Os Pai Sabem

Meditação do dia: 04/08/2021

“Mas seu pai recusou, e disse: Eu o sei, meu filho, eu o sei; também ele será um povo, e também ele será grande; contudo o seu irmão menor será maior que ele, e a sua descendência será uma multidão de nações.” (Gn 48.19)

Os Pais Sabem – Estava dando os primeiros passos em direção a estudar e conhecer mais sobre os ensinamentos bíblicos  sobre a família, bênçãos geracionais e tudo o que diz respeito às “Veredas Antigas” de Deus para nós, quando me deparei com o poderoso ensinamento sobre os pais serem agentes de Deus na formação dos filhos. Aquilo foi impactante, sobre mim, porque estava cultivando em minha mente e meu coração os cuidados necessários que um pai deve ter para com os filhos e vendo aquilo como algo muito raso, superficial. Mas entender o chamado de Deus para ser pai é muito mais do que apenas gerar um filho porque biologicamente a pessoa está habilitada para tal. Quando pensamos em “agentes,” a primeira idéia e a básica é de pessoas altamente treinadas, capacitadas, investidas de poder e autoridade para agirem em nome de uma autoridade maior. Olhando ao nosso redor, agente nos faz lembrar os membros de elite da Polícia Federal, os Agentes do FBI americano, Agentes secretos e aí vem 007 à serviço de sua majestade, a rainha da Inglaterra. Tirando fora os deslumbres do cinema e da fantasia, ainda assim, agentes são especiais e se são agentes de Deus, isso toma uma configuração inteiramente diferente. Os pais são sim, agentes de Deus para a formação dos filhos. Se filhos não precisassem de pais, provavelmente nasceriam como mato, plantas na floresta e cresceriam por si mesmos seguindo uma programação genética e influenciados por aspecto de clima e ambiente local. Mas acreditamos que cada pessoa é única, especial do começo ao fim e nasce aqui neste mundo, dentro de um plano maior, mais bem elaborado e com propósitos muito específicos. Somos criação de Deus e dotados de dons, talentos, habilidades e oportunidades incríveis e tudo isso é certamente para cumprir um propósito maior. Os pais não serão ou poderão virem a ser os agentes de Deus para criar os filhos, eles, nós já somos isso. Assim como quando confessamos a Jesus Cristo como Senhor e Salvador com nossa boca e cremos em nosso coração, isso pela fé, se materializa em salvação e filiação divina; não viremos a uma possível salvação, mas já certa, em Cristo. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida (Jo 5.24). Me lembro que ensinei na igreja que os pais sabem ou devem saber a vontade de Deus para seus filhos. Se os filhos tivessem qualquer dúvida sobre suas habilidades, vocações e potenciais, deveriam perguntar aos pais e eles em oração iriam dizer exatamente o que Deus colocara em seus corações ao longo dos anos da vida dos filhos. Todos nós, acompanhamos todos os passos e movimentações deles desde que chegam da maternidade ao nascerem, e até antes disso; no cuidado do dia a dia observamos suas qualidades, virtudes, forças, hábitos, gostos e preferencias e habilidades – por que será? Ou para quê será? Naquele dia, Jacó ao orar pelos netos, filhos de José, ao sofrer a tentativa de mudança de mãos, Jacó foi claro e incisivo: “…Eu o sei, meu filho, eu o sei… Não havia dúvidas, não havia incertezas ou insegurança e nem a interferência do pai alterou a convicção dele. Eu sei que o mais velho será um povo e será grande, mas o outro será maior! Estava certo, está certo e foi o certo! Pais, nós precisamos ajudar nossos filhos e dizer-lhes de forma bem clara: Eu o sei, meu filho(a), eu o sei!Peçamos ajuda daquele que começou todo o projeto.

Pai, obrigado, porque em ti não há dúvidas, incertezas, mudanças ou sombra de variação. Tu és único e para sempre serás o nosso Deus. Te adoramos por tudo que temos crido sobre a tua pessoa e o teu caráter, tua personalidade criativa e expressas isso através de cada um de teus filhos e das obras criadas. Queremos aprender mais e mais sobre a bênção de sermos agentes do Senhor na criação e na formação de nossos filhos, os instrumentos poderosos de transformações que se efetuarão nesse mundo e nos vindouros. Obrigado, porque em Cristo isso tudo se tornou possível. Em nome dele, o teu amado filho oramos agradecidos, amém.

Pr Jason

Não Assim, Meu Pai!

Meditação do dia: 03/08/2021

“E José disse a seu pai: Não assim, meu pai, porque este é o primogênito; põe a tua mão direita sobre a sua cabeça.” (Gn 48.18)

Não Assim, Meu Pai! – longe de mim, querer dar lições ou colocar sobre os ombros de quem quer que seja um peso, que provavelmente nem eu suporte carregar. Estamos meditando e procurando alimento na pura Palavra de Deus, ao olharmos a vida e a história de pessoas que entendemos serem gente como a gente. José foi um de nós, um adolescente com problemas de relacionamento com os irmãos mais velhos que o consideravam minado e queridinho do papai, super protegido e outras coisas que muitos de nós passamos na infância e adolescência, de um lado ou de outro da questão. José foi um exilado, teve que viver fora do seu país e da círculo familiar, cultura e tudo mais, que muitos de nós podemos nos identificar, porque isso hoje ocorre com mais frequência do que à algum tempo atrás. José foi escravizado e vendido como mercadoria. Muitos de nós entendemos isso, porque em pleno século XXI, o mundo horrorizado ainda assiste cenas e situações de escravidão,  exploração de pessoas e uma série de atentados aos direitos humanos e à vida. Pode haver entre nossos leitores alguém que tenha passado por isso ou próximo disso; quem sabe teve familiar ou amigo preso nessas teias malditas do lado negro do ser humano. Sabemos que há igrejas e ministérios, até funcionários de Ongs e instituições que trabalham e lutam arduamente para conter essa sangria e oferecer apoio, refúgio e a oportunidade de um recomeço para muitas vidas que se perderam nesses labirintos. José trabalhou na casa de pessoas ricas e famosas, da alta sociedade e ali também mesmo sendo fiel e prestativo foi traído e sofreu maus tratos e até prisão. José foi prisioneiro, esteve atrás das grades e mesmo sem ter cometido crime algum, não teve chances de defesa e passou boa parte de sua juventude e fase adulta nessas terríveis condições. José foi um homem de fé e comunhão com Deus, mesmo com todas as adversidades, ele permaneceu firme, frutífero e abençoador. Ele é a encarnação humana do ensino do Salmo primeiro, uma árvore frutífera plantada junto aos ribeiros de águas. “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1.1-3). José foi um homem público, um servidor da administração do alto escalão do governo do maior império de sua época. Ele gerenciou um projeto de alimentação de grande impacto, abastecendo um país inteiro e regiões vizinhas durante sete longos anos de fome, escassez e extrema necessidades, resistiu até passar os tempos difíceis e voltar a ter produção de alimentos. José cuidou de sua família, suprindo de tudo, da melhor qualidade e preservou a todos do extermínio pela fome. José perdoou seus irmãos que o maltrataram, abençoou seu pai na velhice e mesmo sendo tão rico e importante, não se falava e nem se fala nisso dele, pois suas virtudes e boas práticas sobrepõe a tudo isso. Como não aprender nada com uma pessoa assim? Como não parar para aprender com quem sabe e faz? Ainda assim, José sendo cheio da graça de Deus, movido pelo Espírito de Deus e com todos os elogios que pudermos tecer a ele, ainda era humana e sujeito às mesmas vicissitudes e dilemas que eu e você, até mesmo errar feio,  como aqui quando queria tirar as mãos de seu pai de sobre a cabeça dos seus filhos para inverter a ordem das bênçãos. Ele achava que sabia o que estava fazendo, ou faria, mas ele não fica sozinho nessa; Já errei redondamente, estando absolutamente certo de que faria uma grande coisa e estava errado. Já orei tentando ensinar a Deus a melhor maneira de fazer certas coisas e até dei umas dicas para ele; ainda bem que Ele não caiu na minha conversa! Finalmente, agora já mais amadurecido, eu imagino que agora eu sei que nada sei mesmo! Sou grato por isso.

Obrigado meu Pai amado, por seu tão generoso e paciente comigo e com meus irmãos de caminhada. Ninguém conhece melhor o ser humano do que aquele que o criou! Acreditamos que fomos feitos para o louvor de tua Glória e esta deve ser uma missão prazerosa de se fazer, mas constantemente estamos metendo os pés pelas mãos e fazendo do nosso jeito que já vimos e experimentamos que não é a melhor escolha. Obrigado por Jesus Cristo vir a esse mundo para consertar a nossa história e morrer na cruz, se sacrificando por causa das nossas maldades e nossos pecados. Agora sim, poderemos reescrever a nossa história, com a ajuda do seu Santo Espírito. Muito obrigado, oh! Deus, Todo-Poderoso! Oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Do Jeito Certo ou do Meu Jeito

Meditação do dia: 02/08/2021

“Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.” (Gn 48.17)

Do Jeito Certo ou do Meu Jeito – Ao olhar essa passagem, me vem à mente as muitas decisões que já tomei e as tantas outras que ainda irei tomar. Algumas delas são de natureza muito simples e sem qualquer peso no dia ou na vida; mas algumas decisões refletem diretamente na qualidade de nossa vida e das pessoas que nos cercam e outras tem resultados para o tempo e a eternidade. Tudo o que fazemos, pode ser feito por fazer ou pode ser feito com um propósito maior em mente e que se encaixa perfeitamente no conjunto das demais peças da vida. A recomendação sábia e bíblica para mim e para todos os filhos de Deus é a mesma: “E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, Sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis (Cl 3.23,24). A finalidade última de toda ação, é para o Senhor e para a sua glória. Isso em mente, como introdução, vamos pensar com a cabeça de José, ou ao menos participarmos daquele momento muito especial para ele, os filhos e o seu pai. É uma cena que todos queremos ter em nossas vidas e vê-las espontaneamente acontecendo, como foi com eles naquele dia. Um velho pai, um patriarca respeitado por sua comunhão Deus e uma vida de serviço e dedicação a viver as bênçãos da aliança celebrada entre suas gerações anteriores, duas por sinal, com Abraão e Isaque. A promessa de virem a ser uma grande nação que causaria impacto em todas as famílias da terra. Jacó vivia com essas promessas e agora, sendo ele a terceira geração dessa aliança, podia ver uma tribo herdeira dessas promessas; seus doze filhos e muitos netos e novos descendentes aparecendo, ainda em vida seus olhos viam aquilo que seus antepassados sonharam, creram e trabalharam por tornar isso possível. Por razões que nem a razão explica; só mesmo a fé, na bênção paternal aos seus descendentes, Jacó precisaria substituir na linha de sucessão a dois de seus filhos e para isso adotou os dois netos, filhos de José, o primogênito de Raquel. Aquilo que seu pai teve que lutar e muito para conseguir, a bênção da primogenitura, José recebeu sem dificuldades, por obra da graça de Deus e uma visão espiritual profética de seu pai. Mas algo ainda pairava no ar que incomodava José: As mãos trocadas de Jacó sobre os rapazes, poderia ser um equívoco pela dificuldade das vistas enfraquecidas do ancião, ou era proposital? Na dúvida, José resolveu agir – Quando agimos, podem acontecer coisas muito boas ou podem acontecer intromissão num processo que Deus está levando em conta. Com costumo dizer, tudo o que eu sei não é tudo que existe; portanto estou sujeito a incorrer em erros. Mesmo sendo numa área em achamos que dominamos, podemos não ter todos os elementos necessários para um perfeito julgamento. Foi isso que aconteceu com José – dessa vez ele não tinha a palavra revelada ao seu coração, ela estava com Jacó, seu pai. Nós, pregadores, ministros lidamos com esse aspecto do sagrado o tempo todo e precisamos saber quando temos e quando não temos a revelação ou a palavra. As pessoas esperam de nós, esperam algo que lhes satisfaçam e o temor de decepcioná-las pode levar o pregador a “fabricar” resultados. Cuide-se para que isso não aconteça. A confiabilidade é mais importante do que as habilidades.

Obrigado Senhor por cuidar de nós com amor muito grande e suprir as nossas necessidades para que tenhamos o que dar e abençoar as pessoas sem necessidade de criar falsas expectativas ou produzir resultados por nossa própria conta. Podemos confiar naquele homem que morreu na cruz por nós. Ele não nos decepcionará em tempo algum. Oramos agradecidos, em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Foi mal

Meditação do dia: 1º/08/2021

“Vendo, pois, José que seu pai punha a sua mão direita sobre a cabeça de Efraim, foi mau aos seus olhos; e tomou a mão de seu pai, para a transpor de sobre a cabeça de Efraim à cabeça de Manassés.” (Gn 48.17)

Foi Mal – Pura intuição! É assim que muitas coisas acontecem em nossas vidas e nos levam a agir. Pode-se dizer que é só um palpite! Mas como cada um de nós aprende de modo muito particular a lidar consigo mesmo, assim aprendemos sobre o modo como Deus nos dirige intimamente e nos instrui sobre procedimentos, que as vezes foge da rotina padronizada e já conhecida de todos, que podem então argumentar que está certo ou errado, ou no mínimo, diferente. Acredito muito na direção do Espírito Santo no nosso homem interior (nosso espírito); de tal maneira que a paz interior se torna uma forma até natural de sermos orientados, guiados, instruídos por Deus, sobre praticamente tudo, claro que já não esteja explicitado nas Escrituras. “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.14-16). Para José, a forma certa de fazer a invocação da bênção seria: a. Orar por um dos filhos de cada vez, começando pelo mais velho. B. Orar simultaneamente com as mãos postas sobre a cabeça deles, mas a mão direito sobre a cabeça do mais velho e a mão esquerda sobre a cabeça do mais novo. É assim que se faz! E olha lá, que de cerimoniais José entendia muito bem! Mas como dizemos no popular, Jacó, não estava nem aí! Ele estava seguindo o manual do seu coração e agindo sob o mover do Espírito de Deus para produzir uma peça de ensinamento que nos é preciosa até o dia de hoje. Deus é criativo desde sempre e isso está impresso e espalhado por toda a criação e em todas as suas obras, incluindo a obra da redenção. Deus cria, não por necessidade, por que ele não as tem, mas pelo prazer criativo e para demonstrar o seu amor aos outros e expressar as qualidades do seu caráter e da sua personalidade. Jacó sabia o que José não sabia, para começo de conversa. Como ele próprio que nascera gêmeo com Esaú, a profecia dada por Deus a Rebeca, era de que o menor seria maior e mais poderoso para prevalecer contra o mais velho. Esaú nunca engoliu isso e também nunca teve espiritualidade para tal; nunca se ocupou em conhecer a Deus e a seus propósitos – do modo de Deus, ambos seriam grandes, se rivalizariam, mas poderia ser de maneira saudável e respeitosa. Agora era a vez de Manassés e Efraim, e José não sabia que o caçula seria maior que o mais velho. Isso não tem problema de caráter moral – são potenciais. O próprio José, que não era dos primeiros filhos de Jacó, foi maior que todos eles, ainda que contra a vontade de todos. Deixe-me dizer-lhes como entendo isso: Todos somos filhos e servos de Deus. Todas as coisas pertencem a Deus. Todas as coisas devem ser feitas para glorificar a Deus. Todas as nossas atividades, dons e talentos tem como propósito principal glorificar e adorar a Deus e à partir disso, servir e edificar o próximo, expressar o amor e a graça de Deus. A vinha é do Senhor – Todos somos servos trabalhando nessa vinha. Assim sendo, “Mas agora Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis” (1 Co 12.18). Cada um foi colocado onde Deus quis, na função que ele quis, baseado na capacidade, competencia, dons que ele mesmo distribuiu. Minha conclusão é que agir fora disso é de uma infantilidade e imaturidade tão grande, tão egoísta, caçando confusão e tentando aparecer bem na foto. Se puder, fuja disso, fique na sua e sirva com alegria e satisfação, para glória de Deus.

Pai, obrigado por ser Deus e Senhor de tudo e de todos; por seu generoso amor nos tem chamado para a salvação e o serviço do Reino; é um privilégio te servir e àqueles a quem amas. Permita que cresçamos em graça e conhecimento e possamos engrandecer o teu santo nome com nossas atitudes e oportunidades em amor. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

José Foi Abençoado

Meditação do dia: 31/07/2021

“E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais Abraão e Isaque, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia;” (Gn 48.15)

José Foi Abençoado – Por estimativa de aproximação, Jacó estava com cento e quarenta e sete anos de idade; à cento e sete anos aproximadamente, ele recebera a bênção de seu pai. Sabemos bem a história, que isso foi feito de improviso, por baixo dos panos, sendo que Isaque fora enganado por Jacó e Rebeca, já que a intenção dele seria abençoar a Esaú. Estou puxando esse assunto por se tratar de uma mesma temática, a bênção paternal. Defendo de coração, unhas e dentes o direito do filho receber a bênção de seus pais e os pais exercerem o direito sagrado de abençoar os seus filhos. São duas circunstancias que se mostram criativas para nós estudarmos e buscar compreensão, porque todos queremos a bênção para nós como filhos e queremos também dá-la aos nossos filhos. Jacó, incentivado pela mãe, para que de livre e espontânea pressão tomasse aquilo que ela entendia ser o direito dele como filho e que o pai não lhe daria espontaneamente. Aqui, José se apresenta diante do pai, para uma visita de cortesia ao saber que ele está adoentado e próximo de sua morte. Assim, as circunstancias se tornam extremamente diferentes. Jacó, diz a José que tomará para si os dois filhos deste, para comporem as tribos de Israel e assim, José coloca seus filhos diante de seu pai, para receberam a oração e a bênção paternal e desse modo ele abria mão do seu direito de ser uma das tribos, para ser na verdade duas tribos. Jacó, na sua vez trabalhou, foi astuto, teve que improvisar e atuar como um ator para passar despercebido por seu irmão e sem levantar suspeitas do pai, apropriar daquilo que entendia ser seu. Exercitando a minha criatividade, sendo que posso estar equivocado, ou há mais coisas a observar que ainda não percebi, mas apenas me dando o direito de pensar intimamente sobre a questão – Faltou fé em Jacó, para permitir que Deus, o Poderoso Deus de Abraão e Isaque, cuidasse do assunto e fizesse a intervenção necessária, para que a bênção que era dele, viesse de fato a ser dele, embora o pai estivesse agindo para favorecer Esaú. Nós temos a inclinação ou tendência de imaginar que em certos casos nós sabemos mais do que de fato sabemos e se não agirmos prontamente haverá prejuízos para o reino de Deus – como se Deus não soubesse de tudo e não tivesse o perfeito controle de todas as coisas. Como seria isso? Não sei! Do mesmo modo que não sei como seria se Eva não tivesse comido do fruto do conhecimento do bem e do mal e o dado a Adão, que também comeu, dando nisso tudo que temos hoje! Como seria se Adão não tivesse aceitado o fruto? Também não sei, porque essa variante nunca existiu. O que eu sei é bem claro: Deus é Deus, é poderoso e fiel para cumprir todas as suas promessas, com o sem a minha ajuda. Ele realizaria os seus propósitos eternos através de Jacó, como havia dito a Rebeca quando eles ainda estavam no seu ventre. Jacó cavou com as unhas e dentes para receber a bênção de seu pai e agora ele duplica a bênção sobre a vida de José, sem que esse esboce qualquer esforço ou pedido. Isso me faz lembrar as promessas divinas ao seu povo através da obediência à sua Palavra e vontade. “E será que, se ouvires a voz do SENHOR teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos que eu hoje te ordeno, o SENHOR teu Deus te exaltará sobre todas as nações da terra. E todas estas bênçãos virão sobre ti e te alcançarão, quando ouvires a voz do Senhor teu Deus (Dt 28.1,2).

Pai amado, obrigado pelo teu imenso amor e bondade demonstrado para conosco através de Jesus Cristo, o teu amado filho. Agradecemos, de todo o nosso coração. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

À Direita e à Esquerda

Meditação do dia: 30/07/2021

“E tomou José a ambos, a Efraim na sua mão direita, à esquerda de Israel, e Manassés na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele.” (Gn 48.113)

À Direita e à Esquerda – Direita e esquerda fazem parte de um grande conjunto de dualidades da vida. Talvez essa razão e uma série de outros motivos as dualidades se tornaram um campo fértil para tudo, incluindo o misticismo filosófico-religioso assumindo as mais diversas formas em todo o mundo. À uns anos atrás quando o assunto da moda no universo gospel era a “Nova Era,” o Yin-Yang ficaram nas paradas de sucesso no mundo ocidental, como uma febre. É representado por um circulo com formações em preto e branco e encontramos definições sobre eles da seguinte forma: (Yin e Yang são conceitos do taoismo que expõem a dualidade de tudo que existe no universo. Descrevem as duas forças fundamentais opostas e complementares que se encontram em todas as coisas: o yin é o princípio da noite, Lua, a passividade, absorção. O yang é o princípio do Sol, dia, a luz e atividade). Me propósito aqui não é desdenhar ou menosprezar o que quer seja, pois nessa vida há mais coisas do que a nossa vã filosofia pressupõe. Em algumas culturas, o lado esquerdo, ou mão esquerdo não pode ser utilizado para certas atividades, por razões que só eles entendem e cultivam. Também a uma gama de superstições sem qualquer fundamento que permeia a mentalidade dos povos. Sei por exemplo que aqui no Brasil, na educação escolar, já houve tempo em que não se admitia que uma criança “canhota” desenvolvesse atividades com a mão esquerda, elas eram obrigadas a se adaptarem ao uso da mão direita nas atividades escolares, em casa no uso de talheres e ferramentas etc. hoje sabemos que era pura ignorância misturado com misticismo. Por muito tempo não houve móveis, equipamentos, ferramentas e instrumentos musicais para esse público – eram forçados a improvisar ou ficar fora. Nas Escrituras Sagradas judaico-cristãs encontramos abundantes ensinamentos com viés de dualidades, mas sem uma tendência moral e ética tendenciosa. Jesus fala de duas portas e dois caminhos que conduzem a vida e à perdição eternas. Ele também ensina que uma pessoa, tal qual uma árvore não pode produzir dois frutos diferentes de sua natureza. Falou sobre a impossibilidade de servir a dois senhores ao mesmo tempo. Tiago fala de uma fonte que não pode jorrar água doce e amarga simultaneamente. No texto da nossa meditação, sem fazermos juízo ético, percebemos a manifestação de uma crença consolidada sobre as mãos ou lados, que serviriam para designar a posição de autoridade e bênção. Foi assim que ao posicionar os filhos Manassés e Efraim diante do avô, para serem recebidos e abençoados como filhos, compondo as doze tribos – José posicionou o garotos, invertendo as posições deles de tal modo que o mais velho ficasse sob a mão direita de Jacó e o mais novo sob a mão esquerda. José estava ciente de sua responsabilidade como pai de proceder cerimonialmente de forma correta, para garantir aos seus filhos a bênção de forma correta, para serem inclusos nas bênçãos da aliança entre o Deus Todo-Poderoso e Abraão, para que fossem confirmadas sobre eles agora, a mesma ratificação que já vinha acontecendo com Isaque e Jacó e de agora em diante, seria para doze filhos, as doze tribos. Nada muito diferente do que certas práticas místicas que percebemos nos meios evangélicos e cristãos, fomentando uma fé mais acentuada na forma, no ritual, no objeto ou prática, do que no Abençoador e Senhor de todas as coisas. Deus tem compromisso sério com sua Palavra e não com métodos ou práticas, algumas delas ardilosamente montadas ou mantidas apenas para prender os incautos e favorecer mercenários e ministros com práticas espúrias. Apegue-se a Deus! Firme sua fé na Palavra e nas promessas de Deus. Busque compreensão através do Espírito Santo.

Obrigado Pai, por abençoar as nossas vidas pelo comprometimento com a verdade revelada nas Escrituras e para quem vive dentro do campo seguro das alianças celebradas com o teu povo, garantidas pelo sacrifício de Cristo na cruz. Pedimos ajuda para nos firmarmos em ti e vivermos as bênçãos e os favores da tua graça para os nossos corações; oramos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Não acreditando no Que Acredito

Meditação do dia: 29/07/2021

“E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto; e eis que Deus me fez ver também a tua descendência.” (Gn 48.11)

Não Acreditando No Que Acredito – uma das coisas mais tremendas que acho na Bíblia, como Palavra de Deus, um guia indispensável e infalível para a nossa caminhada de fé e de vida, é que ela retrata a verdade como ela é, sem dourar a pílula, ou maquiar os fatos, acomodando-os dentro de um prisma que só o que é bom apareça. O bom está no todo e não apenas num detalhe. As falhas, os pecados, as fraquezas, as quedas e o que há de negativo e ruim nas pessoas são mostradas com a mesma precisão e importância que as vitórias, as conquistas, os atos de heroísmo e as grandes manifestações de fé. A beleza do ser humano está em ser imperfeitamente perfeito, ou se preferir perfeitamente imperfeito. Quando o escritor aos Hebreus enaltece os heróis da fé, ele estava falando de pessoa como você e eu e outros irmãos que conhecemos no dia a dia de nossas vidas. “Os quais pela fé venceram reinos, praticaram a justiça, alcançaram promessas, fecharam as bocas dos leões, Apagaram a força do fogo, escaparam do fio da espada, da fraqueza tiraram forças, na batalha se esforçaram, puseram em fuga os exércitos dos estranhos. Dos quais o mundo não era digno” (Hb 11.33,34,38a). Aqui hoje estamos meditando na passagem que retrará uma conversa de dois homens que admiramos demais, por tudo que eles foram e fizeram pelo reino de Deus; pessoas para as quais nos curvamos em reverencia e respeito e como dizemos em bom português: “tiramos o chapéu para elas.” Jacó e José, pai e filho, vencedores e homens de posturas dignas e o nosso ancião diz ao filho: “Eu não cuidara ver o teu rosto…” Ele está afirmando que em determinada época de sua vida, por todos os elementos que ele tinha (ou não tinha), ele desistiu de acreditar que veria novamente o  rosto do filho. Foram vinte e dois anos sem nenhuma notícia, sem nenhuma informação e a verdade estava camuflada bem debaixo da barba dele, com os filhos que conspirara traiçoeiramente e mantinham uma versão fabricada, mentirosa e dolosa, esperando que o tempo os ajudasse, sumindo com José de vez e assim eles ficariam só com a culpa do desaparecimento e não precisariam arcar com as consequências do aparecimento do “defunto vivo” que fora despedaçado por feras no campo. Jacó não perdeu a fé, não desistiu nem do filho e nem da bondade de Deus. Claro, você pode criar a sua versão para a atitude dele, mas isso não vai mudar a mentalidade vitoriosa dele e da Palavra de Deus. O Senhor estava construindo uma carreira na vida de José e o único caminho viável era esse, e José assim o compreendeu e Jacó também. Até os irmãos dele se renderam ao fato de que as intenções deles não foram boas, mas Deus cuidou de tudo para o bem de todos. Você tem uma história e nelas há fatos acontecidos, acontecendo e que virão à acontecer; na minha vida também! Vamos prevalecer, e superar os obstáculos?

Senhor, nos rendemos à tua vontade, por ser a melhor opção e a mais sábia de todas as decisões que podemos tomar. Agradecemos pelas lições de vida que podemos tirar das experiencias de pessoas como Jacó e José, que viveram e serviram ao Senhor nos seus dias e foram exemplos e o são ainda hoje. Obrigado pelas bênçãos que temos recebido, mas especialmente pelo privilégio de podermos ser de alguma forma bênçãos e instrumentos em tuas mãos para tua glória e edificação do Corpo de Cristo, a igreja. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Reverencia e Respeito

Meditação do dia: 28/07/2021

“Então José os tirou dos joelhos de seu pai, e inclinou-se à terra diante da sua face.” (Gn 48.8,9)

Reverencia e Respeito – “Crianças são imitadoras por natureza; elas insistem em imitar os pais por mais que eles tentem lhes ensinar boas maneiras.” Essa frase foi e ficou muito bem marcada em minha mente e coração, quando preparava um material para trabalhar com família. Aquilo que os pais ou adultos fazem exerce um papel muito forte na formação das crianças; sendo assim, todos nós estamos discipulando crianças o tempo todo. Elas observam nossos valores e escolhas e ponderam dentro de si mesmas e fazem o seu próprio juízo que a seu tempo será expressado em palavras ou atitudes. Os filhos de José tiveram a oportunidade de conviver de certa forma por dezessete anos com o avô paterno, o que aproximadamente seriam rapazes entre vinte e vinte e três anos provavelmente. Isso significa que puderam presenciar muitas oportunidades em família para aprenderem por experiencias o modo digno e honroso que seu pai tratava o pai dele. Ver um primeiro ministro de estado, de uma nação grande e poderosa se curvando diante de alguém, por pura reverencia e respeito é muito importante para a formação das gerações mais novas. Criados no palácio e com acesso fácil ao Faraó, e as muitas formas de respeito demonstradas ao soberano, eles tinham também a oportunidade de ver seu pai, uma autoridade respeitada, mostrando reverencia a um ancião simples mas que fazia por merecer todo o carinho que lhe era dedicado. Algumas dessas questões estão ligadas à educação e aos bons modos pessoais e familiares; com especial atenção ao que se cultiva dentro de casa, no aconchego e intimidade familiar. O que os adultos e especialmente os pais falam, demonstram e expressam, funde-se com os demais ensinamentos e as boas práticas passadas aos filhos. Honrar os pais é um mandamento que futuramente foi incorporado às leis dadas ao povo de Israel; mas aquilo já era princípio de vida ensinado e cultivado pelas civilizações antigas. São valores! Nas culturas ocidentais não é comum honrar os Idosos, contudo nas culturas orientais e africanas este costume de honrar e respeitar os idosos é muito valorizado. Já ministrei ensinos bíblicos à pessoas de comunidades de origem nipônicas e esses valores são apreciados e praticados com muita naturalidade. Provavelmente eles impactaram mais a minha vida com aquelas demonstrações de apreço aos anciãos do que pude fazer na vida deles através das pregações. Alguns dos materiais da UDF (Universidade da Família), demonstram que esses aspectos valiosíssimos foram dizimados da cultura ocidental moderna, por um plano bem elaborado das forças do mal, para impedir os processos naturais da bênção geracional chegar aos filhos e netos, mesmo em famílias ditas cristãs. Quem tem familiares idosos, valorize-os, respeite-os e ame muito e não economize nas possibilidades de demonstrar isso. As chances de um dia isso te acontecer poderá ser grande.

Senhor Deus e Pai, nosso e de do Senhor Jesus Cristo. Te adoramos por aquilo que tu és e agradecemos pelos teus grandes feitos para conosco. Obrigado pela oportunidade de honrar os nossos anciãos e produzir nos seus corações um sentimento de que pertencem a esse lugar e a essa época e são queridos e amados e suas vidas são bênçãos para todos nós. agradecemos pela igreja ter um papel de ser uma guardiã da verdade e da bênção do Senhor para todas as gerações e famílias da terra, para que os propósitos e as promessas feitas à Abraão se cumpram cabalmente. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Os Filhos Que Deus Deu

Meditação do dia: 27/07/2021

“E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes? E José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze-mos aqui, para que os abençoe.” (Gn 48.8,9)

Os Filhos Que Deus Deu – A vida é uma somatória de muitas coisas e fatores, que ao final se fecha como uma peça única. As muitas possibilidades que se apresentam, proporcionam outras tantas probabilidades. Algumas escolhas que fazemos são agregadas e as carregamos conosco por toda a existência; outras escolhas que não fazemos, ou que recusamos entram para um seleto grupo de possibilidades, “SE” tivéssemos feito isso ou aquilo. A maturidade e a responsabilidade leva a pessoa a viver a sua realidade e abrir mão daquilo que ela escolheu deixar para trás; são caminhos não percorridos e foi uma escolha não entrar por eles. Estou me referindo por exemplo, a ter escolhido estudar isso e não aquilo, ter me formado nessa profissão ou área e não naquela; ter escolhido morar em A e não em B. A vida atual é a vida real, a verdadeira, a escolhi com seus altos e baixos, sucessos e fracassos e tudo o que está dentro dela. Aquela outra vida, só existe no imaginário utópico – “se eu tivesse…” José veio para o Egito “a contra-gosto” e se estabeleceu ali, se casou e teve filhos. O tempo de bênçãos e farturas, honras e privilégios sucederam a tempos difíceis e provações terríveis. Tudo indica que ele nem mesmo escolheu a moça com quem se casar, ela veio como presente de Faraó; ela era filha de um sacerdote idólatra dos cultos egípcios; provável também que não seria a escolha natural dele. MAS o José que de verdade, da vida real, ganhou a liberdade e a aceitou de muito bom coração; foi convidado a salvar o Egito e a população inteira das regiões próximas e também encarou o desafio como sendo um ministério dado por Deus e para o qual ele fora preparado a vida toda. Na vida real, José encampou todos os acontecimentos anteriores, incluindo sua condição de escravo, as pessoas que o dominaram, as que o oprimiram e maltrataram, junto com as boas e pacientes, solidárias e que lhe deram oportunidades de servir e ser útil, tudo isso para ele fazia parte de uma trama maior e na qual Deus, o seu Deus estava no controle, dirigindo e cuidado de tudo até chegar o momento certo para ele entrar em ação. Quando vieram os filhos, ainda nos sete anos de fartura, ele lembrou o cuidado de Deus com ele, homenageando com o nome de cada um de seus filhos. “E chamou José ao primogênito Manassés, porque disse: Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho, e de toda a casa de meu pai. E ao segundo chamou Efraim; porque disse: Deus me fez crescer na terra da minha aflição (Gn 41.51,52). Esse esquecer de todo o trabalho e a casa de seu pai, significa superar, considerar como necessário e sem que isso pese na vida. E no caso do segundo filho, ele reconhecer o quando ele cresceu na terra do seu sofrimento. Ele percebia que a soma de todas as coisas era positiva e favorável a ele e não havia espaço para mágoas e ressentimentos. José tinha a capacidade de construir sobre ruínas, ainda fosse sobre seus próprios sofrimentos, dali poderia ser erguido algo construtivo e abençoador. Esses são os filhos que Deus me deu! Esses são os resultados do trabalho que Deus me confiou! Esses são os frutos da minha vida, produzidos com a graça de Deus! Lixo, cascas. Restos e sobras, devem ir para os seus devidos lugares. Não acumulemos isso dentro de nós e nem nas proximidades de nossa vida.

Senhor, nós te agradecemos pela bênçãos de pertencermos a ti e poder construir histórias inteiras, de sucesso, bênçãos e prosperidade mesmo onde foi campo de batalhas e sofrimentos. Obrigado pro andar conosco por caminhos que consideramos difíceis, mas com a tua presença, isso pode ser mudado e se tornar fator de bênçãos e produtividade criativa. Agradecemos em nome de Jesus, amém.

Pr Jason

Abençoando os Filhos de José

Meditação do dia: 26/07/2021

“E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes? E José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado aqui. E ele disse: Peço-te, traze-mos aqui, para que os abençoe.” (Gn 48.8,9)

Abençoando os Filhos de José – Veredas antigas são os caminhos eternos de Deus traçados para o bem-estar da comunidade humana aqui na terra. São marcos, como estacas cravadas que delimitam território e garantem segurança e prosperidade para quem segue essas prescrições. “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas; mas eles dizem: Não andaremos nele. (Jr 6.16). A bênção paternal é parte integrante de um longo e maravilhoso processo de criar filhos e formar famílias abençoadas, dentro de critérios que agradam a Deus e atraem o favor divino pela contínua e persistente atividade de ensinar e experimentar as verdades das Escrituras. Famílias estão no centro dos propósitos divinos desde o começo de todas as coisas. Na criação, uma família foi formada sob as bênçãos do Criador e a ela foram delegadas muitas responsabilidades a serem desenvolvidas e assim o ato criativo de Deus se perpetuaria através do legado humano. Todas as coisas foram criadas em seis dias e entregues ao homem para administrar e desenvolver. Os primeiros dias devem ter sido de boas descobertas e reconhecimento de necessidades, desejos, instintos que direcionavam a mente criativa de Adão e Eva. Havia tudo e não havia nada e não faltava nada porque tudo estava por ser desenvolvido, inventado, adaptado e melhorado no uso diário. Você consegue imaginar o primeiro dia do Casal, no imenso e belo jardim, com árvores, frutos, flores e tudo mais que gostamos e admiramos, mas não havia nada das utilidades domésticas que são tão úteis no dia a dia. Provavelmente os dentes e as unhas foram as primeiras ferramentas, e assim se notou a necessidade de criar alguma coisa ou adaptar o que existia ali por perto para remediar e contornar as demandas e um dia após outro, foram aperfeiçoando e criando novas coisas e assim o fazemos até hoje. Mas tudo isso era para servir as pessoas, a família e facilitar cumprir o propósito e a ordem recebida de Deus. Ainda hoje estamos cientes de uma missão que nos foi ordenada e da qual prestaremos conta do desempenho; para executá-la a contento nos foram fornecidos instrumentos e equipamentos, cujas funções é servir e facilitar o trabalho para a missão maior, não para possuir por possuir. Jacó saiu da casa de seus pais para poder cumprir um propósito divino dentro de uma aliança eterna; quando voltava para casa, seu irmão foi lhe ao encontro e lhe fez a mesma pergunta que hoje ele fez a José: “Quem são estes?” e lá ele pode dar uma resposta todo orgulhoso da favor de Deus e dele estar na direção certa do cumprimento de sua parte na aliança. “Depois levantou os seus olhos, e viu as mulheres, e os meninos, e disse: Quem são estes contigo? E ele disse: Os filhos que Deus graciosamente tem dado a teu servo” (Gn 33.5). Um pormenor que me parece interessante, no sentido de engraçado na cena em si descrita na meditação anterior é que Jacó apropriou-se dos dois filhos de José, tomando-os para si e nomeando-os como tribos entre as doze. Ao fazê-lo, mas fisicamente é quase certo que suas vistas já não eram boas devido a velhice e ele não reconheceu os meninos. “Agora, pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus: Efraim e Manassés serão meus, como Rúben e Simeão;” (Gn 48.5). “E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes?Essa pergunta patriarcal pode também ter outros desdobramentos espirituais, pois a resposta certamente indicará os traços e características que já foram imprimidas na vida dos meninos. Como acontece aos nossos filhos ainda nos dias de hoje e assim será também nas próximas gerações.

Obrigado Senhor pelas tuas veredas antigas, que ainda são válidas para nós nos dias de hoje, porque amamos a Tua Palavra e nos propomos obedecer e andar guiados por ela. Sabemos das nossas limitações e fraquezas, mas também estamos conscientes da tua grandeza e poder soberano e absoluto sobre todas as coisas. Somos gratos pela nossa família e pelos filhos que fazem parte da aliança que está celebrada entre nós e o Senhor e manifestamos o desejo de permanecer nela em todo tempo. Pedimos graça e sabedoria para viver a tua vontade, todos os nossos dias. Em nome de Jesus, amém.

Pr Jason