ao Pai senão por ele. Obrigado, de coração, amém.

 

Pr Jason

Jacó Amava Raquel

Meditação do dia: 14/07/2019

 E Jacó amava a Raquel, e disse: Sete anos te servirei por Raquel, tua filha menor.” (Gn 29.15)

Jacó Amava Raquel – Alguém aí já leu camões? O escritor português, fez um poema ode ao amor de Jacó e Raquel.

Sete anos de pastor Jacob servia                    Vendo o triste pastor que por enganos

Labão, pai de Raquel, serrana bela;               lhe fora assi negada sua pastora,

mas não servia ao pai, servia a ela,                 como se a não tivera merecida,

e a ela só por soldada pretendia.
Os dias na esperança de um só dia                tornando já a servir outros sete anos,

passava, contentando-se com vê-la;               dezia: –Mais servir(i)a, se não fora

porém o pai, usando de cautela,                    p[e]ra tão longo(s) a[m]o[r] tão curta vida.

em lugar de Raquel, lhe dava Lia.

 

O amor por mais que os poetas e românticos tentem descreve-lo, somente vivendo e experimentando-o para dizer do que ele é capaz. Jacó era um recém chegado àquelas terras, e não por sorte, mas por providencia divina, ele encontrou o amor de sua vida, logo ali, na beira daquele poço, no meio do campo. As ordens dos pais, para procurar na própria família, uma moça para se casar, nunca fora uma ordem tão fácil de se cumprir e obedecer; por amor, quase que à primeira vista, ele estava disposto a investir sua vida na dedicação a sete anos de trabalhos pelo dote de Raquel. O que será que ele viu nela? Bem, o texto diz que ela era formosa à vista. Não é nenhuma novidade, para nós, pois beleza parecia ser herança de família. Sara fora lindíssima até quando idosa, Rebeca era de tirar o fôlego, embora essa expressão não existisse ainda no vocabulário de Isaque, e Jacó encontra a primeira mulher em Harã, na beira de um poço, uma pastora, muito bonita e fica sabendo que era filha do seu tio materno, Labão. O começa da vida dele em Harã, realmente parecia muito promissora.

 

Senhor obrigado por prover meios pelos quais as famílias podem ser formadas, dentro de planos e critérios onde a tua bênção irá acompanha- los todos dias, até que as tuas promessas na aliança se materializem e os próximos passos possam ser dados. Em nome de Jesus, amém.

 

Pr Jason

 

Trabalho & Salário

Meditação do dia: 13/07/2019

 Depois disse Labão a Jacó: Porque tu és meu irmão, hás de servir-me de graça? Declara-me qual será o teu salário.” (Gn 29.15)

Trabalho & Salário – Dizem os filósofos de plantão, que a parte do hino nacional que o brasileiro mais gosta é aquela que diz: “Deitado eternamente em berço esplendido, ao som do mar e à luz do céu profundo.” Se não fosse um tragédia, até que seria divertido; mas a bem da verdade, o jeitinho brasileiro contaminou muito a formação da nossa identidade, como povo e aqui abaixo do Equador, se valoriza muito se dar bem com o menor esforço possível. Trabalho é considerado em muitos círculos, como uma maldição, um castigo imposto ao homem depois do pecado de Adão e Eva. Nada mais FAKE NEWS do isso. Em todos os povos e culturas e em todos os tempos, sempre teve e tem pessoas laboriosas e criativas e também os espertalhões; Salomão falou sobre isso: O trabalhador trabalha para si mesmo, porque a sua boca o incita” (Pv 16.26). O trabalho é uma dádiva divina e é uma forma da pessoa expressar sua criatividade, se realizar com seus feitos e levantar o seu sustento, contribuir para o bem de sua comunidade e em suma, glorificar a Deus, que lhe capacita. Acredito piamente, que toda pessoa nasce com aptidões e habilidades para desempenhar um papel importante em sua vida. É através do trabalho que a pessoa se realiza. Quando alguém atua fora da sua vocação natural e de suas habilidades, é criado um fator de frustração em sua vida. Quem trabalha naquilo que gosta e se aplica diligentemente, ela se sente realizada, satisfeita e motivada. Ao ver alguém reclamando que a segunda feira já está chegando e com ela a rotina de trabalho, pode-se perceber que essa pessoa atua fora de sua área; aquilo tudo lhe é muito penoso e desgastante. Uma professora que tive num curso profissionalizante, em tom de brincadeira dizia que o dia da semana que ela mais gostava era a segunda feira, por ser o dia que estava mais longa da próxima segunda feira. Labão estava propondo uma oportunidade de trabalho à Jacó, com remuneração devida. Todo trabalho merece sua recompensa e isso é confirmado em todas as páginas das Escrituras. Devemos incentivar as pessoas a se aprimorarem nas suas atividades profissionais e ministeriais, porque o cristão entende que primariamente ele está servindo a Deus, portanto deve ser fiel, zeloso, diligente, responsável e criativo. Ali no ambiente de trabalho surge outras oportunidades de relacionamentos que vão enriquecer e abrir novas portas que serão parte do ministério e também é devido a isso que haverá promoções e crescimento. Trabalho, é culto a Deus!

Pai obrigado, por ser o Todo-Poderoso, e ainda assim trabalhas até hoje. Jesus Cristo, sendo quem ele é, trabalhou arduamente enquanto esteve aqui entre nós, e ainda hoje está trabalhando para nos receber e também o Espírito Santo veio para ficar conosco, como selo da tua promessa de redenção e trabalha intensamente para nos manter em comunhão contigo e com os teus projetos. Obrigado por ser o nosso modelo e exemplo, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Casa de Labão

Meditação do dia: 12/07/2019

 E aconteceu que, ouvindo Labão as novas de Jacó, filho de sua irmã, correu-lhe ao encontro, e abraçou-o, e beijou-o, e levou-o à sua casa; e ele contou a Labão todas estas coisas.” (Gn 29.13)

Jacó na Casa de Labão – Quando criança eu fui visitar muitas vezes alguns tios em suas casas; É bom demais! Em outras ocasiões, passei férias escolares em casa de tios no interior, na fazenda. As lembranças são sempre maravilhosas e vivas, mesmo depois de muitos anos. Essa deve ter sido também a experiência de Jacó, ao chegar na casa do tio Labão, havendo muitas boas razões para descrever tudo isso. Era a sua primeira e grande viagem; era sua experiência de estar fora de casa e numa terra e cultura diferente da sua; ele concluía uma jornada, tendo chegado bem e encontrara familiares que conhecia apenas pelos relatos da mãe. Hará agora era a sua realidade por um bom período de tempo, ali ele firmaria raízes e reconstruiria sua vida. O temor da ira do irmão Esaú, por enquanto não era algo a se preocupar. Tudo era muito novo e ressente, mas a casa de Labão era a sua casa. Quando olhamos para um gráfico, como de medidas dos batimentos cardíacos, ou aqueles das ações em bolsa de valores, podemos perceber altas e baixas, mesmo quanto está em queda ou subindo. Na vida, chamamos de “vales” e “montes,” e sabemos que isso faz parte da experiência toda da jornada, mas que eles não são os fatores determinantes, não é neles que devemos focar nossa atenção e muito menos nossas intenções. Focamos nos alvos ou destino final. Ao focar num momento único ele pode mostrar uma realidade falsa. Jacó estava todo alegre e feliz ao chegar na casa do tio e da mesma forma, Labão estava todo sorridente, abraços e beijos e boas vindas esfuziantes. Olhando o gráfico inteiro, diríamos para Jacó: “sabe de nada, inocente!” Mas nem isso e nem as muitas outras situações negativas, alteraram o resultado final da vida de Jacó. Isso é o que conta! Você e eu não podemos avaliar e justificar nossas vidas por um espaço pequeno das nossas experiências, quer da vida pessoal, familiar, social e ministerial. Quem não passou ou passa por vales difíceis? Quem nunca chegou todo entusiasmado para iniciar um projeto e depois dá tudo errado? A casa de Labão é uma porta que se abre, no momento é o que se precisa, ela sempre será a casa de Labão, mas dali, sairemos para edificar a nossa. A nossa casa não pode ser como a casa dele, mas conforme o projeto que Deus tem para nós. Voce sabe qual o projeto de Deus para você? Para seu ministério? Para a igreja? Jacó sabia!

Pai, obrigado pelas experiências de estar em lugares que não são nossos, mas são estágios para acessarmos outros que nos levarão ao nosso verdadeiro lugar, onde seremos abençoados e produtivos. Graças, por andar conosco e nos dar graça suficiente para perseverarmos até a vitória final. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Anúncios

Meditação do dia: 11/07/2019

 E Jacó anunciou a Raquel que era irmão de seu pai, e que era filho de Rebeca; então ela correu, e o anunciou a seu pai.” (Gn 29.12)

Anúncios – Boas notícia são sempre bem vindas, em todos os tempos foi assim e certamente o será para todo sempre. Não à toa que o nascimento de Jesus, foi dado aos pastores nos arredores de Belém, como uma boa notícia, a melhor de todas elas: E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo: Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor. (Lc 2.10,11). A nossa palavra EVANGELHO se traduz por boas notícias. Sem querem explicar, mas já explicando: as boas notícias comunicadas pelos anjos aos pastores não é a informação do nascimento de Jesus, mas é JESUS mesmo que é a boa notícia do amor de Deus materializado entre os homens para lhes ser o salvador prometido desde o início dos tempos. Voltando aos arredores daquele poço, em Harã, depois de muitos dias de viagem e agora finalmente chegara à civilização e depois de bem informado de que estava no lugar certo, chegou a vez, ou a hora de revelar-se de fato, quem era e a quem viera. Raquel foi a privilegiada de receber a primeira boa e grande notícia, que aquele forasteiro gentil que retirou a pedra e deu de beber ao prioritariamente ao seu rebanho, era na verdade um parente, que no máximo ela sabia da existência por informações que pudesse ter chegado a sua família, via mercadores daquelas rotas. Ele lhe anunciara que era filho de sua tia Rebeca, irmã de seu pai, que a muitos anos fora embora para Canaã, para se casar com um primo rico, que enviara uma comitiva para leva-la. Esse história com certeza fora contada a ela inúmeras vezes e agora, ela pode saber que o grande conto de amor e fé estava ali materializado diante dela, na figura de um primo. Correr de alegria é uma realidade que aparece poucas vezes na vida da pessoas, e quando isso acontece, vale muito à pena correr com toda força e chegar ofegante, mas com satisfação de quem tem um grande motivo para tal; e a chegada não tão natural de alguém assim, já causa curiosidade e expectativas em quem presencia. Labão e as demais pessoas da família, ao verem a jovem se aproximando numa correria desenfreada, numa hora em que deveria estar cuidando dos rebanhos, só podia significar notícias importantes, urgentes e que exigia uma atitude tal; mas pela expressão de felicidade e alegria, só poderia ser algo muito bom! Foi assim que ela anunciou a seu pai que um filho daquela tia que fora para Canaã, estava logo ali, de chegada de sua longa jornada. Você se lembra da última vez, que correu para dar uma boa notícia? Estou falando daquelas, que a gente mal se contém e não se contenta enquanto não contar? Também se lembra da última, ou a mais recente vez em que alguém chegou esbaforido perto de você para anunciar algo extraordinariamente bom? Isso merece celebração e agradecimentos.

Senhor, rendemos graças a ti, pela maior e melhor notícia que alguém poderia desejar receber, e que o Senhor preparou para nós – Que o Redentor veio para nos dar vida e vida com abundancia. Estou grato e feliz por esse presente, por essa notícia e reconheço, que nem em toda a eternidade, há algo mais precioso que poderia nos dar – Seu filho e ele nos dar a sua vida. Todos os dias, ao levantar e ao deitar, serei sempre grato por essa notícia. É em nome dele que oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

O Beijo e o Choro

Meditação do dia: 10/07/2019

 E Jacó beijou a Raquel, e levantou a sua voz e chorou.” (Gn 29.11)

O Beijo e o Choro – “Homem que é homem não chora!” Esse mito já caiu faz muito tempo; isso seria válido se como pessoa humana, o homem não fosse dotado de emoções, ou fosse proibido de expressar-se aquilo que tem no íntimo. Lágrimas não são sinais de fraqueza. Jesus chorou e ele é o máximo! Após uma longa viagem, e nesses espaços de tempo, ao contemplar diferentes paisagens, tudo isso ajuda fluir os pensamentos que geram expectativas e quem tem expectativas tem planos, ou ao menos está trabalhando em formar. Jacó saíra de casa e deixou para trás sua segurança financeira e profissional; teria que reinventar-se para começar do zero, e teria que começar pelo que ele tinha em mãos, que era suas habilidades e conhecimento de pastoreio. Foi assim que chegou àquele lugar onde fez contatos e amizades com pastores locais. Agora que podia se sentir seguro, afinal estava entre pessoas que não eram ameaças para um viajante estranho pedindo informações, sabia que estava às portas da casa do tio e para aumentar ainda mais as palpitações cardíacas, é apresentado a uma pastora, que era sua prima, filho do tio para onde estava indo. É justo que ele se emocionasse e exprimisse o seu sentimento de gratidão e respeito, no estilo oriental, beijando a sua prima e chorando. Como cristãos, nossas lágrimas devem cair como demonstração de quebrantamento, arrependimento, pesar, empatia e solidariedade humana. Chorar quando sofremos, não diminui a fé e nem significa desistência e conformismo; nos salmos há muitas citações de choro e lágrimas e ainda assim é um dos livros mais acessados e lidos da Bíblia. Posso conectar a experiência de Jacó com as palavras do salmista que disse Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos (Sl 126.6). Ali estava Jacó, frente a frente com Raquel, que acabara de conhecer e aquele encontro marcava a primeira boa notícia depois de uma longa viagem; anos mais tarde, Jacó e Raquel estavam quem sabe, passando por aquele mesmo poço, agora como família, a família que ele viera formar, e com muitos rebanhos, não mais do tio ou à espera de tirar a pedra do poço, mas de passagem, rumo à Canaã. Toda história tem um começo e nem todo começo é fácil, mas é preciso iniciar e acreditar na forço do seu trabalho, especialmente tendo as promessas de Deus em vista. Você e eu, precisamos ser os protagonistas da nossa história. Não permita que outros construam a sua história, essa parte é sua, é minha e terá que ter um final como eu trabalhei para ter.

Senhor Jesus, obrigado por mostrar como se é protagonista da própria história; vieste ao nosso mundo e sem as principais regalias ou privilégios que alguém pode ter, o Senhor fez a história acontecer e no decurso do caminho, muitas vidas foram propositalmente impactadas e transformadas e continuam sendo até hoje, através do teu corpo, que é a igreja, que somos nós, que sou eu. Graças pela vida que me foi dada e com ela muitas oportunidades de fazer a diferença e cumprir um propósito muito especial. Louvado seja o teu santo nome, em todo tempo e para sempre, amém.

Pr Jason

O Efeito Raquel

Meditação do dia: 09/07/2019

 E aconteceu que, vendo Jacó a Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, irmão de sua mãe, chegou Jacó, e revolveu a pedra de sobre a boca do poço e deu de beber às ovelhas de Labão, irmão de sua mãe.” (Gn 29.10)

O Efeito Raquel – Motivação é uma palavra mágica! Ela produz efeitos inesperados e impossíveis de serem mensurados. Devidamente motivados, pessoas produzem assimetricamente em proporções gigantescas. Basta ver o imenso numero de filmes baseados em algum efeito motivador, que produziram campeões. Pode ser um discurso ou uma ação ou necessidade que parece surtir o efeito do espinafre no Marinheiro Popeye. Embora seja um assunto complexo, mas a motivação na verdade é a apropriação de um valor. O que move as pessoas são os valores; aquilo que elas consideram valiosos ou importantes, assumem um lugar na agenda e na vida e isso as move em direção as suas ações. Eu gosto de ler a Bíblia e isso tem um valor bem elevado para mim. Até parece um mantra que a Monte das Oliveiras já sabe de cor, considero um “bola murcha” alguém que tenha mais de um ano de convertido e não leu a Bíblia inteira. É sagrado, é preciso ler a Palavra de Deus ao menos uma vez ao ano, para se passar por um cristão normal. Posso não achar tempo para muita coisa, mas para a leitura diária eu encontro com a maior facilidade e se preciso for, qualquer outra atividade pode ficar para depois ou não ser feita, exceto essa. Olhando para a história de hoje, o que tudo indica pelo texto, é que ao ver Raquel, Jacó, arregaçou as mangas e removeu sozinho a pedra que vários homens faziam isso juntos todos os dias. Alguém diria, clara, que se trada de exibicionismo, para impressionar a moça, mas como não temos todos os detalhes, pode ser que os pastores o ajudaram, quando viram a inteção dele, ou na conversa ele já revelara que era sobrinho de Labão e estava de chegada à casa do tio, com quem pretendia viver e se estabelecer naquele local. Daí então, os novos amigos, aceitaram ele primaziar o rebanho da moça que acabara de chegar, até mesmo para ela deixa-lo sob os cuidados talvez do próprio Jacó enquanto ele corria para dar a noticia ao pai. Ele poderia muito bem estar motivado pelo desejo de chegar logo em casa, já que agora estava às portas e acabara de conhecer a prima. Mas quero tirar um ensinamento aqui: Nossa capacidade de avaliar a motivação alheia, pode ser falha e nos incorrermos num julgamento falso ou prejudicado por meras emoções. Podemos estar sendo sinceros ao basear nosso juízo sobre os fatos que vemos, mas quem diz que o que vemos expressa a verdade? Chamar Jacó de interesseiro, ostentador, exibicionista ou coisa do gênero, pode não ser justo com ele ou com ela e até com ambos. Na igreja e no ministério, diária e constantemente surge oportunidades de utilizarmos o bom senso e apreciar o esforço e cooperação de alguém. Também há a oportunidade de semearmos outros tipos de sementes, de críticas, insensibilidade e desmotivação. O conceito divino sobre nossas capacidades ficou claro, com o experiente Samuel, na casa de Jessé: Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração (1 Sm 16.7).

Senhor, minha oração hoje nessa meditação sobe diante de ti, num pedido de perdão e misericórdia, porque a nossa capacidade de ver e avaliar perfeitamente é muito prejudicada pela nossa falibilidade humana. Reconhecemos que só Senhor é perfeito em todos os seus caminhos e santo em todas as tuas obras; os teus juízos são justos e verdadeiros, por isso mesmo estar em tuas mãos é uma fonte de segurança e um refúgio secreto e seguro. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason