Você Está Pensando no Que Estou Pensando?

Meditação do dia: 21/08/2021

“Vendo então os irmãos de José que seu pai já estava morto, disseram: Porventura nos odiará José e certamente nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos.” (Gn 50.15)

Você Está Pensando no Que Estou Pensando? – Não é uma frase inédita e nem rara entre as pessoas. Nem tampouco ela significa afinidades tão grandes que um pensa exatamente igual ao outro. Está mais para um colóquio, percebendo algo, se presume que há uma direção lógica e então se volta para a outra pessoa(s) e pergunta: “Você está pensando no que eu estou pensando?” Quase sempre a resposta é afirmativa. Essa é a linha de partida da nossa meditação de hoje, onde os irmãos de José, perceberam uma mudança de cenário e as perspectivas poderiam ser muito ruins ou mesmo desastrosas para eles e seus familiares. Como filhos, eles deveriam desde sempre terem respeitado as ordens e instruções do pai e cuidaram uns dos outros e protegerem-se dos perigos externos e manter a família unida e segura; mas não foi o que aconteceu anos atrás lá na Terra de Canaã, onde eles deixaram a temperatura das relações com José subirem a um nível tão perigoso, que se aproximou de homicídio com características de barbárie, se não fosse a providencial intervenção de Ruben. Se uniram novamente após sumirem com José e mantiveram entre eles um segredo ruim e perigoso, contanto que o tempo e as areias do deserto lhes trouxessem alívio, sepultando de vez a José, aí, mesmo que a verdade viesse à tona, já era tarde e irremediável. Já ouvi dizer que “aquilo que é irremediável, remediado está!” José sobreviveu, deu a volta por cima e ainda salvou a pele deles, trazendo-os para debaixo de sua proteção e cuidado. Aquilo que dez não fizeram tendo recursos e condições, José fez pelos dez e os demais familiares. Agora, sob as vistas de José e de Jacó, eles “andaram na linha” por muitos anos, mas chegou o tempo e Jacó partiu para a eternidade, juntos eles o levaram para Canaã e o sepultaram com honras e as reverencias que o patriarca merecia e retornaram para o Egito e às suas vidas. Mas na primeira oportunidade, que se juntaram, quem sabe, para relatarem os fatos da viagem, de ida e volta, com escolta e muitas celeridades, o que garantia segurança, proteção e bons suprimentos. Alguém então levantou a questão, se José resolvesse encerrar o seu patrocínio? Se ele tivesse honrado seu pai e agora desse proteção e abrigo apenas para Benjamim, ou a nenhum? Outra conclusão deles, era que se José desejasse puni-los em retribuição ao tratamento recebido por parte deles, seria muito provável que ele teria plenas condições de êxito, porque ele tinha até o aparato imperial e Faraó do lado dele. Quero aplicar algo aqui: O que as pessoas estão pensando de você? Ou de mim? Quais as conclusões que estão fazendo? Até poderão agir baseado simplesmente em suas pressuposições (in)fundadas. Devemos nos preocupar? Devemos mudar nossa conduta ou propostas de vida? NÃO! Exceto, se estivermos errados ou com intenções erradas. O que as pessoas fizeram no passado e nos feriram, prejudicaram e nos colocaram em dificuldades, mas já resolvemos e perdoamos, não devem alterar a nossa palavra empenhada. Se elas mudarem, é responsabilidade delas. Nossas escolhas, sempre irão revelar nosso caráter, então deverão ser boas escolhas, sempre!

Pai, obrigado pela oportunidade de reconstruirmos nossas vidas e relacionamentos que foram quebrados pelos erros de nossa vida passada. Agora somos novas criaturas e desejamos andar em fé e sermos bons modelos no testemunho daquilo que fomos beneficiados por ti. Não merecíamos perdão, mas mesmo assim fomos perdoados, aceitos, acolhidos e pudemos começar tudo novamente. Agradecemos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José Voltou Para o Egito

Meditação do dia: 20/08/2021

“Depois de haver sepultado seu pai, voltou José para o Egito, ele e seus irmãos, e todos os que com ele subiram a sepultar seu pai.” (Gn 50.14)

José Voltou Para o Egito – Voltar atrás é uma coisa bem diferente de retornar a um lugar de onde se saiu. Gostaria de explorar quem sabe um campo que diz respeito aos efeitos de escolhas ou acontecimentos de nossas vidas. Intencionalmente ou não, fatos e ocorrências afetam a gente! Toda mudança causa insegurança e inquietação até que as coisas se acomodem. Aqui estou querendo ver o quadro pela ótica de José, que saiu de Canaã, ainda muito jovem, um adolescente e foi uma ruptura dolorosa e impactante na sua vida. Primeiro, porque não fora sua escolha; segundo, não fora uma necessidade que obrigou uma decisão drástica como aquela; em terceiro lugar, fora um ato de violência por parte de seus irmãos. Eu saí de casa, pouco mais de um mês antes de completar vinte anos, e o fiz por necessidade de trabalho, então fui tentar a sorte em Anápolis, onde já morava um dos meus irmãos, que me recebeu com muita alegria e tínhamos uma ótima relação de amizade e companheirismo. Ele me deu todo o suporte necessário para começar a minha jornada fora da casa de meus pais; jornada essa que dura até hoje, pois nunca mais voltei para casa, em termos de morada. De lá segui para o Seminário e depois para o início do ministério pastoral em Sabará na Grande BH e o resto é uma longa história. Em todos esses anos, sempre que volto à Goiás e ou à casa de meus pais e irmãos é uma sensação maravilhosa, saudosa, do tipo “o bom filho à casa torna!” (Bom filho é por minha conta, tanto familiar quanto a ser goiano). Emparelhando a minha experiencia com a de José, agora com aproximadamente cinquenta e seis (56) anos de idade; trinta e nove (39) anos depois, pegando o caminho de volta para Canaã!!!! Não dá para comparar as duas jornadas, porque a ida foi por sequestro, talvez até amarrado sobre um animal de carga, ou sendo arrastando andando à pé enquanto era zombado e privado de água, alimento e descanso e se vendo distanciar cada vez mais de casa e de uma oportunidade de libertar-se e fugir. Agora a preocupação maior era em honrar a memória do velho pai que ele levava de volta para ser sepultado. Agora ele não era mais um escravo, um produto ou objeto mercantil, mas um homem nobre, uma autoridade respeitável e com todas as garantias de segurança. O coração de José, certamente ainda palpitava forte também pelas lembranças e memórias, que ninguém da família, o pai ou os irmãos sabiam ou poderiam imaginar. Ele agora ao retornar para o Egito, era uma escolha pessoal e uma etapa da sua jornada de crescimento, que o levou a ser uma pessoa sem rancores, mágoas ou marcas que não lhe permitissem ser a resposta de Deus para o seu tempo. Ele agora era o segundo homem forte do Egito, era esperado pelo próprio Faraó; tinha trabalho, família e ali agora estava o prosseguimento das promessas de Deus para ele e para todos, sob sua responsabilidade. José sabia o seu lugar! As emoções, as memórias, as tristezas ou alegrias estão dentro da gente, como estava dentro dele, mas a vida segue e as responsabilidades também. Elas devem nos impulsionar para frente, para cima e para coisas maiores!

Obrigado, Senhor, pelo dia de hoje e pela história que cada pessoa tem e que foi construída com tudo o que aconteceu. Foram coisa boas e outras não tão boas, mas o teu amor e o teu cuidado estiveram presente o tempo todo e nos guardou, nos protegeu e isso fez a diferença, para chegarmos aonde estamos hoje. Agradecemos, em nome de Jesus, pela vida de cada pessoa que foi e continua sendo bênçãos em nossas vidas. Amém.

Pr Jason

Grande e Dolorido Pranto

Meditação do dia: 19/08/2021

“Chegando eles, pois, à eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram um grande e dolorido pranto; e fez a seu pai uma grande lamentação por sete dias.” (Gn 50.10)

Grande e Dolorido Pranto – A vida tem nos ensinado que cada povo e cada cultura tem seus valores que são expressos de forma natural e apropriados nas ocasiões em que deles se necessitam. Em muitas situações, aquilo que é estimado como precioso e digno de respeito em uma cultura, pode não ter o mesmo peso em outra e assim, vai acontecendo com povos e lugares por toda a terra. Os tempos e as necessidades também adaptam os rituais e assim vão se processando modificações, ou variações que por fim se tornam mudanças. Pensando em um tema como a morte, o processo de velar e sepultar ou outra destinação dos restos mortais, percebo que quando criança, e ao menos no interior do Brasil, os corpos eram sepultados em uma cova funda, de sete palmos de profundidade (+ – 1.54m); medida essa que servia até para significar que  alguém estava morto. Hoje, me parece que as covas são rasas e também há outras opções de destinação, como cremação do corpo e guardar-se as cinzas, ou sepultá-las em local preferido da pessoa em vida ou mesmo jogá-las ao mar ou satisfazendo a última vontade do falecido. Jacó teve um funeral digno de um chefe de estado de grandes influencias e prestígio, pois José tinha meios disponíveis para embalsamar o corpo, segundo os conhecimentos científicos da época pelos egípcios, podendo assim preserva-lo bem para ser transportado para sua última morada em sola da Terra de Canaã. Houve rituais da cultura egípcia, ao menos no que tange a tempos e prazos de luto necessários antes do sepultamento. Também é verificado o ritual da fé hebraica daqueles tempos, com a família lamentando e pranteado. As ciências comportamentais preconizam a importância de um processo completo e respeitoso desse período para que as pessoas que realmente estão envolvidas e são próximas daquele ente querido que veio a falecer, possa se organizar interiormente e ajustar as medidas e o comportamento de agora em diante sem mais a presença e a influencia física daquela pessoa. Para os cristãos de matriz evangélica, é muito importante a assimilação das verdades bíblicas e doutrinárias da Nova Aliança, da qual fazemos parte. Segundo o apóstolo São Paulo, “Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. De sorte que, ou vivamos ou morramos, somos do Senhor. Porque foi para isto que morreu Cristo, e ressurgiu, e tornou a viver, para ser Senhor, tanto dos mortos, como dos vivos (Rm 14.8,9). Também falando aos cristãos de origem grega, que vieram de uma vida de fé politeísta e eivada de mitologia sobre mortos e lugares dos mortos, ele resumiu bem a esperança que Cristo oferece e que serve de consolação para todos nós até à sua volta. “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras” (1 Ts 4.13,18). Sua esperança está firmada e fundamentada naquilo que você verdadeiramente acredita. Uma boa filosofia de vida, morte, eternidade etc. pode não servir de consolo na hora que mais se precisar. Em Cristo e nas verdades do Evangelho, sim, isso é possível e realizável.

Deus eterno e soberano sobre as nossas vidas; te louvamos e agradecemos pela vida e por tudo que ela nos oferece para este tempo e para a eternidade. Em Cristo todas as coisas se fizeram novas e podemos experimentar um agir da tua graça e bondade, mesmo sem o nosso merecimento. Queremos honrar ao Senhor com nossas vidas e servi-lo com amor e fé, para evidenciarmos o quanto é importante a obra realizada por Cristo na cruz. Temos esperança e nos norteamos por ela, sabendo que é segura e firme, porque poderoso é aquele que nos fez as promessas. Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Só Para Adultos

Meditação do dia: 18/08/2021

“Como também toda a casa de José, e seus irmãos, e a casa de seu pai; somente deixaram na terra de Gósen os seus meninos, e as suas ovelhas e as suas vacas.” (Gn 50.8)

Só Para Adultos – Quando crianças muitas vezes ficamos indignados com o tratamento que nos era dado pelos pais, familiares e adultos em geral. Sem uma compreensão amadurecida da vida, gostaríamos de participar de praticamente todas as atividades que nos pareciam atraentes e agradáveis e claro que também queríamos evitar qualquer coisa que nos fosse apetecível ou divertida. Mas o que realmente frustrava a gente, era que para determinadas coisas, éramos considerados grandes, fortes e bons e logo em seguida para outras atividades diziam que ainda éramos pequenos, fracos e aquilo era para os maiores ou só para os adultos. Definitivamente a gente não entendia, e hoje parece que as coisas não mudaram muito. Espiritualmente, como sabemos a vida espiritual se assemelha muito com a vida natural e alguns princípios que se aplicam para uma, há correspondência na outra. Depois da experiencia do novo nascimento, produzido na pessoa por obra e graça do Espírito Santo, vem o processo de crescimento, que tal qual o crescimento natural de um bebê, depende de boa alimentação, cuidados dos pais ou responsáveis, descanso adequado, sono e exercícios; assim dia a dia vamos observando o desenvolvimento físico, mental e emocional da criança e percebendo sinais de gostos e preferencias, capacidades e habilidades. O exercício constante de todos esses processos produzirá uma pessoa num futuro bem próximo, de muita vitalidade e destrezas. Um novo convertido precisa se alimentar da Palavra de Deus, na proporção certa e adequada para ir adquirindo resistência e crescimento. “Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo” (I Pe 2.2). À medida que vai crescendo, aumenta-se as medidas e a variedade, para que supra todas as necessidades que dia a dia vão surgindo. Uma dieta certa e balanceada, trará tudo que for necessário para o bem-estar e crescimento da criança; isso à princípio é responsabilidade dos adultos para com ela; assim como na igreja, os adultos espirituais precisam assumir a paternidade espiritual dos novos na fé e guia-los cuidadosamente até que tenham condições de cuidarem de si mesmos. José viera de Canaã quando ainda era um garoto, não fora escolha sua, mas Deus conduziu um processo de separação, capaz de prover os elementos que produziriam o tipo de maturidade, crescimento e desenvolvimento para que ele se tornasse um estadista de extrema competência e fidelidade. Os demais familiares desceram para o Egito anos mais tarde, já sob convite de José e ali permaneceram. Aconteceu a falecimento de Jacó, o patriarca da família, que manifestara em vida o desejo de ser sepultado com seus pais em Canaã. Agora chegara a hora deles honrarem a memória do pai e fazer o trajeto de volta. Todos os adultos em condições de viajar naquelas condições da época se dispuseram a ir e todos os jovens e crianças ainda não considerados aptos ou necessários, tiveram que ficar, para guardar e cuidar das propriedades, animais e manter um mínimo de atividades necessárias. Quando o assunto é as atividades da sua família espiritual, a sua igreja local, você e eu somos dos que vão ou dos que ficam? Se vamos é porque somos úteis ou é para não provocarmos problemas aos que ficam? Se Ficamos, somos competentes para nos responsabilizarmos pelo andamento dos trabalhos, ou pirraçamos: “Já que eu não fui, também não ajudo!” Qual é a nossa atitude?

Senhor, obrigado por que há aqueles que são chamados para irem e cumprirem tarefas que não são necessariamente fáceis e agradáveis; também há os que foram chamados para ficarem dando todo o suporte necessário para o bem de todos. Pedimos a graça do entendimento e da sabedoria para sermos construtivos e participativos com alegria e bom grado em tudo, porque todas as coisas pertencem a ti e fazem parte de um projeto maior. Agradecemos pelo aprendizado, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Quanta Honra

Meditação do dia: 17/08/2021

“E José subiu para sepultar a seu pai; e subiram com ele todos os servos de Faraó, os anciãos da sua casa, e todos os anciãos da terra do Egito.” (Gn 50.7)

Quanta Honra – Há uma máxima nas Sagradas Escrituras que norteiam a vida e as ações do povo de Deus. “Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra” (Rm 13.7). Para o cortejo fúnebre de Jacó, saindo do Egito até Canaã, foi um concurso grandíssimo de pessoas nobres, anciãos, autoridades e certamente com todos os requintes de glória e respeito que uma grande autoridade merecia e recebia. Isso revela a importância da pessoa de Jacó, recebido no Egito não só como o pai de José, o primeiro ministro de Faraó, mas como uma pessoa de autoridade e merecedor respeito e honra, tanto em vida quando na morte. Faraó dispensou todos recursos e serviços disponíveis à serviço de proporcionar a José, condições de cuidar de seu pai com o devido valor e respeito. Podemos pensar, em conjecturas, meramente como exercício de raciocínio, como teria sido, caso Jacó e José tivessem escolhido realizarem o funeral ali mesmo no Egito. Mui provavelmente seria marcante e monumentos seriam erigidos como a um chefe de estado. Mas a escolha de Jacó, contempla o elemento fé! Ele nascera sobre promessa e vivera nessa mesma fé, por todos os seus dias e mesmo passando por provações tão difíceis, ele se manteve firme, sabendo que o Deus Todo Poderoso seria com ele e cumpriria suas promessas. Ao descer para o Egito, à convite de José, sua fé foi confirmada e Deus se lhe revelou e lhe deu garantias de ele seria vencedor e morreria no Egito sob os cuidado do filho, mas que as promessas não morreriam com ele, ao contrário, um dia eles sairiam de volta para sua Terra Prometida. Por essa promessa, Jacó escolheu ser sepultado em Canaã, junto aos demais patriarcas. No presente aquilo seria um lugar simples, até mesmo sem a presença de seus filhos e família, mas ele via o futuro, onde não apenas uma família estaria ali por perto, mas uma nação inteira, sob as bênçãos da aliança eterna, onde eles seriam o povo de Deus, com a missão de abençoar todas as famílias da terra. Gosto de pensar em que José não rejeitou ou dispensou as honras humanas e temporais dadas de bom coração por Faraó e pelo Egito; mas aquilo não seria um motivo válido para esquecer as promessas e ou se contentar com bem menos do que o futuro poderia oferecer. Como cidadãos terrenos, devemos oferecer nossos serviços de qualidade e excelência de forma a beneficiar e abençoar as nossas cidades e construir legados que fazem diferença na vida das pessoas, sem que isso nos furte o coração do nosso verdadeiro objetivo de vida e nos separe do nosso verdadeiro tesouro. “Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” (Mt 6.21).

Graças te rendemos, óh Senhor Deus Todo Poderoso, pela nossa vida e pela maneira como podemos construir aqui, relacionamentos bons e construtivos, que abençoam as pessoas e as famílias. Entendemos que as honras dos homens não são para furtar o nosso coração de tuas promessas que são grandes, poderosas e eternas, sendo que fomos chamados para isso e através delas, glorificar o teu santo nome. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Compromissos de honra

Meditação do dia: 16/08/2021

“Meu pai me fez jurar, dizendo: Eis que eu morro; em meu sepulcro, que cavei para mim na terra de Canaã, ali me sepultarás. Agora, pois, te peço, que eu suba, para que sepulte a meu pai; então voltarei.” (Gn 50.5)

Compromissos de Honra – Em nossa cultura, com relação à vontade última de uma pessoa, é um tipo de compromisso sério que se não deve romper. Prometeu, tem que cumprir e mesmo que não comprometeu, mas se aquilo era a vontade da pessoa e ele expressou isso, então está valendo também. Jacó havia manifestado o desejo de ser sepultado em Canaã, na mesma sepultura da família, em Macpela, onde já estavam Abraão e Sara, Isaque e Rebeca e Lia, que ele mesmo havia sepultado lá antes de virem para o Egito. Para ele, era como a posse de uma promessa, onde os patriarcas receberam a palavra e fizeram uma aliança, mas a posse definitiva ficaria para os seus descendentes num futuro já determinado por Deus. Então ele, Jacó queria estar ali, na terra onde ele nascera sob promessa, vivera nessa fé e juntamente com seus pais e avós, alimentaram seus corações com a verdade de que seriam de fatos donos daquele território. José era o filho em autoridade na Egito, e capaz de fazer cumprir as promessas de Deus, porque ele também cria e ainda mais, desejava honrar seu pai e viver na certeza de que tudo terminaria como Deus havia prometido. Nós, hoje, não temos uma promessa geográfica, física e territorial para tomar posse ou reivindicar diante de Deus. Nossa parte na herança já está mais adiantada e somos herdeiros de promessas espirituais, modelo e estilo vida com padrões elevados e somos participantes pela fé, de todas as promessas feitas à Abraão, Isaque e Jacó. Fazemos parte da Nova Aliança, celebrada com melhor sacrifício e melhores promessas, porque também temos um melhor sacerdote e agora, pela graça através da fé, somos alcançados com a redenção em Cristo. José estava comprometido com a palavra dada ao Pai, e precisava de permissão para se ausentar para o ritual do sepultamento do corpo de Jacó. Ele voltaria para continuar seu trabalho e seu ministério, ele era importante na engrenagem da administração do império e o próprio Faraó contava com isso. Podemos olhar para essa cena, como precisamos olhar para as nossas vidas que precisam serem retomadas em muitos aspectos, ainda que aquilo não pareça tão espiritual ou tenha uma finalidade ministerial. Mas fazer o que se precisa é um ministério. Servir as pessoas é importante. O autor do livro “Chamados Para Criar,” cita que fazer ou criar produtos e serviços de qualidade é mais importante do que colocar um versículo bíblico na embalagem dos produtos. Demonstramos nossa fé e devoção a Deus e a consciência de nosso chamado, ao fazermos nossas tarefas e nossos produtos que a melhor qualidade e eficiência. A excelência começa com a busca de Deus.

Senhor, obrigado por honrarmos ao Senhor com as nossas vidas e atividades de trabalho, dando um bom testemunho e demonstrando ao próximo a nossa fé e a nossa visão de que tudo está em tuas e que governas com justiça e verdade. Somos gratos pelas promessas e as boas coisas que elas nos trazem. Permanecemos consagrados e desejosos de servir com qualidade, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Dias de Choro

Pr Jason

Meditação do dia: 15/08/2021

“Passados, pois, os dias de seu choro, falou José à casa de Faraó, dizendo: Se agora tenho achado graça aos vossos olhos, rogo-vos que faleis aos ouvidos de Faraó, dizendo:” (Gn 50.4)

Dias de Choro – Nas palavras do sábio rei Salomão, há tempo para todas as coisas debaixo do céu. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou” (Ec 3.1,2). Quero pensar juntamente com vocês sobre o momento ou o tempo de cada um de nós. me refiro também e mais especificamente à experiencia pessoal e individual pela qual passamos e naquele momento nos encontramos de certa forma afetados. As experiencias boas, agradáveis e de grandes realizações nos permitem uma alegria e euforia que contagia a muitos ao nosso redor. Também há os momentos tristes e de perdas, que nos mergulham em vales emocionais de tristeza e choro. Costumo dizer que o mesmo sol que amolece a cera, também endurece o barro – isto quer dizer que cada pessoa é afetada ou reage de forma diferente por um mesmo evento. O luto por exemplo, vem para uma família e cada um dos membros ali reagem de certa forma; isso é real, precisa ser respeitado e todos receberem apoio e carinho. Alguns no momento se comportam de forma serena, respeitosa e procura agir para facilitar todo processo e amparar os demais. Outros desabam logo de início e logo se recuperam; enquanto outros irão sentir e manifestar só mais dias à frente. José e os seus irmãos fizeram esse caminho, com relação ao luto por seu pai. Mas chegou o momento de “terminar” os dias de choro; Esse também é um momento importante para a pessoa. Não se pode ficar apegado sem querer deixar que vida prossiga, mas também não pode ser desapegado à ponto de não haver o devido respeito e consideração para os demais. José fez o seu bom trabalho e prestou suas homenagens e respeito à figura de seu pai e foi respeitado por isso, deixando para tomar as providencias administrativas e pedidos ao soberano do Egito para pudesse também ser agraciado com a condição de cumprir sua palavra empenhada ao pai sobre a destinação final de seus restos mortais. O que cremos é muito importante e determina os passos que precisamos dar. Isso fecha um circulo e um ciclo de suma importância. Quando não se encerra etapas, elas ficam em abertas e essas lacunas emocionais tendem a afetar o andamento da vida dali em diante. Por isso que se recomenda fazer os devidos acertos e manter as coisas em dia para que quem parte vá em paz e sem pendencias e quem fica, possa prosseguir sem culpas e ressalvas. As lembranças que ficam devem ser boas e sem não o forem, não devem produzir peso e ser um fardo emocional para ninguém. Aqui, o lema do exército brasileiro cai bem: “missão dada é missão cumprida!”

Senhor, obrigado pelos momentos difíceis, mas pela graça misericordiosa que acompanha os teus filhos e nos facilitam andar em fé, viver pela fé e descansarmos na fé e na esperança de tenha alguém muito especial cuidando de nós e de tudo que nos diz respeito. Agradecemos pela vida e tudo de bom que ela nos trouxe e que podemos servir as pessoas ao nosso redor. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Servos de José

Meditação do dia: 14/08/2021

“E José ordenou aos seus servos, os médicos, que embalsamassem a seu pai; e os médicos embalsamaram a Israel.” (Gn 50.2)

Os Servos de José – No dia de hoje, com esse texto poderíamos tomar vertentes as mais variadas, porque o tema permite e com boas pesquisas poderemos enriquecer e muito o nosso conhecimento sobre alguns dos mistérios bem guardados dos egípcios, em termos de medicina e preservação de corpos post mortem. Contudo, vou me ater a um lado simples da questão e que delineia melhor as nossas meditações com propósitos de edificação e alimentação espiritual. Me refiro a forma honrosa com que José e os egípcios trataram o patriarca em sua morte. Como também a graça de Deus, para nos presentear com ensinamentos da vida e para a vida, permitiu que um dos seus, ou dos nossos, porque pela fé todos nos tornamos filhos de Abraão e herdeiros das mesmas promessas. “Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa (Gl 3.28,29). Cada povo tem sua cultura própria e seus rituais para celebrar as diversas manifestações que ocorrem na vida e na morte. O povo de Deus estava em formação e estava inserido física e geograficamente no Egito por um tempo, ali, já havia uma cultura milenar e muito desenvolvida, e com José pertencia a nobreza da administração do império, foi como que natural que ele pudesse utilizar o seu prestígio para os procedimentos. Em termos bem singelos, acreditamos que na morte física o espírito (que é a pessoa verdadeira) deixa o seu corpo e deve voltar às suas origens, acompanhada da alma que é o princípio animado que anima ao corpo e trás as qualidades da personalidade da pessoa. O corpo, será sepultado, cremado, enfim, mas em suma se desintegrará, voltando ao pó de onde veio, até a ressurreição corporal para que a se preste contas das atividades da vida inteira. No caso brasileiro, além de sermos um povo muito jovem em termos de civilização, ainda somos excessivamente miscigenados culturalmente, de forma que é até difícil dizer qual a postura oficial sobre morte, rituais e cerimonias. Há grupos que dão muito valor, honra e reverencia a esse momento da pessoa, como também há grupos que não tem nenhuma postura ou dão qualquer importância ao tema.  Além dos muitos aspectos de sincretismo religioso que se confundem de lugar para lugar. Também há o lado médico científico, de como lidar com tudo isso. Mas um ponto para todos nós cristãos é pacífico, ensinado pelo próprio Senhor Jesus: “E que os mortos hão de ressuscitar também o mostrou Moisés junto da sarça, quando chama ao Senhor Deus de Abraão, e Deus de Isaque, e Deus de Jacó. Ora, Deus não é Deus de mortos, mas de vivos; porque para ele vivem todos” (Lc 20.37,38). José que foi servo e escravo no Egito, deu a volta por cima e tinha depois servos qualificados à sua disposição para um serviço tão exigente em termos de qualidade e utilidade. Em todo tempo Deus está abençoando o seu povo e providenciando o que há de melhor, de modo que este sempre será distinguido por onde passar.

Senhor, graças te damos por tua imensa bondade e misericórdia para com os teus filhos e servos, que andam em tua presença e testemunham a tua bondade entre os povos e fazem conhecidos os teus feitos e os teus caminhos. Somos gratos pelas lições que podemos aprender com a vida, o serviço e até mesmo na morte dos teus servos fiéis. Temos esperanças grandes em tuas promessas e que à seu tempo se hão de cumprir. Agradecemos em fé, no nome de Jesus, amém.

Pr Jason

A Hora Difícil

Meditação do dia: 13/08/2021

“Então José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele, e o beijou.” (Gn 50.1)

A Hora Difícil – Ao findar o labor desta vida, quando a morte ao teu lado chegar! Que destino há de ter tua alma; qual será no futuro teu lar? A maioria dos cristãos conhecem essa letra e esse hino sacro. Mais dias, menos dias, todos temos que nos deparar com a cena da morte chegando para alguém perto de nós, até que um dia chegará para nós. Independente do que se creia, se deseja ou espere, essa adversária aparece e cumpre o seu papel. Até dizem que nesta vida só duas coisas são certas, a morte e os impostos. Não pretendo discutir ou ponderar aqui sobre a morte ou sobre o luto e seus muitos aspectos que fazem parte da experiencia humana desde os primórdios e em cada povo e cultura, lida-se com isso. O cristianismo tem uma visão muito positiva e construtiva da morte, exatamente por causa da obra da redenção em Cristo Jesus. Porque até então, não havia esperança e sem esperança a vida é uma tragédia anunciada por antecipação. A pessoa humana tem na sua constituição, elementos divinos e da eternidade e isso não se pode satisfazer com arranjos emocionais, intelectuais e filosóficos. Nas palavras do salmista, o ri Davi: “Assim como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! (Sl 42.1). Há um anseio interior muito grande por vida espiritual e intimidade com o Criador, mesmo que a pessoa não queira confessar ou reconhecer isso; sempre fica aquelas indagações da origem, razão e tudo mais que mesmo sem ser estimulado ou provocado a pessoa quer saber ou quer perguntar e descobrir, entendendo que deve haver algo à mais do que isso que estou vendo e deve haver um propósito maior para a vida e a existência. O sábio ao escrever o livro de Eclesiastes, lembra da importância de se viver de forma produtiva e consciente porque ela é finita e depois ela continua noutro plano. “E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu” (Ec 12.7). José pode conviver com seu pai por bons dezessete anos e num momento muito especial eles puderam conversar, acertar detalhes de testamento e legado, reunir todos os filhos e certamente os netos e demais familiares para ouvir a sabedoria e receberem cada um a sua porção da bênção paternal, confirmando profeticamente o seu lugar na futura nação e também o seu papel de contribuição. Para José e para qualquer filho é um momento de muitas emoções mistas, onde a alegria de ver o final de uma jornada bem sucedida e uma vida próspera, que construiu muito e de forma consistente, um legado que vai entrar para a eternidade; por outro lado, a ausência e a separação definitiva deixa um vazio e um espaço que nenhuma outra pessoa pode preencher. Mas o conjunto da obra revela a bondade de Deus e a fidelidade dos seus propósitos. Agora era hora do velho patriarca descansar e na linguagem deles, congregar com os seus antepassados. Quando se sabe de onde veio, não tão difícil saber para onde se vai e isso torna o momento especial, porque não é um adeus definitivo, mas um até breve, porque cremos que em breve todos nos reuniremos como uma grande família de Deus, herdeiros da mesma fé e alcançados pela comum salvação em Cristo Jesus. Essa é uma bendita esperança que Paulo diz para utilizarmos para produzir consolo uns nos outros, até a volta do Senhor Jesus. “Não quero, porém, irmãos, que sejais ignorantes acerca dos que já dormem, para que não vos entristeçais, como os demais, que não têm esperança. Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras (I Ts 4.13,18). 0

Pai celestial, muito obrigado pela vida e por tudo que ela nos apresenta em termos de possibilidades de te conhecer e crescer em graça e favor do Senhor, para a edificação da igreja, como Corpo de Cristo aqui na terra. Graças te rendemos pela vida dos santos do Senhor que andaram em fé e venceram, prevaleceram contra as grandes adversidades, mas estiveram sempre olhando para os céus e para o poder do Criador de todos as coisas. Hoje, somos nós, é a nossa vez de servir e testemunhar, e fazemos em alegria e esperança em todas as tuas promessas. Oramos agradecidos pelo conforto e consolo por cuidar de nós, na vida e na morte, e ter algo melhor nos aguardando. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Bênçãos Que se Excedem

Meditação do dia: 12/08/2021

“As bênçãos de teu pai excederão as bênçãos de meus pais, até à extremidade dos outeiros eternos; elas estarão sobre a cabeça de José, e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos.” (Gn 49.26)

Bênçãos Que se Excedem – Bênçãos nunca são demais, só não vale fazer delas o objetivo da vida ou do interesse de se buscar a Deus. Estamos lidando com uma experiencia de vida onde os relacionamentos com a família, com Deus e os propósitos da aliança divina com os patriarcas foram levados muito à sério, não como um peso ou fardo, mas como um encargo sagrado, um privilégio de ser chamado para fazer a diferença, não só nos seus dias, mas por toda a vida, passando como legado de geração para geração para os tempos eternos. Como já compartilhei outras vezes, nós, ocidentais lidamos muito com uma mentalidade imediatista, apressados, ansiosos por ver resultados e tudo precisa ser para os nossos dias. Isso nos leva a não valorizar legados e heranças que se constroem ou se deixa para muitas gerações posteriores, onde as novas vão construindo sobre as bases recebidas e solidificando novos patamares para as próximas possam desfrutar e também ampliar. Não é raro para nós as histórias de pessoas que receberam heranças que seus pais e avós construíram e conquistaram com muito trabalho e determinação e tão logo entraram na posse, foram dispersando e perdendo gradativamente até perderem tudo, ficarem literalmente sem nada. Também não é difícil conhecer relatos de outros tantos que nem se dão ao trabalho, porque estão de olho no que vão herdar, quando ainda isso está muito longe de acontecer, mas cobiçam e já anunciam suas intenções preguiçosas. Nós, os cristãos já nascemos de novo dentro de um contexto de alianças eternas, nos tornando filhos de Abraão pela fé em Cristo, também herdeiros de um reino inabalável e ainda podemos subir mais, herdeiros de Deus e co-herdeiros juntamente com Cristo. “E, se nós somos filhos, somos logo herdeiros também, herdeiros de Deus, e co-herdeiros de Cristo: se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). Sendo assim é razoável, espiritualmente falando, que adotemos uma mentalidade de “Reino” com mais consistência e perenidade; ou seja, trabalharmos por algo mais eterno, de mais longa duração e não apenas naquilo que começa e termina conosco mesmos aqui. Quando voltamos nossa atenção para a reunião entre Jacó e José, encontramos um pai orgulhoso, feliz, realizado e empolgado em dar ao filho bênçãos grandes, poderosas em Deus e até maiores do que as recebidas por ele mesmo de seus pais e convenhamos, não foi pouca coisa que ele recebera, acumuladas de Abraão para Isaque e passadas a ele. O homem mais sábio que já passou por aqui disse: “O filho sábio alegra a seu pai…” (Pv 10.1); Como não nos alegrarmos com um legado desses. Mas também como não trabalharmos para gerar filhos como esse e estarmos comprometidos em fazer melhor do foi feito antes de nós e agora podermos preparar as bases para o que virá à seguir.

Senhor, obrigado pelo legado que recebi de mais pais e pelo que construí com a bênção e o favor do Senhor e ainda estou trabalhando nos meus dias, para que as promessas eternas sejam percebidos pelos meus filhos, físicos e espirituais e recebam tudo o que lhes cabem como legado eterno. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason