Um Convite Para Almoço

Meditação do dia: 18/02/2021

Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.(Gn 43.16)

Um Convite Para Almoço – Além da meditação nossa de hoje, sobre o convite-intimação de José para com os seus irmãos irem até sua humilde casa para almoçar ao meio dia, desejo aproveitar o tema para fazer um comercial de um trabalho muito legal, que está sendo implementado aqui na Monte das Oliveiras, especialmente entre as irmãs, à partir de um modelo já existente no Brasil e até onde sei, veio de Goiânia. Trata-se do que denominam de “A Experiencia da Mesa.” Fazer as refeições em família transforma relacionamentos. Você deve achar que estou exagerando, mas não estou. A experiência da mesa no seu lar é uma dedicação diária para a sua família e quem mora com você. Quando nos sentamos em uma mesa arrumada, temos a sensação de bem-estar e acolhimento, o que torna o momento da refeição ainda mais especial. Mas é importante termos a ciência de que, além de alimentar e fortalecer o nosso corpo, a mesa proporciona experiências que alimentam e fortalecem também o nosso relacionamento com quem está ali.  O Senhor se agrada da mesa. Desde quando a arquitetou, na época de Moisés “Faça também uma mesa de madeira de acácia com 90 centímetros de comprimento, 45 centímetros de largura e 67,5 centímetros de altura. Revista-a com ouro puro e coloque uma moldura de ouro ao seu redor. Enfeite-a com uma borda de 8 centímetros de largura e com uma moldura de ouro ao redor da borda. Coloque sobre a mesa os pães da presença, de modo que fiquem diante de mim o tempo todo” (Ex 25.23-25,30). Deus designou uma função linda para ela: ser o lugar aonde ficaria os pães da presença, o que agora nos é revelado como a própria presença de Jesus, o Pão da Vida. Ele, nosso Senhor, que tem poder para fazer muito mais do que esperamos, estando na mesa conosco, pode curar, restaurar, fortalecer e reconciliar nossos relacionamentos. O QUE SIGNIFICA A MESA? A palavra de Deus nos deixa em vários textos referências Bíblicas sobre a importância da mesa e para todas elas entendemos que precisamos  estudar mais a fundo a experiência em 4 pilares: 1. A MESA É LUGAR DE PROPÓSITO – É na mesa onde a família se reúne e que Deus se revela. Nenhum outro lugar e momento é tão oportuno para a revelação do caráter de Deus na família do que este, quando todos estão em torno da mesa. 2. A MESA É LUGAR DE PROVISÃO – Aprendemos a descansar naquele que não nos deixa faltar o pão nosso de cada dia. 3. A MESA É LUGAR DE PARTICIPAÇÃO – Na mesa fazemos a troca de experiências do cotidiano, sentimos prazer de estar juntos em comunhão construindo relacionamentos. 4. A MESA É LUGAR DE PREPARAÇÃO – O lugar que preparamos os filhos. Somos como arqueiros para lança-los como flecha. Para fechar, use o que você tem, dê o seu melhor, deposite amor e carinho ao colocar a mesa. Não faz diferença se sua mesa de jantar é arrumada para dois ou para doze. A presença divina à mesa não depende do número de pessoas, da qualidade da comida, da apresentação dos pratos ou da arrumação da mesa, mas sim da sua disposição em convidar Jesus para entrar em seu lar e se sentar em sua mesa. Deixe que a presença dele ali transforme sua família! Tá feito o merchandising para a Tatiane, maiores informações só com ela mesma. Ao olhar essa idéia, com o propósito de José naquele dia, temos que considerar que ele estava absolutamente certo em proporcionar um momento família, com todos à mesa, sem pressa e sem correria. Ele tinha planos e queria muito promover a unidade necessária para colocar toda a família de volta nos trilhos das promessas de Deus. Ninguém havia dito que à caminho de se tornar uma grande nação, eles teriam que passar pelo Egito, mas também não havia nada que dizia o contrário. José estava como o precursor, um embaixador e porque não, um arauto do Reino de Deus, nas terras do Faraó. Um almoço em família pode ser um instrumento de gerar comunhão e fortalecer laços que servirão para o preparo para tudo que o futuro reserva. “O caminho de Deus é perfeito; as promessas do Senhor sempre se cumprem; ele é escudo para todos que nele se refugiam” (Sl 18.30).

Graças te rendemos Senhor, por sua provisão toda especial de uma mesa onde todos são convidados e bem vindos, pois há provisão suficiente e abundante para todos, em Cristo Jesus. Ele é o Pão da Vida! Obrigado, porque não só de pão vive o homem, mas de toda a Palavra que procede do Senhor e cremos nisso e aceitamos a nossa porção de cada dia, na tua presença. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Tudo Preparado

Meditação do dia: 17/02/2021

Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.(Gn 43.16)

Prepara Tudo – Tudo é um termo muito abrangente. Como os três leitores mais assíduos (ou quatro), já estão mais familiarizados com o meu estilo de escrever, se isso fosse possível dizer, costumo afirmar que palavras são objetos muito exatos, e precisa-se cuidar do seu uso, porque elas podem construir mas também podem derrubar e destruir. O Senhor Jesus, verdadeiramente Mestre nas Palavras, disse Porque por tuas palavras serás justificado, e por tuas palavras serás condenado (Mt 12.37). Alguns termos são absolutamente radicais no seu significado, a ponto de não poder serem utilizados por qualquer pessoa, por não ser capaz de preencher de fato os requisitos no que disse. Por exemplo: Ninguém tem maior amor do este…” (Jo 15.13); Só Jesus poderia e pode dizer isso! Outro clássico dos termos radicais: Tudo por meu Pai foi entregue; e ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar (Lc 10.22). Como digo sempre, TUDO é muita coisa, NINGUÉM é muito pouca gente. Deixando as minúcias da linguística de lado, podemos olhar o contexto de já detectar o que está sendo dito, por que e para quem. Aqui no nosso texto de hoje, José ordenou a seus servidores, ou ao seu mordomo, que “preparasse tudo;” é obvio que ele estava se referindo aos aprontes para o almoço com os convidados. Era para preparar a comida, o espaço para mais pessoas que o normal diário e dentro do espaço de tempo que ele dispunha para essa recepção, afinal era um dia de trabalho e muita coisa a se fazer. Podemos ainda fazer uma analogia com um ensinamento de Jesus sobre a implantação do seu reino e como as pessoas podem se comportarem como convidadas. Foi na parábola do banquete das bodas do filho de um rei: Um certo homem fez uma grande ceia, e convidou a muitos. E à hora da ceia mandou o seu servo dizer aos convidados: Vinde, que já tudo está preparado. E todos à uma começaram a escusar-se (Lc 14.16-18). Mesmo sendo um convite para um banquete, 0800 como dizemos, TODOS começaram a esquivar-se, dando mais valor à suas próprias causas. Claro, custou caro a todos eles. Aqui também faço aquela apreciação de outras vezes, observando que pelo fato do convite ser de graça, não significa que não tenha valor. Preço e valor são coisas diferentes. José convidou os viajantes cansados para ter uma refeição juntos e isso seria encarado por eles como um gesto amistoso da parte do homem forte, reconhecendo de fato a integridade deles em dizer a verdade e trazer o irmão como combinado. Isso era garantia de que tudo estava bem com eles. Mas sabemos que alivio temporário não significa solução definitiva. José, figuradamente revela que o convite de Deus está aberto a todos para adentrar na sua casa, onde tudo já está preparado pelo servo fiel, e podemos participar da sua mesa, mesmo que isso não seja um atestado de idoneidade moral e espiritual. Ainda precisamos nos arrepender dos nossos pecados e fazer os ajustes necessários e receber o perdão e a purificação com base no sacrifício providenciado, único mas suficiente e bastante. Lá se encontraram todos os filhos de Jacó, os doze, em paz, alegria e com a chancela de um que representava a oferta de salvação para todos. Outra figura lindíssima aqui, é o fato de estarem reunidos ali as doze tribos de Israel, mas só a esposa de José poderia estar presente; uma “gentia” mas mãe de legítimos herdeiros que se tornariam em breve parte dos doze sem se tornar catorze. Onde não há grego, nem judeu, circuncisão, nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo, e em todos (Cl 3.11). Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus (Gl 3.28). Que grande mistério!!! Deus seja, para sempre e eternamente louvado pelos seus propósitos e sua obra para torna-los possíveis e alcançáveis por um qual eu!!!!

Obrigado Pai, pela história da redenção em Cristo Jesus, que não fica só na história, mas rompe o véu e abre oportunidade para pecadores frágeis e incapazes por si mesmos de se salvarem. A Cristo, o Redentor forte, seja o nosso louvor e adoração, por nos convidar para o banquete de Deus, onde tudo já está preparado, porque ele é o tudo e também a vítima que deu sua vida para termos a nossa vida cheia de significados e possibilidades. Te adoramos, oh! Cordeiro Santo!!! Bendito seja o teu poder e a tua glória para sempre e sempre, de eternidade em eternidade, amém.

Pr Jason

Churrasco Na Casa de José

Meditação do dia: 16/02/2021

Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.(Gn 43.16)

Churrasco na Casa de José – Dia de trabalho também pode ser dia de festa e comemoração. Foi assim que José planejou receber os irmãos e apresentar-lhes algumas surpresas para mexer ainda mais com os corações e as mentes deles. Gosto de olhar os textos da Bíblia e detectar  neles mensagens, não diria ocultas ou secretas, mas embutidas nas palavras e nos gestos. Tais mensagens com riquezas infinitas de aplicações estão ali, disponíveis, mas não para um leitor desatento, apenas religioso metódico; as joias preciosas da Palavra de Deus são acessadas por pacientes leitores, que se dão ao trabalho de ler, reler, meditar, contemplar, observar cuidadosamente o que é possível extrair dali. Alguém disse que a na prática do estudo da Bíblia, a pessoa deve ler com atenção, mas também com intenção, para de fato alcançar uma profundidade, que os descuidados não ousam. Encontramos referencias interessantes, como aquela do Salmo que afirma: O segredo do Senhor é com aqueles que o temem; e ele lhes mostrará a sua aliança (Sl 25.14 ACF). Na versão Atualizada de Almeida o texto é: A intimidade do Senhor é para os que o temem, aos quais ele dará a conhecer a sua aliança. Até onde sei, ninguém sai por aí contanto seus segredos para desconhecidos ou compartilhando intimidades com pessoas que não lhe seja verdadeiramente merecedores de confiança. Somos todos filhos, amados, aceitos e acolhidos na família espiritual, mas mesmo em família, com todos tendo as mesmas possibilidades, alguns investem bem e muito na comunhão e no seu desenvolvimento espiritual. Isso é exatamente como investimento financeiro, quando mais capital você tiver e investir, maiores serão os retornos. Começamos por entender e admitir que somos falíveis e limitados, mais ainda assim, amados e chamados à comunhão com o Senhor nosso Deus, como dizia Abraão, o Altíssimo, o possuidor dos céus e da terra. O infinito se propõe a dialogar e interagir com os finitos e Deus não tem problemas em facilitar essa comunhão e interação. Ele comunica perfeitamente bem conosco e disponibiliza todos os recursos que facilita nosso acesso. Tiago fez uso da expressão “se alguém tem falta de sabedoria, peça-a Deus, que dá liberalmente…” (Tg 1.5). Um pouco mais à frente na sua carta, ele fala de dois tipos de sabedoria, mas que de f ato só uma delas deve nos interessar. Mas a sabedoria que vem do alto é, antes de tudo, pura. Também é pacífica, sempre amável e disposta a ceder a outros. É cheia de misericórdia e é o fruto de boas obras. Não mostra favoritismo e é sempre sincera (Tg 3.17 NVT). Os irmãos de José eram fazendeiros, pastores de gado e ovelhas, portanto, homens do campo, vida simples, embora fossem ricos e abastados e lidavam quase sempre com pessoas de níveis muito próximos. Agora a vida começa a mostrar-lhes outras opções e oportunidades que precisavam também compreender. Em Canaã eles eram influentes e respeitados, mas por alguma razão iniciaram uma relação com o governador do Egito, que na época era o maior império do mundo e provavelmente uma civilização altamente desenvolvida com o mais alto nível de conhecimento e domínio de ciências e tecnologia do mundo antigo. Aquele homem fizera perguntas a eles sobre suas famílias, particularmente pelo pai deles e o irmão mais novo. Agora que vieram comprovar suas palavras e liberarem o irmão que ficara detido, foram convidados a terem uma refeição com o governador e na casa dele. Não acredito que José pretendesse ostentar ou se mostrar, mas permitir que vissem e desfrutassem de um momento em família, com boa comida, mesa farta e conhecer também sua família e ver que ele era também humano e homem de família, tal qual eles haviam dito que eram. Voces já perceberam que em muitas ocasiões, Deus nos honra com momentos que são verdadeiros presentes, deleites que não temos acesso no cotidiano, mas que ao fazer isso conosco, ele eleva nossa capacidade de ver o seu poder e a sua graça. Podemos aprender com pessoas que estão em níveis muito acima dos nossos, mas que nunca deixaram de ser simples e amarem as pessoas como elas são. Todo lugar e toda ocasião oferecem oportunidades para aprendermos e como diz aquela chave de sabedoria, “precisamos nos preparar para o lugar para onde vamos e não para onde estamos.” José fizera isso, por isso estava pronto para onde foi elevado, e agora atraia os irmãos para um nível que eles por promessa teriam que galgar. Como está o seu desenvolvimento pessoal? Está em permanente crescimento? Deus pode contar conosco em níveis mais elevados do que estamos acomodados?

Pai, obrigado pelas oportunidades de crescermos e subirmos para níveis mais elevados, onde poderemos servir e influenciar ainda mais do que aonde estamos no presente. Graças te damos pela sabedoria que o Espírito Santo nos dá, para acessarmos as riquezas insondáveis que tens reservado para aqueles que te temem e esperam em fé e obediência para servirem cada vez melhor. Oramos agradecidos por esses desafios da vida com Deus, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Casa de José

Meditação do dia: 15/02/2021

Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.(Gn 43.16)

A Casa de José – A casa de um homem é o seu castelo. No caso de José, poderá ser aplicado literalmente, afinal estamos falando do segundo homem mais poderoso do Egito naquele tempo, abaixo apenas do próprio Faraó. Em todos os tempos, a casa de uma pessoa sempre foi um símbolo ou representação da própria pessoa e sua condição. Vendo a casa da pessoa, mede-se os seus valores, seu apreço por arte, cultura, poder aquisitivo, influencia e autoridade. Nossa fé cristã, alude várias vezes sobre o termo como modo de falar da vida como um todo ou em específico. Um dos que mais admiro, está nos escritos de Paulo, justamente por tratar de pontos chaves da minha fé e esperança. Na sua segunda carta aos Coríntios, ele fala sobre valores efêmeros e permanentes, terrestre e celestial, presente e futuro, dentro de uma metáfora simples: Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus (2 Co 5.1). Tudo o que temos visto nessa vida, ao nosso redor é muito breve, e a mortalidade humana, antecipa o fim de tantos projetos e sonhos, que acaba levando os homens a uma utopia de superar a morte e perpetuar a vida por meios próprios, artificiais, ou mesmo  aos devaneios poéticos de encontraram o “Elixir da Vida,” ou quem sabe “A Fonte da Juventude.” Já os mais tecnológicos e viajantes no tempo, falam de encontrar uma passagem no tempo, entrando numa dimensão onde esse atual fator tempo não interfere, mais. Desde os primórdios há os sonhadores com alguma chave mágica ou elemento que lhes conceda a possibilidade de viver para sempre, sem deixar de fora nem mesmo a versão bíblica da Arca Perdida, ou o Santo Graal. Isso me leva a um outro lado, menos glamuroso do ser humano, mas muito real e presente em todos os tempos. É a busca por satisfação de um bem colocado à disposição por Deus, dentro de um padrão de justiça e santidade ou conquista por viver as verdades que são promessas seguras; mas os homens preferem criar sua própria variável, e com seus próprios esforços reinventar a roda. Adão, como diria nossos queridos mineiros, foi criado já com a faca e o queijo na mão, mas desperdiçou a oportunidade. A obra da redenção é o caminho estreito, mas seguro e garantido para a vida eterna e paraíso; acessível pela fé em Cristo, o fiador da Nova Aliança. Mas não é que preferem o caminho da incredulidade e abrem mão da graça pela fé, para tentarem pelas obras e justiça própria? A casa de José, era a primeira parada dos irmãos dele nessa segunda visita ao Egito, numa tentativa de resgatar a própria credibilidade e salvar a vida de um irmão, sem perder o outro. José, o dono da casa, o senhor das provisões e aquele que detinha o poder maior, não estava sendo impiedoso, se divertindo com a tragédia alheia. Além de suas exigências serem legais e justas, era para o próprio bem deles, a oportunidade do encontro com a verdade, o que já fazia muitos anos que isso não acontecia em suas vidas. As intenções de José era conceder-lhes o que eles mais precisavam, mas não pelos caminhos deles, que não eram caminhos de justiça e retidão. Como alguém que mente, engana e oculta a verdade do próprio pai, pode tornar-se patriarca e esteio de uma nação que abençoará de verdade, todas as famílias da terra.  Antes de sermos bênçãos para os outros, precisamos de encontro conosco mesmo, um tipo de compromisso com a verdade e a justiça, como aquela exigida pelo Deus Altíssimo, como os patriarcas anteriores. Cada um, a seu modo e a seu tempo, tiveram um encontro com Deus e revelou-se o interior de si próprios como incapazes de qualquer coisa, sem a graça e o favor divino. A casa de José é um catalisador para um encontro com a verdade, que ao surgir se firmará para sempre, de geração em geração, do maior ao menor, desde  o quase inocente Benjamim, ao terrível Simeão, ou mesmo Rubem, também iludido, forçado a concordar com  o erro, mas igualmente errado. Todo pecador tem uma história para contar e um acerto para fazer; qualquer que for a versão, ela sucumbe diante da verdade de Deus, a quem teremos que prestar contas. Chegar na casa de José, não é tão ruim, embora muito do que acontecerá ali não nos seja agradável, mas é necessário. É o caminho da bênção e da promessa.

Senhor, obrigado pelas experiencias que precisamos passar até que a verdade se torne um valor do qual não mais abriremos mão. Nas palavras do próprio Senhor Jesus, “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” Ele sabia e sabe o poder que a verdade tem, porque ele é a verdade, sempre foi e sempre será. Todas as tentativas humanos de cobrir a verdade eterna e criar a sua própria, não prevalecerá, por determinação e graça do próprio Senhor nosso Deus. Por isso te amamos e concordamos com tuas justas reivindicações e nos arrependemos e clamamos pelo nome que pode nos salvar – O poderoso nome de Jesus, em nome de quem oramos, amém.

Pr Jason

José e Benjamim

Meditação do dia: 14/02/2021

Vendo, pois, José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes homens à casa, e mata reses, e prepara tudo; porque estes homens comerão comigo ao meio-dia.(Gn 43.16)

José e Benjamim – À uma primeira vista, José e Benjamim são apenas dois irmãos; dois dos doze filhos de Jacó; os dois filhos de Raquel; os caçulas do patriarca e ainda poderíamos listar uma boa quantidade de qualificativos para descreve-los. Mas também precisamos olhar com o coração e ainda mais profundo, com o espírito, iluminado pelo Espírito Santo de Deus para vermos muito mais do que aparece na superfície. Confesso que gostaria muito de ser um daqueles escritores habilidosos que fazem descrições tão nítidas, que arrebata-nos naqueles pormenores de detalhes, que iluminam a cena e a nossa imaginação acompanha aqueles raios de sol que irradia pela janela envidraçada e permite ver até a mancha no pequeno tapete ou a falta de esquadro entre o pé da mesa de centro e o alinhamento do piso de madeira. Quando percebemos, já embarcamos na criativa imaginação do autor e testemunhamos tudo aquilo. Assim é, que gosto de imaginar, como se estivesse escondido ou vendo desapercebido pelos presentes ali no escritório daquele deposito e venda de cereais no velho Egito; vendo José realizar suas tarefas e cuidar da administração, mas percebendo nitidamente que sua mente e emoções estão comprometidas na possível chegada ali, à qualquer momento de dez homens cansados de uma longa jornada, mas esperançosos por chegarem e poderem ser atendidos, e terem permissão de ver o govenador. Como será que interiormente ele trabalhava a questão de como reagiria ao vê-los? Mas entre todos, um era especial e era o que de fato importava, como será que ficou Benjamim, depois de adulto, como ele espera ser recebido, e se ele o reconhecesse? Poderia antecipar o que José reservava para eles? Poucos encontros foram tão cercados de expectativas, daquelas que inquietam a alma e fica em desassossego completo. Aqueles irmãos foram separados um do outro de uma forma muito dolorosa, porque José saiu de casa para cumprir uma ordem do pai, para ver os irmãos e retornar com notícias. José nunca mais foi visto pelo pai e por Benjamim e a informação do possível desaparecimento do irmão foi trazido para casa pelos próprios filhos, que só relataram que encontraram a capa colorida de José, e a trouxeram para o pai, para que a identificasse. Uma história que criou ramificações, criando a história de José, a dos dez irmãos de José e a de Jacó e Benjamim. Percebemos aqui, que duas meias verdades não constituem uma verdade completa, antes pode ser uma grande mentira. A verdade que o pai e Benjamim sabiam, não era uma verdade completa, pois só o desaparecimento era verdadeiro. A verdade criada e sustentada pelos irmãos, não era verdade nem para eles mesmos, pois venderam o irmão e forjaram a prova da pseudo morte por ataque de feras. Mesmo depois de tantos anos, eles queriam acreditar que de fato José já estivesse morto, mas não tinham como sustentar isso. A verdade que José sabia era autentica apenas a parte que ele sabia, pois perderam o contato e não tinha como saber o que fora comunicado ao pai e à família. Ele agora queria juntar todas essas pontas, e a chegada de Benjamim poderia ser uma forma de checar o outro lado da história. Vendo isso do ponto de vista da inspiração das Sagradas Escrituras, fica muito claro que as ações dos homens e suas fraquezas produzem relatos fiéis e autênticos, com inspiração divina, contudo, sem ocultar a verdade dos fatos acontecidos. As fraquezas, enganos e pecados são tratados e expostos como tal; o erro humano faz parte do registro veraz da Palavra de Deus. Em nenhum momento, com todos os vacilos e desvios dos personagens, a integridade dos propósitos divinos fora ameaçado. Essa é a história da redenção; por isso precisamos de um Cristo verdadeiro, colocado como substituto perfeito de pessoas imperfeitas. O justo pelos injustos; o santo pelos pecadores. Por isso precisamos de arrependimento e confissão de nossa condição diante de Deus.

Senhor, nos aproximamos de ti em inteira certeza de fé, sabendo que encontraremos perdão e justificação para nossos muitos pecados e fraquezas. Obrigado por nos dar um redentor forte e poderoso, capaz de sustentar suas promessas e se colocar na condição de nos representar pagando o preço pelos nossos pecados e nos trazendo plena redenção. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Diante de José

Meditação do dia: 13/02/2021

E os homens tomaram aquele presente, e dinheiro em dobro em suas mãos, e a Benjamim; e levantaram-se, e desceram ao Egito, e apresentaram-se diante de José.(Gn 43.15)

Diante de José – Relações sociais é de fato uma arte. Relações familiares é ainda uma arte mais complexa e carregada de muito mais componentes emocionais, o que coopera para os resultados finais. Já li sobre a influencia que irmãos exercem uns sobre os outros, sendo até mais determinantes do que a influencia dos pais. Toda criança ao longo do seu desenvolvimento vê nos pais um modelo e um exemplo de sucesso e de como se faz as coisas. Alcançar ou superar os feitos e conquistas dos pais é alvo elevado, e caso não sejam atingidos, não é tão decepcionante, afinal, os velhos eram bons mesmos. Mas alguém ver os irmãos, mais novos ou mais velhos alcançando níveis superiores e melhores do que os deles, isso parece atestado de incompetência! É difícil engolir, acirrando a competitividade e em determinados casos, isso pode até ir longe demais. Na família de Jacó não era nada diferente das demais. Eles descendiam de uma linhagem de famílias prósperas, hábeis em negócios e de grande perícia na vida agropastoril. Foram criados como adoradores do Deus Todo Poderoso, o Criador dos céus e da terra; diferentemente dos demais povos, eles tinham promessas muito específicas e herdaram alianças eternas com Deus, sendo guardiões dessa fé, e as bênçãos futuras incluíam se tornarem nações poderosas e reis nasceriam deles. Isso era alimentado cotidianamente em suas vidas, desde os tempos do patriarca Abraão. E disse o Senhor: Ocultarei eu a Abraão o que faço, Visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra? Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado (Gn 18.17-19). Diferentemente dos nossos padrões de ensinamentos, eles praticavam o que chamamos de “tradição oral,” ou seja, eles passavam as histórias e os feitos de famílias contando repetitivamente, até aquilo ser indelével em suas mentes e todos pudessem conhecer, praticar e passar para frente. Agora, podemos compreender um pouco mais do por quê, de tanta celeuma dos rapazes só porque um deles sonhou que os demais irmãos, o pai e a mãe se curvariam diante dele, ou que na colheita do trigo, os molhos dos demais se inclinavam para o dele! Imaturos, eles investiram no lado errado da promessa, pois ao invés de fortalecer os laços e ver um líder florescer, eles agiram egoisticamente, pensando cada um em si e o único momento de unidade, foi para juntos destruírem a chance de um deles prosperarem. Como dizem nossos amigos mineiros: “fubá pouco, meu angu primeiro!” A sorte deles, se podemos utilizar esse termo, é que eles eram apenas coadjuvantes naquele enredo, Deus era quem escrevia e dirigia a peça inteira. No destaque escolhido para a meditação de hoje, ali estão, o pai, os dez filhos, se preparando para o grande evento da vida deles; se apresentarem diante de um grande governador, homem poderoso, cheio de dignidade e respeito, a quem não seria incômodo algum se curvar e prestar reverencia, acatar qualquer ordem ou palavra dele. Comparecer diante dele era na verdade o cumprimento de tudo o que eles tramaram à vida toda para evitar fazer. Para José, não havia nenhum motivo de satisfação pessoal e fazer capricho e assim “mostrar quem é que manda.” Na verdade, José havia crescido e se tornado um grande homem, eles eram ainda apenas meninos grandes, disputando posições entre si. José era o elo que promoveria o intensivo de crescimento para todos eles. Hoje, não podemos deixar de pensar nas palavras de Jesus, sobre poder e autoridade: E, a qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou, muito mais se lhe pedirá (Lc 12.48). Dons, talentos, dádivas e bênçãos recebidos, são responsabilidades a serem administradas. Quem recebe mais, também lhe é requerido maior responsabilidade. José estava pronto! Você está pronto? E eu?

Pai, obrigado por nos chamar par fazer parte de algo grande, muito maior do que nós e nossa existência nessa vida. A tal privilégio, corresponde grandes responsabilidades, que desejamos aprender a lidar com amor, fé e produtividade responsável. Guia-nos com tua mão de poder e com tua sabedoria santa. Podemos aprender e sermos abençoadores, fazendo a tua glória ser conhecida em toda a terra. Essa é nossa oração, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quanto é suficiente?

Meditação do dia: 12/02/2021

E os homens tomaram aquele presente, e dinheiro em dobro em suas mãos, e a Benjamim; e levantaram-se, e desceram ao Egito, e apresentaram-se diante de José.(Gn 43.15)

Quanto é Suficiente? – Nem tudo nessa vida se resolve com dinheiro ou bens. Há muitas coisas que valem muito e custam muito pouco, ou até não tem custo algum. É muito importante quando as pessoas aprendem a diferença entre preço e valor, porque isso pode influenciar positivamente toda a sua vida. Jacó e sua família viviam em função de uma promessa, que já estava na sua terceira geração e a meta era que se perpetuasse, de geração em geração e entrasse para a eternidade. Abraão havia iniciado uma linhagem de pessoas comprometidas com o culto ao Deus Criador, Senhor único e sem representatividade física por meio de imagens ou figuras. Havia uma aliança celebrada entre Deus e ele, que posteriormente foi confirmada com Isaque e havia sido ratificada com Jacó, quando estava à caminho de Harã, onde viveu exilado. A promessa pessoal de Deus a ele, de que seria pai de muitos filhos e que voltaria para a terra de Canaã, para possuí-la como herança eterna. Os anos se passaram e tudo se confirmava, mesmo em meio a lutas e muitas provações. Um dos filhos de Jacó sonhava como sendo um dia alçado a uma posição de liderança sobre toda a família e aquilo não fora bem compreendido e antes que pudesse amadurecer, os irmãos o silenciaram, vendendo o como escravo para o Egito. As linhas tortas que eles traçavam, era na verdade o caminho perfeito que Deus estava traçando para preparar um berço para acolher aquela família e torna-la em uma nação. É nesse processo todo que temos meditado e acompanhado a vida de José e agora iniciou o processo de interação com os irmãos que ainda não sabem que estão lidando com o irmão exilado, e que ali em terras estranhas, ele cresceu e floresceu, vindo a ser tudo aquilo que ele via nos seus sonhos e que eles trabalharam para não permitir acontecer. Nessa condição atual, é José que tem o poder e a vantagem sobre os irmãos e está fazendo bom proveito disso, para conseguir produzir unidade e compromisso naqueles corações que ainda permanecem firmados no engano e acobertamento de seus pecados. Para reencontrá-lo os filhos de Jacó estão se preparando e aqui, eu gostaria de pensar sobre nossos planos para realizar tarefas que estão bem acima das nossas capacidades e nem sempre sabemos o que virá pela frente. Necessariamente nossos preparativos não são de grande valia, ou só se tornam úteis com uma aproximação de Deus com seus recursos verdadeiros. Os rapazes levavam presentes finos, o melhor do que aquela terra poderia oferecer para alguém do nível de um governador do Egito. Levavam dinheiro em dobro em relação ao que levaram na primeira viagem; já que a quantia aparecera de volta, eles não queriam correr riscos desnecessários. Mas a preciosidade verdadeira, esperada pelo governador, era Benjamim, o irão mais novo. Esse agora era a preciosidade para todos eles como irmãos e também para o pai, que estava agindo baseado na fé de que poderia contar com a bondade de Deus na vida do governador e assim reaver seus filhos. Será que José precisava dos presentes? Do dinheiro em dobro? De Benjamim? Ou na verdade ele queria era tudo? Acredito que José não tinha nenhum interesse nos bens que eles tinham, mas seu coração estava no bem que eles eram. Pessoas são mais valiosas e preciosas do que os bens que possuem. Você entende e reconhece seu valor como pessoa diante de Deus e das pessoas? Só conhecendo a Deus e no relacionamento com ele é que podemos começar a conhecer a nós mesmos e perceber o valor que somos e o quando Deus valoriza isso. Deus pagou um alto preço por nós, porque nosso valor compensa o investimento. Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais,
Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado
(1 Pe 1.18,19).

Graças te damos, Senhor, por saber o quanto somos preciosos para ti, e à partir disso, nos vermos também como valiosas e importantes. O preço que foi pago por nós supera as nossas expectativas e nos dá dignidade e valor. Somos o que somos por causa daquele que nos ama, nos fez e nos comprou de volta para ter comunhão. Somos agradecidos pela oportunidade de vivermos de forma que glorifica o teu nome e expressa a tua grandeza em misericórdia e bondade; em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dar o Filho

Meditação do dia: 11/02/2021

E Deus Todo-Poderoso vos dê misericórdia diante do homem, para que deixe vir convosco vosso outro irmão, e Benjamim; e eu, se for desfilhado, desfilhado ficarei.(Gn 43.14)

Dar o Filho – Olhando diretamente para o texto de hoje, eu posso pensar em muitas vertentes para escrever alguma coisa, mas há um propósito ao qual procuro ser fiel na escrita diária, que é produzir um texto com qualidade suficiente para abençoar alguém, ainda que seja eu mesmo. Exercitar o raciocínio e a mente é tão importante quanto o exercitar dos músculos e gerar boa condição física. Espiritualmente precisamos nos alimentar diariamente, com qualidade e regularidade, com porções nutritivas da Palavra de Deus, regado com o azeite fresco da unção do Espírito Santo, que é de fato quem produz vida em nosso espírito. Somente o Espírito dá vida. A natureza humana não realiza coisa alguma. E as palavras que eu lhes disse são espírito e vida (Jo 6.63 NVT). Podemos olhar e ver as coisas do ponto de vista de Jacó, um pai que amava seus filhos, tinha promessas para eles que era firmes e certas além de que o futuro de um mundo abençoado pelo conhecimento de Deus dependia desses garotos se comprometerem com o projeto de Deus. Como pai ele havia perdido um filho muito amado, por causa do pecado e da maldade dos irmãos. Buscando a sobrevivência da família ele os enviou ao Egito para comprar provisões de alimento, perdendo ali outro dos filhos que ficou preso para averiguações. Esses rapazes até então se viam como inocentes, honestos, corretos e homens de família, muito responsáveis.  Notou que o que escrevi até aqui, é a mesma história do pecador diante de Deus? Afundado até o pescoço pela sua própria maldade, o pecado se acha bonzinho, correto e não fez nada para merecer uma situação adversa. O amor do pai querendo de volta seus filhos, desposto a pagar o preço de resgate, se vê na condição de ter que dar o filho único, inocente, santo e justo para redimir e libertar vários outros, caídos, rebeldes e condenados. Guardando as devidas proporções, assim estava Jacó, na condição de dar Benjamim, o único dos filhos que não estivera envolvido nas práticas habituais dos seus irmãos, agora teria que ir para o sacrifício para trazer de volta o condenado Simeão e reaver o próprio filho para ficar ao seu lado. Dar um filho bom para salvar os filhos pecadores. Se não desse certo, não tinha plano B, não havia outra alternativa. Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16). Tal como Jacó, Deus só tinha um filho e o deu, sem plano alternativo. Há uma grande verdade na resignação do velho patriarca: “…se for desfilhado, desfilhado ficarei. Depois de quase quarenta e cinco anos de caminhada cristã, ainda tenho muito que aprender sobre viver sob as alianças com Deus. Nossa cultura foi e é alienada da vida de alianças, nossos fundamentos culturais se baseia em contratos e não alianças. Contratos estão sujeitos a distratos, podem ser quebrados, violados, alterados, judicializados e não honrados, quase sempre sem consequências graves. Então, mesmo convertidos a Cristo, cheios da Palavra de Deus, com valores éticos e morais de raízes judaico-cristãos, precisamos de analogias para falar e entender os conceitos da redenção. Quando Jesus celebrou sua última ceia com os discípulos lá no Cenáculo, ele instituiu uma Nova Aliança no seu sangue, tomando os elementos pão e vinho como memorial. Ele não teve que explicar o significado, pois aquelas pessoas presentes sabiam o que era uma aliança e uma nova aliança. Explicamos isso todas vezes que celebramos a Ceia do Senhor, mas muita gente boa, não tem a menor idéia do que estamos falando, falando grego parece. Isso é crucial para o verdadeiro desenvolvimento na vida espiritual e crescimento na fé.

Senhor, Deus de alianças e de promessas, como cantamos, precisamos de muita ajuda do Espírito Santo para entendermos com o coração e no poder do Espírito Santo os verdadeiros caminhos de andar em alianças contigo. Não contratos, não acordos e manobras que não podem redimir. Só o sangue de Jesus como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo; esse pecado é o verdadeiro problema, a verdadeira causa da separação entre a criatura e o seu criador. Salva-nos, Senhor, por amor do teu nome, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Benjamim, Passaporte Carimbado

Meditação do dia: 10/02/2021

Tomai também a vosso irmão, e levantai-vos e voltai àquele homem;(Gn 43.13)

Benjamim, Passaporte Carimbado – A simplicidade é a maior sofisticação. Também é verdade que as coisas simples, de pouca aparência inicial pode reservar profundidades maiores que as expectativas iniciais de alguém. Ao acompanhar a história dos encontros e desencontros dos irmãos de José pode-se perceber a obra maravilhosa que Deus estava construindo por trás do cenário visível a eles e à nós. Os detalhes aparecem, digamos em baixo relevo, é preciso atenção e intenção de aprender para ser guiado a esses pormenores que fazem a diferença. Estou pensando nas relações de confiança que são de grande significado para uma família e ali elas foram estremecidas; mas o interessante é que havia um segredo separando e regendo as ações. Daria até para parodiar a sétima arte com Treze homens e um segredo. Jacó, José e Benjamim eram vítimas dos outros dez. José sabia de parte de tudo aquilo e é muito provável que ele imaginava o que eles levariam para o pai e o irmão mais novo; mas ele não poderia ter plena certeza disso. Jacó, o pai deles foi o que mais prejuízos sofreu e sobre quem recaiu as maiores dores; afinal ele viu o filho querido sair de casa e não voltar mais, apenas sua capa foi resgatada. A dor do luto para um pai é muito mais intensa do que para filhos, mas eles ainda assim, mantiveram a mentira e o engano, mesmo com o sofrimento prolongado e visível do pai. Benjamim, foi afetado pela perda da companhia e proteção que teria do irmão e por crescer vendo o estado emocional do pai, o que certamente lhe acarretou menos atenção de qualidade e mais proteção exagerada, porque ele era agora um símbolo e objeto de segurança do pai. Os dez irmãos sabiam que estavam errados e quanto mais o tempo passava, maior a possibilidade da verdade aparecer e tudo desabar e isso causaria maiores danos do que se a verdade tivesse sido dita desde o início. O pai era um homem de oração e de comunhão com Deus e eles sabiam da intimidade dele com Deus e agora nessa viagem ao Egito eles perceberam que o passado deles estava mandando a conta e aquilo que fizeram, estava lhes assombrando. Não mereciam a confiança do pai e do irmão mais novo, mas eles nunca demonstraram que reconheciam isso e respeitavam isso. José, não lhes deu opção, senão encararem a verdade e agirem para restaurarem tudo que haviam quebrado. Então, quando Jacó lhes dizem para pegar Benjamim e levarem ao Egito e o apresentarem “Àquele homem,” era um passo de fé para ele, confiar nos filhos que até então ele não sabia que não podia confiar. Para eles, receberem o voto de confiança do pai, quando nunca deveriam receber, era a oportunidade da redenção, se tudo desse certo; caso contrário, eles seriam punidos por tirarem os dois filhos de Jacó, gerados de Raquel. Até para eles era um peso grande demais. Nada podia dar errado. Foi aí que eles viram o valor de um irmão. Não havia nada que podiam fazer para trazer José de volta, porque até eles já acreditavam que isso era impossível, mas dariam a própria vida pela segurança e retorno em segurança de Benjamim. Para eles, se Jacó tivesse que perder mais um filho nessas condições, não seria Benjamim. Será que de fato compreendemos o valor de uma pessoa, como Jesus expôs? Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma? (Mt 16.26). O quanto valia aquela permissão para Benjamim viajar com os irmãos!

Oramos a ti, Deus Pai, Todo-Poderoso, a Jesus Cristo, o nosso Senhor e Redentor e ao Espírito Santo, o Consolador que nos guia a toda a verdade e nos acompanha no dia a dia para vivificar a Palavra de Deus em nossos corações. Graças te rendemos por permitir nossa jornada ser tão preciosa, ao lado de companheiros e irmãos que também estão aprendendo e crescendo na graça de compreender o valor de cada alma e que não podemos deixa-las se perderem. Contamos com sua ajuda, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Presente Para o Homem

Meditação do dia: 09/02/2021

Então disse-lhes Israel, seu pai: Pois que assim é, fazei isso; tomai do mais precioso desta terra em vossos vasos, e levai ao homem um presente: um pouco do bálsamo e um pouco de mel, especiarias e mirra, terebinto e amêndoas;(Gn 43.11)

Um Presente Para o Homem – Todos nós gostamos de ganhar presentes, tanto é que criamos diversos meios e datas sociais oportunas para presentear. Algumas vezes até mesmo presenteamos a nós mesmos, como uma forma de recompensar-nos por um êxito alcançado e que merece ser premiado, mas como provavelmente ninguém irá fazê-lo, então nos mesmos o fazemos. O presente tem ingredientes psicológicos fortes, que podem produzir reações, e alguns aprendem a tirar proveito desse poder. Provérbios cita algo assim: O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação (Pv 21.14). Jacó tinha certa experiencia de lidar com autoridades, pois vivia entre povos palestinos que tinham cidades-estados com seus reis e príncipes. Tal qual Abraão e Isaque, ele mantinha relações amistosas com eles até quando completasse o tempo da posse definitiva da Terra Prometida. Ela sabia que um bom presente iria demonstrar respeito e boa vontade, o que facilitaria o relacionamento com esse governador que estava retendo um de seus filhos e esperando pela presença do mais novo. Jacó era um homem de posses e de autoridade, assim sendo tinha condições de enviar um presente especial, de bom gosto e cobiçado por pessoas de nível elevado como um governador egípcio. Quem vive ou já viveu longe de sua terra natal, muitas vezes sente muita saudade de coisas próprias da sua cultura e que lhe remete aos bons tempos em sua casa e com a família. Eu, por exemplo, vivo expatriado desde 1981 da minha terra natal e os goianos além de muita música caipira boa, tem tantos outros atrativos que só lá é possível encontrar e quando volto, algumas saudades precisam de cuidados. Pensando assim, me coloco no lugar de José ao receber os irmãos de volta e com alguns presentes típicos da terra de sua infância e adolescência. Provavelmente alguns daqueles presentes, ele conhecia mas não havia experimentado, porque era para “gente grande.” Seu pai deve ter pensado no homem forte, mas também em fazer um agrado à esposa dele, com algumas especiarias e condimentos só produzidos ali na terra de Canaã. Se por um lado para José, poder e meios para ter acesso a quaisquer produtos não lhe faltasse, e tal qual Faraó, ele poderia ter o que desejasse; aquilo era diferente! Ele sabia que era um presente do seu pai, mesmo que o próprio e os irmãos ainda não fizesse a menor idéia de que eles estavam paparicando o próprio irmão. Aqueles presentes devem ter mexido com a memória afetiva de José pois além de remetê-lo a um tempo maravilhoso de sua vida, ainda sabia que seu pai que tanto o amava havia escolhido pessoalmente cada item daqueles presentes. Novamente podemos aplicar com a vida de fé e a caminhada espiritual. Quando tudo está tão distante, diferente e difícil, o Pai amado providencia meios de nos presentear com preciosidades que não tem como a gente não admitir que ele sabia da nossa condição e até desejos. Como não falamos à ninguém sobre aquilo e de uma forma tão natural veio parar em nossas mãos como se fosse encomendado. Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém. (Ef 3.20,21). Você está aberto a receber os presentes que o amor de Deus preparou?

Obrigado Pai, porque ninguém pode demonstrar maior amor e generosidade para conosco. Somos agradecidos, porque tal qual José, lá no Egito, que para todos, era o governador, o homem forte de Faraó; mas por dentro ele ainda era José, o filho de Jacó e sentia-se apenas um garoto com saudade de casa. Nossas grandezas e nossos títulos e conquistas não mudam aquilo que somos interiormente, quando te conhecemos como Pai. Ansiamos por tua presença e por desfrutar dos presentes que a tua graça nos presenteia. Jesus é o principal, o maior e melhor de todos os presentes. Obrigado. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason