Bênçãos e Mais Bênçãos

Meditação do dia: 11/08/2021

“Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.” (Gn 49.25)

Bênçãos e Mais Bênçãos – Bênção é coisa boa, por isso todo mundo quer ser abençoado, inclusive eu. As bênçãos tiveram a sua origem em Deus, que foi criando cada coisa no seu lugar e para o seu propósito, com suas capacidades e potencialidades e vendo tudo estava muito bom e assim os abençoou para que crescessem e se multiplicassem. Um dos sentidos e dos mais próximos daquilo que entendemos as bênçãos, é autorizar para prosperar. Quando estudamos sobre os projetos divinos para a família e as alianças geracionais, entendemos perfeitamente bem o papel e a importância de ser abençoado, como também o estrago e a ausência que faz na vida de alguém que não é abençoado; pior ainda quando se é amaldiçoado. Nos arraiais cristãos mais modernos, que na verdade não é nada novo, uma correria atrás de bênçãos em detrimento de não se preocuparem nem um pouco com crescimento espiritual. Até se ensina que não é preciso conhecer a Deus para receber suas bênçãos, só precisa exercitar a fé e pronto. Claro que isso é obra de pigmeus da graça, incautos e intencionalmente dispostos a tirarem proveito da fé ingênua de pessoas que não conhecendo sua posição e autoridade conferida na obra redenção, se tornam presas fáceis de oportunistas, como os apóstolos de Cristo preveniram, desde o primeiro século. “Estes são manchas em vossas festas de amor, banqueteando-se convosco, e apascentando-se a si mesmos sem temor; são nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte; são como árvores murchas, infrutíferas, duas vezes mortas, desarraigadas” (Jd 12). Quando Israel, anos mais tarde saiu do Egito em direção à Terra Prometida, eles receberam o testemunho de Deus em forma de leis, cerimonias, rituais e mandamentos para que vivem as suas vidas em conformidade com a Palavra de Deus, o que seria suficiente par lhes garantir as bênçãos sem medidas que a obediência pode trazer a uma pessoa. “E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus” (Dt 28.2). Pessoalmente, amo essas declarações, porque elas colocam a minha vida numa perspectiva de que poderei administrar o que me vem â mão para fazer, sabendo que a bênção e a aprovação de Deus não está condicionada à lugares geográficos, condições mentais, emocionais ou físicas e muito menos depender de meus próprios esforços religiosos. Preciso conhecer a verdade, abraça-la e levar uma vida coerente – as bênçãos virão sobre mim, elas me seguirão; não preciso correr atrás delas, elas é que me perseguirão e me alcançarão. Olhando a vida e a experiencia de José, identificamos isso claramente. Ele trabalhou a vida todo e serviu com excelência sem visar qualquer recompensa humana ou mundana; agora quando seu pai, uma pessoa de estatura espiritual gigante vem abençoá-lo, faz citações que excedem a qualquer sonho ou desejo por receber bênçãos. Olha só: “Pelo Deus de teu pai, o qual te ajudará, e pelo Todo-Poderoso, o qual te abençoará com bênçãos dos altos céus, com bênçãos do abismo que está embaixo, com bênçãos dos seios e da madre.” O Deus de seu pai o ajudaria, o Todo-Poderoso o abençoaria com bênçãos dos altos céus, seja lá o alcance e abrangência que isso tiver, é muita coisa; bênçãos do abismo, que não tem nada a ver com trevas, inferno ou perdição, mas fisicamente são tesouros e recursos extraídos do solo e e profundidades; bênçãos dos seios e madre, são alusivos à fertilidade e multiplicação para pessoas e posses, farturas e riquezas. Isso é muito melhor que um cartão de crédito “black.” Davi entendia isso: “Nada me faltará!”

Pai, obrigado, porque não precisamos fazer nada mais do que aquilo que a tua Palavra recomenda como sendo bom e suficiente para a tua graça operar em favor dos teus filhos. Somos agradecidos pelas bênçãos que estás disponibilizando a cada dia para que tenhamos abundancia de bênçãos. Obrigado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

O Arco e o Arqueiro

Meditação do dia: 10/08/2021

“O seu arco, porém, susteve-se no forte, e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).” (Gn 49.24)

O Arco e o Arqueiro – Na mitologia grega, Ulisses rei de Ítaca, ausente de casa por vinte anos na guerra de Tróia, voltou secretamente à tempo de vencer o desafio que a rainha sendo forçada a se casar novamente, propusera que se casaria com aquele que conseguisse colocar a corda no arco que Ulisses havia deixado. Um camponês humilde conseguiu o feito, mas na verdade era Ulisses disfarçado. Na história bíblica, Ismael filho de Abraão se tornou um flecheiro poderoso. “E era Deus com o menino, que cresceu; e habitou no deserto, e foi flecheiro” (Gn 21.20). Outra citação muito preciosa é a descrição do salmista sobre a bênção da paternidade concedida por Deus ao homem que o teme e o serve. “Como flechas na mão de um homem poderoso, assim são os filhos da mocidade. Bem-aventurado o homem que enche deles a sua aljava; não serão confundidos, mas falarão com os seus inimigos à porta (Sl 127.4,5). Jacó, ao pronunciar a sua bênção paterna e patriarcal sobre José, mencionou que seu filho fora vítima de ataques de maldade que lhe causaram amargura, dor e sofrimento; ele fora flechado por seus irmãos, que ainda lhe impuseram um exílio em escravidão sem chances de defesa, comunicação ou condições de buscar recursos no pai ou quem quer que fosse para ajuda. Mas na continuidade da bênção temos essa citação, que é um alento, um conforto e envolta em mistérios da fé que só mesmo com a ajuda do Espírito Santo para capturar a grandiosidade e profundidade do que foi dito. Assim como alguém lhe estava infringindo dores, José também tinha o seu arco. É certo que para ser um bom arqueiro e atingir seus alvos, além de muita prática, também é preciso braços fortes, não só para esticar e curvar o arco, como também para sustentar o tempo necessário e suficiente para atirar no momento e na condição certa. Definitivamente não é para os fracos, até literalmente. Mas a lição é interessante, porque os adversários de José eram muitos, enraivecidos e maldosos; ele era um, estava só, mas seus braços foram sustentados por alguém mais forte do que todos eles juntos. Fico encantado, extasiado mesmo com expressões poéticas, mas proféticas que revelam a grandeza, o poder e o caráter de Deus em favor daqueles que confiam nele. Aqui, nesses texto, elas foram ditas de forma a induzir a nossa mente para alguém cheio de bondade e cuidadoso como um pastor de ovelhas, mas valente o suficiente para guardar e proteger: “…e os braços de suas mãos foram fortalecidos pelas mãos do Valente de Jacó (de onde é o pastor e a pedra de Israel).” Nossa grande e verdadeira lição hoje é estar conscientes de que não é nossa luta, correria, batalha e esforços que nos conduzirá à vitória, mas Deus, o nosso Deus. Ele é quem luta por nós, vence por nós e nos convida a descansar nele e contemplar suas ações poderosas. Para quem vive de correria e de resultados, somos induzidos quase que automaticamente a nunca parar. Mas confiar e descansar no Senhor é uma ótima medida de fé. “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra” (Sl 46.10). Outra menção disso: “Nesta batalha não tereis que pelejar; postai-vos, ficai parados, e vede a salvação do Senhor para convosco, ó Judá e Jerusalém. Não temais, nem vos assusteis; amanhã saí-lhes ao encontro, porque o Senhor será convosco” (2 Cr 20.17).

Obrigado Pai, por sustentar os nossos braços na lutar de cada dia e nas grandes batalhas pela verdade e justiça. Somos gratos pela oportunidade de servir na tua causa e sabermos que as tuas estratégias são perfeitas e nos levarão ao triunfo. Somos confiantes no Poderoso de Israel, o Senhor dos Exércitos, que jamais perderá uma batalha. Para sempre seja louvado o teu santo e bendito nome, no poderoso nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Flechas, Amarguras e Ódio

Meditação do dia: 09/08/2021

“Os flecheiros lhe deram amargura, e o flecharam e odiaram.” (Gn 49.23)

Flechas, Amarguras e Ódio – Nas artes, como cinema, teatro, Tv e literatura, os enredos que mais agradam e prendem a atenção e audiência, quase sempre são os dramalhões recheados de maldades contra o mocinho(a) principal, que sofre horrores e passado por tudo, para no final dar a volta por cima e precisa terminar com um “e foram felizes para sempre…” Nunca tive muitas oportunidades de frequentar teatro e assistir peças, óperas alguns desses famosos espetáculos, mas me parece que é um dos poucos em que os finais são de fato dramáticos, tristes e até o casal 20 morre, como em Romeu e Julieta e outros do gênero. Se estiver errado, por favor me desculpem e não leve em conta a ignorância no tema. É sabido que o tolo não reconhece a sua inépcia, mas não custa tentar, isso já pode ser o início de uma atitude sábia. Mas tudo isso é para dizer que uma pessoa de Deus, de vida exemplar, autêntica dedicação às pessoas e ao fazer o bem, diríamos que não merecia passar por situações como essas que José passou; mas ele passou; suportou, superou, viu e venceu! No dia e na hora da sua bênção, seu pai profeticamente incluiu nos registros para o tempo e a eternidade que José fora alvo de flecheiros, que lhe proporcionaram amargura, o feriram e o odiaram. É interessante registrar aqui, a nossa profunda admiração e respeito por ele e pela sua história, porque se alguém nessa vida e nesse mundo cheio de maldade e incompreensão, soube viver e demonstrar o amor e a graça de Deus, mesmo numa época antes do Evangelho e da própria Lei de Deus, revelada e escrita. José personificou o modelo de vida que Cristo viveu e os exemplos que não são apenas para serem vistos, estudados e discutidos, mas experimentados e vividos. Todos, sem exceção que participaram e proporcionaram dor, sofrimento e amargura a José, foram depois abençoados por ele, preservadas as suas vidas pela bênção da generosidade dele, sem ressentimentos, sem retaliações. Seus irmãos, Potifar e provavelmente sua esposa, os colegas de prisão e etc. Não posso deixar de pensar nas palavras ditas por Jacó, sobre os flecheiros que lhe causaram amargura, o flecharam e o odiaram –  flechas são armas perigosas, letais e imensamente traiçoeiras, porque podem atingir seus alvos mesmo à distancia, produzindo muita dor e sofrimentos, pois a sua estrutura é feita para penetrar fácil e causar danos grandes e difícil de retirar, podendo produzir mais dano ainda e mesmo a morte; sem contar que ainda podem ser envenenadas ou incendiárias. Parando para pensar, e muito triste, porque um bom flecheiro, hábil e forte, dificilmente erra seu alvo e se ele está fazendo isso por ódio e com intenção de causar sofrimento, é terrível porque ele sabe como infringir mais ainda do que simplesmente acertar. Espiritualmente, Paulo recorre a essa ilustração para prevenir os cristãos a se precaverem dos ataques malignos, porque estamos numa batalha e o nosso adversário não gosta de fazer reféns, e seu caráter é mau e destrutivo, segundo Jesus, ele vem para roubar, matar e destruir (Jo 10.10). “Tomando sobretudo o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). O nosso inimigo não faz trégua e nem deixará de atirar mortalmente em nós, ele joga sujo e pesado – então precisamos nos revestir das armas e armaduras providenciadas por Deus, para combatermos esse bom combate e neutralizarmos essas possibilidades de baixas, mortos e feridos.

Senhor, obrigado por nos ajudar em nossas dificuldades e proporcionar meios de livramento e socorro. Nos colocamos sob a cobertura do sangue de Jesus, o nosso redentor, que possui todo o poder e autoridade capaz de nos socorrer e ajudar. Oramos e adoramos, louvamos e intercedemos sob orientação do Espírito Santo, para sermos cheios da graça e alcançarmos socorro no tempo oportuno. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Ramo Frutífero

Meditação do dia: 08/08/2021

“José é um ramo frutífero, ramo frutífero junto à fonte; seus ramos correm sobre o muro.” (Gn 49.22)

Um Ramo Frutífero – Quando Jacó proferiu sua última bênção paternal aos seus filhos, ele profetizou sobre cada um deles, personalizando a sua bênção e também aquilo que para nós, serviria como uma espécie de “Testamento” a última vontade do testador para com os seus herdeiros. Ele aqui estava indo além do papel de pai, pois estava agindo como um patriarca, um progenitor de uma nação. Algumas pessoas  tem uma capacidade natural de viver pela fé, mirando o futuro e agindo como sendo aquilo uma realidade já, no momento. Para José, sua bênção foi iniciada dizendo que ele era um ramo frutífero, o que não só é uma menção elogiosa, de grande honra, mas também designava um caráter bem trabalhado e uma capacidade de produzir e abençoar a muitos outros. Vemos citação parecida com essa nas palavras de Jesus,  ao falar da comunhão dos seus seguidores com Deus e com ele em função do reino de Deus. “Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer (Jo 15.4,5).A produtividade vai muito além da capacidade pessoal, por mais talentosa e laboriosa que ela  seja. Vimos isso o tempo  todo na vida de José; desde que chegou ao Egito, mesmo sendo um escravo, ele era altamente produtivo e abençoador e fazia questão de deixar bem claro que Deus era com ele e o orientava em tudo que fazia. Ele sempre admitiu que o segredo de sua prosperidade era a bênção de Deus sobre ele. Ao meditar nos ensinamentos de sermos ramos de uma Videira Verdadeira, o que por si só já nos previne que há uma videira falsa, como também que o fato de sabermos que há um videira, um agricultor e os processos de produtividade, eles por si só não fazem a diferença para nós, se não estivermos conectados, disciplinados e acolhendo a sabedoria do trabalhar de Deus em nossas vidas. Em Jo 15.16 Jesus faz uma importante declaração: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda.” Fomos escolhidos pessoalmente por ele para IR e PRODUZIR frutos que PERMANEÇAM. Chamado para ir fala de mobilização, seguir em frente, dizer não à estagnação e ao comodismo. O chamado é para produzir – isso fala de resultados, quantidade e qualidades dentro de períodos e estações próprias. Ninguém planta e cuida de uma videira só para ter sombra e flores. Fechando a trilogia, esses frutos precisam permanecer. É inadmissível para um ministério fazer e desmanchar, refazer e cair de novo; fundar uma igreja e afundar duas, ganhar uma alma pra Cristo e escandalizar duas e afastar mais gente do que atrai. NO dia lá no “escritório do chefe” ele confere o quanto investiu e o quanto de resultados chegaram lá – imagina se pergunta: “O que aconteceu? Cadê os frutos?” José foi elogiado pelo pai, como sendo um ramo frutífero. Ele nunca buscou ou trabalhou para ser visto, elogiado ou reconhecido, ele servia como missão de vida.

Deus, obrigado por ser o nosso grande agricultou e temos em Jesus uma videira verdadeira, onde estamos firmados e queremos ser disciplinados, produtivos e abençoadores, para tua glória e honra. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Um Pedaço da Terra à Mais

Meditação do dia: 07/08/2021

“E eu tenho dado a ti um pedaço da terra a mais do que a teus irmãos, que tomei com a minha espada e com o meu arco, da mão dos amorreus.” (Gn 48.22)

Um Pedaço da Terra à Mais – Aqui está outro daqueles textos bíblicos maravilhosos, intrigantes e que nos faz tão bem pensar no seu sentido e na aplicação dele em nossas vidas. A Bíblia, a nossa Bíblia é um livro, uma coleção de livros, de origem oriental, escrita por orientais para um público eminentemente oriental, que pensa com cabeça de oriental – diferentemente de nós ocidentais, muito jovens em termo de civilização se comparando aos orientais, que data desde a origem do homem e da própria civilização humana. Eles tem histórias para contar e tem passado firme, sobre tradições fortes e que são perpetuadas de geração em geração e que eles se orgulham de manterem as coisas assim. Nós, no caso, brasileiros, estamos com quinhentos e vinte e um anos e nossas bases são tão sólidas quanto um prego fincado na areia ou mingau no espeto. A frase é boa e conhecida. “No Brasil, até o passado é incerto.” Alguns a atribuem ao ex-ministro Pedro Malan, outros ao ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola. Vários a repetiam. Ela se consolidou como uma frase antológica sobre o Brasil. Agora até a autoria da frase é incerta! Mas a ideía não é criticar ou zombar do que viemos a ser, em comparação a outras civilizações bem mais consolidadas. O que admiro e me encanta no texto da meditação de hoje, é o fato de Jacó declarar a seu filho José que lhe doava um pedaço à mais de terra do que aos demais irmãos, e que esse pedaço específico de terra, ele teve que lutar por ele, fisicamente, tomá-lo dos amorreus. Não haveria nada demais na história, porque naquele tempo eles precisavam se valer da força bélica para se protegerem e até mesmo conquistar e depois manter o território conquistado. Abraão se viu numa batalha, com seus servos e amigos aliados, contra reis poderosos, para resgatar seu sobrinho Ló e os bens que foram saqueados. Jacó, na volta de Harã para Canaã, teve que enfrentar um anjo em luta corporal e ele prevaleceu, o que lhe garantiu o novo nome de Israel, por lutar como um “Príncipe de Deus.” Também não temos a explicação de o porque esse conflito surgiu e ele teve que atacar e defender com espada e arco um território. Posso pensar em alguma parte de terras boas que eles habitavam ou mantinham como posse para pastagens e outras atividades e algum amorreu “sem terra” resolveu se meter com a possibilidade de tomar à força e se deu mau. Mas o que me leva a pensar de outra forma, é a razão de Jacó, que não mais voltaria para Canaã, senão para ser sepultado e todos os seus descendentes não ou alguma parte deles não voltarem para ficar na posse daquela terra ou de qualquer outra, e ainda assim, ele separar aquela porção para José e declarar isso em testamento. Quando José iria para Canaã? Dando um spoiler, sabemos que ele recomendou aos seus irmãos e descendentes que levassem seus restos mortais para Canaã, quando eles fossem. E disse José a seus irmãos: Eu morro; mas Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra à terra que jurou a Abraão, a Isaque e a Jacó. E José fez jurar os filhos de Israel, dizendo: Certamente vos visitará Deus, e fareis transportar os meus ossos daqui (Gn 50.24,25). Jacó deu na certeza da fé na fidelidade de Deus em cumprir a sua Palavra e José recebeu na fé das promessas de que Israel sairia dali do Egito para SUA TERRA PROMETIDA. Viver pela fé, morrer na fé, acreditando por saber que as promessas de Deus vão muito além de nós e de nossos dias aqui na terra. Isso nos leva a exortação de Paulo aos Coríntios: Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens (1 Co 15.19).

Pai, graças te rendemos por sua bondade e misericórdia demonstrado a nós os teus filhos. Somos gratos porque em nossa finitude, tendemos a trazer todas as coisas para o mesmo nível de mentalidade que lidamos. Mas somos cidadãos de um reino muito melhor, muito maior e acima de todas as nossas melhores expectativas. Queremos crescer e levar as marcas da eternidade em tudo que fazemos e acreditamos. Em nome de Jesus, amém

Pr Jason

Tres Fronteiras

Meditação do dia: 06/08/2021

“Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais.” (Gn 48.20)

Três Fronteiras – A geografia permite certos limites que embora possam ocorrer semelhantes em muitos lugares, mas alguns ganham contornos de fama ou se tornam conhecidos por aquele aspecto. No caso de três limites de divisas territoriais, isso acontece com muita naturalidade. Na América do Sul, composta de treze países, sendo o Brasil muito grande e dimensão continental, fazemos fronteira com outros dez, as únicas exceções são Chile e Equador; então encontrar pontos onde há três fronteiras não é nenhuma raridade, mas a que leva mesmo a fama é a chamada “Triplice Fronteira” entre Brasil, Paraguai e Argentina, ali em Foz do Iguaçu; por sinal um belíssimo lugar turístico, que vale a pena conhecer ou revisitar; recomendo. Mas aqui bem perto da minha região no interior de São Paulo, temos outro ponto, conhecido como “Tres Fronteiras,” que até nomeia um município, mas chegando à margem do Rio Grande, temos Mato Grosso do Sul à esquerda e Minas Gerais à direita; também um lindo lugar para turismo, especialmente de pesca. Estão todos convidados em nome de Rubinéia, Santa fé do Sul, Ilha Solteira e todos os paulistas da região que são muito acolhedores. Mas voltando a nossa atenção para algo que de fato nos interessa muito, pois alimenta a nossa alma e espírito, pois é a meditação intencional na Palavra de Deus. Na conversa entre Jacó e José, com a devida licença e permissão de intrometer-nos, pois é conversa de gente grande mesmo, e temos todos os devidos respeitos por também se tratar de um momento de muita intimidade familiar onde um pai está tendo uma conversa muito construtiva com seu filho. Ali, o nosso patriarca após abençoar os netos, agora recebidos como seus filhos para compor as doze tribos de Israel, ele fala a José e de forma muito simples, direta e sintetizada ele cita três fronteiras muito importantes na vida deles e que por extensão em à ver com todos nós; ou podemos aprender com elas. A primeira fronteira, que todos se aproximarão e com raríssimas exceções não a cruzarão – é a morte física – a passagem desta vida para a outra dimensão. Em cada cultura e povo há um modo peculiar de expressar e entender essa experiencia, que encontramos desde a extrema tristeza e pesar com choros e lamentos por muitos dias, até o de alegria, com festas e celebrações em grande estilo, como também os comedidos. Jacó estava consciente de que sua hora era chegada e ele estava pronto e aguardando para embarcar na sua última estação, para segundo a sua fé, encontrar-se e descansar junto com seus ancestrais, especialmente Abraão e Isaque, participantes da mesma aliança com Deus que os movera em fé durante todo o curso de suas vidas. Todos, vivemos com o propósito e a intenção de estar prontos para quando esse dia e hora chegar, e chegará. A segunda fronteira é a da contínua presença de Deus conosco – Saber disso é uma coisa, mas viver com base nisso é outra bem diferente. Crer na existência e manifestação de Deus como um ser onipresente, leva qualquer um a admitir que se está na presença divina o tempo todo e que o inverso também é verdade, Deus está conosco o tempo todo. Mas não é disso que trata a comunhão e o relacionamento de família que Deus espera que tenhamos com Ele. Jacó afirmou que assim como sabia que ia morrer, também sabia que Deus seria com seus filhos e sua família. No relacionamento com Deus os seus filhos são beneficiados porque um dos lados é Todo-Poderoso e o outro lado falho, débil e necessitado. Mas prestem bem atenção ao que estou escrevendo, por isso se torna documento: Nos beneficiamos – não tiramos proveito – não aproveitamos de quem Deus é. Não servimos a Deus “em troca de.” A terceira fronteira citada por Jacó a José foi que Deus os fariam tornar à sua terra. “Deus vos fará tornar” – Eles foram voluntariamente, à convite para o Egito, mas não voltariam quando e como quisessem ou quando precisassem voltar. Alguma força trabalharia para retê-los e subjuga-los e se possível acabar com a raça deles. Mas Deus faria as coisas acontecerem, como sabemos que fez. Tem coisas acontecendo hoje, nesse dia e nesse tempo, que não entendemos ou sabemos onde isso vai parar, mas a verdade é que Deus ainda está no controle de tudo e todas as coisas cooperam para o bem daqueles que o amam (Rm 8.28). Deus tem cuidado de nós, especialmente pelo cuidado que ele tem para com a sua Palavra. “Depois disse Israel a José: Eis que eu morro, mas Deus será convosco, e vos fará tornar à terra de vossos pais” (Is 55.11).

Senhor, obrigado pelo dia de hoje e pela experiencia de servir nesse tempo e nesse lugar que tens preparado para mim. Obrigado por cada um dos teus filhos que estão servindo em outros lugares, porque é ali a seara que determinaste para eles. Graças te rendemos e bendizemos o teu santo nome, pela presença e graça maravilhosa que nos permite coisas novas e grandes todos os dias. Obrigado por utilizar meios e circunstancias para construir uma história e contar com a nossa participação. Queremos conhecer a tua vontade e andar nela, por já sabemos que ela é boa, agradável e perfeita para cada um de nós; oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Efraim Adiante de Manassés

Meditação do dia: 05/08/2021

“Assim os abençoou naquele dia, dizendo: Em ti abençoará Israel, dizendo: Deus te faça como a Efraim e como a Manassés. E pôs a Efraim diante de Manassés.” (Gn 48.20)

Efraim Adiante de Manassés – Formalmente os pais não admitem preferencia por um filho em detrimento de outro(s), mas é possível sim, e a história mostra isso, tanto em casos velados, quanto noutros completamente escancarados. Na Bíblia temos casos como Isaque apreciar mais a Esaú pelos gostos em comum de caça e vida no campo enquanto Rebeca gostava mais de Jacó por seu mais pacato e caseiro, talvez um bom companheiro para ela nos afazeres domésticos e culinários. Depois vemos o repeteco com Jacó entrando num casamento com duas irmãs que começaram a rivalizarem-se, com o acréscimo de que ele amava muito a Raquel e como dizemos lá em Goiás, casou-se “na marra” com a Lia, numa trapaça das grandes do tio-sogro. Então vieram os filhos e depois de muito tempo finalmente Raquel lhe deu José, esse nosso querido José do Egito, que se tornou órfão muito cedo quando do nascimento de Benjamim. Juntando tudo isso num caldeirão passional, veio a preferencia paterna e a superproteção que terminou em ciúmes e perseguição pelos outros irmãos. Não querendo ser engenheiros de obras prontas, valendo-se do que já sabemos, mas aqui, com nossos botões: Não dá vontade de concordar com Jacó do começo ao fim? Como não amar e se apegar a alguém como José e no final das contas, não foi justamente ele o salvador da pátria? Os onze filhos de Jacó, com todos os recursos, não poderiam salvar nem a si mesmos e nem o clã todo, mas José fez o serviço por todos eles, salvando a todos e a toda a família. Nem vamos levar em conta, que essa foi apenas uma das milhares de famílias inteiras que ele salvou da morte e extinção pela fome, no Egito e redondezas. Mas também não seremos parciais validar escolhas meramente humanas, onde os pais, embora boas pessoas e com boas intenções agem de forma racional ou emocional demais e produzem riscos que em muitos casos poderiam ser melhor administrados. Ao abençoar os rapazes de José, o velho patriarca não agiu por emoções ou por vontade própria, mas profeticamente, sob orientação do Espírito de Deus e dentro do contexto das bênçãos da aliança com Abraão, Isaque e ele mesmo Israel, abençoou  os dois meninos, mas o fez de forma personalizada e seguindo um critério de proporcionalidade daquilo que viriam a ser no futuro, como parte da grande nação que formariam. A bênção de Efraim, ainda que era o mais novo, não foi maior ou melhor, menosprezou ou diminuiu a bênção ou a pessoa de Manassés. Isso é muito importante, porque podemos receber uma grande bênção de Deus que satisfaz plenamente e muito além do que esperávamos, mas cultivarmos uma ingratidão ou ressentimento ao perceber que alguém próximo de nós foi agraciado com “outra bênção” que considero melhor que a minha ou era “isso” que eu queria. O lembrete do escritor aos Hebreus sobre a atitude de Esaú, nunca deve ser esquecida: “E ninguém seja devasso, ou profano, como Esaú, que por uma refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que com lágrimas o buscou (Hb 12.16,17). Isso deve nos levar a entender que Deus entende de competências, porque é Ele quem as distribui; Nas parábolas muitas vezes Jesus ensinou que Deus distribui os dons e os ministérios conforme seus próprios critérios e ele sabe o quanto cada um de nós podemos desenvolver e fazer com excelência. Alegre-se com a grandeza dos demais irmãos e seja fiel e eficiente com o que te foi confiado, isso sim, é sinal de grandeza e vale para mim também.

Senhor obrigado pelos dons e bênçãos distribuídas como ferramentas e instrumentos de trabalharmos para o teu Reino e Glória. Queremos ser invadidos e cheios plenamente de graça, fervor e alegria onde o contentamento se transforma e adoração verdadeira. Obrigado por podermos cooperar uns com os outros através da diversidade de dons e habilidades, isso faz a grandeza do Reino e nos dá possibilidade de fazermos mais e melhor para tua glória. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Pai Sabem

Meditação do dia: 04/08/2021

“Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações.” (Gn 48.19)

Os Pais Sabem – Estava dando os primeiros passos em direção a estudar e conhecer mais sobre os ensinamentos bíblicos  sobre a família, bênçãos geracionais e tudo o que diz respeito às “Veredas Antigas” de Deus para nós, quando me deparei com o poderoso ensinamento sobre os pais serem agentes de Deus na formação dos filhos. Aquilo foi impactante, sobre mim, porque estava cultivando em minha mente e meu coração os cuidados necessários que um pai deve ter para com os filhos e vendo aquilo como algo muito raso, superficial. Mas entender o chamado de Deus para ser pai é muito mais do que apenas gerar um filho porque biologicamente a pessoa está habilitada para tal. Quando pensamos em “agentes,” a primeira idéia e a básica é de pessoas altamente treinadas, capacitadas, investidas de poder e autoridade para agirem em nome de uma autoridade maior. Olhando ao nosso redor, agente nos faz lembrar os membros de elite da Polícia Federal, os Agentes do FBI americano, Agentes secretos e aí vem 007 à serviço de sua majestade, a rainha da Inglaterra. Tirando fora os deslumbres do cinema e da fantasia, ainda assim, agentes são especiais e se são agentes de Deus, isso toma uma configuração inteiramente diferente. Os pais são sim, agentes de Deus para a formação dos filhos. Se filhos não precisassem de pais, provavelmente nasceriam como mato, plantas na floresta e cresceriam por si mesmos seguindo uma programação genética e influenciados por aspecto de clima e ambiente local. Mas acreditamos que cada pessoa é única, especial do começo ao fim e nasce aqui neste mundo, dentro de um plano maior, mais bem elaborado e com propósitos muito específicos. Somos criação de Deus e dotados de dons, talentos, habilidades e oportunidades incríveis e tudo isso é certamente para cumprir um propósito maior. Os pais não serão ou poderão virem a ser os agentes de Deus para criar os filhos, eles, nós já somos isso. Assim como quando confessamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador com nossa boca e cremos em nosso coração, isso pela fé, se materializa em salvação e filiação divina; não viremos a uma possível salvação, mas já certa, em Cristo. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (Jo 5.24). Me lembro que ensinei na igreja que os pais sabem ou devem saber a vontade de Deus para seus filhos. Se os filhos tivessem qualquer dúvida sobre suas habilidades, vocações e potenciais, deveriam perguntar aos pais e eles em oração iriam dizer exatamente o que Deus colocara em seus corações ao longo dos anos da vida dos filhos. Todos nós, acompanhamos todos os passos e movimentações deles desde que chegam da maternidade ao nascerem, e até antes disso; no cuidado do dia a dia observamos suas qualidades, virtudes, forças, hábitos, gostos e preferencias e habilidades – por que será? Ou para quê será? Naquele dia, Jacó ao orar pelos netos, filhos de José, ao sofrer a tentativa de mudança de mãos, Jacó foi claro e incisivo: “…Eu o sei, meu filho, eu o sei… Não havia dúvidas, não havia incertezas ou insegurança e nem a interferência do pai alterou a convicção dele. Eu sei que o mais velho será um povo e será grande, mas o outro será maior! Estava certo, está certo e foi o certo! Pais, nós precisamos ajudar nossos filhos e dizer-lhes de forma bem clara: Eu o sei, meu filho(a), eu o sei!Peçamos ajuda daquele que começou todo o projeto.

Pai, obrigado, porque em ti não há dúvidas, incertezas, mudanças ou sombra de variação. Tu és único e para sempre serás o nosso Deus. Te adoramos por tudo que temos crido sobre a tua pessoa e o teu caráter, tua personalidade criativa e expressas isso através de cada um de teus filhos e das obras criadas. Queremos aprender mais e mais sobre a bênção de sermos agentes do Senhor na criação e na formação de nossos filhos, os instrumentos poderosos de transformações que se efetuarão nesse mundo e nos vindouros. Obrigado, porque em Cristo isso tudo se tornou possível. Em nome dele, o teu amado filho oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Não Assim, Meu Pai!

Meditação do dia: 03/08/2021

“E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça.” (Gn 48.18)

Não Assim, Meu Pai! – longe de mim, querer dar lições ou colocar sobre os ombros de quem quer que seja um peso, que provavelmente nem eu suporte carregar. Estamos meditando e procurando alimento na pura Palavra de Deus, ao olharmos a vida e a história de pessoas que entendemos serem gente como a gente. José foi um de nós, um adolescente com problemas de relacionamento com os irmãos mais velhos que o consideravam minado e queridinho do papai, super protegido e outras coisas que muitos de nós passamos na infância e adolescência, de um lado ou de outro da questão. José foi um exilado, teve que viver fora do seu país e da círculo familiar, cultura e tudo mais, que muitos de nós podemos nos identificar, porque isso hoje ocorre com mais frequência do que à algum tempo atrás. José foi escravizado e vendido como mercadoria. Muitos de nós entendemos isso, porque em pleno século XXI, o mundo horrorizado ainda assiste cenas e situações de escravidão,  exploração de pessoas e uma série de atentados aos direitos humanos e à vida. Pode haver entre nossos leitores alguém que tenha passado por isso ou próximo disso; quem sabe teve familiar ou amigo preso nessas teias malditas do lado negro do ser humano. Sabemos que há igrejas e ministérios, até funcionários de Ongs e instituições que trabalham e lutam arduamente para conter essa sangria e oferecer apoio, refúgio e a oportunidade de um recomeço para muitas vidas que se perderam nesses labirintos. José trabalhou na casa de pessoas ricas e famosas, da alta sociedade e ali também mesmo sendo fiel e prestativo foi traído e sofreu maus tratos e até prisão. José foi prisioneiro, esteve atrás das grades e mesmo sem ter cometido crime algum, não teve chances de defesa e passou boa parte de sua juventude e fase adulta nessas terríveis condições. José foi um homem de fé e comunhão com Deus, mesmo com todas as adversidades, ele permaneceu firme, frutífero e abençoador. Ele é a encarnação humana do ensino do Salmo primeiro, uma árvore frutífera plantada junto aos ribeiros de águas. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1.1-3). José foi um homem público, um servidor da administração do alto escalão do governo do maior império de sua época. Ele gerenciou um projeto de alimentação de grande impacto, abastecendo um país inteiro e regiões vizinhas durante sete longos anos de fome, escassez e extrema necessidades, resistiu até passar os tempos difíceis e voltar a ter produção de alimentos. José cuidou de sua família, suprindo de tudo, da melhor qualidade e preservou a todos do extermínio pela fome. José perdoou seus irmãos que o maltrataram, abençoou seu pai na velhice e mesmo sendo tão rico e importante, não se falava e nem se fala nisso dele, pois suas virtudes e boas práticas sobrepõe a tudo isso. Como não aprender nada com uma pessoa assim? Como não parar para aprender com quem sabe e faz? Ainda assim, José sendo cheio da graça de Deus, movido pelo Espírito de Deus e com todos os elogios que pudermos tecer a ele, ainda era humana e sujeito às mesmas vicissitudes e dilemas que eu e você, até mesmo errar feio,  como aqui quando queria tirar as mãos de seu pai de sobre a cabeça dos seus filhos para inverter a ordem das bênçãos. Ele achava que sabia o que estava fazendo, ou faria, mas ele não fica sozinho nessa; Já errei redondamente, estando absolutamente certo de que faria uma grande coisa e estava errado. Já orei tentando ensinar a Deus a melhor maneira de fazer certas coisas e até dei umas dicas para ele; ainda bem que Ele não caiu na minha conversa! Finalmente, agora já mais amadurecido, eu imagino que agora eu sei que nada sei mesmo! Sou grato por isso.

Obrigado meu Pai amado, por seu tão generoso e paciente comigo e com meus irmãos de caminhada. Ninguém conhece melhor o ser humano do que aquele que o criou! Acreditamos que fomos feitos para o louvor de tua Glória e esta deve ser uma missão prazerosa de se fazer, mas constantemente estamos metendo os pés pelas mãos e fazendo do nosso jeito que já vimos e experimentamos que não é a melhor escolha. Obrigado por Jesus Cristo vir a esse mundo para consertar a nossa história e morrer na cruz, se sacrificando por causa das nossas maldades e nossos pecados. Agora sim, poderemos reescrever a nossa história, com a ajuda do seu Santo Espírito. Muito obrigado, oh! Deus, Todo-Poderoso! Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Do Jeito Certo ou do Meu Jeito

Meditação do dia: 02/08/2021

“Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.” (Gn 48.17)

Do Jeito Certo ou do Meu Jeito – Ao olhar essa passagem, me vem à mente as muitas decisões que já tomei e as tantas outras que ainda irei tomar. Algumas delas são de natureza muito simples e sem qualquer peso no dia ou na vida; mas algumas decisões refletem diretamente na qualidade de nossa vida e das pessoas que nos cercam e outras tem resultados para o tempo e a eternidade. Tudo o que fazemos, pode ser feito por fazer ou pode ser feito com um propósito maior em mente e que se encaixa perfeitamente no conjunto das demais peças da vida. A recomendação sábia e bíblica para mim e para todos os filhos de Deus é a mesma: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis (Cl 3.23,24). A finalidade última de toda ação, é para o Senhor e para a sua glória. Isso em mente, como introdução, vamos pensar com a cabeça de José, ou ao menos participarmos daquele momento muito especial para ele, os filhos e o seu pai. É uma cena que todos queremos ter em nossas vidas e vê-las espontaneamente acontecendo, como foi com eles naquele dia. Um velho pai, um patriarca respeitado por sua comunhão Deus e uma vida de serviço e dedicação a viver as bênçãos da aliança celebrada entre suas gerações anteriores, duas por sinal, com Abraão e Isaque. A promessa de virem a ser uma grande nação que causaria impacto em todas as famílias da terra. Jacó vivia com essas promessas e agora, sendo ele a terceira geração dessa aliança, podia ver uma tribo herdeira dessas promessas; seus doze filhos e muitos netos e novos descendentes aparecendo, ainda em vida seus olhos viam aquilo que seus antepassados sonharam, creram e trabalharam por tornar isso possível. Por razões que nem a razão explica; só mesmo a fé, na bênção paternal aos seus descendentes, Jacó precisaria substituir na linha de sucessão a dois de seus filhos e para isso adotou os dois netos, filhos de José, o primogênito de Raquel. Aquilo que seu pai teve que lutar e muito para conseguir, a bênção da primogenitura, José recebeu sem dificuldades, por obra da graça de Deus e uma visão espiritual profética de seu pai. Mas algo ainda pairava no ar que incomodava José: As mãos trocadas de Jacó sobre os rapazes, poderia ser um equívoco pela dificuldade das vistas enfraquecidas do ancião, ou era proposital? Na dúvida, José resolveu agir – Quando agimos, podem acontecer coisas muito boas ou podem acontecer intromissão num processo que Deus está levando em conta. Com costumo dizer, tudo o que eu sei não é tudo que existe; portanto estou sujeito a incorrer em erros. Mesmo sendo numa área em achamos que dominamos, podemos não ter todos os elementos necessários para um perfeito julgamento. Foi isso que aconteceu com José – dessa vez ele não tinha a palavra revelada ao seu coração, ela estava com Jacó, seu pai. Nós, pregadores, ministros lidamos com esse aspecto do sagrado o tempo todo e precisamos saber quando temos e quando não temos a revelação ou a palavra. As pessoas esperam de nós, esperam algo que lhes satisfaçam e o temor de decepcioná-las pode levar o pregador a “fabricar” resultados. Cuide-se para que isso não aconteça. A confiabilidade é mais importante do que as habilidades.

Obrigado Senhor por cuidar de nós com amor muito grande e suprir as nossas necessidades para que tenhamos o que dar e abençoar as pessoas sem necessidade de criar falsas expectativas ou produzir resultados por nossa própria conta. Podemos confiar naquele homem que morreu na cruz por nós. Ele não nos decepcionará em tempo algum. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason