Sonhando alto

Meditação do dia: 19/06/2020

 “E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado: Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.” (Gn 37.6,7)

Sonhando Alto – Já percebi que muitos irmãos e leitores se interessam também pelos mistérios dos sonhos. Reconheço que é uma das maneiras mais usuais que Deus usa pra falar conosco; é praticamente impossível não conseguir ao menos uma parte do discernimento sobre o que se sonhou. Também as vezes, Deus já sabendo o “jeito da Madeira” ele já dá o sonho com o desenho, para que não tenha como dizer que não entendeu. Entre os muitos mistérios na interpretação dos sonhos, me fascina muito a maneira criativa de Deus variar tanto as possibilidades. Alguns dos eventos que temos descritos na Palavra de Deus, alguns tem lá uma vertente que indicam os temas e os significados, então até certo ponto, com um pouco de sabedoria é possível trabalhar o tema. Mas há muitos casos, em que só mesmo uma revelação sobrenatural de Deus, para se chegar à precisão na interpretação. José aqui descreve ele e seus irmãos colhendo trigo, no modo como faziam antigamente, primeiro amarra-se os feixes e depois corta-se; e cada um tinha seu próprio feixe, que se inclinavam automaticamente para o feixe dele. Parecia um moderno desenho animado; mas se José não compreendeu de primeira, os irmãos deles sim; para eles a moral daquele sonho seria que José se tornaria autoridade e que eles teriam que se submeter a ele, curvando-se diante dele. Mesmo com uma mentalidade carnal, eles tiveram discernimento certo. Posso ver nesse sonho de José, elementos que são familiares, como o campo de trabalho, uma lavoura de trigo, maduro e já sendo colhida, por eles em família. Pode se detectar trabalho, família, frutos, colheita, posições de autoridade e submissão. Não sou perito e nem tenho dons de interpretação de sonhos (se é que isto exista), mas sempre que alguém compartilha comigo, eu procuro prestar atenção aos detalhes principais, ou elementos importantes do sonho. Me refiro por exemplo ao ambiente, se limpo, sujo, organizado, algo totalmente fora do lugar ou fora do comum; cores, se vivas, pálidas; a percepção se é calmo, agitado, assustador ou acolhedor e transmite confiança ou inquietude. Me recordo de uma pessoa que me procurou e disse que sonhara que estava na calçada de sua casa e havia acabado de chover e a enxurrada ainda estava correndo e a água era cristalina de tão limpinha; mas ela notou que a corrente seguia no sentido contrário, de baixo para cima, e isso a deixara intrigada, mesmo no sonho. Eu lhe disse que os elementos apontavam coisas boas, pois a chuva fora suave e a água era limpa; mas a correnteza no sentido contrário, indicava uma reversão de processos naturais – então sugeri que prestasse atenção porque poderia ser que alguma coisa que ela esperava seria revertida para melhor. Dito e feito! Uma questão judicial que se arrastava a muito tempo e mesmo ela tendo razão parecia ser uma causa perdida por envolver aspectos ambientais. Mas poucas semanas depois veio o desfecho totalmente favorável a ela. No caso de José, espiritualmente ele e toda a família tinham promessas de grandes coisas, até mesmo virem a ser uma nação, com reis e tudo mais, mas no momento eles eram fazendeiros, criadores de gado, plantadores de trigo e cereais para sobrevivência e negociavam produtos que eles produziam nos seus labores. Sonhar com algo tão fora dessa realidade, na prática diária, soaria mais com delírios juvenis. Mas sabemos que Deus constrói os elementos que possibilitam a realização dos seus planos e propósitos com bastante antecedência. Quando oramos pelos nossos filhos, ou por nossos ministérios, pedimos a Deus que abençoe e faça prosperar, mas nem sempre ligamos alguns acontecimentos com as próprias respostas de nossas orações. Acredito nas promessas bíblicas sobre a eternidade, após o arrebatamento, no milênio e for even and even etc e tal. Vocês não concordam comigo, que já estamos sendo trabalhados por Deus, para algumas dessas coisas que ainda virão acontecer? Sim! Olhe para trás; não houve coisas que vocês e eu fizemos, aprendemos, fomos treinados e que na época nem sabíamos para que serviriam aquelas coisas e depois da conversão e chamado para o ministério, muitas daquelas benditas coisas se encaixaram como uma luva? Pois é! Como dizia um filme antigo, “alguém lá em cima gosta de mim!” Deus é muito inteligente e sábio, ele não comunicaria algo ininteligível! Ele está lidando com filhos, seus filhos, que ama muito e o sucesso deles lhe interessa. Seja uma bênçãos e desfrute da comunhão com o Senhor e aprenda a ouvir e discernir o modo particular e pessoal que ele tem de falar contigo.

Senhor meu Deus e Pai, obrigado por comunicar o seu amor e a sua grandeza de formas tão maravilhosas, especialmente através de Jesus, a maior e a expressa revelação da imagem do Pai. Acreditamos que em tua infinita sabedoria e multiforme graça, te manifestas aos teus servos de maneira que eles possam compreender os teus planos e confiarem mais e mais em tuas promessas. Obrigado, pela pessoa bendita do Espírito Santo que nos guia e nos conduz à toda a verdade e nos lembrar tudo o que o Senhor Jesus nos ensinou. Graças te damos pela capacitação espiritual para acreditar no incrível e pela fé, vermos o invisível e por tua força fazermos o humanamente impossível. Em Deus faremos proezas, como diz tua Palavra. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quais São Os Sonhos?

Meditação do dia: 18/06/2020

 “E disse-lhes: Ouvi, peço-vos, este sonho, que tenho sonhado: Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava em pé, e eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho.” (Gn 37.6,7)

Quais São os Sonhos? – Sonhos podem ser bem mais do que atividades cerebrais durante o sono, lidando com as informações coletadas pelos diversos meios sensoriais da pessoa durante o dia ou os dias. O cristão está familiarizado com as Escrituras e nelas há abundantes relatos de que os sonhos são meios muito eficazes de comunicação entre o humano e o divino. Não só na cultura bíblica judaico-cristã, mas toda a literatura antiga e de todos os povos, encontram-se registros disso e da busca incessante para bem interpreta-los e obter melhores resultados. Para nós, José e Daniel levaram grandes vantagens sobre outros na capacidade de lidar com os sonhos e especialmente os dos outros. Vemos que Deus falou mais de uma vez com Abraão, “E pondo-se o sol, um profundo sono caiu sobre Abrão; e eis que grande espanto e grande escuridão caiu sobre ele. Então disse a Abrão: Saibas, de certo, que peregrina será a tua descendência em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos, Mas também eu julgarei a nação, à qual ela tem de servir, e depois sairá com grande riqueza” (Gn 15.12-14). Aqui foi um sonho com animação; Abraão percebeu no seu espírito toda a dor e a opressão que seus descendentes sofreriam no cativeiro antes de serem libertos definitivamente. Foi espantoso, surpreendente. Temos registros de comunicação do Senhor com Jacó, por meio de sonhos, instruindo-lhe sobre as promessas e as alianças celebradas e ratificadas. “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar; e eu não o sabia” (Gn 28.16). Já tive o privilégio de ouvir pessoalmente o autor dessa frase: “O potencial de um homem é medido pelos alvos que ele busca atingir.”  (Dave Earley) Ele é um escritor e conferencista internacional muito bem sucedido e pastor de igreja em células. Em um dos seus livros, “Oito Hábitos de um Líder de Células Altamente Eficazes,” ele ensina: O primeiro hábito de um líder de célula altamente eficaz é sonhar em liderar um grupo saudável, que cresce e se multiplica. Ele aponta alguns itens importantes para o sucesso ministerial, que vale tanto para um líder de célula, quanto para qualquer outro ministério cristão. 1. Ter um sonho aumenta o potencial – A maioria das células e seus líderes são gigantes adormecidos. Para Satanás é bom que tudo continue assim. Mas quando os líderes e suas células têm  um sonho, sua capacidade de fazer diferença no reino de Deus cresce imediatamente. 2. Ter um sonho ajuda na sua realização – Sonhos ajudam no cumprimento de um propósito. Existem muitas coisas boas na vida que eu nunca teria alcançado sem um sonho. 3. Ter um sonho ajuda a manter o foco e a canalizar a energia – Sem alvos nós perdemos o foco, deixamos de canalizar nossa energia e somos impedidos pelos obstáculos. Alvos são sonhos em desenvolvimento. Líderes de células altamente eficazes têm um grande sonho fracionado em alvos específicos, simples, alcançáveis e desafiadores. 4. Ter um sonho aumenta o valor do grupo – Um sonho coloca tudo em perspectiva. Líderes de células eficazes não “lideram simplesmente por liderar.” Eles desenvolvem líderes para alcançar o mundo. Quando o valor de um grupo é aumentado por meio de um sonho, o líder se transforma. 5. Ter um sonho prenuncia positivamente o futuro – Um estudo com graduados da Universidade de Harvard, revelou que 40 anos depois da formatura, 5% da classe haviam realizado mais que os 95% juntos. A diferença era, que esses 5% haviam registrado por escritos os seus alvos enquanto estudavam na faculdade e os outros 95% não o fizeram. 6. Ter um sonho motiva os líderes a continuar persistindo – Liderar uma célula também inclui contratempos. Os obstáculos podem ser descritos como “aquelas coisas terríveis que você vê quando tira os olhos do seu alvo.” Líderes de células altamente eficazes sabem que ter alvos à longo prazo os protege de ficarem frustrados por fracassos temporários. Seus sonhos os ajudam a continuar em frente. Adapte os ensinos acima sobre liderança de célula, para qualquer área de sua vida pessoal, familiar, ministerial e profissional e você poderá ver a diferença que os sonhos podem fazer. José era um adolescente e ainda não tinha maturidade e nem estava no tempo daquelas coisas acontecerem, mas à medida que ele foi crescendo e se desenvolvendo, ele mesmo percebe como tudo se encaixava perfeitamente. Os sonhos que sonhamos acordados também valem e podem ser tratados da mesma maneira. Por que Deus nos daria sonhos, se não fossem alcançáveis. Quais são seus sonhos? Você mesmo os considera grandes demais? Ou sem tanta importância? Nada disso, corra atrás, invista, se prepare e faça grandes coisas acontecerem. A oração alimenta seus propósitos!

Pai, obrigado por nos dar sonhos e visões de grande alcance e que precisam ser alimentados e cultivados com muito carinho e perseverança. Os obstáculos existem para nos testar e fazer obstinados por aquilo que acreditamos e todos eles podem ser vencidos, com o poder da fé. Nesse dia, oramos e intercedemos pelas pessoas que tem grandes sonhos mas ainda estão inertes, sem saber por onde começar. Oramos por uma motivação de começar, pois nunca está tarde demais para realizar grandes coisas no poder no nome de Jesus. Plantamos e outras gerações poderão colher, mas se essa for a nossa parte da tarefa, então ela precisa ser feita por nós, em nossos dias e com os meios que o Senhor disponibiliza a cada um de nós. Dá-nos Senhor, sonhos grande do teu coração. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José Teve Um Sonho

Meditação do dia: 17/06/2020

 “Teve José um sonho, que contou a seus irmãos; por isso o odiaram ainda mais.” (Gn 37.5)

José Teve Um Sonho – Um dos traços mais marcantes da vida de José, certamente foi a sua capacidade de interpretar sonhos. Um precioso dom intuitivo recebido de Deus e cultivado ao longo de anos, mas não só em termos de fator tempo, mas especialmente de comunhão com Deus. Todas as grandes conquistas e o sucesso de José, está diretamente associado à sua intimidade com Deus. Isso é mantido na esforço diário de disciplina, fé e perseverança. Quem de nós hoje em dia mantém a disciplina espiritual de uma vida devocional comprometida, sabe muito bem do que estou falando. São muitas as concorrências para que se dê prioridade à tirania do urgente, em detrimento do que é necessário e essencial. Uma outra daquelas histórias que pode não ter acontecido, mas que é verdadeiro o ensinamento transmitido por ela, diz sobre Martinho Lutero, o Reformador Protestante; perguntara-lhe quantas horas diárias ele separava para oração e devocional; então ele disse: normalmente são quatro; exceto os dias mais atribulados e atarefados, porque nesses dias são pelo menos seis horas. A moral da história é que quando maior a pressão e as tribulações, mais tempo se necessita aos pés de Deus. José teve um sonho e contou aos irmãos, como adolescente é uma atitude normal e por se tratar de algo que lhe despertou um interesse diferente e pela intensidade do sonho. Mas aqui vemos uma das primeiras grandes lições que a vida de José nos dá: Os sonhos de Deus para você, ou para mim, nem sempre podem ser contados para pessoas que não se identificam com a vontade de Deus. Eles vão se levantar para matar os seus sonhos; eles vão fazer uso disso como arma para pisar e destruir interiormente quem tem sonhos grandes. Não conte os seus sonhos para que não se importa com Deus e não está disponível para te ajudar a encontrar discernimento e dar passos para torna-los realizáveis. Deus trabalha através de potenciais – aquilo que hoje é pequeno, ou insignificante, sem aparência ou muito bruto, será transformado em preciosidade no devido tempo, com o devido tratamento nas mãos daquele pode todas as coisas. Quantas sementes cabe numa laranja? Perguntei a poucos dais numa meditação; e quantas laranjas cabem numa semente? Veja que uma está pronta, consumada e outra é um potencial a ser explorado e o futuro reserva algo inimaginável para quem olha apenas uma pequena semente, facilmente destrutível. Quem diria que um adolescente ruivo e gentil, que gostava de tocar harpa e compor poemas, seria o maior rei da história de Israel em poucos anos? Nem seu pai Jessé, nem seus irmãos que já eram militares do rei Saul. Quem, em seu juízo perfeito, seria maluco de dizer que um adolescente de dezessete anos, mimado, queridinho do papai fazendeiro, na distante Terra de Canaã, treze anos mais tarde, elevado a Primeiro Ministro do Egito, o maior império da época, com tanto poder e autoridade que até Faraó seguiria suas instruções? Gente, potenciais espirituais não são discerníveis carnalmente, ainda que por mentes compreensivas e abertas ao novo. “As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido” (1 Co 2.13-15). Mesmo nós cristãos, costumamos nivelar por baixo, pelo que é racional, inteligível, mas isso nem sempre é espiritual; saber discernir os dois tipos de sabedorias que operam em nós, é muito importante, porque somos cidadãos de dois reinos e lidamos com as duas realidades e a espiritual deve prevalecer sobre a natural. Buscar essa ajuda do Espírito Santo para familiarizar em comparar coisas espirituais com espirituais. Quem é espiritual discerne bem tudo, diz Paulo; mas se prestar atenção, se buscar se aperfeiçoar no mover do Espírito Santo. Assim como um mecânico pode não encontrar um defeito num motor; um médico não consegue encontrar um mal que acomete um paciente; um cientista pode não perceber um princípio ativo na sua pesquisa, assim um cristão espiritual, cheio do Espírito Santo, pode não detectar nada, porque está distraído, omisso, discplicente e carnal na sua compreensão. A verdade pode estar clara diante dos nossos olhos e passar desapercebida. Minha recomendação hoje, é para olharmos com mais e muito mais apreço aos adolescentes e jovens ao nosso redor e ver neles o potencial que Deus colocou em cada um e a importância que ele virá a ser no devido tempo e com a devida ajuda e compreensão. Pastores e líderes, não foquem apenas nas meninices deles, nas inconsistências emocionais e no modo deles serem nessa fase, mas são preciosidades, todos que hoje são ou fazem algo importante, nem todos eram prodígios e ou vistos como grandes promessas na sua adolescência. Nós somos espirituais e podemos discernir bem tudo. Ore sobre isso, acredite, Deus é poderoso e entende muito de potenciais.

Senhor, somos sementes em tuas mãos e podemos nos tornar tudo aquilo que o Senhor tem projetado. Podemos ser aquilo que planejaste, pelo poder do Espírito Santo que já habita em nós. Somos o que o Senhor diz que somos e nossos jovens e adolescentes são e serão o que está nos teus planos e projetos. Abençoamos a cada um deles e profetizamos sobre eles, para que haja vida, haja luz e a graça do Pai os acompanhará a cada dia e em cada escolha, para que alcancem o melhor, o mais excelente, em Deus. Em nome de Jesus, amém.”

Pr Jason

O Que os Irmãos de José Viam

Meditação do dia: 16/06/2020

 “Vendo, pois, seus irmãos que seu pai o amava mais do que a todos eles, odiaram-no, e não podiam falar com ele pacificamente.” (Gn 37.4)

O Que os Irmãos de José Viam – Percepção, parece ser uma boa palavra para descrever o que estava ocorrendo nessa situação familiar. O que os irmãos de José percebiam nas relações entre eles e o pai e entre este e o filho José. Família é algo muito maravilhoso e também misterioso; as interações que pareceriam tão naturais e dar liga boa, nem sempre segue esse protocolo. Como cada indivíduo é único e tem sua própria capacidade de percepção do ambiente ao seu redor, isso faz com que alguns além da própria percepção, também exercem uma influencia maior sobre os outros, que os demais sobre ele. Uma pessoa com boa capacidade de influenciar, se tiver um caráter deficiente, ou estiver em estado de amargura, ressentimentos ou atitudes negativas como vingança, retaliação ou disposição de praticar o mal, esse elemento se torna muito perigoso. Num ambiente familiar com tantos irmãos, mais de uma mãe e diferenças significativas de idade entre eles e um pai demonstrando preferencia por um, isso é prenuncio de ânimos acirrados e a temperatura tende a subir e haver explosão à qualquer momento. Pessoas boas, em situações de adversidades podem manifestar atitudes muito ruins e o mesmo vale para pessoas inteligentes, que de alguma forma reage com absoluta falta de bom senso e parece irracional e muito abaixo do padrão esperado. Costumo dizer que pessoa inteligentes também fazem besteiras e agem com insensatez; afinal são humanas e isso pesa muito. Me lembro de uma personagem bíblico que despertou muito a minha atenção para ele, devido a uma postura assumida, que só pode ser explicado por uma razão de foro íntimo muito acentuado. É Aitofel, um conselheiro do Rei Davi e passou para o lado de Absalão na tentativa de golpe contra o trono. “E era o conselho de Aitofel, que aconselhava naqueles dias, como se a palavra de Deus se consultara; tal era todo o conselho de Aitofel, assim para com Davi como para com Absalão. Disse mais Aitofel a Absalão: Deixa-me escolher doze mil homens, e me levantarei, e perseguirei a Davi esta noite. E irei sobre ele, pois está cansado e frouxo de mãos; e o espantarei, e fugirá todo o povo que está com ele; e então ferirei somente o rei” (2 Sm 16.23; 17.1,2)). Um homem de tamanha competência e credibilidade diante de Davi e das demais autoridades do Reino. Acredita que foi dele o conselho para Absalão abusar sexualmente em público das concubinas de Davi, para assim torna-los irreconciliáveis? Pois esse conselho para perseguir e matar Davi, era perfeito e só não teve êxito, por que o outro conselheiro amigo de Davi, foi um instrumento para confundir Absalão e as autoridades e ganhar tempo para o Rei se distanciar o suficiente para não ser apanhado e ter tempo de montar uma estratégia de defesa. Uma inteligência incrível que se tornou maligna e à serviço da destruição. Eu fui pesquisar a causa subjacente dessa atitude e foi surpreendente o que encontrei. Acho que vale a pena vocês empreenderem um estudo para edificação e também matar a curiosidade que estou provocando. Ao invés de se alegrarem com a bênção do irmão mais novo, os irmãos se encheram de amarguras, ressentimentos e perderam a capacidade de dialogar pacificamente com José. Eles só se falavam aos gritos e berros. Quando pessoas falam gritando umas com as outras, é sinal evidente que estão distantes, ainda que fisicamente estejam próximas. Nossa lição do dia, tem à ver com os relacionamentos com nossos irmãos, sejam biológicos, sejam espirituais, os irmãos da igreja. Como tem sido as interações? Como reagimos ao amor de Deus demonstrado a eles? Como ficamos com as bênçãos grandes e coloridas que eles recebem?

Senhor, obrigado por amar incondicionalmente a cada um de todos os teus filhos. Nossos corações não precisam ficar fechados e magoados pelas coisas boas que acontecem com nossos irmãos. Pedimos ajuda para discernirmos com corações puros e motivações certas sobre o agir do Senhor na vida deles e na nossa. Podemos nos alegrar e regozijarmos com tudo que lhes acontece, vindos de ti. Amamos os nossos irmãos e familiares e queremos o melhor do Senhor para eles, assim como queremos coisas boas para nós mesmos. Obrigado por acalmar nossos ânimos e nos dar sabedoria para lidarmos com amor, paciência e fé, todos os dias; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Uma Túnica Colorida

Meditação do dia: 14/06/2020

 “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.” (Gn 37.3)

Uma Túnica Colorida – Dá para imaginar a celeuma toda provocada por uma túnica colorida? Claro que o problema, ou a solução não tinha nada a ver com a indumentária do rapaz; forças maiores e valores diferentes acirraram os ânimos, valendo-se da túnica como pretexto. Jesus proferiu um ensinamento sobre isso, que podemos recorrer aqui: “Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?” (Mt 6.25,26). Aquela linda peça do vestuário de José o distinguia dos demais irmãos, mas acredito que não era pelas cores da túnica, mas pela reação produzida nas relações entre os irmãos, que viram no ato do pai presenteá-lo, como uma provocação. Quando existe amargura nos corações das pessoas, qualquer coisa, por mais pequena que ela seja ou significa, serve como catalisador para uma grande reação. Ao não saber lidar com os sentimentos ambíguos interiores, se permite que eles cresçam e podem se tornarem incontroláveis, tal qual um incêndio. Os irmãos de José começaram a valorizar mais a capa do que a pessoa dentro dela. Assim, dar um sumiço somente na capa, não resolveria suas crises, pois eles ainda continuariam olhando para ele e agora vendo alguém sem uma capa, mas ainda uma ameaça. Temos tantas narrativas bíblicas sobre túnicas, mantos e capas, que tiveram as mais diversas utilidades, além, claro de servir para vestuário. Posso me lembrar rapidamente de Acã sendo condenado a morte, por uma atitude que incluía uma bela capa babilônica que encontrou na invasão à Jericó. “Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e duzentos siclos de prata, e uma cunha de ouro, do peso de cinqüenta siclos, cobicei-os e tomei-os; e eis que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda, e a prata por baixo dela” (Js 6.21). O recém promovido profeta Eliseu, recebeu a capa de Elias, e essa sim, confirmou sua chamada e vocação e manifestava o poder de Deus que operava no seu possuidor. “E tomou a capa de Elias, que dele caíra, e feriu as águas, e disse: Onde está o Senhor Deus de Elias? Quando feriu as águas elas se dividiram de um ao outro lado; e Eliseu passou” (2 Rs 2.14). Uma história de capa e vestes que muito me impressiona, por revelar nas entrelinhas toda a beleza da obra da redenção em Cristo Jesus e o valor do amor de Deus por nós, é a da aliança celebrada entre o Príncipe Jônatas, filho do Rei Saul e Davi, até então um jovem aprendiz. “E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto” (I Sm 18.4). Alianças são celebradas entre duas ou mais partes, e sempre há troca de presentes, que selam o acordo e a posse do objeto trocado é um memorial de que a aliança está em vigor. Jônatas e Davi celebraram uma aliança de amizade e cuidado entre si e suas futuras gerações, mas só Jônatas deu presentes; a razão era que a iniciativa era dele, e ambos reconheciam a condição de cada lado. Um era um Príncipe, distinto, respeitado, rico e com muito poder e prestígio. O outro não tinha nada; deixara as poucas ovelhas e gado da família sob os cuidados de alguém para servir na corte, por uma situação de emergência de saúde do rei. A capa, as vestes, a espada, o arco e o cinto, que Davi recebeu, não eram quaisquer objetos – eram posses pessoais de um Príncipe; eram peças artesanais, feitos sob medida, personalizadas e ninguém mais além de Jônatas tocavam ou as utilizavam; eram conhecidas e reconhecidas em qualquer lugar que se apresentasse; qualquer um que as ostentasse, seria distinguido por todos e o prestígio seria inestimável. Não tudo o que Jesus fez por nós? Tal como Davi, o que temos a oferecer? Nada! Só nos resta receber com humildade, para não ofender a generosidade do doador. NÃO é qualquer um que tem essa honra. Poderíamos aqui falar da capa do Rei Saul, que um dia Davi cortou a aba, para dar-lhe um aviso de que não estava disposto a cometer um crime contra sua majestade. Poderíamos falar da capa que Boaz usou para cobrir Rute e depois a encheu de grãos para que levasse para casa. Poderíamos falar da túnica de Jesus que os soldados lançaram sortes sobre ela. Poderíamos falar da capa que Paulo encomendou a Timóteo que não esquecesse de levar para ele junto com os pergaminhos. Até mesmos das vestes de linho branco e puro que estão reservados no closet celestial para nós muito em breve. “Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus” (Ap 19.7-9).

Pai, obrigado pela maravilhosa experiencia de sermos convidados para fazer parte de um reino que valoriza a pessoa mais do que as coisas que ela tem ou possa ter. graças te damos por providenciar vestes de justiça, que somente Cristo com seu amor imenso pode providenciar, e todas elas branqueadas no seu sacrifício na cruz; ainda que os nossos pecados sejam como o carmesim, eles se tornarão mais alvos do que a neve. Obrigado por tão grande e maravilhosa salvação. Somos gratos, eternamente gratos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Amar Demais

Meditação do dia: 14/06/2020

 “E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice; e fez-lhe uma túnica de várias cores.” (Gn 37.3)

Amar Demais – Até os pais mais perfeitos ainda são humanos e imperfeitos, e como tais, sujeitos a errarem, e pode acreditar, erram! Ao observamos os vários ciclos da existência humana como sociedades, percebemos que os padrões tendem a se repetir de tempos em tempos, com certa regularidade. Alguém disse, sobre desenvolvimento das economias e finanças globais algo assim: “Tempos difíceis produzem homens fortes; homens fortes produzem tempos bons; tempos bons produzem homens fracos, que por sua vez, produzem tempos difíceis!” são ciclos que se repetem. Todos esses grandes ciclos, são formados e neles acontecem pequenos ciclos, populacionais, familiares e pessoais; e todos eles estão eivados de elementos como finanças, trabalho, educação, princípios, ética, moral, religiosidade, em todas as suas variações para mais ou para menos. Todas as civilizações que cresceram, desenvolveram, atingiram o auge e decaíram e alguns até se extinguiram, tiveram todos, sem exceção, elementos em comum, cientificamente comprovados, como padrão. Os ministérios cristãos que trabalham com famílias, ensinam unanimemente que uma das coisas mais desiguais que os pais fazem, é tratar igualmente os seus filhos. Filhos não são produtos feitos em linha de produção, padronizados, conformizados e adaptáveis a um mesmo padrão. Cada pessoa é única e especial, com traços e características tão individualizados, que são verdadeiras joias raras. Deus preparou uma imagem, uma identidade e um destino igualmente únicos para cada um dos seres humanos – isso dá dignidade e valor a cada um. O pecado afetou o homem na sua totalidade e corrompeu todo o seu ser, alterando suas emoções, vontade, razão e desejos. Criamos padrões de ética e moral, que chamamos de certo e errado, aceitável e reprovável; depois vem o meio em que se vive oferecendo um padrão grupal para a convivência e tenta enquadrar a todos e assim uns se adaptam, outros se submetem e tantos outros são subjugados ou desintegrados como personalidade, vivendo sob a mercê e o capricho da imposição, de um sistema, que sem dúvida não representa o ideal de Deus para o bem-estar das pessoas. Jacó/Israel é um homem formidável e de grande ligação espiritual com Deus e suas promessas. Um iluminado, com experiencias sobrenaturais acima da média dos demais; alcançou promessas e fez alianças com Deus e mantinha estreito relacionamento com o Todo Poderoso. Mas isso, também não o torna menos humano do que eu e você; não o isenta de gostos e preferencias, que no exercício de suas liberdades, coloca em choque valores que precisam ser administrados. Pense comigo. Imaginemos que de posse da promessa e da aliança de se tornar uma grande nação, Jacó, não tivesse doze filhos, mais apenas um, Ruben! Ele o amaria e lhe dedicaria todo afeto e o prepararia para os passos seguintes. Mas digamos, que tivesse mais; quatro filhos: Ruben, Simeão, Levi e Judá. Não seria maravilhoso? Mas, na verdade teve doze, com quatro mulheres diferentes (mas tudo dentro da legalidade). José é o filho da esposa que ele amara e fora apaixonado, que lhe dera dois filhos. O que fez ele escolher esse para predileto? Não sei! Você também não sabe; mas temos nossas teorias e todas elas muito bem embasadas. Vamos trazer para cá, para hoje, você e eu demonstramos predileção por um ou outro dos nossos filhos? Sim, não, mais ou menos ou vai fugir da raia? O que cria certas afinidades maiores entre esse e aquele? Mas qual a percepção que temos do projeto de Deus para cada um e o que estamos fazendo e trabalhando para equilibrar a balança e ajuda-los a realizarem o tal projeto? Insisto que o cristão viva pela fé, isso é padrão bíblico: “Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). A fé deve permear todos os aspectos da nossa vida, incluindo criar e educar os filhos, preparando-os para experimentar a vontade de Deus e cumprirem seus propósitos. Permitir-se cair na vala das emoções e preferencias carnais; ofusca a verdade e mascara as intenções mais puras e legítimas. Lembremos que Jacó, fora mais amado pela mãe por ser caseiro enquanto seu irmão Esaú era o predileto do pai por ser caçador e gostar da vida no campo. Agora Jacó se apega a José e o distingue de outros onze filhos. Não alterou o resultado final da equação da vida, mas trouxe sérios problemas. Orar, vigiar e pedir discernimento espiritual; família é um ministério e muito sério, que merece dedicação de tempo e vida integral.

Pai, obrigado, por que em Ti sabemos que não há imperfeição e nem acepção de pessoas. Nenhum de nós, por mais talentoso, obediente ou produtivo, ganha vantagens ou predições diante do Senhor. Obrigado por nos amar tanto, de forma que podemos nos aperfeiçoar em todas as áreas da nossa vida e das nossas relações sociais e familiares. Guia o nosso coração ao verdadeiro discernimento espiritual sobre a tua vontade expressa para cada um dos nossos filhos, quer os biológicos ou os espirituais no discipulado e vida cristã. Agradecemos a motivação e a benção do Espírito Santo nos guiando para mais perto de Jesus, a cada dia; no nome dele é que oramos, amém.

Pr Jason

José Aos Dezessete Anos

Meditação do dia: 13/06/2020

 “Estas são as gerações de Jacó. Sendo José de dezessete anos, apascentava as ovelhas com seus irmãos; sendo ainda jovem, andava com os filhos de Bila, e com os filhos de Zilpa, mulheres de seu pai; e José trazia más notícias deles a seu pai.” (Gn 37.2)

José aos Dezessete Anos – Parece que adolescentes são iguais em todos os lugares e em todas as épocas. Os povos de fala inglesa aproveitam a fase de idade entre os catorze e dezenove anos, para denominar a galera “Teen,” devido a escrita – fourteen – nineteen.” Ao estudarmos a vida de José, vamos encontrar o mesmo que encontramos na maioria das famílias que tem filhos nessa idade; muita energia acumulada, muita agitação e imaturidade. Mas tudo isso faz parte natural do processo de crescimento, pois em bem pouco tempo eles se transformam em jovens e adultos com responsabilidades e muita qualidade. José já trabalhava na lida do pastoreio dos rebanhos da família; ao andar com os irmãos mais velhos ele aprendia mas também observava e na auge da imaturidade, trazia as más notícias da conduta dos irmãos ao conhecimento do pai. Todos sabemos que ninguém gosta muito de “dedo duro,” assim aos poucos ele criava um clima tenso nas relações com os irmãos. A intenção poderia ser até boa, pois os quatro irmãos, filhos de Zilpa e Bila (Dã, Naftali, Gade e Aser) deviam aprontar algumas travessuras que desagradavam a José e ao relatar ao pai, devia sobrar alguma bronca paterna para os garotos. Quem quiser ser um pouco mais radical poderá dizer que o Zezinho era um fofoqueiro, que entregava os irmãos de bandeja para o pai, se passando de bonzinho e ganhando pontos com o velho. O Salmista lembra de pedir misericórdia a Deus, pelos pecados da mocidade e muitos de nós também temos que embarcar nessa viagem. “Não te lembres dos pecados da minha mocidade, nem das minhas transgressões; mas segundo a tua misericórdia, lembra-te de mim, por tua bondade, Senhor” (Sl 25.7). Deus costuma trabalhar com potenciais, ou o que chamamos de joias brutas, ainda não lapidadas e que ele começa uma boa obra e vai até o final do processo. Ele sabe exatamente como ficará o resultado final e os passos para se chegar lá. Um diamante bruto, pode ser só uma pedra, até confundível com outra qualquer; mas nas mãos de um lapidário experiente ela se transforma. Só de vê-la, ele já consegue imaginar o resultado final do trabalho de transformá-la numa joia de muito valor e altamente desejável. Um artista polivalente, que é capaz de produzir peças raras e únicas com qualquer tipo de material, sabe também qual ferramenta é adequada para cada tipo de material e que tanto de força, pressão, ambiente, temperatura e pancadas são necessárias para se chegar a um resultado satisfatório. Isso responde porque as lutas e as provas, são diferentes para cada um de nós. Alguns são madeiras duras, e aí vem ferramentas mais afiadas e mais resistentes; os mais maleáveis, dá para ir só no jeitinho e carinho! Mas alguns, o jogo tem que ser bruto! “Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fp 1.6). Esse verso de Paulo nos trás uma boa e uma má notícia, mas ao final as duas são excelentes: A boa é que Deus é fiel para realizar uma obra em nossas vidas; a ruim que é boa é que ele não desiste. Até o dia de Cristo ele dá jeito em nós. Com Deus é ou vai ou vai! Se precisar ele faz o que mostrou para Jeremias lá na casa do oleiro: “Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel” (Jr 185,6). Quem vê José aqui, e o vê treze anos depois, sendo empossado como Primeiro Ministro do maior império do mundo de sua época, e olha que não era qualquer imperiozinho não, era o Egito dos Faraós, com suas ciências e tecnologias que até hoje impressionam o mundo, pode ver do que Deus é capaz. Eu e você, não somos melhores e nem piores que José, somos o que somos, criados por Deus para cumprir um propósito e para isso ele está trabalhando em nós. Só, e tudo isso!

Pai, obrigado por não desistir de nós! Obrigado por teres um plano excelente e grandioso para cada um de teus filhos e pretendes leva-los até o final e ver o resultado planejado. Consagramos nossas vidas e submetemo-nos à tua divina sabedoria e capacidade de transformar algo que parece insignificante, mas que em tuas mãos poderosas pode se tornar uma peça única e preciosa. Graças ao Espírito Santo que habita em nós e intercede diante de Ti por nossas vidas até em momentos quando não conseguimos orar como convém. Louvado seja o teu santo nome. Agradecidos somos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Obs: Correção: A meditação de 11/06/20 – Lidando com as Perdas – referencia bíblica é Gn 35.18)

Os Filhos de Raquel

Meditação do dia: 12/06/2020

 “Os filhos de Raquel: José e Benjamim” (Gn 35.24)

Os Filhos de Raquel – Raquel teve dois filhos, José e Benjamim, que ela não criar, porque faleceu de complicações no parto dele. Essa é uma cena que nenhuma mãe sequer gostaria de imaginar. Essas não são escolhas disponíveis para as pessoas; elas acontecem na vida e não escolhem por algum critério; se houver algum critério está reservado sob os cuidados de Deus. Não minimiza os impactos, mas Jacó ao menos era um homem rico e com muitos servos a seu serviço, contava ainda com Lia, sua esposa e no caso, tia do pequeno Benjamim e José e ela pode ter assumido algum papel de ajuda naquelas circunstancias; ainda tinham as duas concubinas, mães de quatro dos doze filhos de Jacó e poderiam também oferecer seus préstimos; ainda me vem à mente, que havia Diná, a única irmã, uma adolescente na época, mas também poderia ser útil numa situação emergencial como aquela que toda a família passava. Mas desejo voltar minha mente e meu coração, para um tempo profético, distante daquela cena triste, mas que está ligado à redenção e as nossas vidas também. O local exata da morte e sepultamento de Raquel, foi entre Betel e Belém, aqui chamada de Efrata. Betel significa “Casa de Deus,” fora ali que Jacó pernoitara na viagem de ida para Harã e tivera o sonho da escada que ligava céus e terra e anjos desciam e subiam por ela. Ali o Senhor se revelou a ele e lhe confirmou o pacto feito com Abraão e Isaque e lhe fez promessas, incluindo trazê-lo de volta com uma família numerosa; ali Jacó ungiu a pedra que lhe serviu de travesseiro e fez votos e deu esse nome ao local, como Casa de Deus e onde seria um local de adoração. Tudo isso se confirmou! Logo em seguida, partindo dali, ele é acometido por esse fato, o falecimento de Raquel, justo no nascimento de Benjamim e quando José, ainda era menino pequeno. Estavam à caminho de Efrata, que também é Belém e significa “Casa de Pão.” Raquel entrou em Canaã, na Terra Prometida, seu sonho e o desejo de viver a Aliança de Bênçãos que lhe pertencia por ter se unido ao projeto de Deus com seu marido. Ela não pode viver fisicamente o seu sonho, mas deixou um legado que viveria e alimentaria não só seu sonho, mas o tornaria viável para muitas gerações. Podemos lembrar que anos mais á frente, como nação, o primeiro rei de Israel foi filho de Raquel, o benjamita Saul. O profeta Jeremias, vivendo muitos anos depois e já com Israel disperso e em cativeiro por seus pecados como nação, trás uma profecia de restauração, mas invocando uma figura do passado, Raquel chorando por seus filhos; que na verdade indicava um futuro esperado por eles: “Assim diz o Senhor: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos; não quer ser consolada quanto a seus filhos, porque já não existem. Assim diz o Senhor: Reprime a tua voz de choro, e as lágrimas de teus olhos; porque há galardão para o teu trabalho, diz o Senhor, pois eles voltarão da terra do inimigo” (Jr 31.15,16). No Evangelho de Mateus, na descrição das circunstancias do Nascimento de Jesus e a perseguição do Rei Herodes, essa profecia de Jeremias é citada como sendo ali o seu cumprimento. “Então Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito, e mandou matar todos os meninos que havia em Belém, e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos. Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não quer ser consolada, porque já não existem” (Mt 2.16-18). A contribuição de Raquel para a formação da nação escolhida foi dada e confirmada, não só pela história, mas também pelo legado espiritual de seus filhos, que vivendo eles, viveu ela. O Sonho dela de viver as promessas de Deus se tornou a vida e os sonhos de José, que foi o elo importante para preservar as promessas de Deus. A lição que fica hoje para nós, é que a nosso legado e contribuição para a causa que acreditamos, precisa ir muito além de nossa existência terrena; precisa ser algo mais firme e consistente e pessoas de fé e compromisso são as melhores expressões disso. Gerar filhos que vivam as promessas de Deus. Podem ser filhos biológicos; mas também podem ser filhos espirituais, discípulos que acompanhamos e impregnamos em suas vidas a mentalidade de reino e compromissos espirituais fortes, como os da Palavra de Deus. As nossas igrejas estão cheias de órfãos espirituais, esperando para serem adotados por pais espirituais que anseiam por deixar um legado e uma marca nessa vida, que poderá ser vista em outras vidas, pelo tempo e a eternidade. Envolva-se!

Senhor, obrigado pela visão de que a seara é grande e ainda hoje os trabalhadores são poucos. No reino, e na seara espiritual não há como mecanizar e substituir o elemento humano por máquinas eficientes e mais produtivas. O Evangelho só pode ser comunicado de coração para coração e o Espírito Santo convence os pecadores do amor, da graça, da justiça e do juízo divino, a homens que foram expostos à Palavra que é viva e eficaz e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, penetrante e poderosa para discernir pensamentos e intenções do coração. Filhos do Reino, são os obreiros do Reino, para levar pessoas para a comunhão com o Pai. Desperta-nos, Senhor, para um legado verdadeiramente espiritual e permanente. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Lidando Com as Perdas

Meditação do dia: 11/06/2020

 “E aconteceu que, saindo-se-lhe a alma (porque morreu), chamou-lhe Benoni; mas seu pai chamou-lhe Benjamim.” (Gn 33.7)

Lidando Com as Perdas – As marcas que a vida proporciona fazem diferença na vida de todos nós. Temos que aprender a lidar com a dor, o sofrimento, as perdas e a morte. Ainda que os pais tentam blindar os filhos de serem atingidos, necessariamente nem sempre se consegue êxito. Nesses momentos, a alma precisa ter uma âncora para se segurar; lições importantes devem ser aprendidas e vivenciadas com as tragédias e dificuldades. Como em tantas outras áreas da vida, nossa fé nos ensina que Deus está sempre no controle de todas as situações e que nada escapa ao seu olhar cuidadoso e de bondade. O difícil é separar a teoria da fé, com a prática de fato. Mas entre um e outro, acredito e posso dizer-lhes que Deus continua no controle e tem um plano muito bem traçado e havendo cooperação da nossa parte, sairemos sempre mais fortes de cada percalço que acontecer em nossas vidas. Ainda que o nosso texto não fale e não faça qualquer citação de José, eu resolvi escrever essa meditação, incluindo-o nesse cenário, porque de fato ele estava ali e foi um dos mais atingidos pela morte da mãe. José, era um garotinho ainda. Muito ligado à mãe, que era a paixão do pai; o que fazia dele, como caçula, uma preciosidade e a quem era reservado o de melhor que poderiam oferecer. Jacó e Raquel estavam em estado de êxtase, pela chegada de mais um filho; o irmãozinho de José; eles estava muito perto de chegar em casa, na casa do vovô Isaque; mas os planos foram alterados e a vida de muita gente mudou completamente. Raquel teve dificuldades no trabalho de parto e ainda que a criança nasceu, ela não resistiu e sabia disso, ao registrar a criança com o nome de “Filho de minha dor!” Para o pai, era o filho das suas delícias, do seu prazer. Benjamim chegou, mas Raquel partiu. José ficou! Ficou só e sozinho num mundo tão grande, num lugar que ele não conhecia, à caminho do sonho de conhecer a Terra da Promessa de Deus ao papai. Mui provavelmente ele ainda não compreendia tudo que estava acontecendo ali bem diante de seus olhos. O que tinha a chegada de seu irmãozinho com a morte da mamãe? Mas tudo terminou num montão de pedra; uma coluna que Jacó levantou sobre a sepultura de Raquel. De agora em diante era um pai, dois filhos pequenos, mas sem a mãe para cuidar, ensinar e embalar aqueles pequenos. Conseguimos imaginar as primeiras noites, primeiras semanas? O pai de José, estava com o coração dilacerado; mas ele era um patriarca e tinha promessas e compromissos com a sua fé e com o seu Deus e não podia parar e se desmanchar ali. Pode ser, ali também começou o treinamento de Deus com José, com Jacó e até com o pequeno Benjamim; porque muitas separações, muitas dores e muitas perguntas sem respostas, situações sem explicações, estavam apenas começando. Amados irmãos e irmãs que estão lendo essa meditação: O que estamos aprendendo aqui? Não tenho questionamento algum; mas tenho perguntas de inquirição para aferir o aprendizado meu, seu e nosso. Deixe-me firmar algumas estacas onde verdades precisam ficarem presas e firmes o tempo todo: Jacó e família estavam dentro da vontade e do tempo de Deus; eles estavam indo em direção certa, apontada e dirigida pelas promessas do Senhor; estavam na Terra Prometida já; haviam firmado um novo pacto, ratificado as alianças e a operação de Deus estava sobre eles. Nada disso tem a ver com pecado, desobediência ou obra do Diabo! Deus estava criando as estruturas para o tipo de projeto que se sustentaria para o tempo e a eternidade. O Sofrimento, a perda, a morte, não é necessariamente um mal, uma tragédia ou desgraça. Nem sempre pode ser entendida como ausência ou abandono de para com seus servos. Quando se trata de um coração de pai sofrer pelos filhos, Deus entende tudo disso, Ele é especialista; Ele deu o próprio filho, para ganhar outros filhos; a dor da morte também sensibiliza Deus, ele viu seu filho morrer de forma muito cruel e dolorosa e aguentou firme até obra toda estar consumada. Não culpe a Deus; não se amargure, enclausurando-se no seu mundinho de sofrimento egoísta. O Pai está construindo coisas grandes e firmes que ainda não sabemos e não vemos de imediato. Confie! “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração. Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará. E ele fará sobressair a tua justiça como a luz, e o teu juízo como o meio-dia. Descansa no Senhor, e espera nele” (Sl 37.4-7).

Pai amado, obrigado por nos ensinar o caminho da vida através de aprendermos com as nossas dores e perdas. Ninguém perdeu tanto quanto o Senhor e ninguém amou tanto quanto o Senhor; por isso também não há ninguém tão satisfeito e realizado quanto o Senhor. Perdoa-nos quando colocamos nossas causas e dores acima de nossa fé e desacreditamos no ter perfeito amor e cuidado. O Senhor é fiel e justo em todo o tempo e nada desabona o teu caráter santo. Submetemos nossos corações ao teu Espírito Santo para nos ajudar no processo de cura e restauração pelas perdas e dores sofridas, mas ao sabermos que tudo está sob teu controle, podemos descansar e acalmar nossa alma. Pai, refrigera-nos a alma; alivia-nos a tensão e o estresse que a vida nos impõe; mas sabemos que maior é aquele que está conosco e para sempre estará, pois foi isso que Jesus prometeu, e acreditamos nele. Amém.

Pr Jason

José & Raquel

Meditação do dia: 10/06/2020

 “E chegou também Lia com seus filhos, e inclinaram-se; e depois chegou José e Raquel e inclinaram-se” (Gn 33.7)

José & Raquel Os pais e mães foram projetados por Deus para serem agentes dele na transmissão da sua visão da vida, também sobre os seus propósitos concernentes à identidade e destino. Deus confiou os filhos aos pais, por colocado neles uma capacitação especial para cumprirem esse papel. Acreditamos sem dúvida alguma de que Deus jamais dá ordens impossíveis de serem executadas; certamente junto com cada missão e trabalho delegado, ele envia junto todo um arsenal de ferramentas e equipamentos poderosos nele, para que os pais consigam cumprir a missão de gerar filhos para serem disseminadores do conhecimento de Deus e assim abençoar todas as famílias da terra. Jacó era muito consciente disso e passou esses conceitos de aliança com o Eterno para suas esposas e assim, juntos poderiam incutir nos filhos a missão privilegiada que sua linhagem exerceria sobre os povos e as nações. Quando a Palavra de Deus recomenda algo, isso precisa ser considerado, porque ela é a Palavra de Deus e a vontade de Deus deve ser amada, buscada, encontrada e obedecida diligentemente. Ao lermos: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele (Pv 22.6). Qual é o tamanho da sua visão para os seus filhos e próximas gerações? Quanto maior for a visão, maior deve ser a dedicação e o investimento na formação de solidificar nos seus corações aquilo que está em mente que é a perfeita vontade de Deus. Quanto maior for o edifício, maior e mais profundo precisam ser os fundamentos. “Ninguém despreze a tua mocidade; mas sê o exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza” (1 Tm 4.12). O apóstolo Paulo é indiscutivelmente um dos maiores exemplos de obreiro fiel e comprometido com o Evangelho de Jesus Cristo. Ele aceitava o desafio de ser imitado pelos demais cristãos de seus dias; Sede meus imitadores, como também eu de Cristo (I Co 11.1); Ele se identificava com os filhos na fé à ponto de sofrer por eles: Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós (Gl 4.19). Ele se esforçava por produzir naquelas vidas e nas nossas também através dos seus escritos, como aquilo uma missão de vida e para a vida: A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo;
E para isto também trabalho, combatendo segundo a sua eficácia, que opera em mim poderosamente
(Cl 1.28,29). Simplificando tudo o que estou pretendendo dizer e aprender com vocês nessa meditação, é que o exemplo dos pais é o mais poderoso elemento para construção de valores eternos na vida dos filhos e das gerações seguintes. José aprendeu a respeitar e reverenciar um tio fora da casinha, porque viu isso no pai, respeitando um sogro trapaceiro e disposto a atitudes ruins em favor de lucro; ele viu a mãe lidar com a tia e mãe de seus meio irmãos; ela ia para oração e se derramava diante de Deus, fez isso por ele e fez pelo irmãozinho que estava à caminho. Pais, também sou e sei que não adianta tentar enfiar piedade e fé garganta à baixo nos filhos; eles precisam nos ver em ação, diligentemente e constantemente para que saibam que aquilo tem importância e valor; aquilo ocupa tempo e prioridade do papai e da mamãe; que as atividades que dizem respeito à fé, é levado à sério por eles e querem passar isso para os filhos, como uma herança alvissareira e não um fardo difícil e desgastante. Seus filhos vêem vocês orarem constantemente? Eles presenciam vocês lerem a Bíblia devocionalmente, constantemente? Eles percebem alegria em vocês nas práticas espirituais? A hora de aprontar para ir ao templo (antes da Pandemia) eram momentos de alegria e expectativas? Como eles observam o trato de vocês com os líderes espirituais e irmãos na fé? Vocês são generosos financeiramente com a obra de Deus à vista deles? Missões e outras atividades contam com a participação ativa de vocês e eles são incluídos nisso? Pregar o Evangelho e testemunhar de Cristo está sendo mostrado como algo importante na vida de vocês? Se não dermos um bom exemplo, por omissão estaremos dando maus exemplos. Faça, mostre, explique, permita-o entender o racional das ações, deixem eles ajudarem a fazer e estimule-os a serem criativos nas coisas de Deus. Um dos exemplos mais eficientes de discipulado que vejo os pais se esforçarem para incutir nos filhos é torcer para o time de futebol do coração. Imagine a mesma dedicação, investimento e acompanhamento na vida espiritual? Esse exemplo mostra que é possível sim, fazer um grande trabalho, mesmo sem ser especialista e com formação específica na área. Será que Raquel sabia mais quanto tempo ela teria em companhia de José? Qual seriam as marcas que com  ou sem ela, ele levaria para a vida toda?

Senhor, obrigado pela missão de ser pai e produzir discípulos para ti, começando dentro da nossa própria casa. Envidamos tantos esforços para levar nossos filhos a serem bem preparados para a vida secular e até absorverem nossos gostos e preferencias de lazer e esportes, mas perdemos oportunidade de incutir neles as tuas palavras que produzem a vida eterna. Ao olharmos para ti, encontramos o mais perfeito exemplo e modelo em tudo que precisarmos e podemos aprender contigo. Hoje, minha oração a ti é em favor dos pais que reconhecem que estão aquém do ideal mínimo na transmissão da tua mensagem aos seus filhos. Desperta-os e levanta-os no poder do Espírito Santo para uma vida de fé e vitória, ganhando as primeiras almas de suas vidas, que são os seus próprios filhos. Que a bendita herança do Senhor seja nossa prioridade e nossa maior missão nesta vida. Oramos pelas famílias que se despertarão para começar um novo ciclo, contando com a tua graça e bondade. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason